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CAM-CLAY

Manoel Porfirio Cordão Neto

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FACULDADE DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHEIRA CIVIL E AMBIENTAL
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOTECNIA
1
CAM-CLAY

VARIÁVEIS

Tensões
Variáveis
Estado
Deformações

2
TENSÕES

3
CAM-CLAY

TENSÕES

PLANO
• (𝛉)

DIREÇÃO
• Normal (Rigidez)
• Tangente (Resistência)
𝝈𝒏 𝝉𝒏 𝝉𝒏 𝝈𝒏

4
CAM-CLAY

TENSÕES

Tensor de tensões
 x  yx  zx 
 
 xy  y  zy 
 xz  yz  z 
 
O tensor  representa as tensões em um ponto

 i : Positivo se de compressão (sentido


oposto à normal ao plano)

 ij : Positivo se dirigido (índice j) em


direção oposta ao eixo j
CAM-CLAY

TENSÕES PRINCIPAIS
• n , tensão principal  n k   x k   yxl   zx m Sistema com 4
• {n} = (k, l, m) , direção  l   k   y l   zy m incógnitas (n, k, l, m)
principal pnxn   xyn k
 n m   xz k   yz l   z m mas para 3 equações
z pny   n l
p  Sn
pnz   n m
pnz onde
pnx   n k p
n
pny   n l |pn| n
pny   x   n   yx  zx   k  0
pnz   n m     
 n 
pnx y
  xy y  zy   l   0 (1)
   m  0
  xz  yz  z n     
  
x

Tensão principal são as tensões que atuam num plano onde a componente de tensão
cisalhante é nula (𝝉𝒏 = 0)
CAM-CLAY

TENSÕES PRINCIPAIS
z
n 1
n  0  k , l, m
n
n
k  n .cos  n , x 

m
l  n .cos  n , y  Não podem ser todos nulos ao mesmo tempo !
y
l m  n .cos  n , z 
x
k 2  l 2  m2  1 (2)

Solução não-trivial:
 x   n   yx  zx
 xy  y   n   zx  0  M  detM  P  n    n3  I1 n2  I 2 n  I3  0
 xz  yz  z   n  Polinômio Característico
CAM-CLAY

TENSÕES - INVARIANTES

I1   x   y   z

 x  yx  y  zy  x  zx Os invariantes de tensões sempre dão


I2   
 xy  y  yz  z  xz  z o mesmo valor independente do
sistema x, y, z a que o tensor de
 x  yx  zx
tensões está referido
I   xy  y  zy  det  S   S
3
 xz  yz  z

8
CAM-CLAY

TENSÕES - DIREÇÕES PRINCIPAIS


3 z 3 2
3
n3 2 2

n2
1
n1
1 y
1
x

 1 0 0
 
Espaço de Haigh-Westergard: Ou 0 2 0
“espaço de tensões principais (1-2-3)” 0
 0  3 
Tensor de tensões principais
CAM-CLAY

TENSÕES OCTAÉDRICAS
3
cos 2 a  cos 2 a  cos 2 a  1
1
cos a   a  5444'
n (1=2=3 ) 3
Eixo Hidrostático
a
a a
 1 
 3 
2
 1 0 0 
 1 1 
0  
Planos Octaédricos (8) 1 1 
 oct    0 2
 3 3 3  3
1  0 0  3   1 
 
 3

  1   2   3 
São tensões atuantes em planos cuja normal 1
 oct
é equidistante das direções principais 3

10
CAM-CLAY

TENSÕES OCTAÉDRICAS

 x  yx  zx   oct 0 0   x   oct  yx  zx 
     
 xy  y  zy    0  oct 0     xy  y   oct  zy 
 xz  yz  z   0     xz     
  0 oct   yz z oct 
Tensor Hidrostático Tensor Desvio

Controla deformações Controla a ruptura


volumétricas

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CAM-CLAY

TENSÕES
 x  yx  zx 
Modelo  
matemático para  xy  y  zy 
9 componentes?  xz  yz  z 
 

x  y z 1   2   3  1  2 3
p   (se  2   3 )
3 3 3
Componentes para
representar o estado 1
q   1   2     2   3    3   1  
2 2 2

de tensão: 2 
q   1   3 (se  2   3 )
Invariantes de
Cambridge 𝒑, 𝒒, 𝜽
  1  2 2   3 
  30o -atan  
 3   1   
3  12
CAM-CLAY

TENSÕES
1
A’’
x  y z 1   2   3  1  2 3
A p   (se  2   3 )
3 3 3
Q
 Q q
1
  1   2     2   3    3   1  
2 2 2

2 
A’ q   1   3 (se  2   3 )
P
p 3   1  2 2   3 
  30 -atan 
o

 3  1 3  
  

2
s
Plano octaédrico

13
DEFORMAÇÕES

14
CAM-CLAY

DEFORMAÇÕES
CAM-CLAY

DEFORMAÇÕES

Deslocamentos Deformações

u u
du  dx  dy  dz
u  x   u   xy  xz 
x  x 
x y z  2 2 
v v
dv  dx  dy  dz
v  y   v   xy
   
 
 y yz 
x y z y
 2 2 
  xz  yz 
w w w
dw  dx  dy  dz  z   w 
 2 2
z 

x y z z
 u v   u w 
 xy       xz     

y x   z x 
 v w 
 yz     

z y 
CAM-CLAY

DEFORMAÇÕES PRINCIPAIS

1 0 0 
0  0 Deformações em um plano cujas componentes de
deformação cisalhante (de distorção) são nulas.
 2 
 0 0  3 
Q n    n  J 1 n  J 2  n  J 3  0
3 2

Polinômio Característico

17
CAM-CLAY

DEFORMAÇÕES – INVARIANTES
Invariantes:
z Elemento Sólido J1  a  b  c Perímetro
b J 2  ab  bc  ac Área
a A1=ab J 3  a.b.c Volume
ck
c
E
c
A3=ac
J1   x   y   z

A2=bc
a y
1
J 2   x  y   y z   x  z 
4 
 xy2   xz 2   yz 2 
 
ai 1 1 2  2  2
bj 
J 3  x  y z       x yz  y zx  z xy
b 4 xy xz yz 4
x
18
CAM-CLAY

DEFORMAÇÕES OCTAÉDRICAS

Definidas de maneira semelhante às


I
tensões octaédricas
 oct d
  3     
1
  J
v 1
oct 1 2 3
3 3 

2
               
2 2 2

oct
3 1 2 1 3 2 3 oct 1
III

 II
CAM-CLAY

DEFORMAÇÕES OCTAÉDRICAS

  xy  xz    xy  xz 
 x   x   oct 
 2 2   oct 0 0   2 2 
  xy  yz      xy  yz 
 y    0  oct 0    y   oct
 2 2  2 2 
  xz  yz   0 0  oct   
z    xz  yz 
  z   oct 
 2 2   2 2 

Tensor Hidrostático Tensor Desvio

20
ELASTICIDADE

21
CAM-CLAY

ELASTICIDADE

Meio contínuo

dy

Volume elementar representativo:


“região” de um corpo físico material,
cuja dimensão mínima pode ser
associada a um ponto material de um dx
meio contínuo.
Pequeno suficiente para ser um ponto.
Grande suficiente para ser homogêneo
e representativo

22
CAM-CLAY

ELASTICIDADE
Equação de equilíbrio
O equilíbrio de forças na direção vertical para o elemento é
 
 y y   y y
 Fy  0   y  .   y  .   xz 

 y 2 
y 2 
 

 zy z   zy y  
  zy 

  zy  
xy 
 z 2 
z 2  


 xy x   xy x  
  xy    xy  
zy  mg  0
 x 2 
x 2  
 

Dividindo por V  xyz obtém-se:


dV  dxdydz  xy  zy  y
    0
x z y
CAM-CLAY

ELASTICIDADE
Para  Fx  0  Fy  0 e  Fz  0

  x  xy  xz
    bx  0
 x y z

  yx  y  yz
    by  0
 x y z
   zy  z
 zx
   bz  0
 x
 y z

dV  dxdydz
CAM-CLAY

RELAÇÃO TENSÃO - DEFORMAÇÃO


z 1
 zz  z Lei de Hooke
E

 zz  zx  zx   xx  

x
E


 zy   yy   y
E

1  
z  z  x  y
E E E

x
z
CAM-CLAY

RELAÇÃO TENSÃO - DEFORMAÇÃO


21   
x 
1

 x   y   z   yz 
1
 yz   yz G
E
E E G 21   
21   
E

 y   y   x   z 
1
  xz 
E
1
 xz   xz
G
21   
z 
1
E

 z   x   y    xy 
E
1
 xy   xy
G
 1
E
 
0 0 0



E E 
  1 
0 0 0 
E E E 
 
   1
0 0 0 
E E E 
Lei de Hooke C e    
 
 0
2 1  
0 0 0 0 
generalizada: []=[Ce][]  E 
 2 1   
 0 0 0 0 0 
 E 
 
 0 2 1   
0 0 0 0
 E 
26
CAM-CLAY

RELAÇÃO TENSÃO - DEFORMAÇÃO


E E
x 
(1   )(1  2 )
 x   y   z ) 
1 
x  yz  G yz
E
y   x   y   z ) 
E
y  xz  G xz
(1  )(1  2 ) 1 

z 
E
 x   y   z ) 
E
z
 xy  G xy
(1  )(1  2 ) 1 

a  b a a 0 0 0
a b  
 a a  b a 0 0 0 
 a a ab 0 0 0
Lei de Hooke D   
e

 
generalizada: []=[De][]  0 0 0 G 0 0
 0 0 0 0 G 0
 
 0 0 0 0 0 G 
27
CAM-CLAY

RELAÇÃO TENSÃO - DEFORMAÇÃO


Principio das tensões efetivas
 x   'x  Pw  xy   'xy
 y   ' y  Pw  xz   'xz
 z   'z  Pw  yz   ' yz

 x  xy  xz  'x  xy  xz Pw
   bx  0     bx  0
x y z x y z x
Substituindo:  yx  ' y  yz Pw
 yx  y  yz     by  0
   by  0 x y z y
x y z
 zx  zy  'z Pw
 zx  zy  z x

y

z

z
 bz  0
   bz  0
x y z
Forças de percolação
CAM-CLAY

RELAÇÃO TENSÃO - DEFORMAÇÃO


Forças de percolação

f   w ix
w
x Carga hidráulica:
Pw
 1   Pw  Pw h y
f 
x
   w  x x
 w   x
w

h 1 Pw
Pw 
fw 
x
x  w x
x

29
CAM-CLAY

RELAÇÃO TENSÃO - DEFORMAÇÃO


Substituindo:

 x  (a  b) x  a y  a z
av b x G xy G xz Pw
 y  a x  (a  b) y  a z  Fx  x  x  y  z  x  bx  0
 z  a x  a y  (a  b) z av b y G yx G yz Pw
 Fy  y  y  x  z  y  by  0
 yz  G yz av b z G zx G zy Pw
 xz  G xz  Fz  z  z  x  y  z  bz  0
 xy  G xy

30
CAM-CLAY

RELAÇÃO TENSÃO - DEFORMAÇÃO


 x   u  y   v
av b y G yx G yz Pw x y
 Fy  y  y  x  z  y  by  0  u w 
 z   w  xz     
av b y   yx  yz  Pw
z  z x 
 G      by
y y  u v   v w 
 x z  y  xy       yz     

y x  
z y 

av b 2 v   u v    w v  Pw
 G   G     by
y y 2
x  y x  z  y x  y

31
CAM-CLAY

TENSÕES - DEFORMAÇÕES

Associado com cada variável de tensão é preciso uma variável de deformação

Deformação volumétrica

d  v  d 1  d  2  d  3  d 1  2d  3 (se  2   3 )

Medida de deformação desviadora

2
d d 
3
 d 1  d  3 

32
CAM-CLAY

TENSÕES - DEFORMAÇÕES
Associado com cada variável
RELAÇÃO TENSÃO -
de tensão é preciso uma
variável de deformação DEFORMAÇÃO

x  y z 1   2   3  1  2 3
p   (se  2   3 ) d  v  d 1  d  2  d  3  d 1  2d  3 (se  2   3 )
3 3 3

1
q   1   2     2   3    3   1  
2 2 2
2
2  d d   d 1  d  3 
3
q   1   3 (se  2   3 )

33
ELASTOPLASTICIDADE

34
CAM-CLAY

MODELO ELASTO-PLÁSTICO

𝒌 𝒌
𝑊 𝑊
𝑭𝒐𝒓ç𝒂 𝒆𝒙𝒕𝒆𝒓𝒏𝒂
𝝁 𝝁
𝑾 ∗ 𝝁 = 𝑭𝒐𝒓ç𝒂 𝒂𝒕𝒓𝒊𝒕𝒐
F
𝑳𝒊𝒎𝒊𝒕𝒆 → 𝑫𝒊𝒔𝒔𝒊𝒑𝒂çã𝒐
𝑭𝒂

Trabalho armazenado Máxima energia que o


na mola sistema pode absorver

35
CAM-CLAY

MODELO ELASTO-PLÁSTICO

𝒌
𝑊 𝑊
𝑭𝒐𝒓ç𝒂 𝒆𝒙𝒕𝒆𝒓𝒏𝒂
𝝁

F
𝑳𝒊𝒎𝒊𝒕𝒆 → 𝑫𝒊𝒔𝒔𝒊𝒑𝒂çã𝒐
𝑭𝒂

Trabalho armazenado Máxima energia que o


na mola sistema pode absorver

Variáveis de trabalho

conjugado 36
CAM-CLAY

MODELO ELASTO-PLÁSTICO

Até um determinado limite o F


trabalho transferido no sistema
𝑭𝒂 𝑳𝒊𝒎𝒊𝒕𝒆
é absorvido. Se ultrapassar esse
limite, o trabalho é convertido
em movimento que gera gasto
de energia.
Não volta a sua configuração
inicial! 

37
CAM-CLAY

MODELO ELASTO-PLÁSTICO

Como se define um modelo elasto-plástico?


• Definir as variáveis de estado de tensão e deformação
•Tensão efetiva, tensão liquida, sucção, índice de vazios, saturação, etc
•(Variáveis que definem o estado do sistema)
• Definir comportamento elástico
• Definir propriedades elásticas
• Até chegar a superfície de plastificação o comportamento do sistema é
elástico

38
CAM-CLAY

MODELO ELASTO-PLÁSTICO

Definir uma superfície de plastificação


• Região do espaço e tensões onde ocorrem somente deformações
elásticas (recuperáveis)
• Definir a direção e a magnitude das deformações plásticas (superfície
potencial plástica)
• Superfície que da a direção das deformações plásticas
•Definir uma lei de evolução da superfície de plastificação – lei de
endurecimento

39
CAM-CLAY

MODELAGEM
e Aproximação
Não linearidade
Não volta para a mesma configuração

MODELO

log  '
40
CAM-CLAY

MODELAGEM
Comportamento Hidráulico
k
cv 
mv w
Comportamento Mecânico

O coeficiente de adensamento será tão preciso quanto o coeficiente de


compressibilidade seja

41
CAM-CLAY

MODELAGEM
Para um carregamento ∆𝝈 o processo de adensamento ocorrerá ao longo
de um intervalo de tempo ∆𝒕. Esse fenômeno depende do coeficiente 𝒄𝒗 ,
que por sua vez depende do comportamento hidráulico e do
comportamento mecânico. Observe que a magnitude dos deslocamentos
não estão envolvidas neste caso.
Tempo( s )

Altura (m) 𝑨𝒅𝒆𝒏𝒔𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐

42
CAM-CLAY

MODELAGEM
Por outro lado, a magnitude dos deslocamentos esta
diretamente ligada a resposta do material a um
carregamento
  H .

𝑴𝒐𝒅𝒆𝒍𝒐 𝑪𝒐𝒏𝒔𝒕𝒊𝒕𝒖𝒕𝒊𝒗𝒐

 43
CAM-CLAY

MODELO CONSTITUTIVO
O que é um bom modelo constitutivo?
Representa o comportamento do solo com a máxima precisão e o mínimo
de parâmetros

44
CAM-CLAY

MODELO CONSTITUTIVO
Problemas
Diferentes estados

Resistência de pico

Dilatância

45
CAM-CLAY

46
CAM-CLAY

CAM-CLAY
Cam-Clay
Foi desenvolvido para argilas normalmente adensadas
Utiliza conceitos de elasto-plasticidade e estado crítico

47
CAM-CLAY

CAM-CLAY

Elasto-plasticidade

48
CAM-CLAY

CAM-CLAY

Limite até onde o solo absorve


energia
Cinematicamente impossível

log  '
49
CAM-CLAY

CAM-CLAY
Não existem
Fisicamente impossível

e
F
𝑭𝒂


log  '
50
CAM-CLAY

CAM-CLAY
Endurecimento
𝑊 𝑊

F
𝑭𝒂

log  ' 
51
CAM-CLAY

CAM-CLAY

e A
B
C*
Estado impossível
(Agente externo)

AB é elástica – Não há movimento


relativo das partículas nem mudança
do arranjo estrutural (reversível) C
Máximo estado
BC é elasto-plástico – Há movimento possível para c
relativo das partículas ou mudança
do arranjo estrutural (irreversível)

log  ' 52
CAM-CLAY

CAM-CLAY

e A
B
Tensão de pré-
adensamento
Aumenta:

Mudança de configuração
D Tensão de pré-
adensamento
C

log  ' 53
CAM-CLAY

CAM-CLAY TREAJETÓRIA ISOTRÓPICA


Ensaio de compressão isotrópica

v 1  e   x  y  z
A p
𝜅
B 3
 
q  y x  0
𝜆
pB '
v B  v A   ln
pA '
p ' C
v  v   ln C
C B Relação com outros parâmetros
pB '   2,3Cc
  2,3Ce

ln p' 54
CAM-CLAY

CAM-CLAY TREAJETÓRIA ISOTRÓPICA


v 1  e • AB – Deformação Elástica
A  pB
B e AB
 ln A
1  e0 p
Deformação • BC – Deformação Elástica e
plástica Plástica
 pC
e BC
 ln B
D 1  e0 p

C • CD – Deformação Elástica
 pD
eCD  ln C
1  e0 p
•AD – Deformação Plástica
      pC
e AD
 ln B
1  e0 p
ln p'
55
CAM-CLAY

CAM-CLAY TREAJETÓRIA ISOTRÓPICA


v 1  e • AB – Deformação Elástica
  p'
A  pAB 
B 1  e0 p '
Deformação • BC – Deformação Elástica e
plástica Plástica
  p'
 BC

1  e0 p '
p
D
C • CD – Deformação Elástica
  p'
 CD
p 
1  e0 p '
e
 p   x y z •AD – Deformação Plástica
1  e0
 pAD 
     p '
1  e0 p'
ln p'
56
CAM-CLAY

CAM-CLAY TREAJETÓRIA ISOTRÓPICA


v 1  e (1  e0 ) p '
dp  d p Deformação
A  volumétrica plástica
B
Deformação
Aumento da tensão
plástica de pré-adensamento

D Tensão de pré-adensamento
relacionado com o índice de vazios
C
(e  N )
p(e)  exp
e 
 p   x y z
1  e0 𝑒 :Índice de vazios input
𝑁 :Índice de vazios associado com a tensão

ln p'
57
CAM-CLAY

CAM-CLAY OUTRAS TRAJETÓRIAS


Ensaio de compressão isotrópica
q

D E q  31  K 0  p  
1  2K0
A B C
v pa ' p ' , ln p '
A
B  x  y  z
p q  y x  0
A' D 3

Ensaio de compressão oedométrica


C

E L  0 L  0
NCL

31  K 0 
q p
1  2K0 58
CAM-CLAY

CAM-CLAY

Fy

Fx
𝑊

59
CAM-CLAY

CAM-CLAY
q
Linha de estado críticos - CSL Duas projeções de uma superfície
M Vista 3-D
D E
A B C
v pa ' p ' , ln p '
A
B
A' D

E
NCL

CSL

60
CAM-CLAY

SUPERFICIE DE PLASTIFICAÇÃO

Superfície de plastificação: região do


espaço que delimita o estado de
tensão admissível:
Embaixo da superfície: elástico
Sob a superfície: plástico
O tamanho da superfície é controlado
pela configuração inicial (tensão de
pré-adensamento)

Não pode ter pontos fora da superfície!

61
CAM-CLAY

SUPERFICIE DE PLASTIFICAÇÃO
f q M
2 2
 p0  p  p

e  N   ln  p0 

q  Mp
ec  N c   ln  p 

62
CAM-CLAY

CAM-CLAY PROPRIEDADES ELÁSTICAS

O que é necessário para desenvolver e usar um modelo elasto-plástico?


1) Propriedades elásticas

d x 
1
d    d   d    2 1   1
E  x y z  d  yz  d yz  d yz
E G
E
d  y   d y   d x  d z 
1 2 1   G
E  d  xz 
1
d xz  d xz 2 1  
E G

2 1  
d z 
1
d
E  z
   d  x  d  
y 

 d  xy 
E
1
d xy  d xy
G

63
CAM-CLAY

CAM-CLAY PROPRIEDADES ELÁSTICAS


1) Propriedades elásticas
dp '  d v d x  d z
dq  d q d x '  d z '
2
d  e
(d
e
 d x )
e
3dp ' 
q
3 y
d 
v
e
 Gp
E E
2  d  '    d ' x  
d    2d ' x       d ' y  d ' x   
y

3  E
e
q
  E  3 1  2 
d  ve 
E E
dp '
E
2  d  '    d ' x   
d   
e y
 d ' y     d ' x  
3  E   
q
E E E E
K 
1    1     3 1  2 
d    d '
2
 d ' 
e
q
3 E
y
E 
x

2 1    1 Se o material está no regime elástico as deformações podem


d 
q
e
 d ' y
 d ' x   d  q
e
 dq ser descritas como uma função das tensões de forma direta
3 E 3G
64
CAM-CLAY

CAM-CLAY FUNÇÃO DE PLASTIFICAÇÃO


2) Função de plastificação
Superfície de plastificação do Cam-Clay Modificado

f  q 2  M 2  p0  p  p

Tensão de plastificação trajetória isotrópica


q M
Inclinação da linha de estado critico

6sin(cs )
M
3  sin(cs )
p '0 p ' , ln p '
2
65
CAM-CLAY

CAM-CLAY FLUXO PLÁSTICO


2) Fluxo plástico
3 G    0 G
d p 

Superfície Potencial Plástico Superfície de plastificação
F  0

2

1

3 , d 3
d p
 Se G    F    Lei de fluxo não associada
Se G    F    Lei de fluxo associada
G    F  
 F 
2 , d2  
 G   F   p 
   
1 , d1        F 
 q 
66
CAM-CLAY

CAM-CLAY FLUXO PLÁSTICO


3) Fluxo plástico Se G    F    Lei de fluxo não associada
Se G    F    Lei de fluxo associada
3 , d 3
d p  F 
  
 G   F   p 
   
G    F          F 
 q 
2 , d2

1 , d1  F 
d vp   
 p 
d  p   G   F d p   p     
d q   F 
Direção
 
 q 
 
Multiplicador plástico Magnitude

67
CAM-CLAY

CAM-CLAY LEI DE ENDURECIMENTO


4) Lei de endurecimento
Sobre a linha de consolidação normal:
   dp '0
d  vp 
1  e0 p '0

O tamanho da superfície de plastificação é função das deformações plásticas

68
CAM-CLAY

CAM-CLAY LEI DE CONSISTÊNCIA


Sabendo que as deformações totais são:

d T  d e  d p

d Tv  d ev  d vp 


d T
  T    e  p
d q  d q  d q 

1   F 
 
d v   K
T 0 
 dp '
   p 
 T   
d q   0 1  dq 
   F 
 3G   q 
 

Parâmetros do material
69
CAM-CLAY

CAM-CLAY LEI DE CONSISTÊNCIA

f  , p0   0 No máximo
f  , p0   0 Elástico
Não pode ter pontos fora da superfície!
Muda a configuração até ficar sobre a superfície

f f
d  dp0  0
 p0

70
CAM-CLAY

CAM-CLAY LEI DE CONSISTÊNCIA

F F
d  dp0  0
 p0  1 F 
 0 
d Tv   K p '  dp '
F F F p '0    
dp ' dq  d v  0
p
 T   1 F   
d q    0   dq 
p ' q p '0  v
p
 0   3G q  
   F F F p '0 F    
 
 p ' q p '0 v p ' 
p
F F F p '0 F
dp ' dq   0
p ' q p '0  v p '
p
Integração da relação constitutiva

71