Você está na página 1de 24

GESTÃO AMBIENTAL

Meio Ambiente, Agressões,


Legislação Ambiental
Brasileira
Bens de domínio público

• Segundo Meireles, é poder de dominação e


regulamentação do Estado sobre bens públicos de
finalidade coletiva.
• Os bens de domínio público se fazem de :
Bem público,
Bem de uso comum,
Bem comum do povo.
Bens de domínio público
• Terras, águas, jazidas,florestas, fauna e
espaço aéreo.

A Constituição Federal diz que o meio ambiente é um bem de uso comum do


povo.

Isso quer dizer que o meio ambiente tem valor, é uma riqueza social
que não pode ser individualizada. Estas riquezas, ou bens ambientais, tanto
podem ser concretos (florestas, rios), quanto imateriais (a história de uma
comunidade, sua cultura, seu conhecimento do lugar onde vive), representados
em manifestações artísticas.
• São de interesse coletivo os titularizados por um
conjunto de pessoas, pertencentes a uma
determinada classe ou categoria, com vínculo
jurídico. Ex. sociedade mercantil, sindicato,
condomínio e outros.
• Interesses difusos significam uma indeterminação
subjetiva da titularidade. Como conseqüência, da
indeterminação é a indefinição da tutela, da proteção
dos interesses difusos, a bens indivisíveis.
• O meio ambiente é considerado um bem de
interesse difuso, de bens públicos indivisíveis. Para o
mesmo há instrumentos especiais de proteção,
controle e garantia de punição a danos.
• È culpa do homem, crime do homem e cabe ao
homem reparar. A Constituição Federal de 88, art
225, considera como patrimônio nacional a Floresta
Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o
Pantanal, e a Zona Costeira. Conforme a mesma,
admite-se o manejo sustentável, desde que
atendidas as normas de uso e manejo.
ART 225

• Todos tem direito ao meio ambiente


ecologicamente equilibrado, bem como de
uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público e a coletividade o poder de defende-
lo e preserva-lo para as presentes e futuras
gerações.
HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO

• Ordenação avulsa de Tomé de Souza, 1548 -


instrução para extração de pau brasil sem prejuízos
à terra.
• Código Civil Brasileiro, 1916 - art. 554, 555 reprimem
o uso nocivo da propriedade, surge a idéia de
vizinhança e propriedade causando e sofrendo
impacto.
• Código Florestal Brasileiro 1934, e revogado em
1965 - avanço no conceito de FLORESTA (de
preservação permanente, anterior preservação
protetora) bem como no meio urbano.
Código Florestal - áreas de preservação permanente
no meio urbano:
• Ao longo dos rios
• Ao redor das lagoas, reservatórios naturais ou
artificiais
• Nas nascentes, olhos d’água em um raio de 50ms
Código das Águas - água como bem público
• mares territoriais, golfos, baías, enseadas e portos
• as correntes que façam estas águas
• as fontes
• nascentes consideráveis
• Conceito de poluição -Decreto 50877/61, “qualquer
alteração das propriedades físico químicas e
biológicas das águas que possam alterar a sua
utilização para fins agrícolas, industriais, comerciais,
e fauna aquática.”
• Estatuto da terra, 1964, - função social da terra.
• Lei 6803/80 -diretrizes básica para zoneamento
industrial nas áreas críticas de poluição.
• RIMA - conseqüência da construção do caráter
preventivo do sistema de Legislação Ambiental
Brasileira
• Resolução 001/86, CONAMA - qualquer alteração
das propriedades físicas, químicas e biológicas, do
meio ambiente causada por qualquer forma de
matéria ou energia resultantes das atividades
humanas, que indireta ou diretamente afetam:
a saúde, as atividades humanas, a biota, a qualidade
dos recursos naturais.
• Política Nacional do Meio Ambiente, PNMA, Lei
n°6938/81 -compatibilizar, o desenvolvimento
econômico - social com a preservação da qualidade
do meio ambiente e do equilíbrio ecológico e
preservação dos recursos ambientais, com vistas a
sua utilização racional e disponibilidades
permanentes.
• Seus fins e mecanismos de aplicação constituem o
Sistema Nacional de Meio Ambiente além de criarem
o Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA.
• Instrumento de política nacional (art 9 , III ) -
“avaliação de impacto ambiental.
PNMA

Objetivos:
• Preservação e restauração dos recursos naturais
e dos processos ecológicos essenciais das espécies
e ecossistemas.
• Preservação da diversidade e da integridade do
Patrimônio genético do país.
• Proteção especial da determinadas áreas naturais
consideradas patrimônio nacional : Amazônia,
Serra do Mar, Pantanal, Zona Costeira.
• Controle das atividades potencial ou efetivamente
poluidoras.
Instrumentos

• Estabelecimento de padrões de qualidade ambiental;


• Zoneamento ambiental,
• Avaliação de impactos ambientais,
• Licenciamento de atividade poluidora,
• Fomento a criação e absorção de tecnologia voltada
a melhoria da qualidade ambiental,
• defesa e penalidades ao não cumprimento das
medidas necessárias à correção e preservação
ambiental
Lei de crimes ambientais
• Lei n°9605/98 , Art.3° “As pessoas jurídicas serão
responsabilizadas administrativa, civil, e penalmente
conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a
infração seja cometida por decisão de seu
representante legal, contratual, no interesse e
benefício de sua entidade.”
• A lei é omissa quanto a que tipo de pessoa jurídica
poderá ser punida criminalmente por infrações a
seus dispositivos, sendo em tese, até mesmo as
pessoas jurídicas de direito público (Municípios,
Estados, União, Distrito Federal, Autarquias e
Entidades Fundacionais).
Penalidades
• Art.21 °As penalidades aplicáveis isolada,
cumulativa, ou alternativamente às pessoas
jurídicas, de acordo com o disposto no Art.3°, são:
I - Multa (Como ? Quanto ?)
II - Restritiva de direitos (por quanto tempo?)
III - Prestação de serviços à comunidade.
(inovação na forma de ações e planos ambientais
de recuperação de àreas degradadas, “ganho
ambiental”)
Proposta de Lei

• Organizações ambientalistas pedem maior


discussão do Projeto de Lei nº3.057/2000,
que pode ir à votação na semana que vem e
promove uma série de mudanças na gestão e
uso do solo, ampliando o poder dos
municípios em detrimento das leis
ambientais de estados e da União.
• Admissão de loteamentos em várzeas (terrenos
alagadiços e sujeitos a inundações), desde que o
loteador providencie o "escoamento das águas";
• Previsão de que somente "leis" podem controlar a
especulação imobiliária com impacto ambiental,
vedando que decretos ou resoluções do Conama e
de conselhos estaduais de Meio Ambiente possam
estabelecer critérios de proteção ambiental;
• Previsão da possibilidade de loteamentos e
construções em “topo de morros” (hoje considerados
Áreas de Preservação Permanente pelo Código
Florestal) e penhascos com inclinação de até 45
graus;
• Dispensa o loteador de colocar iluminação pública e
pavimentação no loteamento, como se tais
equipamentos fossem considerados de "luxo";
• Redução de Área de Preservação Permanente (APP)
com mata ciliar de 30 para 15 metros, nos cursos
d´água de até 2 metros em áreas urbanas
consolidadas;
• Dispensa de manutenção de quaisquer das APPs
previstas no Código Florestal, no caso de
"regularização fundiária urbana" (favelas e outras
ocupações irregulares). As APPs passariam a ser
estabelecidas pelo poder municipal;
• Admissão de supressão de vegetação de APP,
inclusive em Áreas de Proteção de Mananciais, em
área urbana consolidada, para fins de regularização
fundiária;
• :: Possibilidade de legalizar ocupações irregulares de
praças e outras áreas comuns do povo, pós 5 anos
de ocupação;
• :: Legalização de "clubes de campo" localizados
irregularmente às margens de represas e lagos;
• :: Fim de licença ambiental para loteamentos; os
aspectos ambientais seriam apreciados em conjunto
com os urbanísticos, em uma chamada "licença-
integrada";
• Previsão de que o licenciamento ambiental de
loteamentos passa a ser, como regra, do município,
afastando-se o licenciamento estadual, mesmo no
caso de impactos ambientais supramunicipais;
• :: Vedação do poder de conselhos estaduais de Meio
Ambiente em fixar diretrizes gerais para loteamentos
menores ou iguais a um hectare;
• :: Previsão de que o Conama só poderá disciplinar a
proteção ambiental em face da especulação
imobiliária se o loteamento se localizar em Unidade
de Conservação ou houver desmatamento de
espécie ameaçada de extinção;
• Segundo André Lima,advogado do Instituto Sócio
Ambiental,a aprovação do projeto pode legitimar uma
estratégia muito comum e utilizada por gestores
municipais interessados em aumentar a arrecadação
de impostos, como o IPTU, e engordar seus redutos
eleitorais com a criação de bairros inteiros, da noite
para o dia. “Isso acontece todos os anos, seja no
Distrito Federal seja nas áreas de mananciais da
Grande São Paulo”, aponta Lima. “Com o PL
aprovado, bastaria uma lei municipal para criar áreas
de expansão urbana sem levar em conta a legislação
ambiental e florestal”. Por embutir estes riscos, Lima
apelida o projeto de “parcelamento do Meio
Ambiente”.
SNUC Lei n°9985/00
• UC - Espaço territorial e seus espaços territoriais
incluindo as águas juridicionais com caractrísitcas
naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder
Público, com objetivos de conservação e limites de
finidos sob regime especial de administração, ao
qual se apliquem garantias adequadas de proteção.
• Plano de manejo - documento técnico de
zoneamento e normas de gestão da área.
• Corredores ecológicos - porções de ecossistemas
naturais ou seminaturais, ligando Ucs que permitam
o fluxo de gene e biota facilitando a disperção de
espécies e recolonização de áreas degradadas.
Objetivos
• IV - buscar apoio e cooperação das ONGs,
de organizações privadas e pessoas físicas
para pesquisa, estudos, lazer turismo e
gestão das Ucs.
• Incentivar as populações locais e as
organizações privadas a estabelecerem e
administrarem Ucs dentro do sistema
nacional.
• Assegurar em casos possíveis, a
sustentabilidade.
Fundo de Compensações
Ambientais
• A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, assinou nesta quinta-feira
(16) um termo de cooperação com o Ibama e com a Caixa Econômica
Federal (CEF) para a criação do Fundo de Compensações Ambientais.
"É um instrumento importante para dar agilidade aos investimentos em
Unidades de Conservação", resumiu a ministra.
• O fundo foi lançado com o objetivo de ajudar empresas cujas
atividades geram forte impacto ambiental e que, por isso, são
obrigadas por lei a destinar pelo menos 0,5% do valor total do
empreendimento em Unidades de Conservação (UCs). No lugar de
envolverem-se diretamente no processo de compensação ambiental,
elas podem simplesmente depositar os recursos referentes ao
investimento em Ucs no fundo. Ele é uma alternativa para os
empreendedores e a adesão é voluntária.