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Produção de Mudas Frutíferas

1. INTRODUÇÃO

? Obtenção de uma muda frutífera:

Sementes: Mudas prontas sem necessidade de enxertia ( pé-franco)


Porta-enxerto  Enxertia  Muda pronta

Partes vegetativas: Muda pronta


Porta-enxerto  Enxertia  Muda pronta

Estruturas especializadas: Estolões


Rizomas
Rebentos

Micropropagação: Obtenção de Porta-enxertos


Muda diretamente
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2. VIVEIROS
2.1. ESCOLHA DO LOCAL

Recomenda-se:
a) não instalar viveiros no mesmo terreno por mais de dois anos
b) proceder à rotação com culturas anuais ou adubação verde

Alguns requisitos para escolha da área:


1) exposição preferencialmente norte;
2) isolada do pomar;
3) afastada de estradas públicas;
4) isentas de ervas daninhas de difícil controle;
5) evitar áreas sujeitas as geadas (citros);
6) quando em terrenos de mata, proceder a destoca total, no mínimo de 2 anos antes da
instalação do viveiro;
7) não usar baixadas encharcadas ou sujeitas à inundação;
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08) disponibilidade de água para o uso da irrigação e de tratamentos fitossanitários;


09) preferir solos profundos e medianamente arenosos;
10) evitar áreas sujeitas à ventos constantes, que podem quebrar as mudas na região da
enxertia;
11) escolher solos ricos em matéria orgânica;
12) terrenos isentos de infestação de nematóides;
13) preferir topografia plana ou levemente ondulada, executando-se, neste caso, práticas
para conservação do solo.

2.2. CONDIÇÕES EDÁFICAS E BIOLÓGICAS


 Viveiros devem ser implantados em solos areno-argilosos, profundos, levemente ondulados ou
planos.
 Devem estar livres de nematóides nocivos (gênero Meloydogine), plantas daninhas e gramas
como tiririca (Cyperus spp.), capim bermuda (Cynodon dactylon) e a praga do solo pérola da terra
(Eurhizococus brasilienses),
 Deverá ser instalado em área onde não houve pomar há pelo menos 5 anos e viveiros nos últimos 3
anos. E distanciado pelo menos 50 m de qualquer pomar.
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2.3. PREPARO E CORREÇÃO DO SOLO


a) aração profunda, 20-30 cm;
b) correção baseada na análise do solo;
c) linhas de plantio das mudas 1,2 a 1,5 m entre si;
d) filas duplas distanciadas de 0,6 m entre si;
e) 1,2 a 1,5 entre filas duplas e
f) as mudas ficam distanciadas de 15 cm.

3. FORMAÇÃO DA MUDA
a) Sementes ou
b) a partir de partes vegetativas através de técnicas denominadas de:
Enxertia, Estaquia, Mergulhia,
Estruturas especializadas e Micropropagação.

A propagação por sementes ocorre na maioria das plantas cultivadas.


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Por que na produção comercial de mudas a propagação assexuada é mais


importante que a sexuada?
Por diversas razões:
a) Normalmente é mais rápida que a propagação por sementes
b) O período improdutivo é mais curto
c) Permite plantas idênticas á planta-mãe

a) PROPAGAÇÃO SEXUADA É UTILIZADA NOS SEGUINTES CASOS:


a) Obtenção de P.E como para pessegueiro, ameixeira, caquizeiro e pereira;
b) Obtenção de novos cultivares seguida de seleção;
c) Propagação de espécies com dificuldade de multiplicação por outros meios
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Vantagens Desvantagens
Maior longevidade Dissociação dos caracteres (segregação de gens)
Desenvolvimento vigoroso Frutificação mais tardia
Obtenção de variedade Porte elevado
Perpetuação da sp por bancos Presença de espinhos (em algumas variedades)
de germoplasma Heterogeneidade entre plantas (porte, forma, fenologia)
Obtenção de plantas livres Irregularidade de produção (cor, características
de doenças organolépticas,tamanho)
Sistema radicular mais
vigoroso e profundo
Menor custo
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b) PROPAGAÇÃO ASSEXUADA É UTILIZADA NOS SEGUINTES CASOS:


a) a propagação de sp e cultivares que não produzem sementes viáveis
ex:limão Tahiti, laranja de umbigo e figueira;
b) perpetuação de clones, pois as frutíferas são altamente heterozigotas;

Vantagens Desvantagens
Perpetuação de caracteres agronômicos Transmissão de doenças
Redução da fase juvenil Risco de mutação das gemas
Obtenção de plantas uniformes Risco de danos generalizados
Combinação de clones na enxertia na área de produção
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MÉTODOS DE PROPAGAÇÃO VEGETATIVA

ESTAQUIA

CLASSIFICAÇÃO PARA ESTACAS:

1- Quanto á Época de Estaqueamento ou Coleta:

 Herbáceas (primavera- verão),


 Semi-lenhosas (final do verão e inicio do outono),
 Lenhosas (invreno)
OU
2- Quanto á Estrutura:

 Aéreas:  Lenhosas: Simples, cruzeta, talão e gema


 Semilenhosas e Herbáceas

 Subterrâneas:  Estacas de raiz


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PRINCÍPIOS ANATÔMICOS DO ENRAIZAMENTO



ASPECTOS FUNDAMENTAIS NO ENRAIZAMENTO DE ESTACAS:

DESDIFERENCIAÇÃO: processo pelo qual células de um tecido já diferenciado


retornam a atividade meristemática e originam um novo ponto de crescimento.

TOTIPOTÊNCIA: capacidade de uma só célula originar um indivíduo, uma vez que ela
contém toda a bagagem genética necessária para reconstituir todas as partes da planta
e suas funções.

Durante a iniciação das raízes, existem quatro etapas de modificações morfológicas:


A) desdiferenciação de alguma células adultas;
B) formação inicial de raízes próxima aos feixes vasculares;
C) formação de primórdios radiculares;
D)desenvovimento dos primórdios e emergência, através do cortéx e epiderme da estaca, das
raízes adventícias, acompanhado da sua conexão com o sistema vascular da estaca
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PRINCÍPIOS FISIOLÓGICOS DO ENRAIZAMENTO



A CAPACIDADE DE UMA ESTACA EMITIR RAÍZES É FUNÇÃO DE FATORES:
Endógenos e das condições ambientais
A formação de raízes adventícias deve-se a interação de fatores existentes no
tecido e a translocação de substâncias localizadas nas folhas e gemas.
FATORES QUE AFETAM A FORMAÇÃO DE RAIZES
 
FATORES INTERNOS: FATORES EXTERNOS:
a) Condição fisiológica da matriz, a) Temperatura,
b) Idade da planta, b) Luz,
c) Época do ano, c) Umidade,
d) Potencial genético de enraizamento, d) Substrato,
e) Sanidade, e) Condicionamento
f) Balanço Hormonal,,
g) Oxidação de compostos fenólicos
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TÉCNICAS DE CONDICIONAMENTO:

 Tratamento com Reguladores de Crescimento,


 Anelamento,
 Estiolamento,
 Dobra de ramos,
 Estratificação,
 Lesões na base das estacas,
 Tratamento com fungicidas,
 Uso de nutrientes minerais,
 Uso da nebulização

REGULADORES DE CRESCIMENTO:

AIA (Ácido Indolacético)

Auxina Endógena encontrada naturalmente na planta
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PRINCIPAIS AUXINAS SINTÉTICAS UTILIZADAS NO ENRAIZAMENTO


NOME SIGLA VANTAGENS DESVANTAGENS
Fotossensível, sujeito à
Ácido Indolacético AIA Alta atividade enraizante decomposição enzimática
IAA (oxidase do AIA) e bacteriana
Fotoestável, de ação localizada, persistente
Ácido Indolbutirico AIB e não tóxica em ampla gama de Necessita dissolução em
IBA concentrações, não é atacado por ação álcool ou base
biológica
Ácido Nafta- ANA Mais ativo que o AIB e AIA Mais fitotóxico que o AIB e
lenaacético AIA
Altamente fitotóxico, a
Ácido 2,4 – 2,4-D concentração ótima fica
diclorofenoxiacético Alta atividade enraizante, viável de ser muito próxima do limite de
utilizado em misturas toxidez; em altas
Ácido 2,4, 5 – 2,4,5-T concentrações são produzidas
triclorofenoxiacético raízes grossa e atrofiadas
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MÉTODOS DE PROPAGAÇÃO VEGETATIVA

ENXERTIA

FATORES QUE AFETAM O PEGAMENTO DO ENXERTO:



A) INCOMPATIBILIDADE:
Duas plantas são incompatíveis quando por motivos intrínsecos a elas, não são capazes
de formar uma união perfeita.

Principais sintomas de incompatibilidade:

a) Falta de união entre o E e o P.E, que pode induzir a quebra no local da enxertia;
b) Diferenças no crescimento ou no vigor do E e do P.E, resultando em diferenças entre
os diâmetros dos mesmos;
c) Desenvolvimento excessivo abaixo, acima ou no ponto de união;
d) Amarelecimento das folhas, seguido de desfolhamento precoce;
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e) Crescimento vegetativo reduzido;


f) Diferença entre E e P.E com relação ao inicio e final do período vegetativo;
e) Morte prematura da planta.

B) TÉCNICA DA ENXERTIA:
 Muitas vezes técnica mal utilizada pode causar sérios problemas na cicatrização do
Enxerto :  pequena área de contato entre câmbios do E e do P.E
 cortes desuniformes,
 amarrração errada ou demorada,
 danos mecânicos na retirada da gema,
 desidratação dos ramos fornecedores de gema,
 ferramamentas pouco afiadas ou contaminadas, entre outros.

C) HABILIDADE DO ENXERTADOR:

D) POLARIDADE DO ENXERTO
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MÉTODOS DE PROPAGAÇÃO VEGETATIVA

MERGULHIA

A) FATORES QUE AFETAM A FORMAÇÃO DE RAIZES



Os mesmos da estaquia

B) PRINCÍPIOS ANATÔMICOS E FISIOLÓGICOS



Semelhantes os da estaquia

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