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MICOPLASMOSE AVIÁRIA

TRABALHO APRESENTADO À DISCIPINA DE


MOLÉSTIAS INFECCIOSAS E ORNITOPATOLOGIA
APLICADAS A MEDICINA VETERINÁRIA SOB
ORIENTAÇÃO DA DOCENTE ROBERTA F. VEIGA

ANDREZA JOSTEN DE OLIVEIRA


DENISE CHIQUETTI
LUCAS DE ANDRADE
THAIS THIVES
VINÍCIUS AMÂNDIO
EPIDEMIOLOGIA

GALLIFORMES – GALINHAS E
FRANGOS INDUSTRUAIS
PSITTACIFORMES (PAPAGAIOS E
PERIQUITOS)
PASSERIFORMES (PASSARINHOS)
COLUMBIFORMES (POMBOS)

GALLIFORMES – GALINHAS E FRANGOS


INDUSTRUAIS
PSITTACIFORMES (PAPAGAIOS E
PERIQUITOS)
PASSERIFORMES (PASSARINHOS) TODAS DE ERRADICAÇÃO E
VIGILÂNCIA PERMANENTE E
COLUMBIFORMES (POMBOS)
OBRIGATÓRIA NOS PLANTÉIS
REPRODUTORES, DE ACORDO
ERRADICAÇÃO COM O Programa Nacional
OBRIGATÓRIA EM PERUS
de Sanidade Avícola
PATOGENIA

TRANSMITIDOS PARA OS OVOS QUE SE INFECTAM AO TOCAR OS


AEROSÓIS, CONTATO DIRETO COM SACOS AÉREOS ABDOMINAIS, APÓS A LIBERAÇÃO DO OVIDUTO E
OUTRAS AVES, OU INDIRETO ATRAVÉS ANTES DE ATINGIR O INFUNDÍBULO.
DE PESSOAS, ANIMAIS, RACÃO, ÁGUA,
FÔMITES, DURANTE O ACASALAMENTO
OU INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL.

PODE OCORRER A CONTAMINAÇÃO DO OVIDUTO PELO OVO


INFECTADO PROMOVENDO A INFECÇÃO DE FUTUROS OVOS
PATOGENIA
SINAIS CLÍNICOS

MAIS COMUM FORMAS CRÔNICAS, ASSINTOMÁTICAS E RESPIRATÓRIAS


PODENDO APRESENTAR:

• ESPIRRO
• CORRIMENTO NASAL E OCULAR
• CONJUTIVITE
• SINUSITE
• EDEMA FACIAL
• ESTERTOR TRAQUEAL (RONQUEIRA)
• PNEUMONIA

OUTRA FORMA MENOS COMUM ATUALMENTE É A ARTICULAR,


RESULTANDO EM SINOVITE EM VÁRIAS ARTICULAÇÕES, PRINCIPALMENTE
PERNAS E COXINS PLANTARES.
LESÕES/ALTERAÇÕES MACRO

 São encontradas inflamações catarrais nas fossas e seios nasais, faringe, traqueia, e
brônquios nos casos de doenças respiratórias por MG, MS E MM.
 Os sacos aéreos podem conter deposito de fibrina.
 São causadas por MS inclui edema das articulações com a presença de exsudato
amarelo acinzentado, envolvendo as membranas sinoviais da bainha dos tendões, do
espaço articular e da base do esterno.
LESÕES/ALTERAÇÕES MICRO

 Infiltrados heterofílicos e fibrinosos são observados, principalmente nas articulações de


pernas e pés.
 As membranas sinoviais encontram-se hiperplásicas com formação de vilos e infiltração
difusa a nodular, de linfócitos e macróficos.
DIAGNÓSTICO

 A sorologia rápida em placa (SRP) (Fig. 3), com antígeno colorido


específico para cada uma das espécies de micoplasma, é o
método oficial recomendado, com a amostragem representativa
dos plantéis.
 O método SRP é sensível, mas pouco específico, e exige reteste
dos soros reagentes, por inibição da hemaglutinação (IH) ou
ensaio imunoenzimático (ELISA).
 IH e ELISA são métodos sorológicos em microteste qualitativos e
quantitativos, específicos para cada espécie de micoplasma.
 Deve-se associar os dados do quadro clínico, das lesões
macroscópicas e histopatológica com a identificação do agente.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

 DEVE-SE FAZER UM DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL PARA


CHLAMYDOPHILA PNEUMONIAE, ANTERIORMENTE
CONHECIDA COMO CHLAMYDIA PNEUMONIAE,
DEVIADO Á SEMELHANÇA DOS SINAIS CLÍNICOS ENTRE
AS DUAS DOENÇAS.

 CHLAMYDOPHILA PNEUMONIAE É
UMA BACTÉRIA GRAM-NEGATIVA, UM PARASITA
OBRIGATÓRIO INTRACELULAR E UM DOS PRINCIPAIS
AGENTES CAUSADORES
DE PNEUMONIA, BRONQUITE E FARINGITE BACTERIANAS.
CONTROLE E PREVENÇÃO

 Construção de granjas isoladas;


 Controle de fluxo de pessoas, materiais e veículos;
 Higiene diária do local;
 Povoação (animais com a mesma idade no lote);
 Intervalo entre lotes (vazio sanitário no mínimo de 3 semanas), limpar, lavar e desinfetar as
instalações;
 Dieta balanceada e exames;
 Programa de vacinação.
MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA

 Localização isolada e distante de outros estabelecimentos avícolas e, se possível, protegida


por barreiras naturais;

 Galpões com tela de malha de forma que pássaros e roedores não passem;

 Acesso aos funcionários ou visitantes autorizados, desde que não tenham visitado outro
estabelecimento similar;

 Infra-estrutura para permitir a entrada na área de criação somente após banho e troca de
vestimenta;

 Monitoramento para micoplasmas em períodos não superiores a 90 dias, que pode ser
sorológio e/ou micoplasmológico;

 Controle da qualidade da água e outros alimentos fornecidos às aves reprodutoras


TRATAMENTO

 O tratamento pode ser adotado apenas em plantéis


comerciais não reprodutores, poedeiras e frangos, com
obediência aos prazos, para eliminar o risco de resíduos,
para consumo dos produtos e/ ou abate, bem como
avaliação de custo-benefício.
 Nas granjas de poedeiras com idades múltiplas, há
perpetuação das micoplasmoses, e a intervenção com
antibióticos tilosina e azitromicina (macrolídeos) e
enrofloxacina (quinolonas) ou com vacinação pode
melhorar os indicadores de produção e reprodução.
 As vacinas disponíveis contra M. gallisepticum para
poedeiras comerciais podem melhorar os indicadores
de produção de ovos em granjas de múltiplas idades e
são produzidas com estirpes, por exemplo, estirpe F de
baixa patogenicidade natural, ou mais atenuadas, TS-11
e 6/85.
OBRIGADO