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• CONCEITOS DE TURISMO

• O “Turismo” é uma palavra que designa uma infinidade


de conceitos e a sua definição um problema recente.

• Porquê?
• Devido às suas implicações em todos os sectores da
actividade humana – A interdisciplinaridade do Turismo
ou a Transversalidade do Turismo.

Nas Ciências Políticas – Políticas Internacionais


Gerais, Políticas Internacionais sobre Turismo,
Políticas Nacionais Gerais, Políticas Nacionais
sobre Turismo.
Geografia – Geografia Física, Climatologia,
Geografia Económica, Geografia Humana,
Geografia Política e Turística.
Ecologia – Preservação da Natureza, Preservação
da Qualidade de Vida, Da Fauna e da Flora.
Agricultura – Técnicas e Métodos – Turismo no
Espaço Rural.
Gestão e Marketing/Gestão e Marketing dos
Recursos Turísticos – Gestão de Empresas
Turísticas, Gestão de Recursos Humanos,
Marketing no Turismo.
Direito – Direito Internacional Público, Direito
Internacional Privado, Direito Nacional, Direito do
Turismo.
Economia – Implicações Económicas do Turismo na
Macroeconomia e na Economia Interna dos
Estados, Estudos Estatísticos.
Sociologia – Sociologia aplicada ao Turismo.
Psicologia – Motivações Turísticas, Atitudes dos
Turistas e dos Autóctones.
Educação e Formação – Formação Turística nos
Diversos Ramos e Especialidades, Formação
Profissional e Reciclagem (Formação para activos).
Comunicação – Estudo Linguístico, Técnicas de
Comunicação
Cultura – História, História de Arte, Etnologia,
Etnografia, Património Natural, Gastronomia,
Enologia, Danças Tradicionais, etc.
Outras Ciências – de forma geral todas as ciências
humanas e muitas das ciências exactas
(matemáticas, estatística).
• Como aconteceu o fenómeno do “Turismo”?

O Acto de Viajar!! Acontece quando?


Corresponde à existência do Homem desde os
primórdios da Humanidade por questões de
sobrevivência. Actividade inerente à condição
humana.
O Homem sempre viajou: por definição enquanto
nómada, por necessidade quando se sedentariza.
O Viajar é consequência, da vida sedentária do
Homem (9000 a.C.), nasce com ela e, algures em
nós, é herança do nomadismo.
Breve História do Viajar e Realizações com influência no
Turismo

• 2000-332 a.C. – Os Fenícios viajam por todo o


Mediterrâneo, possivelmente, para as ilhas Britânicas,
Costa Oeste de África, Açores e Portugal Continental.
• 777 a.C. – Início dos Jogos Olímpicos na Grécia.
• 336-323 a.C. – Alexandre, o Grande, conduz o seu
exército para a Ásia, atravessa as montanhas do Indo
Kush.
• 25 a.C. – Aparecem as primeiras termas.
• Séc. IV – Primeiras casas de refúgio para os viajantes e
asilos.
• Séc. VII – Início do Islamismo e a sua expansão.
• 800-1110 – Os Vikings exploram a Islândia, Groenlândia
e a Costa Norte da América.
• 1075 – Construção da Catedral de Santiago de
Compostela, centro de peregrinação.
• 1095 – Primeira Cruzada a Jerusalém.
• 1113 – Fundação da Ordem dos Hospitalários de S.
João de Jerusalém.
• 1118 – Fundação da Ordem dos Templários.
• 1128 – Fundação da Ordem dos Cavaleiros Teutónicos.
• 1225 – Publicação do “Guia dos Peregrinos”.
• 1257-1325 – Iniciam-se as viagens dos Portugueses às
Canárias.
• 1271-1295 – Marco Pólo viaja para Oriente.
• 1434 – Gil Eanes passa o Cabo Bojador.
• 1440 – Gutenberg inventa a máquina de impressão,
possibilitando uma maior disseminação do
conhecimento a quase todas as classes sociais,
conhecimento esse que até aí estava nas mãos da
igreja.
• 1485 – Criação do Hospital Termal das Caldas da
Rainha.
• 1486 – Bartolomeu Dias chega ao Cabo da Boa
Esperança.
• 1492 – Cristóvão Colombo chega à América.
• 1494 – Assinatura do Tratado de Tordesilhas.
• 1498 – Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia.
• 1500 – Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.
• 1507-1511 – Afonso de Albuquerque estabelece
posições portuguesas em Ormuz, Goa e Malaca e
explora as Molucas, Java, Bali e Nova Guiné.
• 1519 – Fernão de Magalhães faz a viagem de
circumnavegação à volta do Mundo.
• 1523 – Chegada dos Portugueses ao Japão.
• No séc. XVI incrementa-se a exploração mineira na
Europa, principalmente a do ferro e da prata. O estanho
e o cobre foram também muito procurados pela sua
larga aplicação na manufactura de armas de fogo
(canhões, mosquetes e pistolas) e de objectos de uso
caseiro, etc. Por este motivo desenvolveu-se a
metalurgia. Generalizam-se as primeiras máquinas de
tecer meias. O século do Renascimento que vai
possibilitar um maior conhecimento dos clássicos e
desenvolve novas capacidades e especulações
intelectuais.
• 1675 – Primeira viagem termal organizada entre Chester
e Londres.
• 1687 – Papin constrói um barco a vapor.
• No séc. XVII – Com toda a bagagem intelectual
desenvolvida ao longo do século anterior, os sábios
dissertam sobre tudo, aparecem grandes compêndios
que se debruçavam sobre todos os campos das
ciências, desde astrologia, astronomia, medicina, física,
alquimia, etc. Destacam-se nomes como Robert Fludd,
Francis Bacon, John Locke, George Berkeley, David
Hume, Kant, Espinosa, etc. Aparecimento das
Academias em Itália que por sua vez se estendem a
todos os países da Europa e que se tornam o lugar de
reunião de todos os sábios. Houve também grandes
progressos nas técnicas agrícolas, generalizou-se o uso
das forragens. A Revolução Industrial inglesa do séc.
XVIII está intimamente ligada à renovação das técnicas
agrárias.
• 1709 – Ascensão da “Passarola” de Bartolomeu de
Gusmão, 1º aeróstato que se elevou livremente na
atmosfera.
• 1776 – Declaração da Independência dos Estados
Unidos da América.
• 1785 – Primeira travessia da Mancha em balão.
• 1789 – A Revolução Francesa marca o início da Época
Contemporânea.
• No séc. XVIII – Os grandes inventos técnicos: a
utilização do vapor como força motriz o que vai dar
origem à máquina a vapor, ao barco a vapor, o gás
natural que vai permitir a iluminação, a pilha de Galvani
e Volta, os aeróstatos utilizando o ar quente, a química
com Lavoisier, aperfeiçoaram-se os teares, aparecendo
o tear hidráulico que dá a possibilidade de tecer com um
fio mais resistente, o primeiro carro que andava a 3
km/h, etc.
A criação da máquina a vapor, fonte universal de
energia motriz, aplicável a todos os trabalhos industriais,
marca uma fase decisiva na história das técnicas.
Produzem-se progressos notáveis nas técnicas astronómicas,
aperfeiçoando-se o telescópio e os sistemas de orientação e
observação celeste, que são postos em prática pela marinha. Foi o
período dos grandes veleiros que abriram caminho à navegação
contemporânea. De igual modo se aperfeiçoou a construção de
relógios, principalmente em Inglaterra. O microscópio começou a
ser utilizado no campo da biologia. A técnica cada vez mais servia a
Ciência.
Todos estes inventos vão ter aplicação na indústria e por sua vez
vão dar origem a grandes movimentos de descontentamento social,
provocando desemprego e miséria, o caso dos teares mecânicos
que passam a executar o trabalho de 40 pessoas. Em contrapartida,
as classes sociais mais elevadas e as cortes viviam na opulência,
conduzindo a grandes revoluções como a Revolução Francesa.
A classe aristocrática inglesa envia os seus filhos para a Europa
afim de complementarem os seus estudos – O Grand Tour.
• 1800 – Surgem os primeiros hotéis na Suiça.
• 1802 – Introdução do passaporte em França.
• 1814 – George Stephenson cria a locomotiva a vapor.
• 1815 – Mcdam e Thomas Telford inventam as estradas
para todas as situações climatéricas, subsequentemente
cobertas a betume.
• 1817 – Primeira travessia do Atlântico em barco a vapor.
• 1822 – Robert Smart, de Bristol, inicia o serviço de
reservas para passageiros viajando por barco para a
Irlanda.
• 1825 – Inauguração da primeira linha de caminho de
ferro entre Stockton e Darlington.
• 1826-1840 – Iniciam-se os primeiros serviços por
caminho de ferro nos USA.
• 1830 - Abertura da linha de caminho de ferro Liverpool-
Manchester.
• 1838 – Stendhal escreve “Les Mèmoires d’un Touriste”
que é considerada a primeira utilização escrita da
palavra tourist.
• 1840 – Fundação da Agência Abreu.
• 1841 – Thomas Cook organiza a primeira excursão em
“comboio especial”.
• 1864 – Primeira viagem colectiva organizada por
Thomas Cook com destino à Suiça.
• 1869 – Lançamento do “Central Pacific” que atravessa o
Continente Americano.
• 1876 – Criação da “Compagnie Internationale des
Wagons-Lits”. Bell inventa o telefone.
• 1880 – A bicicleta aparece em Inglaterra.
• 1883 – Entra em serviço o primeiro veículo automóvel a
petróleo por Delamare e Debontville.
• 1885 – Lançamento do motor de explosão por Daimler.
• 1888 – Dunlop inventa o pneu.
• 1893 – Abertura da Escola Hoteleira de Lausanne.
• 1895 – Primeiro automóvel equipado com pneus.
• 1896 – Jogos Olímpicos da Era Moderna em Atenas.
• 1898 – Inauguração do primeiro hotel Ritz em Paris.
• Séc. XIX – Foi um século pleno de revoluções, de mutações
bruscas no campo político, social, económico e técnico, de tal modo
rápido que dão ideia de uma aceleração da História. As
democracias triunfaram sob a bandeira do liberalismo, para
cederem lugar, a partir do primeiro quartel do século XX, às
ditaduras. Reaparecendo depois de 1945, orientadas pelo
socialismo. O desenvolvimento das técnicas, a industrialização e a
concentração urbana foram as causas da “Questão Social”, o grito
das “Internacionais Operárias”, que viram na luta de classes a
solução do problema. Dá-se uma revolução nos transportes,
comboio, as primeiras linhas de caminho de ferro em Inglaterra,
USA, Portugal, etc., que permitem deslocações muito maiores num
espaço de tempo menor, e o barco a vapor.
• No século XIX aparecem os primeiros produtos turísticos: as termas
e o sol/praia.
• 1900 – Zeppelin lança o dirigível.
• 1902 – Fundação American Automobile Association. O
Transiberiano atinge Vladivostock.
• 1903 – Os irmãos Wright voam pela primeira vez.
Fundação do Real Automóvel Clube de Portugal.
• 1906 – Criação da Sociedade de Propaganda de
Portugal.
• 1907 – O “Sud-Express” estabelece ligações diárias
entre Paris e Lisboa.
• 1908 – Henry Ford introduz o famoso automóvel modelo
T. Fundação franco-espanhola de Sindicatos de
Iniciativa e Propaganda de que Portugal passou a fazer
parte em 1909.
• 1909 - Blenot atravessa a Mancha em avião. Fundação
do Aéroclube de Portugal.
• 1910 – Constituição da Companhia dos Caminhos de
Ferro Portugueses.
• 1911 – Criação de um “Office National de Tourisme” em
França. Criação da Organização Oficial do Turismo
Português.
• 1914 – Concessão de facilidades governamentais à
construção de hotéis em Portugal.
• 1914-1918 – Primeira Guerra Mundial.
• 1917 – Revolução Russa. Fundação do “Office National
Suisse du Tourisme”.
• 1918 – Criação da Deutsche Lufthansa que organiza a
primeira linha aérea regular entre Berlim, Leipzig e
Weimar.
• 1919 – Instalação em Généve da Sociedade das
Nações. Fundação da Aliança Internacional do Turismo.
• 1921 – Instituição, em Portugal, da organização turística
local: são criadas as “Comissões de Iniciativa”
sucessoras das “Comissões de Turismo Locais” criadas
no ano anterior. Fundação da KLM.
• 1922 – Gago Coutinho e Sacadura Cabral realizam a
primeira viagem aérea entre a Europa e a América do
Sul (Lisboa-Rio de Janeiro).
• 1925 – Fundação da União Internacional dos
Organismos Oficiais de Turismo (UIOOT) na base da
Federação Franco-Hispano-Portuguesa dos organismos
do Turismo e que, em 1975, se transformará em
Organização Mundial de Turismo (OMT).
• 1926 – Criação das primeiras companhias aéreas dos
Estados Unidos da América: Varney Airlines e Western
Airlines.
• 1927 – Charles Lindberg faz a primeira travessia aérea
do Atlântico Norte entre Nova York e Paris.
• 1930 – Criação da Comissão e Propaganda do Turismo
de Portugal no Estrangeiro.
• 1934 – Criação da União Internacional dos Organismos
Oficiais de Propaganda Turística.
• 1935 – Criação da União Internacional dos “Auberges de
Jeunesse”.
• 1936 – Promulgação da lei que concede o direito às
férias pagas. Constituição da Air Transport Association.
• 1937 – Primeiro turbo-reactor.
• 1939-1945 – Segunda Guerra Mundial.
• 1944 – Fundação da American Society of Travel Agents
(ASTA).
• 1945 – Primeira aparição dos aviões a reacção.
Nascimento da Organização das Nações Unidas (ONU).
• 1947 – Primeiro avião ultrapassa a velocidade do som.
• 1948 – Proclamação pela ONU da Declaração Universal
dos Direitos do Homem. Nascimento do Clube
Mediterranée. Criação da OCDE – Organização de
Cooperação e Desenvolvimento Económico.
• 1954 – Aparição da televisão a cores. A Grã-Bretanha
cria o primeiro avião a jacto de passageiros.
• 1956 – A França estabelece as três semanas legais de
férias.
• 1957 – Assinatura do Tratado de Roma que cria a CEE,
actual EU.
• 1969 – Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins
são os primeiros homens a viajar para a lua.
• 1974 – Criação da Organização Mundial de Turismo
(OMT) em substituição da UIOOT.
• 1989 – Queda do “Muro de Berlim” e início do
desmoronamento da “Cortina de Ferro”.
• 1991 – Assinatura do Tratado de Maastricht que cria a
União Europeia.
• 1992 – Entrada em funcionamento do Mercado Único
Europeu institucionalizando a liberdade de
movimentação de pessoas na EU.
• 1994 – Início da “Idade da Viagem”: a mais complexa
viagem pode ser organizada por uma simples chamada
telefónica, envolvendo numerosas companhias aéreas,
um cruzeiro, excursões, aluguer de automóvel,
entretenimento e outros serviços, todos reservados por
um sistema mundial computorizado, sendo toda a
viagem paga por um simples cartão de crédito.
• 1994 – Abertura do Túnel do Canal da Mancha, ligando
a Inglaterra à França.
• 1995 – Entrada em vigor dos Acordos de Schengen que
eliminam todos os entraves à circulação de pessoas
entre os Estados signatários.
• Entre 1700 e 1850 forma-se o embrião das práticas
turísticas da actualidade.
• O viajar representa deslocações temporárias de um sítio
para outro, de um número crescente de seres humanos.
• Como o viajante se desloca para locais distantes da
área em que vive, é necessário, no local, de passagem
ou destino, providenciar alimento, alojamento, ocupação
e os serviços necessários à natureza da viajem.
• O crescimento do volume de viagens está na origem da
criação e desenvolvimento de um conjunto de
actividades económicas que organizam a deslocação,
asseguram o transporte e providenciam a estada e as
actividades no itinerário e destino do viajante.
• Resumindo:
• Viagens comerciais, Viagens de exploração, Viagens Imperiais,
Peregrinações.
• Grand Tour no séc. XVIII.
• Evolução dos Transportes e o Caminho de Ferro.
• Revolução Industrial, movimentos sociais e laborais.
• Nos anos 30 o Estado aparece na gestão do lazer.
• Após a 2ª Guerra Mundial o Welfare State.
• Indústria Automóvel e a Aviação.
• Civilização do Lazer.
• Turismo como Indústria e o aparecimento do primeiro grande centro
de Turismo.
• Nas décadas de 50-60 planeamento e institucionalização do
Turismo a nível nacional e internacional.
• Décadas de 60-70 “ o desenvolvimento”.
• Impactos: questões negativas.
• Décadas de 80-90, novos produtos turísticos.
EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE TURISTA

• Inicialmente e ainda em 1932, Turistas eram todas


aquelas pessoas que viajavam por mero prazer, com o
fim exclusivo de gozar os encantos dos países que
visitavam.
• Ou seja, um homem de negócios, doentes que
frequentavam uma estância termal, um comerciante que
visitava uma feira ou uma exposição de produtos que
interessava ao seu negócio, os peregrinos que se
deslocavam à Terra Santa ou a qualquer outro local de
peregrinação, todos aqueles que passassem uma
temporada numa praia não eram considerados Turistas.
• Mas, na realidade, todos eles, ao deslocarem-se para
fora da sua residência habitual, seja no interior do país
ou para o estrangeiro, têm os mesmos comportamentos
dos que viajam por puro prazer e necessitam dos
mesmos serviços (transportes, alojamentos,
restaurantes, reservas, agências de viagens,
companhias aéreas, etc.), a única diferença reside no
facto de terem diferentes motivações, mas provocam
efeitos económicos e sociais exactamente iguais. Assim
em 1983, a Organização Mundial de Turismo assenta a
definição de Turista nos seguintes conceitos: Local de
Residência (país de origem ou área onde normalmente
reside), Deslocação e Duração da Permanência,
Actividade Remunerada ou não, Consumo Turístico.
• Finalidade dos Conceitos:
- Caracterizar os visitantes e os seus locais de
origem.
- Duração das Visitas.
- Natureza do Produto, do Local ou do Destino
Turístico consumido.
- No aspecto económico as repercussões dos
consumos na Balança de Pagamentos.
- Interrelacionamento com o ambiente envolvente
geográfico e cultural.
- Motivações, disposições psicossociais, atitudes
comportamentais.
- Visitante – é toda a pessoa que se desloca
temporariamente, por um período inferior a 12
meses, para fora da sua residência habitual, quer
seja no seu próprio país ou no estrangeiro, por uma
razão que não seja a de aí exercer uma profissão
remunerada. (genérico).
- Turista – é todo o visitante temporário que
permanece no local visitado pelo menos uma noite
em alojamento colectivo ou privado (mais de 24
horas).
- Excursionista – é todo o visitante temporário que
permanece menos de 24 horas fora da sua
residência habitual, não tem pernoita (inclui
passageiros em cruzeiro e em trânsito).
TIPOS DE TURISMO DE ACORDO COM A ORIGEM DOS
VISITANTES

• Interno – aquele que se desloca no interior do próprio


país, produzindo um Turismo Interior.
• Incoming ou Receptor – aquele que se desloca de fora
para dentro, ou seja, de um país estrangeiro para o
nosso país. Turismo Nacional.
• Outgoing ou Emissor – aquele que se desloca de
dentro para fora, ou seja, do nosso país para o
estrangeiro. Turismo Internacional.
Estes três tipos de Turismo podem ser combinados de
diferentes maneiras originando, assim, as seguintes
categorias de Turismo:
• Turismo Interno – que abrange o Turismo realizado
dentro das fronteiras de um país. (Interno+Receptor).
• Turismo Nacional – que abrange os movimentos dos
residentes de um país. (Interno+Emissor).
• Turismo Internacional – que abrange as deslocações
que obrigam a atravessar uma fronteira.
(Receptor+Emissor).
• Segundo a organização das viagens:
Turismo Individual – Quando uma pessoa ou um grupo
de pessoas parte para uma viagem cujo programa é por
elas próprias fixado, podendo modificá-lo livremente,
com ou sem a intervenção de uma agência de viagens.
Turismo Colectivo ou de Grupo (Package Tour,
também conhecido como Turismo Organizado) –
Quando um Operador de viagens ou uma agência
oferece a qualquer pessoa, contra o pagamento de uma
importância que cobre a totalidade do programa
oferecido, a participação numa viagem para um
determinado destino segundo um programa previamente
fixado para todo o grupo.
• Turismo de Massas – Advém do facto das sociedades modernas
terem feito conquistas nos planos económicos e sociais
incrementando os seus rendimentos individuais e a instituição do
princípio das férias pagas.
O Turismo democratizou-se, deixando de ser um privilégio de elites
e passando a ser um direito do Homem, reconhecido pela
Declaração Universal dos Direitos do Homem (passou a ser
considerado uma das liberdades do Homem), transformando-se
numa necessidade social. Este tipo de Turismo é realizado pelas
pessoas de menor nível de rendimentos, viajando, na sua maioria,
em grupos, sendo escassos os seus gastos, a sua permanência de
curta duração, ocupando, em regra, os estabelecimentos hoteleiros
de menor categoria e os meios complementares de alojamento
(parques de campismo, apartamentos, quartos particulares, etc.).
Caracterização do Turismo de Massas:
• Ocorre, sobretudo, pela necessidade de evasão ao meio
e pelo factor de imitação.
• Automóvel, Autocarro e Voos “Charter”
• Ocorre, especialmente, no Verão, em Julho e Agosto no
caso europeu.
• Unidades hoteleiras de baixa categoria.
• Aflui aos centros de maior concentração turística.
• Fortemente condicionado pelos movimentos políticos,
sociais, situações económicas e medidas restritivas.
• Turismo de Minorias – Turismo realizado por
indivíduos isolados (Turismo individual) ou por pequenos
grupos.
• Caracteriza-se por um princípio de selecção económica
ou cultural.
Conceito de Turismo – Definições de Turismo

• 1919 – Von Schullard – A soma das operações,


especialmente as de natureza económica, relacionadas
com a entrada, permanência e deslocação de
estrangeiros para dentro e fora de um país, cidade ou
região.
• 1935 – Robert Glucksmann – Não se trata de pessoas
ou viagens, trata-se unicamente de um fenómeno social
ligado às relações interpessoais e à comunicação
humana.
• Década de 40 – Edmund Picard – O objectivo do
Turismo é a importação de divisas pelos países e
consequentemente a sua importância nos diferentes
sectores da economia, em particular para os donos e
gerentes de hotéis.
Conceitos de Turismo – Definições de Turismo
• 1942 – Walter Hunziker e Kurt Kraft (1ª definição
adoptada) – “O Turismo” é uma amálgama de relações e
fenómenos originados pela deslocação e permanência
de pessoas fora do seu local habitual de residência,
desde que não haja uma actividade lucrativa principal
remunerada, quer ela seja permanente ou temporária.
Esta definição foi considerada incompleta por lhe faltar a
componente sociológica que afere que, antes de tudo, a
pessoa desloca-se para satisfazer a sua curiosidade,
pelo desejo de conhecer, como forma de aumentar a
sua bagagem cultural e também como escape do seu
ambiente normal (evasão), repousar e divertir-se noutro
meio diferente daquele que lhe é familiar.
• Ainda Kurt Kraft (anos mais tarde) – É uma actividade
humana caracterizada pelo abandono provisório do
domicílio, determinada por motivos psíquicos e físicos e
favorecida pelas condições económicas.
• 1972 – Nettekoven – O conjunto dos fenómenos sociais
e económicos resultantes de uma mudança de
residência voluntária e temporária, que tem como
objectivo a satisfação de necessidades imateriais.
• 1972 – Boyer – 1º É um acto de mobilidade que tende a
satisfazer o lazer, é uma necessidade cultural da
civilização industrial. 2º É uma característica da cultura
de massas, marcada pelas imagens míticas, mediáticas
e de evasão. 3º É um fenómeno moderno que se opõe à
cultura escolar clássica dos livros e das palavras.
• 1986 - Goeldner e McIntosh – O conjunto de fenómenos
e relações que resultam da interacção entre turistas,
empresários do sector, autoridades locais e
comunidades de acolhimento no processo de atracção
de turistas e outros visitantes, em que o turista é todo
aquele que viaja de local para local por razões que não
as de trabalho. Estabelece relações entre o plano
internacional e o plano local.
• 1992 – Przeclawski – O conjunto de fenómenos que
dizem respeito a uma mobilidade espacial, voluntária e
temporária de lugar, alteração de vida e ambiente em
que se procuram contactos directos e pessoais com o
ambiente visitado (natural, cultural e social).
• Em 1967 a OMT definia Turismo da seguinte forma:
O conjunto de relações e serviços resultantes da
troca de residência temporária voluntariamente por
razões que não sejam negócios ou profissionais.
► Em 1991 a OMT e a Comissão de Estatísticas das
Nações Unidas aprovaram a seguinte definição:
O Turismo compreende as actividades
praticadas pelos indivíduos durante as suas
viagens e permanências em locais situados
fora do seu ambiente habitual, por um período
contínuo que não ultrapassa um ano, por
motivos de lazer, negócios e outros.
• Podemos ainda acrescentar que: É uma Indústria,
composta por um conjunto de serviços, necessários à
deslocação de pessoas do seu local de residência, por
motivos vários, e tem implicações e efeitos económicos,
sociais e culturais.
TIPOS DE TURISMO
A diversidade de motivações e as intenções dos viajantes traduz-se por uma
diversidade de tipos de Turismo.

• Turismo de Recreio – Pessoas que viajam para mudar de


ambiente, curiosidade, novas coisas, busca de novas paisagens,
distracções que os grandes centros turísticos oferecem. Muitas
pessoas ao fim de um certo tempo têm necessidade de mudar de
lugar, muitas por imitação e para se imporem socialmente. Este tipo
de Turismo é muito heterogéneo, muda consoante os gostos, o
carácter, o temperamento ou o meio em que cada um vive.
• Turismo de Repouso – Os viajantes deslocam-se pelo facto de
pretenderem obter relaxamento físico e psíquico, como benefício
para a saúde com a finalidade de recuperarem do desgaste
provocado pelas sociedades actuais. Procuram, por norma, locais
tranquilos, contacto com a natureza, estâncias termais ou
estabelecimentos onde encontrem cuidados físicos como os spas.
• Turismo Cultural – Este tipo de turismo é praticado por pessoas que desejam ver
coisas novas, de aumentar os conhecimentos, conhecer modos de vida e hábitos de
outras populações, civilizações e culturas diferentes, participação em manifestações
artísticas. Estas pessoas incidem nos grandes centros culturais, museus, locais
marcados, no passado, por grandes civilizações, monumentos, locais onde existam
ou tenham existido fenómenos naturais ou geográficos. Incluem-se neste grupo as
viagens de estudo, ou para aprendizagem de um idioma. Inclui também o turismo
religioso.
• Turismo Desportivo – Motivações desportivas, quer exista uma atitude passiva
(assistir) ou activa (participar). Caça, pesca, desportos naúticos, alpinismo, ski, ténis,
futebol, golfe, etc. Implica desenvolvimento dos meios apropriados à prática dos
desportos nos respectivos centros turísticos.
• Turismo de Negócios - As profissões e os negócios originam cada vez mais
movimentos turísticos relevantes, com grande peso económico e favorecido pelo
desenvolvimento e internacionalização das economias e das empresas, reuniões
científicas, reciclagens, divulgação de produtos, como as feiras e exposições, visitas
a complexos industriais organizadas pelas empresas para os seus colaboradores,
quer como prémio, quer como novos contactos que se efectuam com outros que
trabalham em locais ou países diferentes: “viagens de incentivo”. Este tipo de
turismo é importante, na medida em que se efectua normalmente fora das épocas de
férias. Implica a existência de equipamentos e serviços adequados, tais como salas
de reuniões, centros de congressos, espaços para exposições e facilidades de
contactos internacionais. Muitos teóricos e sociólogos põem em causa se uma
viagem de negócios pode ser considerada uma viagem turística, uma vez que a
liberdade do indivíduo está de certa forma condicionada.
• Turismo Político – Participação em reuniões políticas
esporádicas ou regulares. Comemorações, funerais,
coroações, casamentos reais, reuniões originadas pelos
trabalhos da União Europeia em Bruxelas, ou pelo
Parlamento Europeu em Estrasburgo. Tem
características e efeitos semelhantes ao turismo de
negócios e exige condições idênticas e organizações
mais cuidadas por razões diplomáticas e de segurança.
• Turismo Étnico e de Carácter Social – Viagens para
visitar amigos, parentes, organizações, para participar
na vida em comum das populações locais, viagens de
núpcias ou por razões de prestígio social. As viagens de
imigrantes, são contempladas neste tipo de turismo e
constituem um mercado de dimensão apreciável.
>TIPOLOGIAS DE TURISMO CONSOANTE AS
MOTIVAÇÔES
• Turismo Termal.
• Turismo Sol/Praia.
• Turismo Religioso e de Peregrinação.
• Turismo Natureza (Ecológico).
• Turismo Radical.
• Turismo Aventura.
• Turismo Rural.
• Agro-Turismo.
• Turismo de Congressos e Incentivos.
• Turismo Social.
SISTEMA DO TURISMO – OFERTA TURÍSTICA

• O Sistema do Turismo baseia-se na Oferta e na Procura.


• Procura é aferida pelas especificidades dos visitantes,
motivações, receitas geradas, equipamentos usados, locais e
alturas do ano.
- Definição de Procura – conjunto de todas as facilidades, bens
e serviços adquiridos ou utilizados pelos visitantes, bem como
todos aqueles que foram criados com o fim de satisfazer as
suas necessidades e postos à sua disposição e ainda os
elementos naturais ou culturais que concorrem para a sua
deslocação.
• Oferta é o Património Turístico de acordo com os Recursos
Turísticos e que apresentados com engenho e arte possam
constituir um convite a visitantes nacionais ou estrangeiros no
nosso país.
SISTEMA DO TURISMO

Construção
civil Bens de
equipamento

Aldeamentos e
Apartamentos
Bens de
consumo Hotelaria e Restaurante,
parques cafés, etc. Agricultura,
campismo silvicultura e
industrias
Agro-alimentares

Procura Alimentação
Fabrico de eq.
Turística
Recreativos e
desportivos

Serviços
comerciais Actividades
Recreativas e
Transportes Agências animação
Turísticos Seguros e
viagens; bancos
postos
turismo

Transportes e
comércio
comunicações
• OFERTA TURÍSTICA – Património Natural Adquirido
Património Natural Construído
Património Cultural Adquirido
Património Cultural Construído
Meios de Transporte
Meios de Alojamento
Estruturas de Animação
Equipamentos de Animação
Infra-estruturas básicas e Sociais
Restauração
• Do aproveitamento do clima, constituição geológica do solo, costa e
sua constituição, ilhas, ilhéus, rios, quedas de água, flora, fauna,
grutas, praias marítimas, praias fluviais, termas, etc.
• Meios de Alojamento – Lei dos Empreendimentos Turísticos –
Estabelecimentos Hoteleiros - Hotéis, Hotéis de Apartamentos, Pensões,
Albergarias, Estalagens, Motéis, Pousadas (Históricas e Regionais). Meios
Complementares de Alojamento - Aldeamentos Turísticos, Apartamentos
Turísticos, Moradias Turísticas. Parques de Campismo (Públicos e
Privados). Turismo no Espaço Rural - Turismo de Habitação (casas
antigas representativas de época), Turismo Rural (serviço familiar em
casas rústicas), Agro-Turismo (serviço familiar em casas inseridas em
explorações agrícolas), Turismo de Aldeia (no mínimo cinco casas situadas
numa aldeia), Casas de Campo (casas particulares em zonas rurais),
Hotéis Rurais (hotéis pequenos com características rurais), Parques de
Campismo Rurais. Turismo Natureza – é um produto turístico, composto
por estabelecimentos, actividades e serviços de alojamento e animação
turística e ambiental em zonas integradas na Rede Nacional de Áreas
Protegidas – Casas de Natureza (abrigos e retiros), Animação Ambiental:
actividades de ocupação dos tempos livres dos turistas e visitantes através
do conhecimento e da fruição dos valores naturais e culturais próprios da
área protegida.
• AGENTES DO TURISMO – Organismos Oficiais do Turismo (OMT,
IATA, TP, EU, etc.).
Empresas Turísticas
Operadores e Agentes Turísticos
Outros Agentes
• MERCADO DO TURISMO – Produto Turístico – é uma amálgama
de elementos que se oferece ao Turista, não é tangível e não se
pode fazer stock.
Pacotes Turísticos
Segmentos de Mercado
Income, Outgoing e Interno
Análise de Fluxos Turísticos
SISTEMA DO TURISMO – Mercado Turístico

• Package – é uma terminologia de difícil definição, todas as


organizações relacionadas com o Turismo tentam uma definição
exacta, mas línguas e conceitos diferentes impedem que assim
seja. Package é uma palavra de origem inglesa como a maior parte
da filosofia do Turismo.
• Package – é um conjunto de elementos do produto turístico que é
colocado no mercado e publicitado ao máximo para angariar
potenciais clientes. Estes pacotes podem apresentar-se de várias
formas:
– Ou Transporte e Alojamento
– Pode ainda ter incluído o Transfer
– Ou Visitas
– Ou Transporte, Alojamento e Rent-a-Car
– Ou Transporte, Alojamento, Visitas e Animação
– Ou só Alojamento e Animação
SISTEMA DO TURISMO – Mercado do Turismo

Para que os Pacotes Turísticos possam ser comercializáveis


necessitam
de três tipos de componentes:
Atracções – aquilo que activa as pessoas a comprar.
Facilidades – aquilo que o turista pode dispor no local de
destino.
Acessos – acessibilidade ao destino e a outros lugares que o
turista pretenda.
• Segmentos de Mercado (motivações) – são elementos parciais do
Mercado Turístico e as suas classificações são diversas:
– Segundo as nacionalidades – o segmento de mercado inglês, alemão,
americano, etc.
– Segmento sócio-profissional – com objectivos profissionais e também sociais,
por ex: laboratórios, congressos de médicos – oftalmologistas, cardiologistas,
etc.. É um turismo de negócio e um turismo de incentivos que acaba por incluir
visitas guiadas, nocturnas, animação, além do alojamento e restauração.
– Segundo faixas etárias ou grupos etários – divide-se muitas vezes este
segmento de mercado, pois as motivações que levam jovens a fazer turismo não
são propriamente as motivações das pessoas mais idosas.
– Segundo interesses económicos, sociais e culturais – há técnicas de
mercado que têm a ver exclusivamente com interesses económicos e que
também podem ser congressos, ou grupos económicos e sociais de qualquer
natureza, associações de qualquer tipo. Culturais são direccionados para as
associações culturais, como por ex: Expo 98, que pode ser considerada cultural,
lúdica, científica, etc. temos congressos de natureza social, cultural, económica,
científicos, religiosos, etc. – carácter religioso (Fátima) peregrinações e visitas a
lugares santos, encontros. Carácter desportivo – jogos de futebol ou outras
práticas desportivas. Espectáculos, actividades de lazer, sol, praia, etc.
• Segmento da Terceira Idade (Sénior) – é muito importante,
pessoas reformadas, pensionistas que têm algum dinheiro para
viajar e por esse motivo um mercado que deve ser bem trabalhado.
• Segmento Deficientes – são cada vez mais uma força
extraordinária, especialmente nos EUA, onde existem associações
com muito dinheiro e muito peso, há uns anos a esta parte
começámos a ter preocupações com este segmento de mercado,
hotéis preparados com acessos especiais, casas de banho,
elevadores, os quartos dimensionados especialmente para este tipo
de segmento de mercado. A nível dos Palácios e Museus têm-se
feito esforços, no sentido de os adaptar também aos deficientes
embora não haja ainda muita dinamização nesse sentido.
• Todos estes segmentos de mercado têm a ver com a valorização
das pessoas, por isso, os Operadores Turísticos, estudam-nos afim
de lhes permitir uma boa avaliação e de certa forma suprimir a
sazonalidade do Turismo.
• Estatística como recurso – uma das coisas a fazer em termos de
mercado turístico é analisar os recursos turísticos.
São os dados estatísticos, dos organismos de turismo, das próprias
Agências de Viagens e dos Operadores Turísticos, que se têm dos
anos anteriores e que facilitam a apreensão das tendências, os
gostos, os hábitos, os interesses, etc., enfim, todos os aspectos e
particularidades que devem ser considerados para uma boa
análise, afim de serem estudadas em todas as suas vertentes.

• MARKETING DO TURISMO – Aspirações, Necessidades


Motivações
Imagem do Produto Turístico
Promoção
Timing das Operações
Marketing – surge depois do pacote turístico estar feito e
preparado. Seguidamente há que vendê-lo. O objectivo do
marketing é vender.
As formas de vender dependem e têm a ver com as aspirações e as
necessidades das pessoas (Pirâmide de Masllow).
Imagem do produto turístico – o que se pretende é que esse
produto seja bem apresentado e tenha uma boa imagem para
vender.
Promoção – o produto tem que ser divulgado ao máximo.
Timing da Promoção – significa que as operações da promoção
devem ser feitas atempadamente, nem muito cedo, nem muito
tarde, não se faz promoção de um determinado produto turístico
numa altura em que as pessoas já tomaram decisões para as suas
viagens.
• Política de Comunicação e Promoção – a escolha dos meios que
vamos utilizar para a promoção e também analisar as necessidades
do mercado, saber o que se vai oferecer.
• Política de Distribuição – há que saber a quem se vai distribuir o
produto, é claro que é às agências, mas à partida há certas
agências que trabalham com determinados mercados que talvez
interessem mais e que possam ser mais dinâmicas.

• PROCURA TURÍSTICA – Análise dos Fluxos Turísticos


Factores que influenciam a Procura
Factores que restringem a Procura
• Feed Back – Do grau de satisfação
Sugestões e Inquéritos
• É muito importante saber se o cliente ficou satisfeito com o produto,
por norma não se fazem estudos sobre a opinião do cliente, mas é
preciso insistir com esta questão.
História do Turismo em Portugal

• 1906 – SPP - Sociedade de Propaganda de Portugal, fundada


por Mendonça e Costa. Sociedade de iniciativa privada com 10.000
sócios. Esta sociedade lançou a primeira linha de navegação
marítima entre Nova York e Lisboa, promoveu a ligação diária entre
Lisboa e Paris pelo comboio Sud-Express, tendo obtido do governo
facilidades fiscais e aduaneiras para que a Companhia Internacional
dos Wagons-Lits passasse a operar para Portugal. Desenvolveu e
criou condições para que os investimentos turísticos fossem
dinamizados: propagandear a utilidade do turismo junto da
população; organizar conferências, sensibilizar a imprensa, tinha
como objectivo criar um produto turístico português, a formação
profissional, estudos turísticos, promoção turística e propaganda
(cartazes, folhetos, viagens educativas, como por exemplo a vinda
de jornalistas britânicos em 1913 (fam trip).
• 1907 – 1º Cartaz Turístico Português da SPP: Portugal, o caminho
mais curto entre a América e a Europa.
• 1907 – 1º Guia Turístico – elaborado por Mendonça e Costa, especialmente para
viajantes estrangeiros em Portugal.
• 1909 – 1º Curso para Empregados de Hotel com a colaboração da Casa Pia.
• 1910 – 1ª República institucionaliza princípios da SPP, esta perde poder em prol do
sector estatal, ficando unicamente com alguma representação internacional.
• 1911 – IV Congresso Internacional de Turismo organizado pela Federação Franco-
Hispano-Portuguesa dos Sindicatos de Iniciativa e Propaganda. Inicia-se a
implementação dos recursos turísticos (Património Histórico-Monumental, Cultural,
Natural).
• 1911 – 1ª Organização do Turismo Português - Repartição de Turismo, integrada
no Ministério do Fomento, à semelhança de organismos similares já instituídos na
Áustria e na França. Esta organização teve como dirigente até 1940 José de Ataíde,
que superintendia um Conselho de Turismo, dirigido por Magalhães Lima
conjuntamente com o SPP e constituído por entidades do sector, artistas e
intelectuais interessados no turismo e no seu estudo.
• São criados, ainda, Sindicatos de Iniciativa pela SPP, integrados na Federação
Franco-Hispânica dos Sindicatos de Iniciativa, que assentam no voluntarismo de
amigos da terra e situados em locais com forte presença de veraneantes, que se
propunham:
– Criar condições in loco que fomentassem o Turismo , mantivessem o Património
existente e cuidassem da imagem e da divulgação desse património.
• 1912 – Regulamentação da profissão de Guia e Guia-Intérprete
Nacional.
• 1º Cartaz e Folheto publicitário sobre Portugal.
• 1914 – Projecto para a estância Turística Internacional do Estoril –
Fausto Figueiredo (+ Augusto Carreira de Sousa/Sociedade Estoril)
– as Termas - Casino do arquitecto Silva Júnior teve a primeira
pedra lançada em 1916 – Mar – Lisboa/Sintra/Cascais. O projecto
do Estoril é do arquitecto Henry Martinet.
• 1916-1922 – Publicação da Revista de Turismo.
• 1917 – Constituição do Bureau de Renseignements em Paris,
com gestão da SPP, custeado pelo Estado português e pelos
Caminhos de Ferro, que desaparecerá em 1931 para dar lugar à
Casa de Portugal dependente do Ministério dos Negócios
Estrangeiros.
• 1º Congresso Hoteleiro promovido pela Repartição de Turismo afim
de permitir a sociabilização dos hoteleiros portugueses para que
pudessem trocar impressões, discutir problemas e desenvolver
uma aprendizagem em comum que resultaria numa melhoria de
serviços.
• 1920 – O Ministério do Comércio e das Comunicações, que
tinha sido formado a partir do Ministério do Fomento, é
reformulado. O Conselho de Turismo é substituído pelo Conselho
de Estradas e Turismo e que passa a superintender a Repartição
de Turismo que perde autonomia.
• Criação das Comissões de Iniciativa de Turismo por iniciativa
governamental, que substituem os Sindicatos de Iniciativa, com
poder para fazer obras e iniciativas de fomento para o Turismo.
• A SPP passa a ter Estatuto de Utilidade Pública (1920).
• Ainda em 1920, e como não houvesse renovação nem
desenvolvimento na hotelaria, o Governo fixa bases regulamentares
da actividade hoteleira.
• 1926 – É inaugurada a 1ª linha electrificada do País –
Lisboa/Cascais. Na década de 30 o número total de passageiros é
de 5 milhões.
• Plano Rodoviário (1927 – 1929 – Estradas Nacionais de 1ª e 2ª
classe, Estradas de Turismo).
• 1929 - O INE publica estatísticas sobre passageiros pelos portos do
Continente.
1930 – O Governo define a nomenclatura da classificação de hotéis.
• 1932 – O INE publica estatísticas sobre excursionistas a partir do
porto de Lisboa.
• 1933 – Criação do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN).
Transformado em Secretariado Nacional da Informação – SNI –
em 24 de Novembro de 1944. Ano decisivo para António Ferro.
• 1934 – O tema pousadas no I Congresso da União Nacional
(Pousadas, Paragens e Casas de Chá). Há semelhança da
Espanha, o Patronato Nacional de Turismo construía uma série de
Paradores e Albergues, neste ano já existiam 18 destas instalações.
• 1934 – No I Congresso da União Nacional, o Eng. Duarte Ferreira
escreve:
• “Não pode o nosso País aspirar ao grande turismo (a não ser nas
Colónias), pois que este exige perigosas travessias, ascensões
arriscadas, caçadas audaciosas, etc.
Não pode também aspirar ao turismo luxuoso (por exemplo Monte
Carlo, Nice, etc.), pois falta-lhe para isso muitas condições
indispensáveis.
O turismo a que Portugal pode aspirar é ao de passagem ou
trânsito e ao de repouso ou descanso.[…]
Há que contar também com o turismo interno que tem importância
como actividade nacional mas que não interessa para o equilíbrio
da balança comercial”.
• 1935 – O INE publica estatísticas de entradas estrangeiros pelas
fronteiras terrestres e marítimas.
1935 – O INE publica estatísticas de entradas estrangeiros pelas
fronteiras terrestres e marítimas.
• A decisão, tomada em 1936 pelo Governo francês da Frente
Popular, sobre as férias pagas é um dos ícones do Século do Povo.
O exemplo francês é rapidamente seguido por outros países. Em
1936 a Irlanda e a Bélgica, na Venezuela e Bulgária. De 1937 a
1939, a Suécia, Dinamarca e Reino Unido. “ A cultura das férias
pagas é uma cultura da viagem e não de permanecer no local de
residência habitual. O número de famílias que faz férias fora de
casa, o que equivale a viajar, passa a ser um indicador de
progresso social.
• 1935 – António Ferro – Político do Espírito. Renascimento da Arte
Popular dando entrada à participação de todas as expressões
plásticas, abarcando todas as formas de comunicação possíveis.
Recuperação de monumentos nacionais, dignificação e incentivo
aos museus regionais, entre outros.
Na Quinzena portuguesa em Genebra, é apresentado um panorama
de conjunto da etnografia nacional, que reúne bonecas, jogos,
peças de olaria, instrumentos de uso quotidiano e utilitário, mantas
e tapetes, ex-votos, etc.. Conjuntamente durante esta Exposição de
Arte Popular, realizaram-se conferências, concertos, passagens de
filmes. Na Exposição Internacional de Paris, e no Pavilhão de
Portugal, tomava-se contacto com produtos como “a sardinha e o
vinho do Porto”, além do Folclore e do Artesanato.
António Ferro leva Pauliteiros de Miranda à quinzena cultural em
Londres.
A iniciativa da organização oficial dos tempos livres dos
trabalhadores vem de Itália (OND – Opera Nazionale Dopolavoro
criada em 1925).
FNAT (Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho), dependente
do Ministério das Corporações, (hoje INATEL com 250.000 sócios).
• Ballet Verde Gaio, Concursos de Montras, Concurso das Estações
Floridas (CP), Concurso Tintas e Flores, Concurso de Ruas e
Janelas Floridas, Cinema, Teatro, Bibliotecas Ambulantes, as
Pousadas, Exposição do Mundo Português.
• António Joaquim Tavares Ferro nasceu em Lisboa a 17/08/1895,
frequentou o Liceu Camões, continuando Direito mas não finaliza a
licenciatura. Em 1915, a convite de Mário de Sá-Carneiro, surge
como editor da revista trimestral de literatura Orpheu (Mário de Sá-
Carneiro, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, José Guisado, José
Pacheco, Eduardo Guimarães, entre outros.). Em 1950, delegado
de Portugal em Berna, em 1954 é nomeado ministro
plenipotenciário de Portugal em Roma, onde esteve dois anos e em
1956 regressa a Portugal devido a estar já muito doente, morre a 11
de Novembro desse mesmo ano.
• Os principais pontos de atracção do Turismo português eram Estoril
e Fátima.
• 1935 – 1938 – “Lisboa, a Madeira e, em menor escala, os Açores,
tornam-se pontos privilegiados da rota dos cruzeiros da Kdf. Na
primeira viagem, em Março de 1935, participam 14 000
excursionistas chefiados”.
• No Verão desse ano (1933), a CP organiza “expressos populares”,
em comboios de 3ª classe (20$00 por p/p), para passeios de Lisboa
a Tomar com ida e volta no mesmo dia. Os “comboios populares”
eram uma novidade com origem na Itália (1931)
• 1936 – 1939:
– Extinção das Comissões de Iniciativa e Turismo, substituídas
pelas Comissões Municipais e Juntas de Turismo.
– Disparidade Institucional: Ministério do Interior com Comissões;
Ministério dos Negócios Estrangeiros com Comissões de
Propaganda do Turismo no Estrangeiro e Casas de Portugal em
Paris, Londres, Antuérpia e Nova Iorque; Promoção Cultural
com SPN.
1936 – 1º Congresso de Turismo realizado pela SPP, que
apresenta críticas contra o Governo pela falta de interesse no
Turismo e pela não descentralização dos Órgãos Locais de
Turismo para as Câmaras.
1936/1937 – António Ferro retoma a iniciativa dos concursos.
1937 – A festa que o SPN ofereceu no Théâtre des Champs
Elysées na Exposição Internacional de Paris, em que, perante
diversos cenários, se exibiam danças comentadas numa
conferência dialogada entre António Ferro e Fernanda de
Castro, foi concedido um Grand-Prix, o único prémio atribuído a
uma festa pela organização.
1938 – O concurso “ A aldeia mais portuguesa de Portugal”.
António Ferro é nomeado secretário-geral das comemorações de 1940.
1938 – O aeroporto da capital, constrói-se na Portela de Sacavém, abre
em 1942.
1939 – Entrega do prémio Galo de Prata a representantes da aldeia mais
portuguesa de Portugal – Monsanto da Beira.
Tutela do Turismo passa para o SPN, excepto Juntas de Turismo,
Comissões de Turismo e o Jogo.
Anos 40 – António Ferro afasta-se pouco a pouco; o objectivo ideológico
para o Turismo entra em decadência; falta de profissionalismo.
Constrói-se a marginal sob a alçada do MOP Eng. Duarte Pacheco.
Os exilados régios no Estoril.
1942 – Pousadas de Portugal e Gastronomia Regional. 1ª em Elvas.
1944 – SPN passa a SNI.
1947 – António Ferro cria e fomenta o 1º Concurso de Ranchos
Folclóricos.
1948 – António Ferro cria o Museu Nacional de Arte Popular.
• 1950 – António Ferro deixa o SNI.
• 1955-1957 - Marcelo Caetano como Ministro de Presidência
introduz reestruturações na orgânica do Turismo:
– Propõe as Regiões de Turismo.
– 1º Estatuto de Escolas Profissionais da Indústria Hoteleira.
1958 – 250.000 visitantes.
Anos 60 – Guerra Colonial, emigração, abertura turística –
Algarve.
- Construção Civil e investimento estrangeiro.
- Criação do Fundo de Turismo.
1961 – A repartição de Turismo passa a Direcção de Serviços.
1962 – Abolição de vistos para turistas estrangeiros. Criação
Gabinete de Estudos e Planeamento da DST (Direcção de
Serviços de Turismo).
1964 – 1 milhão de visitantes.
1968 – 2,5 milhões de visitantes. Salazar manifesta-se em
desfavor do Turismo.
• DST (Direcção de Serviços de Turismo) passa a DGT (Direcção
Geral de Turismo); SNI passa a Secretaria de Estado de Informação
e Turismo; Instituto de Promoção Turística.
• III Plano de Fomento de 1968 – 1973:
– Previa o Turismo como sector estratégico do crescimento.
– Como pólos de atracção turística: Algarve, Madeira e Tróia.
1969 – Aparecem as primeiras estatísticas de Turismo pelo INE e
pela DGT.
• O TURISMO E O 25 de ABRIL
• O golpe de 25 de Abril.
• O PREC.
• Império Colonial.
• Novembro de 1975.
• Entrada na CEE/EU. Regime democrata liberal com governo semi-
presidencialista e economia de mercado.
• PÓS 25 de ABRIL
• Turismo ganha lugar estratégico no desenvolvimento económico.
• Regionalização Turística – em substituição das zonas de Turismo
criando uma regionalização e descentralizando.
• Turismo de habitação e TER.
• Pousadas de Portugal como imagem de prestígio.
• Time-sharing no Algarve.
• Incentivos Estatais.
• Procura de Turismo de qualidade e não massificado.
• Diversificação da procura (sol/praia).
• No pós 25 de Abril a promoção externa ganha novo dinamismo e é
considerado como actividade prioritária e privada de grande
importância.
• 1975-1980 – Retornados e consequente degradação das infra-
estruturas hoteleiras.
• Acabam as Casas de Portugal criam-se os Centros de Turismo de
Portugal.
• 1976 – ENATUR. A transferência de gestão das Pousadas da DGT para
a ENATUR (Empresa Nacional de Turismo, EP).
• Anos 80:
– Sistemas de Incentivo pelo Fundo de Turismo – Cria o sistema de
incentivos financeiros ao investimento no Turismo.
– Comissões Municipais e Juntas de Turismo
– Time-Sharing no Algarve
1985/88 – Plano Nacional de Turismo – sobre Condições e formação
Profissional – Carteiras Profissionais.
1990 – Vá para fora cá dentro (aposta no turismo interno);
preocupação com o Ordenamento do
Território/Ambiente/Natureza/Áreas Protegidas. FIM
Origem dos Turistas Internacionais em 2004

1. Europa 56,5%
2. Ásia e Pacífico 19,8%
3. Américas 16,7%
4. Médio Oriente 2,9%
5. África 2,4%
6. Outros 1,7%
Chegadas Turismo Internacional

• Por Objectivo da visita:

– Lazer, recreação e férias: 52%


– Visita a família e amigos, saúde, religião: 24%
– Negócios e outras razões profissionais: 16%
– Outros: 8%

• Por meios de transporte usado:

– Estrada: 45%
– Ar: 43%
– Água: 7%
– Comboio: 4%
Principais “gastadores” em turismo
internacional (2004)
• Alemanha: 11,4%
• USA: 10,5%
• UK: 9%
• Japão: 6,1%
• França: 4,6%
• Itália: 3,3%
• Holanda: 2,7%
• Canadá: 2,6%
• Federação Russa: 2,5%
per capita o turista que gasta mais é:
– holandês, inglês, alemão, francês
ORGANISMOS OFICIAIS DE TURISMO

Organismos Internacionais e interestatais:

OMT – Organização Mundial de Turismo – é uma agência especializada


das Nações Unidas e a principal organização internacional no campo do
turismo. Desde 1974 encontra-se em Madrid.
A sua origem remonta ao Congresso Internacional de Associações
Oficiais de Tráfego Turístico, realizado em 1925 na cidade de Haia, na
Holanda. Após a Segunda Guerra Mundial foi rebaptizada como União
Internacional de Organizações Oficiais de Viagens (IUOTO) e transferida
para Genebra. Em 1974, seguindo uma resolução da Assembleia Geral
das Nações Unidas, foi transformada num órgão intergovernamental. Em
2003, tornou-se uma agência especializada das Nações Unidas.
Tem como actividade: a pesquisa – estatísticas do mercado turístico,
equipamento e empresas turísticas, preparação e planificação,
promoção do turismo, análise económica do turismo, análise técnica e
outros estudos do turismo; operacionais – operacionaliza projectos por
conta de organismos de cooperação técnica, organiza seminários e
reuniões técnicas sobre domínios turísticos, como a formação, o
financiamento no âmbito do turismo e do meio ambiente; divulgação –
divulga dados estatísticos, estudos e outros documentos.
• UN – UNITED NATIONS – NAÇÕES UNIDAS – antigamente designada
por ONU foi fundada oficialmente em 1945, em S. Francisco na Califórnia
por 51 países, logo após o final da Segunda Guerra Mundial. A sua sede
actual é na cidade de Nova Iorque. A precursora das Nações Unidas foi a
Sociedade das Nações, organização concebida em circunstâncias similares
durante a Primeira Guerra Mundial e estabelecida em 1919. Em 2006 as
NU tem representação de 192 Estados-Membros. Em 1948 proclamou a
Declaração Universal dos Direitos do Homem.
• UNESCO – United Nations, Educational, Scientific and Cultural
Organization – é uma organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura, fundada em 1946 com o objectivo de contribuir para a
paz e segurança no Mundo mediante a educação, a ciência, a cultura e as
comunicações. Tem a sua sede em Paris.
• ICAO – Organização da Aviação Civil Internacional – é uma agência
especializada das Nações Unidas criada em 1944 com 189 países
membros. A sua sede fica na cidade de Montreal no Canadá. Regulamenta
a aviação civil internacional.
Conselho da Europa – (1949) a mais antiga organização política do
continente: reagrupa 47 países, recebeu a candidatura de um outro país,
a Bielorússia, e reconheceu o estatuto de observador a 5 outros estados
(Santa Fé, Estados Unidos, Canadá, Japão e México) é distinta da União
Europeia dos “27”, mas nunca nenhum país aderiu à União sem ter
pertencido ao Conselho da Europa, tem a sua sede em Estrasburgo.
O Conselho da Europa foi criado a fim de:
- defender os direitos do homem e a democracia parlamentar, concluir
acordos, consolidar reformas políticas, legislativas e constitucionais,
económicas, educação, cultura, meio-ambiente, etc.
O Conselho da Europa tem por orgãos principais: um Comité de
Ministros, composto pelos ministros dos negócios estrangeiros ou pelos
seus delegados sedeados em Estrasburgo como orgão de decisão da
Organização.
Assembleia Parlamentar que reagrupa 636 membros e cujo Presidente
em exercício é René van der Linden (Países Baixos)
Congresso dos Poderes Locais e Regionais, presidido por um
Norueguês Halvdan Skard.
Um Secretáriado-Geral composto por cerca de 1800 funcionários e
dirigido desde Setembro de 2004 pelo Secretário-Geral Terry Davis
(Reino Unido).
OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico
(OECD em inglês) – é uma organização internacional dos países
comprometidos com os princípios da democracia representativa e da
economia de livre mercado. A sede da organização é em Paris. Também
chamada o Grupo dos Ricos. Juntos, os 30 países participantes
produzem mais de metade de toda a riqueza do mundo. Entre os
objectivos está o de ajudar o desenvolvimento económico e social do
mundo inteiro, estimulando investimento nos países em
desenvolvimento. Foi criada em 30 de Setembro de 1961, sucedendo à
Organização para a Cooperação Económica Europeia criada em 1948.
Portugal é membro desde o seu início em 1961. Portugal faz parte do
Comité de Turismo da OCDE.
União Europeia (antigamente designada por Comunidade Económica
Europeia CEE e Comunidade Europeia CE) – é uma organização
internacional actualmente formada por 27 estados membros. Foi
estabelecida com este nome pelo Tratado da União Europeia
(normalmente conhecido pelo Tratado de Maastricht) em 1992, mas
muitos aspectos desta união já existiam desde a década de 50. Tem
sede em Bruxelas, Luxemburgo e Estrasburgo. Unidade de Turismo da
Comissão Europeia.
• ETC - European Travel Commission – Associação Europeia dos
Organismos Nacionais de Promoção Turística – é uma organização sem
fins lucrativos, situada em Bruxelas e os seus membros são as 38
Organizações Nacionais de Turismo (NTO’s) da Europa, cujo desempenho
é promover o turismo em geral na Europa e nos seus países em particular.

• CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – é uma


organização assinada entre países lusófonos, que instiga a aliança e a
amizade entre os signatários. A sua sede fica em Lisboa. O actual
Secretário Executivo da CPLP é o embaixador Luís de Matos Monteiro da
Fonseca, de Cabo Verde. Foi criada em 1996 por Angola, Brasil, Cabo
Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. No
ano de 2002, após a independência, Timor-Leste foi acolhido como país
integrante. Actualmente são oito os países integrantes da CPLP. O dia 5 de
Maio é o Dia da Cultura Lusófona pelo Mundo.
• Organismos Internacionais Não Governamentais:

IATA – Associação Internacional de Transportes Aéreos – é


uma organização internacional de linhas aéreas sediada em
Montreal, Quebec no Canadá.

EUHOFA - Associação Internacional Europeia de Directores de


Escolas Hoteleiras - Sede em Lausanne.`É uma associação de
escolas hoteleiras no mundo, representadas pelos presidentes, vice
presidentes e reitores, cujo propósito é aumentar a qualidade
profissional na indústria turística. Foi criada em 1955 por um grupo
de directores da Alemanha, Áustria e Suiça, tem actualmente cerca
de 55 membros associados e membros honorários espalhados por
45 países dos cinco continentes
• AMFORT – Associação Mundial Para a Formação Profissional
Turística – é uma organização fundada em Nice, em 1969, pelos
então membros da UIOOT (União Internacional de Organismos
Oficiais de Turismo). Desenvolver em todos os aspectos a
Formação Profissional Turística, regular e nivelar as políticas e os
programas educativos relacionados com o Turismo à escala
mundial. Tem membros activos em mais de 85 países, repartidos
pelos 5 Continentes.

• UFTAA (antigamente FUAAV) - Federação Universal das


Agências de Viagens – é uma organização que tem como
propósito representar, unir e consolidar as actividades das Agências
de Viagens.
• Organismos Nacionais Governamentais:
• AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo Português
sob a tutela do Ministério da Economia e Inovação e do Secretário de
Estado Adjunto, da Indústria e Inovação, Prof. Dr. António Castro
Guerra. (antigamente ICEP).
• TP – Turismo de Portugal.
• DRE’s – Direcções Regionais de Economia.
• GGPRIME – Gabinete de Gestão do Programa de Incentivos à
Modernização da Economia.
• INATEL – Fundado em 1935 como Fundação Nacional para a Alegria
no Trabalho (FNAT) é hoje tutelado pelo Ministério do Trabalho e da
Solidariedade Social, afirma-se como um grande prestador de
serviços sociais, nas áreas do turismo social e sénior, da organização
dos tempos livres, da cultura e do desporto, com preocupações
humanas e de qualidade, presente em Portugal e Regiões Autónomas
com 21 delegações e subdelegações.
• ENATUR – Empresa Nacional de Turismo, S.A., com função accionista
do Estado e concessionada pelo Grupo Pestana, em vias de
privatização.
• Organismos Nacionais Não Governamentais:
• Sindicatos
• APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo.
QUADRO INSTITUCIONAL ACTUAL DO
TURISMO

SEAII - Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e da Inovação


SECSDC - Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor
SET - Secretário de Estado do Turismo
TURISMO
SET

GGPRIME
TP – Dr. Luís Patrão
DRE’s (Coordenador
(Turismo
(área turismo) Sectorial
de Portugal)
do Turismo)

SET: Secretaria de Estado do Turismo


Secretário de Estado do Turismo Dr. Bernardo Trindade
DRE’s: Direcções Regionais de Economia
GGPRIME: Gabinete de Gestão do Programa de Incentivos a
Modernização Económica
• O Turismo de Portugal absorveu todos os anteriores organismos
que regulavam o Turismo em Portugal como: a DGT - Direcção
Geral de Turismo, Enatur - Empresa Nacional de Turismo
(concessionou ao Grupo Pestana e fala-se de futura privatização),
INFTUR – Instituto Nacional de Formação Turística, com excepção
da Inspecção Geral de Jogos.
TURISMO DE PORTUGAL
• O Decreto-Lei nº 141/2007, de 27 de Abril, definiu a missão e atribuições do Turismo de Portugal,
I.P., concretizando o objectivo de criar uma única estrutura pública que promova a valorização e
sustentabilidade da actividade turística nacional, constituindo-se como uma verdadeira
Autoridade Turística Nacional.

• O Turismo de Portugal, I. P., tem por missão o apoio ao investimento no sector do turismo, a
qualificação e desenvolvimento das infra-estruturas turísticas, a coordenação da promoção
interna e externa de Portugal como destino turístico e o desenvolvimento da formação de
recursos humanos do sector, bem como a regulação e fiscalização dos jogos de fortuna e azar.
• São atribuições do Turismo de Portugal, I. P:
– a) Apoiar o membro do Governo responsável pelo Turismo na definição, enquadramento
normativo e execução da política nacional e comunitária aplicável ao sector;
– b) Propor ao Governo as linhas estratégicas aplicáveis ao desenvolvimento do sector
turístico e definir os planos de acção de produtos e destinos que as concretizam;
– c) Assegurar a coordenação de estudos e estatísticas, nomeadamente em matéria de
definição, acompanhamento e avaliação das políticas e planos estratégicos e de
desenvolvimento do sector, estando habilitado a funcionar como entidade delegada no
quadro do Sistema Estatístico Nacional e a participar nas actividades de organismos
internacionais;
– d) Prestar apoio técnico e financeiro às entidades públicas e privadas do sector, assegurar a
gestão dos respectivos sistemas de incentivos, aprovar e acompanhar o investimento público
de interesse turístico;

• São atribuições do Turismo de Portugal, I. P: (continuação)


– e) Planear, coordenar e executar a política de promoção do país, e suas marcas, como destino
turístico, bem como assegurar a recolha, tratamento e divulgação de informação turística;

– f) Incentivar e desenvolver uma adequada política de qualificação de recursos humanos


através da coordenação, criação e reconhecimento de cursos e acções profissionais;

– g) Acompanhar a evolução da oferta turística nacional, designadamente através do registo e


classificação de empreendimentos e actividades turísticas;
– h) Promover uma política adequada de ordenamento turístico e de estruturação da oferta, em
colaboração com os organismos competentes, intervindo na elaboração dos instrumentos de
gestão territorial, participando no licenciamento ou autorização de empreendimentos e
actividades, reconhecendo o seu interesse para o turismo, ou propondo ao Governo o
reconhecimento da respectiva utilidade turística;
– i) Apoiar tecnicamente o membro do Governo responsável pelo turismo em matéria de jogos
de fortuna e azar, bem como contribuir para a elaboração da respectiva regulamentação;
– j) Fiscalizar a exploração dos jogos de fortuna e azar e do funcionamento dos casinos e bingos
e colaborar com as autoridades e agentes policiais em matéria de prevenção e punição de
práticas ilícitas relativas a jogos de fortuna e azar.
• Orgãos de Gestão

De acordo com o Dec.-Lei nº141/2007 de 27 de Abril, o Turismo de


Portugal, I.P. tem os seguintes orgãos de gestão:
- Conselho Directivo - órgão responsável pela definição da
actuação do Turismo de Portugal, I.P. e pela direcção e coordenação
dos respectivos serviços.
- Comissão de Jogos - órgão responsável pela orientação,
acompanhamento e supervisão da actividade do serviço responsável
pela fiscalização e inspecção dos jogos de fortuna e azar.
- Fiscal único - órgão responsável pelo controlo da legalidade, da
regularidade e da boa gestão financeira e patrimonial do organismo
- Conselho de Crédito - órgão responsável por coadjuvar o conselho
directivo em matéria de financiamento e incentivos ao investimento
- Secretário-Geral - desempenha funções de apoio técnico ao
conselho directivo, assegurando uma eficaz articulação e
coordenação entre as diversas direcções e departamentos.
ORGANISMOS OFICIAIS EM PORTUGAL

• TURISMO DE PORTUGAL (TP, IP) – é um Instituto Público, dotado de


personalidade jurídica, autonomia administrativa e financeira e património
próprio, cuja actividade é exercida sob a tutela do Ministério da Economia e
da Inovação e dependência do Secretário de Estado do Turismo.
• Atribuições:
- Colaborar activamente no estudo e definição de medidas de natureza
financeira para o sector do turismo;
- Colaborar no estudo e definição das medidas de apoio às estruturas
empresariais do sector do turismo;
- Promover a execução das medidas de política económica que se
enquadram no âmbito das suas atribuições;
- Prestar apoio técnico e financeiro, directa e indirectamente, às empresas
do sector do turismo;
- Promover a criação de novas empresas, quando tal promoção contribua
para o desenvolvimento do turismo;
- Participar, incluindo através da tomada de posições de capital, em
sociedades, institutos, associações ou outras entidades, públicas ou
privadas, quando tal participação contribua para o desenvolvimento do
turismo;
- Cooperar com outras entidades, públicas ou privadas, em acções que
possam contribuir para a realização do seu objecto estatutário;
Atribuições (cont.)
- Aprovar e acompanhar o investimento público consignado às autarquias
locais através da afectação das contrapartidas financeiras pela criação das
zonas de jogo;
- Apoiar a definição e a realização de estratégias de desenvolvimento
turístico assim como a montagem, por parte das entidades ou empresas,
de projectos de investimento nas áreas de vocação turística do País;
- Estimular o desenvolvimento empresarial, visando o reforço da
competitividade e da produtividade das empresas turísticas portuguesas;
- Promover e divulgar interna e externamente Portugal como destino
turístico;
- Proceder ao estudo da evolução e tendência dos mercados,
nomeadamente a actuação dos países concorrentes, o comportamento e
tendência da procura, a actratividade de Portugal e da oferta portuguesa.
- Disponibilizar informação estratégica e operacional ao sector turístico,
nomeadamente em matéria de mercados e fluxos turísticos nacionais e
internacionais;
- Promover e apoiar a requalificação e desenvolvimento de novos produtos
e destinos turísticos regionais.
INSPECÇÃO GERAL DE JOGOS
INSPECÇÃO GERAL DE JOGOS

Atribuições:

• Fiscalizar a exploração dos jogos de fortuna e azar


concessionados pelo Estado;

• Apoiar tecnicamente o MEI, em matéria de jogos de fortuna e azar;

. Contribuir para a elaboração de regulamentação em matéria de


jogos de fortuna e azar;

. Apoiar tecnicamente e colaborar com as autoridades e agentes


policiais na prevenção e punição de práticas ilícitas em matérias de
jogos de fortuna e azar.
DRE’s – DIRECÇÕES REGIONAIS DE ECONOMIA

• As DRE prosseguem as seguintes atribuições, no âmbito das circunscrições


territoriais respectivas:
– a) A representação do MEI junto dos orgãos do poder local, bem como assegurar a
articulação com os orgãos desconcentrados do poder central de incidência regional;
– b) Assegurar funções desconcentradas de execução das políticas do MEI, através da
produção de bens e serviços em matéria de licenciamento, fiscalização e controlo
metrológico no âmbito da actividade industrial, incluindo o sector das massas minerais, do
comércio e dos serviços, do turismo e da energia;
– c) Proporcionar aos agentes económicos da respectiva região os serviços que lhes
permitam cumprir as obrigações regulamentares para com o MEI;
– d) Garantir a aplicação da legislação nos sectores da indústria, comércio e serviços, energia,
recursos geológicos, qualidade e turismo, nas respectivas áreas geográficas de actuação.
• As funções das DRE exercem-se em articulação com os organismos centrais do
MEI, nomeadamente nos domínios da indústria e comércio, energia, recursos
geológicos, qualidade, incluindo o controlo metrológico e turismo.
• A coordenação operacional das intervenções regionais e harmonização de práticas e
procedimentos das DRE nas respectivas áreas geográficas é feita pela DGAE,
mediante despacho do membro do Governo responsável pela área da Economia e
da Inovação.
• As atribuições das DRE’s no domínio turismo e serviços são:
– Assegurar a aplicação da legislação regulamentadora da instalação e
licenciamento de estabelecimentos comerciais;
– Acompanhar, em articulação com a Direcção-Geral das Actividades
Económicas, a evolução das actividades comerciais e a sua inserção territorial;
– Colaborar com a Direcção-Geral das Actividades Económicas na elaboração de
legislação e regulamentação técnica no domínio comercial e dos serviços, bem
como com o Turismo de Portugal, I. P., em matéria de Turismo;
– Assegurar as operações de registo legalmente previstas no domínio comercial;
• As atribuições das DRE’s no domínio do turismo e serviços são:
(Cont.)
– Aplicar, em articulação com o Turismo de Portugal, I. P., a legislação relativa à
instalação e verificação das condições de exploração e de funcionamento dos
empreendimentos turísticos, turismo em espaço rural, turismo de natureza,
empresas de animação turística, agências de viagem, operadores marítimo-
turísticos e aluguer de veículos automóveis sem condutor;
– Colaborar com o Turismo de Portugal, I. P. na divulgação, execução e
acompanhamento dos sistemas de incentivo e de outros instrumentos de apoio
à modernização da oferta turística;
– Assegurar o conhecimento adequado da actividade turística na região e
promover a divulgação de informação útil ao sector;
– Colaborar com o Turismo de Portugal, I. P. no registo dos empreendimentos do
sector do Turismo;
GGPRIME
PRIME - Programa de Incentivos à Modernização da Economia integra um conjunto de
instrumentos de política económica de médio prazo, até 2013, destinados aos sectores da
Indústria, Energia, Construção, Transportes, Turismo, Comércio e Serviços.
 Gabinete de Gestão do Programa de Incentivos à Modernização Económica
- Coordenador Sectorial do Turismo
– Promover e reforçar a competitividade das empresas do sector do Turismo,
fomentando o desenvolvimento de estratégias que visem o aumento da sua
capacidade técnica e tecnológica e o aumento do seu poder de negociação
dentro da cadeia de valor do sector;
– Apoiar o aparecimento de novas áreas de negócios que apostem na criação
de novos produtos turísticos, baseados em potencialidades existentes e/ou
contribuindo para o reforço da coesão regional, através da exploração e
valorização de novas áreas turísticas;
– Actuar sobre os factores críticos do sector, garantindo a sua
sustentabilidade,
Organização Regional e Local do Turismo
REGIÕES DE TURISMO

• As regiões de turismo são pessoas colectivas de direito público de


tipo associativo vocacionadas para a valorização turística do seu
território, com vista ao aproveitamento das potencialidades turísticas
do património histórico, cultural e natural nele existentes.

• Estes órgãos regionais de turismo, cuja actividade se encontra


regulamentada pelo Decreto-Lei nº287/91, de 9 de Agosto, são
entidades dotadas de autonomia financeira e património próprios,
competindo ao membro do Governo com tutela sobre o turismo o
exercício da sua tutela administrativa.
Atribuições:
- Elaborar planos de acção turística da região.

- Realizar estudos das respectivas áreas geográficas sob o ponto de


vista turístico e proceder à identificação dos recursos turísticos
existentes.

- Definir o produto ou produtos turísticos regionais.

- Promover a oferta turística no mercado interno e colaborar com os


privados com vista à sua promoção externa.

- Fomentar o artesanato e animação turística regional.

- Colaborar com os órgãos centrais e com as autarquias com vista à


consecução dos objectivos de política nacional que for definido para
o turismo.
REGIÕES DE
TURISMO
Associações Empresariais

• ANRET – Associação Nacional das Regiões de Turismo.

• ADETURN – Turismo Norte de Portugal.

• ADTRC – Associação para o Desenvolvimento do Turismo na


Região Centro.

• ATL – Associação de Turismo de Lisboa.

• ARTA – Associação das Regiões de Turismo do Alentejo.


AGÊNCIAS REGIONAIS DE PROMOÇÃO TURÍSTICA

• Porto e Norte de Portugal: ADETURN – Associação de Turismo


ddo Norte de Portugal.
• Centro: Agência Regional de Promoção Turística Centro de
Portugal. Provisoriamente a funcionar na Região de Turismo do
Centro em Coimbra.
• Lisboa: ATL – Associação de Turismo de Lisboa, Visitors and
Convention Bureau.
• Alentejo: ARTA – Associação Regional de Turismo do Alentejo.
• Algarve: ATA – Associação de Turismo do Algarve.
• Madeira: APRAM – Associação de Promoção Regional Autónoma
da Madeira.
• Açores: ATA – Associação de Turismo dos Açores.
COMISSÕES MUNICIPAIS E JUNTAS DE
TURISMO
• As zonas de turismo cuja sede coincida com a sede de concelho
serão directamente administradas pelas respectivas Câmaras
Municipais, através de uma Comissão Municipal de Turismo e as
restantes por Juntas de Turismo.

• Compete a estes órgãos:


•  Colaborar na preparação do plano anual da actividade turística;
•  Dar parecer sobre quaisquer projectos de obras de interesse
turístico;
•  Sugerir o que entender por conveniente no melhoramento das
condições turísticas da zona;
•  Dar parecer sobre o orçamento dos serviços de turismo;
•  Deliberar sobre propaganda, despendendo as verbas que, para
esse efeito, lhes sejam atribuídas no orçamento.
COMISSÕES MUNICIPAIS E JUNTAS DE TURISMO

Existem em Portugal 18
Comissões Municipais:

 Castelo Branco;  Sintra;


 Elvas;  Vila do Conde;
 Espinho;  Vila Franca de Xira;
 Guimarães;  Vila Nova de Gaia.
 Lisboa;
 Loures; Existem 8 Juntas de Turismo:
 Mafra;
 Matosinhos;  Águas de São Vicente;
 Odemira;  Caldas de Moledo / Régua;
 Oeiras;  Costa do Estoril;
 Porto;  Cúria;
 Póvoa de Varzim;  Entre-os-Rios;
 Santa Maria da Feira;  Ericeira;
 Santo Tirso;  Luso-Buçaco;
 Monfortinho.
PENT – Plano Estratégico Nacional do Turismo – 2006-2015

• Propósitos a atingir:
• Aumento do PIB Nacional através do Turismo (11% do PIB em
2004).
• Desenvolver o Turismo de uma forma sustentada e transformá-lo
num dos motores de crescimento da economia nacional.
Crescimento anual de 5% no nº de turistas, atingindo os 20
milhões em 2015. Prevê-se em 2015 mais de 15% do PIB (11%
actualmente).
• Aumentar o emprego nacional com profissionais devidamente
qualificados. Em 2015 o Turismo representará 15% do emprego
nacional.
• A implementação do PENT é estruturada em 5 eixos:
 Território, Destinos e Produtos
 Marcas e Mercados
 Qualificação de Recursos
 Distribuição e Comercialização
 Inovação e Conhecimento

. A concretização destes 5 eixos requer a implementação de 11


projectos:
 I– Produtos, Destinos e Pólos
 II - Intervenção em ZTI’s (Urbanismo, Ambiente e Paisagem)
 III - Desenvolvimento de Conteúdos distintivos e inovadores
 IV – Eventos
 V – Acessibilidade Aérea
 VI – Marcas, Promoção e Distribuição
 VII – Programa de Qualidade
 VIII – Excelência no Capital Humano
 IX – Conhecimento e Inovação
 X – Eficácia do relacionamento Estado-Empresa
 XI – Modernização Empresarial
Mercados Turísticos visados:

• Foram seleccionados 21 mercados emissores alvo, incluindo o


mercado interno, que foram diferenciados em função do seu
potencial e divididos em 3 grupos:
 Mercados Estratégicos – Portugal, Reino Unido, Espanha,
Alemanha e França – com maior promoção, estimulando assim um
crescimento relativo na época baixa (Outubro a Maio) superior ao
da época alta.
 Mercados a Consolidar – Países escandinavos, Itália, Estados
Unidos da América, Japão, Brasil, Holanda, Irlanda e Bélgica –
ambicionando-se um crescimento absoluto relevante.
 Mercados de Diversificação – Áustria, Suiça, Rússia, Canadá,
Polónia, República Checa, Hungria e China – em que o objectivo
consiste no aumento de quota de mercado.
• Portugal dispõe das “matérias-primas”:

 Condições Climatéricas
 Recursos Naturais
 Culturais

. Indispensáveis à consolidação e desenvolvimento de 10


produtos turísticos estratégicos:
 Sol e Mar > Golfe
 Touring Cultural e Paisagístico > City Break
 Resorts Integrados e Turismo Residencial > Gastronomia e
 Turismo de Negócios (MICE) Vinhos
 Turismo de Natureza
 Turismo Náutico
 Saúde e Bem-estar