Você está na página 1de 16

Biologia de Conservacao

Velhos e Novos desafios no uso das


especies para avaliacao da
biodiversidade

Docente: Cornélio Ntumi, PhD


Estudantes: Luís Amadeu
Sean Nazerali
Introdução
• Avaliar e monitorar a biodiversidade
• (i) definir como as perspectivas da ecologia e da biogeografia
diferem em termos de escala , temporal e espacial, e a qualidade
dos dados
• (ii) rever avanços recentes na analises de diversidade de espécies
• (iii) examinar questões das praticas, e a conexão maior das
armadilhas com as medidas das diversidade das espécies numa
longa escala espacial e temporal usando abordagens ecológicas
• (iv) propor pesquisas para resolver estes problemas.
Perspectivas ecológicas e biogeográficas
Ecologia Biogeografia
Escala espacial Local para regional Regional para global
Escala temporal até décadas Séculos para anos
Colecta de dados Específicos ou estudos Adaptados ou estudos
únicos conjuntos
Tipo de dados Ricos e abundantes Ricos
Qualidade dos dados Alta/ homogéneos Variável/ heterógenos
Diversidade das espécies, riqueza e o equilíbrio
• a) definições e medidas
• b) escala espacial
• c) as espécies não são todas iguais
a) definições e medidas
Numero das
espécies numa
O numero total
amostra
dos indivíduos na
amostra (total de
biomassa)

Proporção dos
indivíduos
(biomassa)

Numero dos
indivíduos
(biomassa)
b) escala espacial
Ecologia Biogeografia Designação Medida Símbolo
Áreas Áreas largas, O efeito da escala
pequenas por por ex. 10 x espacial é um velho 𝛼 − diversidade Diversidade de espécies D𝛼
ex. 1 x 1 m 10km tópico em ambas
quadrados abordagens 𝛾-diversidade Diversidade das D𝛾
comunidades ou paisagens
𝛿-diversidade Diversidade da região D𝛿
• Nessa estrutura, o conceito de riqueza, 𝛽 - diversidade Rácio da diversidade local D𝛽
equilíbrio e diferenças da diversidade e da região 𝐷𝛾
de espécies são todas combinadas 𝐷𝛽 =
dentro de uma única escala livre de 𝐷𝛼
formulações com a multiplicação das
relações entre eles. A riqueza das espécies pode ser definida por:
𝑅𝛾
𝑅𝛽 =
𝑅𝛼
• Os dados da diversidade das espécies O equilíbrio das espécies
são muitas vezes limitados pela área 𝐷𝛽
povoada e não inclui medida da 𝐸𝛽 =
𝑅𝛽
abundancia. Ref.: Tuomisto, 2010
c) todas as espécies não são iguais
• As espécies não funcionam e não evoluíram ecologicamente da
mesma forma
• A filogenética deve ser incluída na medida da diversidade das
espécies Diversidade de

𝐷(𝑇) espécies dentro do
• 𝐸(𝑇) = intervalo de tempo
𝑅(𝑇) inicial – “final”

Riqueza de
espécies dentro do
Equilíbrio
intervalo de tempo
filogenético
inicial – “final”
Medição da diversidade no mundo real
Num mundo ideal teríamos dados
recolhidos:
a. Através extensões espaciais
largas;
b. Dentro de um período de tempo
restrito; e
c. Com uma alta qualidade

… mas isso é utópico….


Limitações em medir a riqueza de espécies
• A escalas grandes (escalas biogeográficas),
não é viável fazer contagens totais. Assim,
provavelmente não se observa espécies
raras:
• Possível Solução 1: Extrapolação de “relações
de riqueza de espécies” (SRRs)
• Método baseado no facto que a riqueza de
espécies aumenta com a escala ou com a
intensidade de amostragem
• Mas… não existem modelos fidedignos a escalas
biogeográficas, onde os dados estão recolhidos
usando diversos metodologias
Limitações em medir a riqueza de espécies
• A escalas grandes (escalas biogeográficas),
não é viável fazer contagens totais. Assim,
provavelmente não se observa espécies
raras:
• Possível Solução 2: Extrapolação de números
de espécies raras
• Método baseado no facto que o número de
espécies raras poderá providenciar uma
estimativa de nº de espécies não observadas
• Mas… também não existem modelos fidedignos a
escalas biogeográficas, onde a amostragem é
muito pequena
Limitações em medir a riqueza de espécies
• A escalas grandes (escalas biogeográficas),
não é viável fazer contagens totais. Assim,
provavelmente não se observa espécies
raras:
• Possível Solução 3: Agregar a riqueza de
espécies das várias amostragens existentes
• Sempre subestima a riqueza real
• Dependente no nº de amostragens

é o melhor que há, mas precisa uma correcção pelo


menos para a intensidade de amostragens se
queremos fazer comparações com outras
geografias
Problemas em obter dados de abundância
• Conhecimento da distribuição de
abundância de espécies é usado para
prever a resiliência de uma espécie
perante mudanças de contexto
(ambientais / antropomórficas)

• Uma vez que estimativas de “evenness”


(equilíbrio) a escalas biogeográficas não
existem, a medição de abundância é
limitado ao:
• nº de indivíduos;
• % cobertura; ou
• biomassa.
Onde isso mostra a distribuição de
populações em regiões
Problemas de Taxonomia e Identificação
• Pressuponhamos que as
espécies são correctamente
identificadas

• 2 dificuldades:
• Actualizações taxonómicas
• Divisões entre espécies, diversidade
filogenética…
• Problemas com a identificação
Conclusões – um futuro melhor?
• Avanços em padronização
de procedimentos e
protocolos

BioNoMo
Conclusões – um futuro melhor?
• Avanços genéticos permitem
cada vez mais fácil identificação
e também adiciona o aspecto
filogenético
Conclusões – um futuro melhor?

• Avanços em informática
estão a aumentar a
quantidade de dados
espaciais como também o
poder de modelagens