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Sistema Gastrointestinal

UFCD 6567
Noções gerais sobre o sistema
gastrointestinal, urinário e
genito-reprodutor
Sistema Gastrointestinal

Profa. Isabel Henriques 2


Sistema Gastrointestinal

O sistema digestivo tem a função de


realizar a digestão, ou seja, fracionar
os alimentos e transformar as
macromoléculas em micromoléculas.

O sistema digestivo é formado pelos


órgãos do tubo digestivo (boca,
faringe, esófago, estômago, intestino
delgado, intestino grosso e ânus) e
pelas glândulas anexas (glândulas
salivares, pâncreas e fígado).

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Sistema Gastrointestinal

Contituição
Tubo Digestivo Órgãos Anexos

Dentes
Boca
Língua
Faringe
Glândulas salivares
Esófago
Fígado
Estômago
Pâncreas
Intestino delgado

Intestino Grosso

Reto e ânus Profa. Isabel Henriques 4


Sistema Gastrointestinal
 Digestão e sistema digestivo

O sistema digestivo é constituído pelo tubo digestivo e pelos


órgãos anexos.

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Sistema Gastrointestinal
Glândulas
?salivares

?
Boca
?Faringe

?Esófago

?
Fígado ?Estômago

Intestino ?Pâncreas
delgado
?
Intestino
?grosso

?
Ânus ?Reto 6
Sistema Gastrointestinal
A nutrição desenvolve-se em diferentes etapas: a ingestão,
a digestão, a absorção e a eliminação de fezes.

A B

B C C

D
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Sistema Gastrointestinal

 Digestão e sistema digestivo

Todos os animais, seres heterotróficos,


necessitam de vários nutrientes:
proteínas, lipídios, glicídios, vitaminas,
água e sais minerais.

Estes nutrientes encontram-se nos


alimentos em uma forma complexa.

Assim, eles precisam ser transformados


em moléculas simples, passíveis de
absorção e utilização pelas células no
seu metabolismo. Profa. Isabel Henriques 8
Sistema Gastrointestinal

 Digestão

Digestão mecânica: é a quebra física


dos alimentos através da mastigação
e dos movimentos peristálticos.

Digestão química: é a transformação


das moléculas mais complexas em
moléculas mais simples através da
ação dos sucos digestivos.

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Sistema Gastrointestinal

 Digestão e Sistema Neurohormonal

Os processos mecânicos são controlados pelo Sistema Nervoso.


Os processos químicos dependem de estímulos do Sistema Neuro-
Hormonal.

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• Língua
Digestão • Dentes
Mecânica • Movimentos peristálticos

Digestão
• Sucos Digestivos
Química

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Sistema Gastrointestinal
 Digestão - Ações mecânica e química

Os alimentos sofrem, durante a digestão, uma ação mecânica e uma


ação química.

A ação mecânica, controlada por estímulos nervosos, é desenvolvida


pela língua, pelos dentes e pelos movimentos peristálticos que ocorrem
ao longo de todo o tubo digestivo.

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Sistema Gastrointestinal
 Digestão - Ações mecânica e
química

A ação química, controlada por estímulos


hormonais e nervosos, é provocada pelos
sucos digestivos, produzidos pelos diferentes
órgãos do sistema digestivo.

Estes sucos possuem, em sua maioria,


enzimas digestivas que são chamadas
genericamente de hidrolases, uma vez que
catalisam reações químicas de hidrólise.

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 Digestão - Enzimas

 São moléculas orgânicas de natureza proteica.


 Aceleram as reações químicas.
 São específicas (atuam sobre “uma só” substância).
 A sua ação é influenciada pela temperatura e pH.

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Sistema Gastrointestinal

Enzimas da digestão

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Sistema Gastrointestinal
 Digestão - Enzimas

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Sistema Gastrointestinal
 Digestão - Enzimas

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Sistema Gastrointestinal
 Digestão - Enzimas

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Sistema Gastrointestinal
 Processo digestivo na boca

O processo digestivo inicia-se na boca pela ação mecânica dos


dentes que trituram e moem na os alimentos.

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Sistema Gastrointestinal
 Processo digestivo na boca

A saliva, exerce ação química, produzida pelas glândulas salivares contém


uma substância, a mucina, que tem a função de humedecer e lubrificar os
alimentos.

Em associação, existe a amilase salivar


ou ptialina, responsável pela
transformação do amido em maltose. A
atividade desta enzima é possível devido
ao pH alcalino existente na boca.
A ação conjunta desses agentes e da
língua tem como resultado a formação
do bolo alimentar, que vai ser deglutido
para a faringe.

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Glândulas Salivares

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Sistema Gastrointestinal
Língua

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Digestão na boca

Ação química

Ação mecânica

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Sistema Gastrointestinal
Processo digestivo na boca

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Deglutição

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Esófago – Movimentos peristálticos

Ação mecânica

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Sistema Gastrointestinal
Esófago – Movimentos peristálticos

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 Processo digestivo no
estômago
O estômago é um órgão do tubo
digestivo, caracterizando-se por ser um
segmento dilatado, situado na
cavidade abdominal, abaixo
do diafragma, vindo logo após
o esófago e anteriormente ao duodeno.
Este órgão é dividido em quatro
regiões: cárdia, corpo, fundo e piloro.

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Sistema Gastrointestinal
 Processo digestivo no
estômago
Os alimentos atingem agora o
estômago, cujas paredes se
encontram forradas por glândulas
gástricas que segregam o suco
gástrico.

Este é responsável, não só pela ação


anti-séptica sobre os alimentos, como
também pela sua conservação sem
que ocorra putrefação.

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Sistema Gastrointestinal
 Processo digestivo no estômago
Nas secreções gástricas existe mucina, que
lubrifica as paredes do estômago e o bolo
alimentar, ácido clorídrico e enzimas.

O ácido clorídrico confere a este suco um pH


ácido que vai auxiliar o processo de
fragmentação dos alimentos e permitir que
ocorra a atividade enzimática.

Os movimentos peristálticos sentidos aqui são


responsáveis pela mistura dos alimentos com o
suco gástrico, originando uma mistura líquida – o
quimo.
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Sistema Gastrointestinal
Processo digestivo no estômago

Ação mecânica

Ação química

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Sistema Gastrointestinal
Processo digestivo no estômago

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Sistema Gastrointestinal
Úlcera gástrica e duodenal

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Sistema Gastrointestinal

Processo digestivo no intestino


delgado
Quando o quimo passa pela válvula
pilórica para o duodeno, estimula a
secreção do suco intestinal que é alcalino
e contém várias enzimas.

Também aqui serão lançados o suco biliar


(bile), que não é enzimático e é produzido
no fígado e o suco pancreático, produzido
no pâncreas.

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Anatomia intestino delgado

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Sistema Gastrointestinal
 O fígado
O fígado é o órgão produtor do suco
biliar ou bílis, que é armazenado na
vesícula biliar.

A bílis desempenha um importante


papel:
• Neutralização do quimo;

• Conservação dos alimentos,


evitando sua putrefação;
• Emulsão das gorduras, para que
possam ser degradadas pelas
Profa. Isabel Henriques lipases. 37
Sistema Gastrointestinal
O fígado - Bílis

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Sistema Gastrointestinal

 O pâncreas
O pâncreas é um órgão que contém células que
produzem uma mistura rica em íons bicarbonato,
essenciais para neutralizar a acidez do ácido clorídrico
proveniente do estômago e enzimas:
•Proteases – a tripsina e a quimiotripsina (que
hidrolisam as proteínas em péptidos) e a
carboxipeptidase (que hidrolisa os péptidos em
aminoácidos).

•Lipases pancreáticas – hidrolisa as gorduras em


ácidos gordos e glicerol.

•Amilases pancreáticas – hidrolisam o amido,


convertendo-o em maltose. 39
Sistema Gastrointestinal
 Processo digestivo no intestino delgado
A maior parte dos nutrientes é transformada no intestino delgado pela
ação da bílis, do suco pancreático, do suco intestinal e dos
movimentos peristálticos.
O suco intestinal é segregado pelas glândulas intestinais e contém
várias enzimas:
• Proteases – a dipeptidase e a aminopeptidase (atuam sobre
pequenos péptidos, transformando-os em aminoácidos);
• Glicidases - maltase, sacarase e lactase (atuam,
respectivamente, sobre a maltose, a sacarose e a lactose,
transformando-as em monossacarídeos);
• Lipases intestinais – que desdobram os lipídios em ácidos
gordos e glicerol. 40
Sistema Gastrointestinal
 Processo digestivo no intestino delgado
Os nutrientes encontram-se agora em sua forma mais simples:
aminoácidos, ácidos gordos, oses e glicerol.

Juntamente com substâncias que não sofreram ação digestiva,


como a água, as vitaminas, os sais minerais e a celulose, formam
o quilo.

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Sistema Gastrointestinal
Digestão no Intestino delgado

(Ação química)
(Ação química)
(Ação química)

Ação mecânica

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Sistema Gastrointestinal

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Sistema Gastrointestinal
Digestão química

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Sistema Gastrointestinal
Digestão química

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Sistema Gastrointestinal
Digestão química
Nutrientes Vitaminas
Glícidos Prótidos Lípidos Minerais pH
Estrutura Água
Amilase salivar Neutro
Boca Amido - Maltose 6-7
Lipase gástrica
Protéase (pepsina) Ácido
Estômago Proteínas - Péptidos
Lípidos – Glicerol e ác
1 – 3,5
gordos
Amilase pancreática
Lipase pancreática
Amido - Maltose Protéase pancreática
Lípidos – Glicerol e ác
Proteínas – Péptidos
gordos
Intestino Maltase intestinal Básico
Delgado Maltose – glicose Peptidase 7,5 – 8,3
Lipase pancreática
Sacarase Peptidos - Aminoácido
Lípidos – Glicerol e ác
Maltase
gordos

Produtos finais Monossacarídeos e Vitaminas


Aminoácidos Glicerol e ác gordos
da digestão Celulose Minerais Água
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Sistema Gastrointestinal
Estrutura interna so intestino delgado

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Sistema Gastrointestinal
Estrutura interna so intestino delgado

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Sistema Gastrointestinal
Estrutura interna so intestino delgado

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Sistema Gastrointestinal
Estrutura interna so intestino delgado

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Sistema Gastrointestinal
 Absorção

Cada uma dessas pregas apresenta pequenas


saliências em forma de dedo de luva – as
vilosidades intestinais (cerca de 4 milhões) –
que, por sua vez, possuem membranas com
expansões para a cavidade ou lúmen do
intestino – as microvilosidades.

Cada vilosidade contém capilares sanguíneos


e linfático central e realiza uma absorção
seletiva dos alimentos, passando uns para os
capilares sanguíneos e outros para os linfáticos.

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Sistema Gastrointestinal
 Absorção
Nem todas as moléculas resultantes da digestão são transportadas
através das membranas das células das vilosidades intestinais do
mesmo modo. Assim:
• Os aminoácidos, as oses e os sais minerais são absorvidos por
difusão facilitada ou por transporte ativo, conforme as
concentrações, até os capilares sanguíneos das vilosidades. Estes
capilares estão ligados à veia porta hepática que os irá conduzir até o
fígado, onde serão purificados para que depois possam entrar de
novo na circulação e ser conduzidos a todo o organismo.
• Os ácido gordos e glicerol são absorvidos por difusão, através da
camada lipídica da membrana para os vasos linfáticos que, mais
tarde, farão ligação com o sistema circulatório.
• A água é absorvida por osmose. 52
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Estrutura interna so intestino grosso

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Sistema Gastrointestinal

Processo digestivo no intestino grosso


As substâncias não digeridas
passam para o intestino grosso
misturadas com a água. Aqui
ocorrerá a absorção da maior
quantidade possível de água.

No intestino grosso podemos


encontrar algumas bactérias que
desempenham um importante
papel na produção de certas
vitaminas, que são depois
absorvidas pelo sangue.
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Sistema Gastrointestinal

Processo digestivo no intestino grosso

Ao desfazerem algumas fibras,


elas contribuem ainda para a
formação de um considerável
volume de gases.

Os restos dos alimentos,


juntamente com bactérias, muco
e células mortas das paredes
intestinais, formam as fezes, que
serão expulsas pelo ânus.

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Eliminação

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Enzimas
São proteínas de grandes dimensões que têm
como função acelerar as reações químicas, sem
alterar a constante de equilíbrio dessa reação.

MOLÉCULAS CATALISADORAS

Catalisadores biológicos

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Sistema Gastrointestinal

Enzimas
 São proteínas (aminoácidos)
 Constituídas por:
• Parte proteica ( apoenzima),

• Parte não proteica (cofactores - ex: ferro, magnésio,


zinco).

Apoenzima + Cofatores

HOLOENZIMA
ou enzima 58
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Classificação proteínas

Proteínas globulares Proteínas fibrosas


Estrutura das proteínas

Primaria Secundaria Terciária Quaternária

ENZIMAS

Proteínas globulares

Estrutura terciária 59
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Enzimas
• Apresentam alto grau de especificidade;
• São produtos naturais biológicos;
• Aceleram as reações químicas;
• Realizam reações seguras;
• São altamente eficientes, acelerando a velocidade das reações
[108 (100,000,000) a 1011 (100,000,000,000) mais rápida];
• São económicas, reduzindo a energia de ativação;
• Não são tóxicas;
• Atuam em condições favoráveis de pH, temperatura,
concentração de enzima e substrato;
• Não são consumidas nas reações.
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Enzimas - Aceleram reações químicas


Catalase
H 2 O2 H 2 O + O2
Ex: Decomposição do H2O2

Condições da Reação Energia livre de Ativação Velocidade


KJ/mol Kcal/mol Relativa

Sem catalisador 75,2 18,0 1

Platina 48,9 11,7 2,77 x 104

Enzima Catalase 23,0 5,5 6,51 x 108

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Enzimas
Abaixam a energia de ativação

Energia de ativação sem enzima


Energia de ativação com
Diferença S enzima
entre a P
energia livre
de S e P

Caminho da Reação

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Enzimas

Fatores que afetam a atividade


enzimática

Concentração Concentração
enzimática do substrato Temperatura pH Cofactores
Sistema Gastrointestinal
Enzimas - Concentração enzimática e de substrato

O aumento do teor Para concentrações


de enzimas elevadas, todos os
permite aumentar centro ativos ficam
a velocidade de saturados, com
conversão dos estabilização da
substratos em velocidade máxima
produtos. da reação.

Com o aumento da concentração de substrato


aumenta a velocidade da reacção.
Sistema Gastrointestinal
Enzimas – Temperatura e pH O pH influencia
a carga dos
aminoácidos
que compõem a
enzima.

Como a carga é
importante na
estrutura
A maioria das enzimas, Para temperaturas tridimensional
nomeadamente as humanas, elevadas ocorre a dos centros
atuam para valores ótimos de desnaturação definitiva ativos,
temperaturas próximos de 37 ºC. das enzimas. influenciará a
atividade das
Desnaturação enzimas.
https://www.youtube.com/watch?v=pVoytz_3H_s
Sistema Gastrointestinal
Enzimas
Muitas enzimas necessitam de outros
Cofactores
compostos (cofatores) para atuarem

Apoenzima Inorgânicos Orgânicos


Sistema Gastrointestinal
Como é que as células, nomeadamente os
Enzimas microrganismos, regulam a atividade das enzimas?
Existem compostos que Indutores
se ligam à enzima,
Artificiais
afetando a sua
funcionalidade: Inibidores
Naturais
Sistema Gastrointestinal
Enzimas Como é que as células, nomeadamente os
microrganismos, regulam a atividade das enzimas?

Inibição
competitiva

O inibidor liga-se ao
centro ativo, competindo
com o substrato, e
diminuindo a atividade da
enzima.
Sistema Gastrointestinal
Enzimas Como é que as células, nomeadamente os
microrganismos, regulam a atividade das enzimas?

Inibição não
competitiva

O inibidor liga-se numa


região distinta do
centro ativo – a região
alostérica, diminuindo a
atividade da enzima.
Sistema Gastrointestinal
Como é que as células, nomeadamente os
Enzimas microrganismos, regulam a atividade das enzimas?

Indução

A ligação do indutor
provoca modificações
no centro ativo,
permitindo a atuação
enzimática.
Sistema Gastrointestinal

Enzimas da digestão

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Sistema Gastrointestinal

Nomenclatura/Classificação das enzimas

As enzimas são classificadas com base nas reações


que catalisam.

Nome do substrato + Sufixo ase


Ex: Urease ≡ hidrólise da ureia

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Sistema Gastrointestinal

Reação enzimática:
Complexo enzima – substrato (molécula sobre a qual
atua a enzima)

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Sistema Gastrointestinal

Reação enzimática:

E+S ES P+E

Substrato se liga ao
SÍTIO ATIVO
da enzima 74
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Reação enzimática:
A reação ocorre no centro ativo (localizado na enzima) que:
 Contém os resíduos de aminoácidos diretamente envolvidos na
reação.
 Ocupa uma parte relativamente pequena do volume total da
enzima.
 Trata-se de uma entidade tridimensional.

 Corresponde, geralmente, a uma cavidade na molécula de


enzima, com um ambiente químico muito próprio.
 O substrato entra no centro ativo e liga-se à enzima através de
interações fracas.

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Sistema Gastrointestinal
Enzimas - Como atuam as enzimas nas reações
Ocorre uma diminuição da
concentração dos substratos
(reagentes), que são degradados.
Pelo contrário, ocorre a síntese de
produtos a partir dos substratos.

As enzimas formam um complexo com


os substratos, que deixa de existir no
final, quando a concentração de
substratos é reduzida.

A concentração da enzima livre


diminui, mas retoma aos valores
iniciais no final da reação.
As enzimas catalizam as reacções químicas, aumentando a velocidade de
conversão dos substratos em produtos, sem se consumirem nas reacções.
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Enzimas
Especificidade das enzimas: resulta da formação de
múltiplas interações fracas entre a enzima e o seu
substrato.

• Modelo de encaixe induzido


Modelos de especificidade relativa
atuação
enzimático • Modelo Chave-Fechadura
especificidade absoluta

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Sistema Gastrointestinal
Enzimas
Modelo de encaixe induzido – especificidade relativa -
consiste no facto de não existir uma complementaridade
pré-formada entre o substrato e enzima.
No sítio de ligação existem os elementos necessários para
o reconhecimento e posicionamento correto do
substrato.

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Enzimas - Modelo de encaixe induzido

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Sistema Gastrointestinal
Enzimas - Modelo de encaixe induzido

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Sistema Gastrointestinal

Enzimas
Modelo Chave-Fechadura: especificidade absoluta
(encaixe perfeito): alto grau de especificidade das
enzimas, que considera que a enzima possui um centro
ativo complementar ao substrato.
https://www.youtube.com/watch?v=EiMBsgNZh-M

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Sistema Gastrointestinal

Enzimas - Modelo Chave-Fechadura

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Enzimas - Modelo Chave-Fechadura

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Enzimas - Modelo Chave-Fechadura

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Curso Profissional de Técnico


Auxiliar de Saúde
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Noções gerais sobre o sistema gastrointestinal,
urinário e genito-reprodutor

Professora Isabel Henriques

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