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Processo Administrativo Tributário

Processo
administrativo
tributário
Ordenado conforme os atos processuais
Considerações preliminares
Finalidade
O processo administrativo fiscal destina-se a disciplinar a
prática coordenada dos atos da Administração e do sujeito
passivo, relativamente à determinação e exigência do crédito
tributário.
Conceito
[...] é uma série ordenada de atos administrativos mediante a
qual manifesta-se a Administração Tributária a respeito de
uma relação sua com um contribuinte, ou responsável
tributário ou mesmo com um terceiro, ou simplesmente
interpreta a legislação tributária. Não é indispensável a
existência de uma relação jurídica tributária entre a
Administração e alguém para que ocorra a manifestação. Se a
ação fiscal é julgada improcedente, se é reconhecido uma
isenção, ou uma imunidade, pode ocorrer que não exista
relação tributária nenhuma (Hugo de Brito Machado)
Sentidos do termo processo
Sentido amplo
Complexo de atos administrativos voltados à certificação, pela
autoridade competente, de uma situação jurídica pertinente à relação
Fisco-Contribuinte
Sentido estrito
Espécie do processo administrativo voltada à determinação e exigência
do crédito tributário
A depender do teor do decisum, pode declarar uma inexistência do
próprio crédito tributário
Isenção
Imunidade
...
Observância do princípio do devido processo legal
administrativo
A lei prevê as balizas do processo, as quais não podem ser
alteradas pela simples vontade da Administração
Legislação regente
Nível federal
Lei nº. 9.784/99
Regula o processo administrativo no âmbito da Administração
Pública Federal
Norma geral do processo administrativo
Visa à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor
cumprimento dos fins da Administração.
O Processo Administrativo Fiscal é uma espécie do gênero
Processo Administrativo
Lei de regência que abrange todas as esferas da administração
federal
Traz diversos princípios a serem observados nos processos
administrativos
...
Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos
princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade,
proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório,
segurança jurídica, interesse público e eficiência.
Decreto nº. 70.235/72
Dispõe sobre o processo administrativo fiscal e dá outras
providências
Natureza jurídica de Lei Ordinária
Princípio da continuidade da ordem jurídica
Recepção constitucional
...
“O Decreto nº 70.235/72 tem força de lei e somente pode ser
alterado por lei ordinária. Os Atos Institucionais nºs 5 e 12
legitimaram a edição do DL 822/69, que delegou ao Poder
Executivo, em pleno regime militar, competência para regrar o
processo administrativo fiscal. Passou-se a discutir a posição
hierárquica do Decreto nº 70.235/72 dentro do ordenamento
jurídico pátrio...
...
...Em síntese, os tribunais têm decidido que, na época, a
delegação era constitucional, mas que as Constituições
subsequentes não recepcionaram a possibilidade de
delegação, reservando a matéria à lei ordinária. Em
consequência, o Decreto nº 70.235/72 foi recepcionado com
força de lei ordinária. Para compreender o histórico é
essencial a leitura da AMS 106.747/DF, julgada pelo extinto
Tribunal Federal de Recursos.” (Leandro Paulsen)
...
Ato Institucional nº. 5, de 13 de dezembro de 1968:
[...]
Art. 2º - O Presidente da República poderá decretar o recesso
do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das
Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de
sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando
convocados pelo Presidente da República.
§ 1º - Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo
correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer
as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos
Municípios.
...
DECRETO-LEI Nº 822, DE 5 DE SETEMBRO DE 1969
OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA MILITAR ,
usando das atribuições que lhes confere o artigo 1º do Ato Institucional número 12, de 31
de agôsto de 1969, combinado com o parágrafo 1º do artigo 2º do Ato Institucional
número 5, de 13 de dezembro de 1968,
DECRETAM:
[...]
Art 2º O Poder Executivo regulará o processo administrativo de determinação e
exigência de créditos tributários federais, penalidades, empréstimos compulsórios e o de
consulta.
Art 3º Ficará revogada, a partir da publicação do ato do Poder Executivo que regular o
assunto, a legislação referente à matéria mencionada no artigo 2º, dêste Decreto-lei.
Art 4º Revogadas as disposições em contrário, êste Decreto-lei entra em vigor na data
de sua publicação.
Brasília, 5 de setembro de 1969; 148º da Independência e 81º da República.
DECRETO Nº 70.235, DE 6 DE MARÇO DE 1972.
Dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe
confere o artigo 81, item III, da Constituição e tendo em vista
o disposto no artigo 2° do Decreto-Lei n. 822, de 5 de
setembro de 1969, decreta:
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
Art. 1° Este Decreto rege o processo administrativo de
determinação e exigência dos créditos tributários da União e
o de consulta sobre a aplicação da legislação tributária
federal.
Decreto nº. 7.574/11
Regulamenta o processo de determinação e exigência de
créditos tributários da União, o processo de consulta sobre a
aplicação da legislação tributária federal e outros processos que
especifica, sobre matérias administradas pela Secretaria da
Receita Federal do Brasil
Diante da Lei nº. 11.457/07, que unificou a Secretaria da
Receita Federal e a Secretaria da Receita Previdenciária na
Secretaria da Receita Federal do Brasil (“Super Receita”), o
referido decreto se aplica a todos os tributos arrecadados pela
União.
Fase procedimental
Do início da fiscalização
Decreto nº. 70.235/72
Art. 7º O procedimento fiscal tem início com:
I - o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente,
cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto;
II - a apreensão de mercadorias, documentos ou livros;
III - o começo de despacho aduaneiro de mercadoria importada.
§ 1° O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em
relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação a dos demais
envolvidos nas infrações verificadas.
Denúncia espontânea
§ 2° Para os efeitos do disposto no § 1º, os atos referidos nos incisos I e II
valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por igual
período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos
trabalhos.
Reaquisição da espontaneidade
Perda da espontaneidade
CTN, art. 138. Omissis.
Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia
apresentada após o início de qualquer procedimento
administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a
infração.
Desde que relacionada ao mesmo tributo, período e matéria
expressamente inseridos no procedimento administrativo ou
medida de fiscalização
Súmula nº. 360, do STJ
O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a
lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a
destempo.
Termo de Distribuição do
Procedimento Fiscal - TDPF
Substituiu o antigo Mandado de Procedimento Fiscal-MPF
Distribui poderes ao Auditor-Fiscal para executar os
procedimentos fiscais relativos a tributos e contribuições
administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil -
RFB (art. 2º., do Decreto nº. 3.724/01)
Atualmente regulamentado pela Port. RFB nº 1.687/2014

Objetiva o planejamento da fiscalização dos tributos federais


Deve observar os princípios do interesse público, da impessoalidade, da
imparcialidade, da finalidade e da razoabilidade
Casos excetuados do TDPF
Art. 2º., §§1º e 3º, do Decreto nº. 3.724/01
Despacho aduaneiro
Revisão aduaneira
Repressão a contrabando e descaminho
Tratamento automático das declarações (malha fina)

As pessoas competentes a expedir TDPF estão relacionadas no


art. 7º., da Port. RFB nº. 1.687/2014
Tipos de TDPF
Termo de Distribuição de Procedimento Fiscal de Fiscalização
(TDPF-F), para instauração de procedimento de fiscalização;
Termo de Distribuição de Procedimento Fiscal de Diligência
(TDPF-D), para realização de diligência; e
Termo de Distribuição de Procedimento Fiscal Especial (TDPF-
E), para prevenção de risco de subtração de prova.
Casos de flagrante constatação de contrabando, descaminho ou
qualquer outra prática de infração à legislação tributária ou de
comércio exterior, em que o retardamento do início do procedimento
fiscal coloque em risco os interesses da Fazenda Nacional, pela
possibilidade de subtração de prova
Instaurado diretamente pelo Auditor-Fiscal
Requisitos formais do TDPF
I – a numeração de identificação e controle;
II – os dados identificadores do sujeito passivo;
III – a natureza do procedimento fiscal a ser executado (fiscalização
ou diligência);
IV – o prazo para a realização do procedimento fiscal;
V – o nome e a matrícula do(s) Auditor(es)-Fiscal(ais) da Receita
Federal do Brasil responsável(is) pelo procedimento fiscal;
VI – o número do telefone e endereço funcional para contato; e
VII – o nome e a matrícula do responsável pela expedição do TDPF.
Termo de Início de Ação Fiscal (TIAF)
Inicia a ação fiscal
Dão início ao cumprimento do TDPF
Restringe a ação fiscal aos períodos e tributos delimitados no TDPF
Emitida por Auditor-Fiscal
Término da Ação Fiscal
Termo de Encerramento da Ação Fiscal (TEAF)
A depender do caso
Acompanha Relatório Fiscal e Auto de Infração
Entrega-se ao sujeito passivo cópia de todos os documentos referidos no
Termo e no Auto
Atualmente o acesso à documentação se dá eletronicamente
Da competência para o preparo
do processo
O termo “preparo” não se confunde com a sua acepção no
processo judicial, pois significa:
Receber a impugnação
Dar número ao processo
Formar a pasta
Numerar as folhas
Averiguar a reincidência do infrator
Encaminhar a quem compete o julgamento
Compete à autoridade local da unidade da SRFB encarregada
da administração do tributo
A autoridade preparadora determinará que seja informado, no
processo, se o infrator é reincidente, conforme definição em lei
específica
Relevância da verificação de reincidência
IPI, II ou IE
Aumento da multa quando o contribuinte for reincidente
IPI – Decreto nº. 7212/10, art. 560. Caracteriza reincidência específica a
prática de nova infração de um mesmo dispositivo, ou de disposição
idêntica, da legislação do imposto, ou de normas contidas num mesmo
Capítulo deste Regulamento, por uma mesma pessoa ou pelo sucessor
referido no art. 132 da Lei nº 5.172, de 1966, dentro de cinco anos da data
em que houver passado em julgado, administrativamente, a decisão
condenatória referente à infração anterior (Lei nº 4.502, de 1964, art. 70).
Decisão final administrativa, não mais sujeita a recurso, é
requisito essencial para a definição de reincidência
Investigação fiscal
CTN
Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm
aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou
limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos,
documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos
comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes
de exibi-los
Dever de guarda da escrituração
fiscal
Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os
comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão
conservados até que ocorra a prescrição dos créditos
tributários decorrentes das operações a que se refiram

Os comprovantes da escrituração comercial e fiscal relativos a


fatos que repercutem em lançamentos contábeis de exercícios
futuros serão conservados até que se opere a decadência do
direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários
relativos a esses exercícios
Dever de prestar informações
Os órgãos da SRFB poderão solicitar informações e
esclarecimentos ao sujeito passivo ou a terceiros, sendo as
declarações, ou a recusa em prestá-las, lavradas pela
autoridade administrativa e assinadas pelo declarante
Excetuados aqueles que devem observar segredo em razão de cargo,
ofício, função, ministério, atividade ou profissão
Simples Nacional
A competência para fiscalizar o cumprimento das obrigações
principais e acessórias relativas ao Regime Especial Unificado
de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples
Nacional e para verificar a ocorrência das hipóteses de exclusão
de ofício é da Secretaria da Receita Federal do Brasil e das
Secretarias de Fazenda ou de Finanças do Estado ou do Distrito
Federal, segundo a localização do estabelecimento, e, tratando-
se de prestação de serviços incluídos na competência tributária
municipal, a competência será também do respectivo
Município
Provas
São hábeis para comprovar a verdade dos fatos todos os meios
de prova admitidos em direito
CPC/15
Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais,
bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste
Código, para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a
defesa e influir eficazmente na convicção do juiz

São inadmissíveis no processo administrativo as provas


obtidas por meios ilícitos
Direito fundamental
Art. 5º., inc. LVI, da CRFB/88
são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos
Os autos de infração ou as notificações de lançamento deverão
estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e
demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do
ilícito
A inexistência dos documentos indispensáveis acarreta a nulidade do
auto de infração ou notificação de lançamento
Desobediência a mandamento legal cogente
Implica cerceamento de defesa
Presunção de veracidade
A escrituração mantida com observância das disposições legais
faz prova a favor do sujeito passivo dos fatos nela registrados e
comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza,
ou assim definidos em preceitos legais
Cabe à autoridade fiscal a prova da inveracidade dos fatos registrados
com observância das disposições legais
Tal presunção em favor do contribuinte não se aplica nas situações em que a
lei lhe atribua o ônus da prova
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem
prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a
instrução da fiscalização
Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em
documentos existentes na própria administração responsável pelo
processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a
instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das
respectivas cópias
Atos, termos e
formas processuais
Aplicação da regra da informalidade ou da formalidade
moderada
Art. 2º., inc. IX, da Lei nº. 9.784/99; art. 20, do Decreto nº. 70.235/72; e
art. 2º., do Decreto nº. 7.574/11

Atualmente se dá maior preferência à forma eletrônica

Em regra, não se exige o reconhecimento de firma nas petições


administrativas, salvo em casos excepcionais ou naqueles em que a lei
imponha explicitamente essa condição
Aconselha-se que as procurações possuam firmas reconhecidas como
verdadeiras
Os termos decorrentes de atividade fiscalizadora serão
lavrados, sempre que possível, em livro fiscal, extraindo-se
cópia para anexação ao processo, ou, se não for possível,
deverá ser entregue cópia autenticada à pessoa sob fiscalização
Atualmente os livros fiscais possuem a forma eletrônica, o que dificulta
a lavratura de termo no próprio livro

O processo será organizado em ordem cronológica e terá suas


folhas numeradas e rubricadas ou autenticadas
eletronicamente
Evita a inclusão de peças estranhas aos autos
Evidencia a perda de algum documento
Os atos serão lavrados por servidor competente no local de
verificação da falta
Considera-se local de verificação da falta aquele em que for apurada a
existência da infração, podendo ser, inclusive, a repartição fazendária,
em face dos elementos de prova disponíveis
Prazos
“Precatória” administrativa
autoridade local deve fazer realizar os atos processuais que devam ser
praticados em sua jurisdição, por solicitação de outra autoridade
preparadora ou julgadora, em trinta dias, contados da data do recebimento
da solicitação

Salvo disposição em contrário, o prazo para o servidor executar os


atos processuais é de oito dias, contados da data da ciência da
designação
Princípio da razoável duração do processo
Art. 5º., inc. LXXVIII, da CRFB/88
A prática a destempo não gera nulidade
Mandado de Segurança
Os prazos serão contínuos, com início e vencimento em dia de
expediente normal da unidade da Secretaria da Receita Federal
do Brasil em que corra o processo ou deva ser praticado o ato
Na contagem dos prazos, é excluído o dia de início e incluído o de
vencimento
Art. 66, da Lei nº. 9.784/99 e art. 184, do CPC
Súmula nº. 310, do STF
Irrelevância do porquê de ausência de expediente e encerramento do
mesmo antes da hora normal
Intimações/Notificações
Formas de intimação
Pessoal
provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou
preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o
intimar
Via postal
com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito
passivo
Quando entregue no domicílio fiscal do intimado
Há presunção juris tantum de legalidade da intimação, ainda que não
recebida pessoalmente pelo intimado
Súmula CARF nº. 9: É válida a ciência da notificação por via postal
realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a
assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o
representante legal do destinatário
Meio eletrônico
A) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo
Domicílio Tributário Eletrônico
IN SRFB nº. 664/2006
B) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito
passivo

será implementado com expresso consentimento do sujeito passivo, e a


administração tributária informar-lhe-á as normas e condições de sua
utilização e manutenção
A opção pelo Simples Nacional implica aceitação de sistema de comunicação
eletrônica (LC nº. 139/11 e Res. CGSN nº. 127/16)
Edital
quando resultar improfícuo um dos meios anteriores (pessoal, correio ou
eletrônico) ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada
inapta perante o cadastro fiscal
Com publicação:
a) no endereço da administração tributária na Internet;
b) em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da
intimação; ou
c) uma única vez, em órgão da imprensa oficial local
Domicílio fiscal
Considera-se domicílio tributário do sujeito passivo
I - o endereço postal fornecido à administração tributária, para fins
cadastrais; e
II - o endereço eletrônico atribuído pela administração tributária, desde
que autorizado pelo sujeito passivo
Momento da intimação
Considera-se feita a intimação:
se pessoal, na data da ciência do intimado ou da declaração de
recusa lavrada pelo servidor responsável pela intimação
A declaração de recusa só será válida se for feita por servidor com fé pública
se por via postal, na data do recebimento ou, se omitida, quinze
dias após a data da expedição da intimação
se por meio eletrônico, quinze dias contados da data registrada
a) no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo; ou
b) no meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo; ou
se por edital, quinze dias após a sua publicação
Lançamento
Competência
O lançamento de ofício do crédito tributário compete
I - a Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, quando a
exigência do crédito tributário for formalizada em auto de
infração
II - ao chefe da unidade da Secretaria da Receita Federal do
Brasil encarregado da formalização da exigência ou ao
Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil por ele designado,
mediante delegação de competência, quando a exigência do
crédito tributário for formalizada em notificação de
lançamento
A exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade
isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações
de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade
deverão ser instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e
demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do fato
motivador da exigência
Se formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de
um único processo, quando a comprovação dos ilícitos depender dos
mesmos elementos de prova
A formalização será válida, mesmo que efetuada por Auditor-Fiscal com
exercício em unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil com
jurisdição diversa do domicílio tributário do sujeito passivo
Nesse caso, haverá a prevenção e prorrogação da competência
O lançamento do Simples Nacional poderá abranger todos os
tributos
Requisitos formais do Auto de
Infração
Vício formal
Resulta em nulidade
Atenção ao disposto no art. 173, inc. II, do CTN
“Causa interruptiva da decadência”
O auto de infração será lavrado no local da verificação da falta,
devendo conter:
I - a qualificação do autuado;
Por se tratar de responsabilidade pessoal, imperioso se faz a
identificação
Nome completo; CPF ou CNPJ; endereço do sujeito passivo
II - o local, a data e a hora da lavratura;
Súmula CARF nº 6: É legítima a lavratura de auto de infração no local em
que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do
contribuinte.
Súmula CARF nº 7: A ausência da indicação da data e da hora de lavratura
do auto de infração não invalida o lançamento de ofício quando suprida
pela data da ciência.
III - a descrição dos fatos;
Não basta a apresentação de planilhas de cálculos
Necessária a explicação do que foi feito
IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável;
Possibilita o controle da legalidade e respeita a ampla defesa
V - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou
impugná-la no prazo de trinta dias, contados da data da
ciência; e
VI - a assinatura do Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil
responsável pela autuação e o número de sua matrícula.
Requisitos formais da Notificação
de Lançamento
A notificação de lançamento será expedida pela unidade da
Secretaria da Receita Federal do Brasil encarregada da formalização
da exigência, devendo conter
I - a qualificação do notificado;
II - o valor do crédito tributário e o prazo para pagamento ou
impugnação;
III - a disposição legal infringida, se for o caso; e
IV - a assinatura do chefe da unidade da Secretaria da Receita
Federal do Brasil que emitir a notificação ou do Auditor-Fiscal da
Receita Federal do Brasil por ele designado, mediante delegação de
competência, e a indicação de seu cargo ou de sua função e o
número de matrícula.
A assinatura é dispensa em caso de notificação de lançamento emitida por
processamento eletrônico
Lançamento complementar
Quando, em exames posteriores, diligências ou perícias
realizados no curso do processo, forem verificadas incorreções,
omissões ou inexatidões, de que resultem agravamento da
exigência inicial, inovação ou alteração da fundamentação legal
da exigência, será efetuado lançamento complementar por
meio da lavratura de auto de infração complementar ou de
emissão de notificação de lançamento complementar,
específicos em relação à matéria modificada
Daí porque da afirmação de que a quitação do crédito tributário nem
sempre extingue a obrigação tributária, pois esta é passível de novo
exame
O lançamento complementar será formalizado nos casos:
I - em que seja aferível, a partir da descrição dos fatos e dos demais
documentos produzidos na ação fiscal, que o autuante, no momento da
formalização da exigência:
a) apurou incorretamente a base de cálculo do crédito tributário; ou
b) não incluiu na determinação do crédito tributário matéria devidamente
identificada; ou
II - em que forem constatados fatos novos, subtraídos ao conhecimento
da autoridade lançadora quando da ação fiscal e relacionados aos fatos
geradores objeto da autuação, que impliquem agravamento da
exigência inicial.
Poderá complementar (acrescer novos elementos) ou
substituir, total ou parcialmente, o lançamento original (corrigir
erros)
Todos devem ser provenientes do mesmo processo administrativo que
viabilizou a complementação
Nulidades
São nulos
I. os atos e os termos lavrados por pessoa incompetente; e
II. os despachos e decisões proferidos por autoridade
incompetente ou com preterição do direito de defesa.
Nulidade por cerceamento de defesa
Juntada de novos documentos sem abertura de prazo para a
manifestação do contribuinte
Não apreciação de impugnação tempestivamente interposta etc.

A nulidade de qualquer ato só prejudica os atos posteriores que


dele diretamente dependam ou sejam consequência
Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos
alcançados e determinará as providências necessárias ao
prosseguimento ou solução do processo.
A nulidade deve ser declarada pela autoridade julgadora, mencionando
quais são as consequências dessa declaração
Quando puder decidir o mérito em favor do sujeito passivo a
quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade
julgadora não a pronunciará, nem mandará repetir o ato, ou
suprir-lhe a falta.
Possibilidade de decisão favorável ao contribuinte no mérito
As irregularidades, incorreções e omissões poderão ser sanadas
quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se
este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na
solução do litígio
Requisitos de formas. Nulidade dependente de prejuízo à defesa
Princípio da instrumentalidade das formas
Vícios sanáveis
Por razões óbvias
A nulidade será declarada pela autoridade competente para praticar o
ato ou julgar a sua legitimidade
Representações
fiscais
Representação Fiscal para fins
tributários/fiscais
Quando se verificar que contribuinte sujeito à competência de
outra Delegacia, que não está dentro da sua competência,
cometeu infração à legislação tributária
O servidor que verificar a ocorrência de infração à legislação tributária
federal e não for competente para formalizar a exigência decorrente
comunicará o fato, em representação circunstanciada, a seu chefe
imediato para adoção das providências necessárias
Representação Fiscal para fins
penais
Crimes tributários
Ação penal pública incondicionada (Súmula nº. 609, do STF)
Contrabando; Crimes dos arts. 1º. e 2º, da Lei nº. 8.137/90; Apropriação
indébita previdenciária; Sonegação de contribuição previdenciária etc.

Portanto, a propositura da Ação Penal pelo Ministério Público independe de


representação do fisco ao MPF
Nem por isso se deve dispensar a representação

Deve-se aguardar a constituição definitiva do crédito tributário


(materialidade do crime) para encaminhar a referida representação
ao MP
A representação fiscal ofertada antes de decisão definitiva
declarando a existência de débito traz graves consequências aos
contribuintes
Princípio da presunção de inocência aplicado ao campo tributário
Em regra, a materialidade do crime depende da constituição do crédito tributário
Imagine-se uma representação para fins penais que, em âmbito
administrativo ou judicial seja declarada a inexistência de qualquer
responsabilidade de natureza tributária
Resultaria em admitir que “[...] alguém fosse condenado por homicídio,
estando a vítima assassinada assistindo ao julgamento” (Ives Granda da Silva
Martins)

Caso o crédito tributário correspondente ao ilícito penal seja


integralmente extinto pelo julgamento administrativo ou pelo
pagamento, os autos da representação, juntamente com cópia da
respectiva decisão administrativa, quando for o caso, deverão ser
arquivados
Competência
Auditor-Fiscal da SRFB
Autos separados
protocolizada na mesma data da lavratura do auto de infração

Contrabando e descaminho
Protocolados na mesma data da lavratura do auto de infração,
permanecendo em autos apartados na SRFB até o término do processo
tributário
Demais crimes fiscais
Até dez dias contados da data da constituição do crédito tributário, ,
devendo permanecer no âmbito da unidade de controle até que o referido
crédito se torne definitivo na esfera administrativa, respeitado o prazo para
cobrança amigável
Representação para fins penais
Crimes contra a administração pública federal ou em
detrimento da Fazenda Nacional
Crimes não tributários
Apresentada pelo servidor que constar o crime em tese ao
chefe do órgão aos quais estiverem vinculados
Titulares das unidades centrais, Superintendentes, Delegados ou
Inspetores
Estes remeterão em dez dias a representação ao MPF
Reduções de multas
Redução de multa pelo
pagamento
Redução de 50% do valor da multa de lançamento de ofício
Notificado, paga (ou compensa) no prazo para apresentar impugnação
Redução de 30% do valor da multa de lançamento de ofício
Apresenta impugnação
Paga (ou compensa) num prazo de trinta dias contados da data da
ciência da decisão de primeira instância
O mesmo se aplica quando da procedência do recurso de ofício
Redução da multa pelo
parcelamento
Redução de 40% do valor da multa de lançamento de ofício
Notificado, requer o parcelamento do crédito tributário no prazo para
apresentar impugnação
Redução de 20% do valor da multa de lançamento de ofício
Se o parcelamento for requerido no prazo de trinta dias, contados da
data da ciência da decisão de primeira instância
O mesmo se aplica quando da procedência do recurso de ofício

Rescisão do parcelamento
Restabelecimento do montante da multa proporcionalmente ao valor da
receita não satisfeita e que exceder o valor obtido com a garantia
apresentada
Revelia
administrativa
Notificado não cumpre (paga ou compensa) e não impugna no
prazo legal
Revelia
Autoridade preparadora a declara
o processo permanece no órgão preparador, pelo prazo de trinta dias, para
cobrança amigável
No caso de identificação de impugnação parcial, não cumprida
a exigência relativa à parte não litigiosa do crédito, o órgão
preparador, antes da remessa dos autos a julgamento,
providenciará a formação de autos apartados para a imediata
cobrança da parte não contestada, consignando essa
circunstância no processo original
Esgotado o prazo para cobrança amigável
Encaminha-se o processo à autoridade competente para
promover a cobrança executiva
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional-PGFN

Mercadorias apreendidas
Revelia
Aplica-se a pena de perdimento ou declarar o abandono, para fins de
destinação da mercadoria
Resumo das opções do
contribuinte após
notificado do crédito
tributário
Impugnar totalmente a exigência
O crédito tem sua exigibilidade suspensa
Impugnar parte da exigência e conformar-se com a outra parte,
pagando-a ou requerendo o parcelamento
Parte impugnada tem sua exigibilidade suspensa
Parte paga tem redução de 50% do valor da multa, ou de 40% se parcelada
Não impugnar e pagar
Tem redução de 50% do valor da multa
Não impugnar e parcelar a dívida
Tem redução de 50% do valor da multa
Não impugnar, renunciando à esfera administrativa, e, neste caso,
aguardando a inscrição em dívida ativa e a execução fiscal, ou
ingressar com a medida judicial preventiva
Se fizer o depósito integral, tem direito à redução da multa em 50%,
suspendendo-se a exigibilidade do crédito tributário
Caso contrário, perderá o direito à redução
Fase dialética
Início do processo administrativo tributário
stricto sensu
Impugnação
Impugnação
Formalizada por escrito
Instruída com os documentos em que se fundamentar
Apresentada em unidade da SRFB com jurisdição sobre o domicílio
tributário do sujeito passivo
Ou remetida via postal
Data da postagem - Indicação do destinatário da remessa e o número do
protocolo do processo correspondente
Prazo de trinta dias, contados da data da ciência da intimação da
exigência
Instaura a fase litigiosa de procedimento administrativo
Alguns a denominam de processo
Eventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza
impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não
suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta
julgamento de primeira instância, salvo se caracterizada ou
suscitada a tempestividade, como preliminar
Pluralidade de sujeitos passivos
O prazo para apresentar impugnação se conta
individualmente
Diferentemente do que ocorre no CPC/15
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de
escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em dobro para
todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal,
independentemente de requerimento.
Art. 231, §1º.: Quando houver mais de um réu, o dia do começo do prazo
para contestar corresponderá à última das datas a que se referem os incisos
I a VI do caput.
Requisitos
1. a autoridade julgadora a quem é dirigida;
2. a qualificação do impugnante;
3. os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os
pontos de discordância e as razões e provas que possuir;
4. as diligências ou perícias que o impugnante pretenda sejam
efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a
formulação de quesitos referentes aos exames desejados,
bem como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a
qualificação profissional de seu perito; e
Sob pena de preclusão
5. se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial,
devendo ser juntada cópia da petição.
Jus postulandi
É facultativo se fazer representar por advogado
A própria parte detém a capacidade postulatória
Direito de vista dos autos do processo
Ampla defesa
Contraditório
Publicidade dos atos administrativos
Prerrogativa da advocacia retirar autos administrativos em carga (art. 7º.,
inc. XV, da Lei nº. 8.906/94)
Vedação às expressões injuriosas
Serão riscadas
Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou
estrangeiro, incumbe-lhe o ônus de provar o teor e a vigência, se
assim o determinar o julgador
CPC/15, Art. 376. A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro
ou consuetudinário provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz
determinar.
A prova documental será apresentada na impugnação,
precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro
momento processual, a menos que:
fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna,
por motivo de força maior;
refira-se a fato ou a direito superveniente; ou
destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos
autos.
Juntada de documentos depois de apresentada a impugnação somente com
fundamente nos fatos acima
Considera-se motivo de força maior o fato necessário, cujos
efeitos não era possível evitar ou impedir
Diligências e perícias
A realização de diligências e de perícias será determinada pela
autoridade julgadora de primeira instância, de ofício ou a
pedido do impugnante, quando entendê-las necessárias para a
apreciação da matéria litigada
O sujeito passivo deverá ser cientificado do resultado da realização de
diligências e perícias, sempre que novos fatos ou documentos sejam
trazidos ao processo, hipótese na qual deverá ser concedido prazo de
trinta dias para manifestação
A impugnação mencionará as diligências ou perícias que o
sujeito passivo pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos
que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes
aos exames desejados, e, no caso de perícia, o nome, o
endereço e a qualificação profissional de seu perito deverão
constar da impugnação
Deferido o pedido de perícia, ou determinada de ofício sua realização, a
autoridade designará Auditor-Fiscal para, como perito da União, a ela
proceder, e intimará o perito do sujeito passivo a realizar o exame
requerido, cabendo a ambos apresentar os respectivos laudos em prazo
que será fixado segundo o grau de complexidade dos trabalhos a serem
executados
Indeferido o pedido de diligência ou de perícia, por terem sido
consideradas prescindíveis ou impraticáveis, deverá o
indeferimento, devidamente fundamentado, constar da decisão
Determinada, de ofício ou a pedido do impugnante, diligência ou
perícia, é vedado à autoridade incumbida de sua realização escusar-se
de cumpri-las
Julgamento
Matérias constitucionais
Processo administrativo fiscal
Impossibilidade de se declarar uma lei inconstitucional
Exceto se o respectivo instrumento normativo (tratado, acordo
internacional, lei ou decreto)
já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do
Supremo Tribunal Federal
fundamente crédito tributário objeto de:
dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral
da Fazenda Nacional
súmula da Advocacia-Geral da União
pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da
República
Decisão de primeira
instância
Delegacias da Receita Federal do Brasil de
Julgamento
Competência
Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ)
órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria da
Receita Federal do Brasil
Natureza colegiada a partir de maio 2001 (MP 2158-35/2001)
Antes era julgada monocraticamente pelo Delegado de Julgamento
Atualmente possui sua estrutura regulada pela Portaria MF 341/2011
São constituídas por turmas de julgamento, cada uma delas com cinco
julgadores
Os julgadores são Auditores-Fiscais da SRFB
Designados com mandado de até dois anos, admitida a recondução
Subordinação das Delegacias de Julgamento da SRF aos atos
editados pela SRFB
Assentadas no princípio da legalidade
Presunção de legalidade das leis
Não podem decidir sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de
lei
Prioridade no julgamento
Port. SRF nº 454/2004
Circunstâncias de crime contra a ordem tributária
Elevado valor
Acima de R$10.000.000,00
Requisição do interessado
pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos;
pessoa portadora de deficiência, física ou mental; e
pessoa portadora de moléstias graves definida no art. 62, inc. III, do Decreto
nº. 7.574/11
Protocolados há mais de quatro anos
Objeto de compensação de “crédito-prêmio” (incentivo à
exportação), títulos públicos e crédito de terceiro
Requisitos do acórdão
1. relatório resumido do processo
2. fundamentos legais
3. conclusão
4. ordem de intimação
5. devendo referir-se, expressamente, a todos os autos de
infração e notificações de lançamento objeto do processo,
bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante
contra todas as exigências
No acórdão em que for julgada questão preliminar, será
também julgado o mérito, salvo quando incompatíveis
O indeferimento de pedido de diligência ou de perícia deverá
ser fundamentado e constar da decisão
Erros materiais
Correção de ofício ou por provocação, mediante a prolação de um novo
acórdão

O órgão preparador dará ciência da decisão ao sujeito passivo,


intimando-o, quando for o caso, a cumpri-la no prazo de trinta
dias, contados da data da ciência, facultada a apresentação de
recurso voluntário no mesmo prazo
Recurso de ofício
Interposto pela autoridade competente de primeira instância
Relator do processo na DRJ, mediante formalização na própria decisão
decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de
multa de valor total (lançamento principal e decorrentes)
deixar de aplicar a pena de perdimento de mercadoria com base na
legislação do IPI
Enquanto não decidido o recurso de ofício, a decisão a ele
correspondente não se torna definitiva

Não cabe recurso de ofício das decisões prolatadas, pela


autoridade fiscal da jurisdição do sujeito passivo, em processos
relativos a restituição, ressarcimento, reembolso e
compensação de tributos administrados pela Secretaria da
Receita Federal do Brasil
Recurso Voluntário
Características
Interposto pelo sujeito passivo, quando sucumbente total ou parcialmente
Devolutividade
total ou parcial
Efeito
Suspensivo
Objeto
decisão de primeira instância (DRJ) contrária ao sujeito passivo
Prazo
trinta dias, contados da data da ciência da decisão
Súmula Vinculante nº. 21
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou
bens para admissibilidade de recurso administrativo.
O recurso voluntário total ou parcial, mesmo perempto, deverá
ser encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a
perempção
A última palavra é da instância ad quem
Conselho Administrativo
de Recursos Fiscais
Segunda instância
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF
Julga recursos de ofício e voluntário de decisões de primeira instância
(DRJ)
Será constituído por seções e pela Câmara Superior de Recursos Fiscais
(terceira instância)
As seções serão especializadas por matéria e constituídas por câmaras
As Câmaras poderão ser divididas em turmas
Três Seções, compostas por 4 (quatro) Câmaras cada, estas integradas
por turmas ordinárias e especiais

Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015


1ª. Seção
1. IRPJ e IRRF de Pessoas Jurídicas
2. CSLL
3. PIS, COFINS, IPI e CSRB reflexos de IRPJ e CSLL
4. Simples Nacional
5. Penalidades pelo descumprimento de obrigações acessórias
pelas pessoas jurídicas, relativamente aos tributos acima
6. Tributos, empréstimos compulsórios, anistia e matéria
correlata não incluídos na competência julgadora das demais
Seções.
2ª. Seção
1. IRPF e IRRF de Pessoa Física
2. ITR
3. Contribuições Previdenciárias, inclusive as instituídas a título
de substituição e as devidas a terceiros, definidas no art. 3º
da Lei nº 11.457, de 16 de março de 2007; e
4. Penalidades pelo descumprimento de obrigações acessórias
pelas pessoas físicas e jurídicas, relativamente aos tributos
acima.
3ª. Seção
1. PIS e COFINS, inclusive importação
2. FINSOCIAL
3. IPI
4. CPMF e IPMF
5. IOF
6. CIDE
7. Tributos aduaneiros
8. penalidades pelo descumprimento de obrigações acessórias pelas
pessoas físicas e jurídicas, relativamente aos tributos acima
CARF - art. 64. Contra as decisões proferidas pelos colegiados
do CARF são cabíveis os seguintes recursos:
I - Embargos de Declaração; e
II - Recurso Especial.
Parágrafo único. Das decisões dos colegiados não cabe
pedido de reconsideração.
Embargos de
Declaração
Objeto
Omissão
Obscuridade
Contradição
Prazo
5 dias contado da ciência do acórdão
Direcionamento
Presidente da turma
Recurso Especial
Competência
CSRF, por suas turmas
Aplicação e possibilidade
interposto contra decisão que der à lei tributária interpretação divergente
da que lhe tenha dado outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a
própria CSRF.
Necessita
pré-questionamento de matéria
demonstrar a divergência arguida indicando até duas decisões divergentes
por matéria
com cópia do inteiro teor
não servirá decisões já reformadas
Direcionamento
ao presidente da câmara à qual esteja vinculada a turma que houver
prolatado a decisão recorrida
Prazo
15 (quinze) dias contados da data da ciência da decisão
Mesmo prazo para contrarrazoar
Admite-se recurso adesivo quando o Recurso Especial for
interposto por Procurador da Fazenda Nacional

É cabível recurso especial de divergência contra decisão que


der ou negar provimento a recurso de ofício
Câmara Superior de
Recursos Fiscais
CSRF
Cabe à CSRF, por suas turmas, julgar o recursos especial e
voluntário contra decisões de Câmara, de turmas ordinária ou
de turma especial
Primeira Turma, os recursos da 1ª Seção do CARF
Segunda Turma, os recursos da 2ª Seção do CARF
Terceira Turma, os recursos da 3ª Seção do CARF
Súmulas
administrativas
Típicas normas complementares tributárias
Art. 100, inc. II, do CTN
São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções
internacionais e dos decretos: as decisões dos órgãos singulares ou
coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia
normativa

As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão


consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos
membros do CARF
Vinculam as decisões administrativas

Proposta de súmula será dirigida ao Presidente do CARF, indicando o


enunciado, devendo ser instruída com pelo menos 5 (cinco) decisões
proferidas cada uma em reuniões diversas, em pelo menos 2 (dois)
colegiados distintos
A súmula entrará em vigor na data de sua publicação no Diário
Oficial da União
A revisão ou o cancelamento do enunciado observará, no que
couber, o procedimento adotado para sua edição
Eficácia e execução
das decisões
São definitivas as decisões
de primeira instância, esgotado o prazo para recurso voluntário sem que
este tenha sido interposto;
de segunda instância, de que não caiba recurso ou, se cabível, quando
decorrido o prazo sem a sua interposição; ou
de instância especial.
Serão também definitivas as decisões de primeira instância na parte que não
for objeto de recurso voluntário ou não estiver sujeita a recurso de ofício.
Formação gradual da “coisa julgada”
Decisão definitiva contrária ao sujeito passivo
Depósito integral
Por que realizá-lo se a simples interposição da impugnação (reclamação)
administrativa já suspende a exigibilidade do crédito tributário (art. 151, inc.
III, do CTN)?
 Porque além de suspender a exigibilidade do CT, paralisa a
incidência da correção monetária, dos juros e multa.
 Converte-se em renda
 Salvo se o contribuinte propor ação judicial no prazo de 30 (trinta)
dias (Cobrança amigável)
Se o valor depositado não for suficiente para cobrir o crédito
tributário
Inicia-se a cobrança amigável
Se exceder o exigido
a autoridade competente determinará o levantamento da quantia
excedente
A decisão que aplicar a pena de perdimento ou declarar o
abandono de mercadoria ou de outros bens
será executada, pela unidade preparadora, após o prazo de trinta dias

No caso de decisão definitiva favorável ao sujeito passivo,


cumpre à autoridade preparadora exonerá-lo, de ofício, dos
gravames decorrentes do litígio
Lançamento para
prevenir a
decadência
O lançamento para prevenir a decadência deverá ser efetuado
nos seguintes casos
a) concessão de medida liminar em mandado de segurança (art. 151,
inc. IV, do CTN)
b) concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras
espécies de ação judicial (art. 151, inc. IV, do CTN)
Por que não se aplica às demais espécies suspensivas do art. 151, do CTN?
Porque para o implemento das demais é necessário a prévia constituição
do crédito tributário
Notifica-se o sujeito passivo com o esclarecimento de que a
exigibilidade do crédito tributário permanece suspensa
Visa evitar o escoamento do prazo decadencial, pois este não se
suspende pela suspensão da exigibilidade do crédito tributário
Renúncia ou
Desistência
Ao litígio administrativo
A existência ou propositura, pelo sujeito passivo, de ação
judicial com o mesmo objeto do lançamento importa em
renúncia ou em desistência ao litígio nas instâncias
administrativas
O curso do processo administrativo, quando houver matéria distinta da
constante do processo judicial, terá prosseguimento em relação à
matéria diferenciada
Outros processos
administrativos
Apensos ao procedimento fiscal
Arrolamento de Bens e Direitos para
Acompanhamento do Patrimônio do Sujeito
Passivo
Procedido pelo chefe da unidade da Secretaria da Receita
Federal do Brasil responsável pela exigência do crédito
tributário
Ferramenta utilizável quando o valor dos créditos tributários superar 30% do
patrimônio conhecido do sujeito passivo
Bens arrolados alienados, transferidos ou onerados
Necessidade de comunicação à SRFB
A não-comunicação autoriza o requerimento de medida cautelar fiscal
Registro do arrolamento de bens – não há pagamento de custas
e emolumentos
Imóveis
No competente registro imobiliário
Bens móveis registrados administrativamente
Na respectiva entidade registradora ou controladora
DETRAN
Marinha
Demais bens e direitos
Cartório de Títulos e Documentos e Registros Especiais do domicílio
tributário do sujeito passivo
Liberação do arrolamento
Liquidado o crédito tributário objeto do arrolamento antes da inscrição
em dívida ativa
Aquele que registrou anulará os efeitos do referido registro
Chefe da SRFB
Liquidado ou garantido o crédito tributário depois da sua inscrição em
dívida ativa
Procurador-Geral da Fazenda Nacional
Ordem de preferência do arrolamento
Bens imóveis
Bens suscetíveis de registro
Veículos automotores, lanchas etc.
Outros bens ou direitos
Limitação ao arrolamento
Obedecida a ordem de preferência
Até a garantia do valor do crédito tributário e suas cominações legais
O arrolamento somente poderá alcançar outros bens e direitos para fins
de complementar o valor
Poderão ser substituídos, mediante prévia autorização (SRFB)
Medida Cautelar Fiscal
Procedimento cautelar fiscal - PGFN
Pressupõe a constituição do crédito tributário
Pode ser instaurado no curso da execução judicial da dívida ativa da
União
Causas excetivas à necessária constituição do crédito
tributário
Põe ou tenta por seus bens em nome de terceiros
Aliena bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da
Fazenda Pública competente, quando exigível em virtude de lei

Será melhor estudo quando do Processo Judicial Tributário


Medida Cautelar Fiscal
Preparatória
Quando a medida cautelar fiscal for concedida em
procedimento preparatório, deverá a Fazenda Nacional propor
a execução judicial da dívida ativa no prazo de sessenta dias,
contados da data em que a exigência se tornar irrecorrível na
esfera administrativa
A preparação da Medida Cautelar é feita administrativamente
O seu deferimento requer uma decretação judicial
Lei nº. 8.397/92
§ 3° Decretada a medida cautelar fiscal, será comunicada
imediatamente ao registro público de imóveis, ao Banco Central do
Brasil, à Comissão de Valores Mobiliários e às demais repartições que
processem registros de transferência de bens, a fim de que, no âmbito
de suas atribuições, façam cumprir a constrição judicial.
Art. 5° A medida cautelar fiscal será requerida ao Juiz competente para
a execução judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública
Parágrafo único. Se a execução judicial estiver em Tribunal, será competente
o relator do recurso.
Consulta Fiscal
Pressuposto
Existência de dúvida sobre como a entidade tributante aplica ou
aplicaria a norma preexistente em caso de alteração de determinada
situação fática
bem como sobre classificação fiscal de mercadorias
Finalidade
Eliminar verdadeira dúvida de interpretação quanto à perfeita
subsunção do fato praticado ou em vias de se praticar à respectiva
hipótese de incidência tributária
A decisão vincula o Fisco
Porém não vincula o contribuinte em razão do princípio da
inafastabilidade da jurisdição (art. 5º., ins. XXXV, da CRFB/88)
Possibilidade
Contra um fato concreto e já realizado
Simples e abstrata hipótese formulada pelo contribuinte

Legitimidade
Sujeito passivo
Órgãos da administração pública
Entidades representativas de categorias econômicas ou profissionais
Consulta coletiva
Efeitos da consulta
Nenhum procedimento fiscal será instaurado, relativamente à espécie
consultada, contra o sujeito passivo alcançado pela consulta
Desde a apresentação da consulta até o trigésimo dia subsequente à data da
ciência da decisão que lhe der solução definitiva

Porém não suspende o prazo


para recolhimento de tributo, retido na fonte ou declarado (autolançado),
antes ou depois da data de apresentação
para a apresentação de declaração de rendimentos
não impede a instauração de procedimento fiscal para fins de
apuração da regularidade do recolhimento de tributos e da
apresentação de declarações

Requisitos da consulta
deverá ser apresentada
por escrito
no domicílio tributário do consulente
à unidade da SRFB incumbida de administrar a matéria tributária ou
aduaneira sobre a qual versa
Competência para a Solução da Consulta
Unidade central da SRFB
Consulente for órgão central da administração pública federal ou entidade
representativa de categoria econômica ou profissional de âmbito nacional
Unidade regional da SRFB com jurisdição sobre o domicílio tributário do
consulente
Nos demais casos
Inclui-se as consultas relativas ao Simples Nacional
SRFB
quando se referir a tributos administrados por esse órgão
IN RFB nº. 1.464/14
Art. 3º A consulta poderá ser formulada por:
I - sujeito passivo de obrigação tributária principal ou acessória;
II - órgão da administração pública; ou
III - entidade representativa de categoria econômica ou profissional.

§ 1º A consulta apresentada por pessoa jurídica será formulada pelo seu


estabelecimento matriz.
§ 2º Não será admitida a apresentação de consulta formulada por mais de
um consulente em um único processo.
§ 3º Considera-se representante do órgão da administração pública a pessoa
física responsável pelo ente perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
(CNPJ) e a investida de poderes de representação do respectivo órgão.
Art. 5º Na apresentação da consulta deverão ser atendidos os
seguintes requisitos formais:
I - com relação à identificação do consulente, informar:
a) no caso de pessoa jurídica ou equiparada: razão social, nome fantasia,
endereço, endereço eletrônico (e-mail ou Caixa Postal Eletrônica), cópias do
ato constitutivo e de sua última alteração, autenticadas ou acompanhadas
dos originais, número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
(CNPJ) ou ramo de atividade, além de telefone e endereço eletrônico de
pessoa apta a responder perguntas de ordem técnica sobre a mercadoria
sob consulta;
b) no caso de pessoa física: nome, endereço, telefone, endereço eletrônico
(e-mail ou Caixa Postal Eletrônica), atividade profissional e número de
inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
c) identificação do representante legal ou procurador, mediante cópia de
documento que contenha foto e assinatura, autenticada em cartório ou por
servidor da RFB à vista da via original, acompanhada da respectiva
procuração; e
d) no caso de órgão da administração pública: além da documentação de
identificação do representante legal, cópia do ato de sua nomeação ou de
delegação de competência, quando não conste como responsável pelo
órgão público perante o CNPJ;
II - com relação à consulta formulada por sujeito passivo,
apresentar declaração de que:
a) não se encontra sob procedimento fiscal iniciado ou já instaurado
para apurar fatos que se relacionem com a mercadoria objeto da
consulta;
b) não está intimado a cumprir obrigação tributária principal ou
acessória, relacionada de qualquer forma à mercadoria sob consulta; e
c) a mercadoria sob consulta não foi objeto de decisão anterior, ainda
não modificada, proferida em consulta ou litígio em que foi parte o
consulente; e
III - prévia adesão ao Domicílio Tributário Eletrônico (DTE),
nos termos da Instrução Normativa SRF nº 664, de 21 de julho
de 2006.
Mudança de Entendimento
Poderá ser alterado de ofício
O consulente deverá ser cientificado da alteração ou da reforma de
entendimento
Os atos praticados pelo consulente antes da cientificação permanecem
hígidos e válidos
Atinge fatos geradores futuros
Solução da consulta
Serão solucionados em instância única
Não cabe recurso nem pedido de reconsideração da solução
da consulta ou do despacho que declarar sua ineficácia
Salvo se houver divergência entre soluções de consultas sobre a mesma
matéria
As decisões são publicadas no DOU
Recurso especial
Cabe recurso especial, sem efeito suspensivo, junto à unidade
SRFB, nos casos em que se verificar a ocorrência de
conclusões divergentes entre soluções de consulta relativas a
idêntica matéria, fundada em idêntica norma jurídica
Aquele que interpor o recurso deve fazer prova dos entendimentos
divergentes

Prazo
30 dias contados da data da ciência da solução ou da publicação que
gerou a divergência
Repetição de indébito,
parcelamento e
Reconhecimento de
Direitos
Repetição de indébito
administrativo
Direito de requerer à autoridade administrativa competente
que providencie a restituição do pagamento indevido, a fim de
evitar o enriquecimento sem causa
A administração cria vários entraves e/ou exigências para o
atendimento a tal pleito
Na prática se usa a Ação de Repetição de Indébito (Judicial)
Parcelamento de Débitos Fiscais
Prévia e necessária autorização legal
Comumente utilizado na prática
Cada lei institui o seu iter processualístico
Reconhecimento de Direitos
Tem por escopo a formalização de isenções e imunidades que
estejam a depender de manifestação da autoridade vinculada à
Administração Tributária