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Trabalho e sociedade

Os seres humanos trabalham para satisfazer


suas necessidades, desde as mais simples,
como as de alimento, vestimenta e abrigo,
até as mais complexas, como as de lazer,
crença e fantasia.

Para Karl Marx , homens e mulheres


procuram satisfazer as suas necessidades
“oriundas do estômago ou da fantasia”
O trabalho na sociedade
moderna capitalista
Karl Marx e a divisão social do trabalho

O pensamento de Karl Marx

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marca uma perspectiva sobre a
divisão do trabalho nas
sociedades modernas.

Para Marx, a divisão social do


trabalho, realizada no
processo de desenvolvimento
das sociedades, gera a divisão
em classes.
Oficina de manutenção de máquinas nos Estados Unidos em 1965.
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Nas sociedades modernas, com o surgimento das
fábricas, duas classes foram definidas pela divisão social
do trabalho: a dos proprietários das máquinas e a de seus
operadores. Essa divisão estabeleceu uma separação
entre aqueles que tem os meios de produção (dinheiro,
prédios, capital, ações na bolsa) e os que não tem.
Segundo Marx, essa divisão não é apenas econômica,
mas impõe formas de vida específicas. Exemplo: Acesso à
educação. Assim, apesar das leis, regras e normas que
garantem a igualdade de direitos entre as pessoas, há
diferenças sociais significativas entre os indivíduos
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Subordinado à máquina e
ao proprietário dela, o
trabalhador só tem,
segundo Marx, sua força
para vender. Ao pagar
pela força de trabalho,
o capitalista passa a ter

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o direito de utilizá-la
na fábrica.
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O operário trabalha mais horas por dia


do que o necessário para produzir o
referente ao valor de seu salário. O que
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ele produz nessas horas a mais é o que


Marx chama de mais-valia.
O valor das horas trabalhadas e não
pagas é acumulado e reaplicado na

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produção, o que enriquece o
capitalista. Esse processo é
denominado acumulação de capital.
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Quando os trabalhadores verificam que


trabalham muito e estão cada dia mais
miseráveis, entram em conflito com os
capitalistas.

Diversos tipos de enfrentamento


entre classes sociais marcaram o
desenvolvimento do capitalismo.
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No século XX, identificamos dois grandes momentos de
reestruturação da produção: o taylorismo/fordismo e o toyotismo.
O operário que produzia em massa (operário-massa) foi
gradualmente substituído por um trabalhador polivante, ou seja,
um trabalhador versátil, eficaz em várias tarefas diferentes.
No fim do século XIX, Frederick Taylor (1865-1915) propôs a
aplicação de princípios científicos na organização do trabalho,
buscando maior racionalização do processo produtivo.

No século XX, o aperfeiçoamento contínuo dos sistemas


produtivos deu origem a uma forma de divisão do
trabalho que se tornou conhecida como fordismo, numa
referência a Henry Ford (1863-1947), o inventor de um
modelo de produção em série.
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As expressões taylorismo e

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fordismo passaram a ser
usadas para designar um
processo de trabalho com as
seguintes características:
aumento da produtividade
Linha de produção da Ford em 1928 nos Estados Unidos.
com o controle das
atividades dos trabalhadores;
divisão e parcelamento das tarefas;
mecanização de parte das atividades;
sistema de recompensas e punições conforme o
comportamento dos operários na fábrica.
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Esse processo disseminou-se, dando início à era do
consumismo, definida pela produção e pelo consumo
em larga escala.
Com Ford e Taylor, o planejamento da
divisão do trabalho passou a vir
“de cima”, sem levar em conta
a opinião dos operários.

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A partir de 1930, Elton Mayo (1880-1949)


buscou medidas para promover o equilíbrio
e a colaboração no interior das empresas.
Taylor, Ford e Mayo foram influenciados pelas
formulações de Durkheim, de acordo com as
quais uma consciência coletiva define as
ações dos indivíduos, submetendo-os às
ordens estabelecidas.
As empresas devem dar continuidade a isso,
definindo o lugar e as atividades de cada um.
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Para a crítica marxista, as formas de regulamentação
da força de trabalho propostas por Elton Mayo seriam
indiretas, pois o operário seria manipulado por
especialistas em resolver conflitos.
Foi com os procedimentos
propostos por Mayo que o fordismo-
taylorismo penetrou em todas as
organizações sociais.
Essa forma de organizar o trabalho
foi marcante até a década de 1970 e
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ainda prevalece em muitos locais.
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As transformações recentes no mundo do trabalho

Novas transformações aconteceram na sociedade


capitalista, principalmente depois da década de
1970, e todas têm que ver com a busca desenfreada
por mais lucros. Surgiram, por exemplo, formas de
flexibilização do trabalho e do mercado.

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Flexibilização dos processo de trabalho e de produção 


automação e consequente eliminação do controle
manual por parte do trabalhador.

Flexibilização e mobilidade dos mercados de trabalho 


utilização pelo empregador das mais diferentes formas
de trabalho, substituindo a forma clássica do emprego
regular, sob contrato.
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Interior de fábrica automatizada na


Alemanha, em 2005. Com o
processo de automação, não existe
mais trabalhador específico para
uma tarefa específica. O
trabalhador deve estar disponível
para adaptar-se às diversas
funções existentes na empresa.

© Frithjof Hirdes/Corbis/Latin Stock


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A sociedade salarial está no fim?

Em relação ao chamado posto fixo de trabalho, o


sociólogo francês Robert Castel, no livro A metamorfose
da questão social: uma crônica do salário, destaca quatro
aspectos que parecem estar se generalizando no mundo:
Jean Galvão, 2004

desestabilização dos estáveis;


precariedade do trabalho;
deficit de lugares;
qualificação do emprego.
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Diante desses aspectos, os indivíduos tornam-se


estranhos à sociedade, pois não conseguem integrar-
se a ela, desqualificando-se do ponto de vista cívico e
político.

Ocorre praticamente uma perda de identidade,


já que o trabalho é uma espécie de “passaporte”
para alguém fazer parte da sociedade.

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