Você está na página 1de 92

Gestão de Equipas

UFCD_7844

Iolanda Simões Soares


iolandassoares@gmail.com
1. Organização do Trabalho em Equipa

• O trabalho em equipa é um processo baseado em princípios e valores que


estão claramente definidos e entendidos.

• O verdadeiro trabalho em equipa é um processo contínuo interativo de um


grupo de pessoas aprendendo, crescendo e trabalhando
interdependentemente para alcançar metas e objetivos específicos no suporte
a uma missão comum.
Trabalho em Equipa porquê?
• A solução para a maioria dos problemas que afecta as organizações poderá passar
por um trabalho de equipa.

• Primeiramente, trabalhar em equipa é quase sempre muito mais divertido do que


trabalhar sozinho.

• As pessoas otimistas geralmente trabalham melhor em equipa do que as pessimistas,


isso porque conseguem ver as vantagens desse trabalho e percebem que estas são
muito maiores que as desvantagens
• Seguidamente, uma equipa geralmente enfrenta-se situações que talvez
relutem quando estão sozinhos.

• Tem-se melhores ideias em tempos menores, maiores possibilidade de


sucesso e o essencial: possuem mais conhecimento, apoio, habilidades e
segurança e desta forma todo e qualquer problema vira solução.
Então o trabalho em equipa é importante para:

• Promover o espirito de equipa em todos;


• Garantir padrões de qualidade;
• Se conseguir alcançar uma posição competitiva no mercado.
• Por esses e outros inúmeros motivos que esse tipo de trabalho cada vez mais,
torna-se essencial e ganha mais espaço, porque ativa a criatividade e
originalidade e faz com que seja possível produzir melhores resultados do
que o trabalho individual devido ao número de pessoas em busca de um bom
resultado.
Diferença entre equipa e grupo

• O trabalho em equipa deve ser construído diariamente, não é possível formar


uma equipa entrosada, harmoniosa da noite para o dia, para construir uma
equipa de sucesso é preciso empenho, amor, inteligência, inspiração e muita
transpiração.
Diferença entre equipa e grupo
Estruturação da equipa
• O sentido actual do termo equipa, como foi referido anteriomente, remete para
pessoas que agem em conjunto, de forma concertada ou em interdependência, em
função de um objectivo comum que é valorizado por todos os elementos.

• Qualquer equipa possuí uma estrutura e uma configuração de papéis. A estruturação


das equipas tem um impacto ao nível do comportamento e das atitudes individuais.
Neste sentido, ela deverá ser feita de modo a:

1. Possibilitar o desenvolvimento das pessoas;

2. Adaptar-se a mudanças internas e externas;

3. Não dificultar o trabalho dos seus elementos.


• Quando se pensa na estruturação das equipas, não existe uma resposta
universal, uma vez que a mesma está dependente da organização em causa e
das suas necessidades particulares.

• Neste sentido, a estruturação deverá ser pensada com base em algumas linhas
orientadoras:
1. Número de membros a colocar na equipa (4-20);
2. Possibilidade da equipa ter um líder;
3. Posição de liderança assumida – rotativa ou permanente;
4. Responsabilidades do líder;
5. Na selecção dos elementos da equipa, considerar como podemos encontrar
o melhor conjunto de recursos para obter os melhores resultados (o que
não significa, por exemplo, que se escolham sempre as pessoas com maior
talento, mas com dificuldades de relacionamento; é também importante
seleccionar pessoas com menos conhecimentos e/ou experiência, mas com
uma capacidade natural de incentivar as pessoas que a rodeiam);
6. Possibilidade de estabelecer áreas específicas de responsabilidade e
autoridade para outros elementos do grupo;

7. Quantidade de tempo expectável que cada membro venha a dedicar ao


trabalho e à equipa.
Processo de colaboração

• O processo de colaboração é um dos aspectos essenciais quando se pensa na


formação de equipas, uma vez que a sua criação parte do pressuposto de que
se os membros de uma equipa são cooperantes, juntos podem conseguir
mais do que se trabalhassem individualmente, e neste sentido assume-se
como um processo que tem consequências ao nível da eficácia das equipas.
• Num grupo de trabalho, as diferenças individuais traduzem naturalmente
diferenças de opinião, expressas na discordância ao nível da percepção da
tarefa, das metas e dos procedimentos escolhidos para alcançar essas metas.

• Essas discordância pode conduzir à activação de um conjunto de


sentimentos e emoções mais ou menos intensos que geram, por sua vez, um
clima de tensão ou mesmo de conflito aberto no seio da equipa.
• Também nestas situações, o processo de colaboração pode ser analisado, uma
vez que se constitui como uma das formas para lidar com o conflito. Alguns
aspectos reflectem uma atitude de colaboração:

1. Considerar que lidar com o conflito é uma componente natural para atingir
objectivos – os conflitos saudáveis podem produzir melhores ideias;
2. Desenvolvimento de condições que possibilitem a reformulação do problema
quando se chega a um impasse;

3. Pensar que se aprende algo novo quando se ouvem ideias dos outros;

4. As melhores ideias surgem quando todos contribuem – as equipas tomam


melhores decisões do que as pessoas individualmente;

5. A procura de consenso é a melhor estratégia para a solução de um problema.


• O processo de colaboração entre os vários elementos conduz ao
desenvolvimento de cada um deles e à construção de fortes alianças.

• Este processo só é conseguido num ambiente que encoraje a partilha e


produção de novas ideias.

• Neste contexto, o líder assume um papel de facilitador, ajudando os


vários elementos a expressar novas ideias e a assumir riscos.
2. Comunicar eficazmente em equipa

• A comunicação é fundamental para qualquer sociedade e para qualquer ser


humano porque se trata de um processo contínuo e dinâmico que faz do
Homem aquilo que ele é e que lhe permite o estabelecimento de relações
interpessoais.
• Neste sentido, importa saber dois axiomas da comunicação: “é impossível
não comunicar” e ”todo o comportamento é comunicação”.

• A comunicação pode ser feita através da linguagem digital ou verbal, que


corresponde à linguagem escrita e à linguagem oral, e da linguagem
analógica, ou não verbal.
Técnicas para comunicar eficazmente: A
importância da escuta activa
A escuta activa é uma das técnicas fundamentais para se comunicar eficazmente
com a equipa:

1. Estar motivado para escutar a equipa (ser um bom ouvinte)


2. Estabelecer contacto visual com a equipa
3. Mostrar interesse por aquilo que a equipa diz
4. Ser natural no decorrer da interacção
5. Evitar acções distractivas
6. Colocar questões, sempre que achar pertinente, para o desenrolar da
comunicação

7. Parafrasear
8. Não interromper
9. Não falar demais
10. Dar feedback
11. Estabelecer uma relação de empatia com os interlocutores
• Para escutar eficazmente é necessário ser empático.
• A empatia é considerada um “nutriente psicológico”, porque sem ela a vida
humana não pode existir.

• Ser empático é mostrar desejo de compreender o outro, os seus


pensamentos e sentimentos, é imaginarmo-nos na situação do outro
• O indivíduo empático deve ser genuíno e exibir comportamentos não verbais
que sejam congruentes com esse desejo de compreender a perspectiva do
outro (o olhar, a postura, etc.).
Outras técnicas para comunicar eficazmente são:

• Parafrasear: consiste em dizer por outras palavras aquilo que o outro disse;
para tal é necessário atenção, escuta activa e empatia. Permite aumentar a
precisão da comunicação e consequentemente a compreensão mútua;
transmite o interesse que se coloca no outro e naquilo que ele diz.
• Descrição do comportamento: consiste em relatar as acções específicas, observáveis, dos
outros, sem fazer juízos de valor ou acusações. É uma técnica importante no decorrer do
processo de feedback.

• Verificação da percepção de sentimentos: consiste em relatar ao outro a sua percepção


acerca do que é que o outro está a sentir. Mostra uma preocupação por aquilo que o outro
está a sentir e permite dar a entender ao outro os seus comportamentos não verbais por
aquilo que o outro está a sentir e permite dar a entender ao outro os seus comportamentos
não verbais.
No processo de comunicação importa:
1. Ter presente que se trata de um processo interactivo
2. Ter em atenção o que comunico verbal e não verbalmente
3. Ser congruente na mensagem que quero transmitir
4. Dar e solicitar feedback
5. Escutar activamente o que os outros dizem
6. Estabelecer uma relação empática com o outro
7. Evitar ideias pré-estabelecidas
3. Técnicas de motivação e dinamização de
equipas
Motivação
A motivação denomina-se como um conjunto de energias, forças, tensões
capazes de desencadear um comportamento.

Trata-se de uma energia inerente ao indivíduo, que resulta da relação existente


entre as necessidades que ele tem e os meios para satisfazem essas necessidades.
Motivação em contexto de trabalho
Para que se consiga bons níveis de desempenho, devem-se ter os seguintes
objectivos:

• Específicos – Para que haja uma maior concentração por parte da pessoa, e
não se disperse por vários interesses.

• Desafiadores – Objectivo difícil de atingir, no entanto exige maior


concentração e esforço, também envolve mais a pessoa e torna mais
gratificante a sua conclusão.
A definição dos objectivos deve ter como base vários pressupostos:

• Ser realizável
• Ser mensuravel
• Ser aceite
• Ser do conhecimento geral
• A liderança da equipa, deve também, preocupar‐se com a motivação dos
liderados.

• E a propósito da motivação de uma equipa, vale a pena reflectir sobre


algumas técnicas e princípios da motivação, que podem ajudar a impulsionar
a produtividade e o bom ambiente de uma equipa
o A aprendizagem cooperativa é percebida como mais motivante e interessante
do que a aprendizagem individualista, que implica um maior nível de
competição;

o A organização flexível de um grupo aumenta a motivação intrínseca do grupo;

o As tarefas criativas aumentam o nível de motivação, por oposição às repetitiva;


o Conhecer as causas do êxito ou do fracasso de uma tarefa, aumenta a
motivação;

o O reconhecimento do sucesso, por parte do líder, é bastante motivador;


o O registo dos progressos aumenta a motivação intrínseca;
o Começar a realizar uma tarefa pelas actividades mais fáceis pode ser
motivador porque faz com que êxito promova êxito nas actividades
seguintes;

o Quando a tarefa é significativa para o sujeito, gera motivação intrínseca. É,


pois, importante que o sujeito se identifique com a tarefa e que retire algum
prazer dela.
• É de salientar, que o trabalho em equipa tem a sua especificidade e
dificuldades muito próprias.

• É, por isso, fulcral, que se trabalhe a motivação da equipa, para que assim se
crie uma estrutura que permita manter um nível de motivação que ajude a
ultrapassar as dificuldades que possam surgir.
4. Gestão de conflitos

• As organizações acarretam a existência de conflitos, processo que começa


quando uma parte percebe que uma outra parte a afectou, ou está perto de
afectar, negativamente algo pela qual a primeira parte se interessa.

• Os gestores consomem diariamente cerca de 20% do seu tempo a gerir


conflitos.
• As pessoas desenvolvem diversas estratégias, isto é, soluções ou
comportamentos, para lidar com um conflito.

• Existe uma variedade de estratégias que advêm da análise de dois eixos:


interresse em satisfazer os desejos próprios e interesse em satisfazer os
desejos do outro.
• Do cruzamento destes eixos ou variavéis resultam 5 estratégias ou estilos de
gestão de conflito.

• Estes estilos de gestão de conflitos respresentam a forma como as pessoas


lidam com o conflito, apresentando as mesmas um conjunto de vantagens e
desvantagens, consoante a situação em causa.
Estilos de gestão de conflitos

Foram estudados cinco estilos de gestão de conflitos , contudo não existe um


estilo considerado melhor ou pior, cada um tem as suas vantagens e
desvantagens e está sujeito às limitações próprias de cada contexto.

• Evitamento – O indivíduo evita envolver-se no assunto, deixando os


eventos seguirem o seu curso. O indivíduo ignora/negligência os interesses
de ambas as partes.
• Acomodação – Tentativa de satisfazer os interesses/objectivos do outro
negligenciando os próprios. Apoia as opiniões contrárias mesmo que sobre
elas tenha sérias reservas.

• Dominação – Tentativa de satisfazer os próprios interesses; ignora os


interesses dos outros. Tentativa de alcançar os seus objectivos sacrificando os
da outra pessoa.
• Compromisso – Tentativa de satisfazer moderadamente os interesses de
ambas as partes. Pode resultar na procura de um acordo parcial para uma
ideia/objectivo.

• Colaboração – Tentativa de satisfazer completamente os interesses de


ambas as partes. Tentativa de obter uma solução “ganha- ganha” , ambas as
partes alcançam os seus objectivos.
5. Liderança

• A liderança é um fenómeno de influência pessoal, exercida em


determinada situação através do processo de comunicação humana, com
vista à transmissão de determinados objectivos.

• O comportamento de liderar envolve múltiplas funções, tais como:


planificar, informar, avaliar, controlar, motivar, recuperar, punir, etc.
• Contudo, liderar é essencialmente, orientar o grupo, as pessoas em direcção
a determinados objectivos ou metas.

• Sendo a liderança um processo de influência, é necessário que o líder


modifique intencionalmente o comportamento de outras pessoas, o que é
possível através do modo como usa o seu poder ou autoridade.
• Assim, enquanto que a liderança pode ser vista como um fenómeno de
influência interpessoal o líder pode ser percebido como aquele(a) que decide
o que deve ser feito e faz com que as pessoas executem essa decisão.

• Deste modo, o líder será avaliado pelos resultados simbólicos, mais do que
pelos resultados substantivos – “ser responsável é aceitar ter que responder
por algo e perante alguém”.
Estilos de liderança
White e Lippitt (1939) estudaram a liderança em termos de estilo de comportamento
do líder, na relação com o subordinado. O estilo de comportamento do líder refere-se
ao que ele faz e como o faz. Estes autores consideram que existem três estilos de
liderança:

• Autoritária
• Democrática
• Liberal
Autoritária
• O líder fixa as directrizes, sem qualquer participação do grupo.
• O líder determina as providências e as técnicas para a execução da tarefa (o
que fazer, como, quando, etc.)
• O líder determina qual a tarefa que cada um deve executar e qual o seu
companheiro de trabalho.

• O líder é dominador e é «pessoal» nos elogios e nas críticas ao trabalho de


cada subordinado (aponta as críticas directamente à pessoa sem qualquer
cuidado na utilização das palavras para não ofender)
Consequências do grupo

• O grupo revela uma grande tensão, frustração, agressividade, ausência de


espontaneidade e iniciativa.

• Não existe amizade, apenas trabalho e execução de tarefas;


• Os elementos do grupo não revelam qualquer satisfação em relação a tarefa,
embora aparentemente gostem do que fazem

• O trabalho de grupo só se desenvolve na presença física do líder. Quando


este se ausenta, o grupo pouco produz e há uma tendência a se tornarem
indisciplinados.
Democrática
• As directrizes são debatidas e decididas pelo grupo.
• O papel do líder é o de assistir e estimular e não o de impor .
• É o grupo que define as técnicas para a tingir os objectivos, solicitar
aconselhamento técnico ao líder quando necessário, sugerindo este, duas ou mais
alternativas para o grupo escolher.
• As tarefas ganham uma nova dimensão à medida que se sucedem os debates. O líder
é um apoio.

• É o grupo que decide sobre a divisão das tarefas e cada membro do grupo tem a
liberdade para escolher o seu companheiro de trabalho;

• O líder procura ser um membro igual aos outros do grupo e não ser superior, não
se encarregando muito de tarefas. O líder é objectivo e quando critica e elogia limita-
se aos factos.
Consequências do grupo
• Há o desenvolvimento da amizade e do bom relacionamento entre os membros do
grupo;

• O líder e os subordinados desenvolvem comunicações espontâneas e cordiais;


• Desenvolve-se um ritmo de trabalho progressivo e seguro mesmo que o líder se
ausente;

• Os elementos do grupo revelam um clima geral de satisfação.


Liberal
• Os elementos do grupo têm liberdade completa para tomar decisões;
• A participação do líder é limitada, esclarecendo apenas quem pode fornecer
informações ao grupo;
• É o grupo que decide sobre a divisão das tarefas e escolhe os companheiros
sem a participação do líder.

• O líder não regula nem avalia o que se passa no grupo. O líder apenas faz
alguns comentários irregulares sobre a actividade do grupo, quando
questionado.
Consequências do grupo
• A produtividade do grupo não é satisfatória apesar dos membros terem uma
actividade intensa;

• As tarefas desenvolvem-se ao acaso com oscilações e ocorrem muitas discussões


pessoais que resultam numa perda de tempo. Abordam mais os problemas pessoais
do que os assuntos relativos ao trabalho;

• Verifica-se um certo individualismo e pouco respeito pelo líder.


Enfâse

• Estilo autocrático –– ênfase no líder


• Estilo democrático –– ênfase no líder e no subordinado
• Estilo liberal –– ênfase no subordinado
• A liderança numa organização tem sido foco de atenção desde há longos
anos.

• Pode ter várias definições mas em todas elas há ênfase no influenciar o outro,
em conseguir levar o outro a fazer algo de forma empenhada e satisfatória.
• Houve tempos em que se acreditava que um líder já nascia líder; hoje em dia,
está mais que comprovado que isso não acontece, pois não há uma relação
directa entre um traço de personalidade e o ser líder.

• O processo de liderança varia consoante a situação fazendo com que um


bom líder o seja numa determinada situação mas possa não o ser numa outra
situação diferente.
Diferentes preferências pessoais e o seu
impacto em funções de Liderança
• A liderança, percebida como um processo dinâmico, vem sofrendo
alterações e adaptações contextuais, sendo que será importante trabalhar
algumas das principais características que permitem a sua eficácia.

• Assim, um líder pode ter inúmeras características: ser activo ou passivo, ser
assertivo ou agressivo, interessado ou desinvestido, dominador ou negligente,
etc.
• Seja ele como for, sabe‐se com toda a certeza, que as suas características
afectam as relações com os liderados e, consequentemente, o desempenho
destes nas tarefas.

• Já foi referido que existem diversas formas de liderança e, que cada uma
comporta diferentes vantagens e desvantagens, sendo que, em todos os
casos, a liderança é um processo de interacção, onde existem vários
subsistemas envolvidos.
Existem, então, alguns aspectos que devemos considerar, no que diz respeito ao
comportamento de liderança eficaz:

• Justiça
• Honestidade
• Modo como lida com as emoções
• Assertividade
• É também essencial para a liderança o auto‐conhecimento
• Motivação
• Confiança
• Transformar os desejos em acções concretas e definidas
• Partilhar os méritos
Compêtencias necessárias à coordenação de
equipas
• Para que sua equipa seja de sucesso, é essencial ensinar aos membros algumas
dicas como: ser paciente, aceitar as ideias dos outros, não criticar opiniões,
dividir tarefas, dialogar, planear, participar e principalmente aproveitar o
convívio harmonioso com sua equipa.
• É possível observarmos diariamente resultados positivos com o trabalho em
equipa, principalmente no desporto.

• Um bom exemplo é a selecção de voleibol masculina, onde podemos analisar


que cada um tem o seu papel essencial e até mesmo os reservas fazem a
diferença, essa pequena diferença faz com que a selecção seja de sucesso há
vários anos, alcançando metas até então impossíveis.
Estratégias de mobilização da equipa para um
desempenho de excelência
Estes são os princípios que o líder deve tomar:

1. Conhecer quais as recompensas que são valorizadas por cada colaborador


(indivíduos diferentes = Necessidades diferentes);

2. Definir explicitamente o desempenho requerido estabelecendo de forma


estabelecendo de forma explicita a relação entre esforço e desempenho
(Instrumentalidade);
3. Traçar metas exequíveis de forma a dar a perceber que ele é capaz desse de
forma a dar a perceber que ele é capaz desse desempenho (Expectância);

4. Estabelecer relações explícitas e objectivas recompensas e desempenhos;


5. Certificar-se que a recompensa é adequada.
6. Trabalho em equipa
• As equipas altamente efetivas são compostas de grupos de indivíduos
comprometidos que confiam um no outro, possuem um claro senso de
propósito do seu trabalho, são efetivos comunicadores dentro e fora da
equipa, certificam-se de que todos na equipa estão envolvidos nas
decisões que afetam o grupo e seguem um processo que lhes ajuda a
planejar todas as decisões e garantir qualidade do trabalho.
6. Trabalho em equipa
Vantagens do trabalho em equipa
• Aumenta a segurança
• Melhora a qualidade (padrão)
• Melhora a produtividade
• Reduz desperdício
• Diminui o absenteísmo
• Maior envolvimento dos membros da equipa
• Maior responsabilidade e autoridade dos membros da equipa
• Maior grau de comprometimento
• Pré-disposição para a polivalência (rotação dos membros)
• Maior suporte aos membros das equipas
• Senso de propriedade – ser dono da área
• Realização profissional
Factores que distinguem um grupo de uma
equipa
• O ser humano tem um sério problema em confundir equipa com grupo e talvez esse
seja o maior empecilho para bons profissionais formarem ótimas equipas nas
organizações ou onde quer que se possa formar equipas.

• Há uma grande diferença entre grupo e equipa, onde grupo é um conjunto de


pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por afinidades e uma equipa
tem objetivos comuns e desenvolvem metas coletivas que tendem a ir além daquilo
que foi determinado.
Pode-se distinguir um grupo de uma equipa através destes dois factores:

• Nível de dependência
• Nível de espírito comunitário
Características de uma equipa eficaz

• Propósito claro: a visão, missão, objetivo ou tarefa da equipa foi definida e


agora é aceita por todos. Existe um plano de ação.

• Informalidade: o clima tende a ser informal, confortável e relaxado. Não


existem tensões obvias ou sinais de aborrecimento.
• Participação: existe muita discussão e todos são encorajados a participar.
• Escuta: os membros utilizam efetivas técnicas de escuta como
questionamento, paráfrases (repetir o que foi dito com outras palavras) e
resumo para expor ideias.
• Discordância civilizada: existe discordância, mas a equipa esta confortável
com isso e não mostra sinais de evitar, encobrir ou omitir conflitos.

• Decisões de consenso: para decisões importantes o objetivo é substancial,


mas são necessariamente concordância, através da discussão aberta das ideias
de todos evitando a votação formal.
• Comunicação aberta: os membros da equipa se sentem livres para expressar seus
sentimentos sobre as tarefas, bem como na operação do grupo. A comunicação
acontece fora das reuniões.

• Funções claras e atribuições de trabalho: existem expectativas claras sobre as


funções exercidas por cada membro da equipa. Quando a ação é tomada, ações
claras são passadas, aceitas e executadas. O trabalho é justamente distribuído entre
os membros da equipa.
• Liderança dividida: a equipa possui um líder, as funções da liderança mudam de
hora em hora, dependendo das necessidades do grupo e das habilidades do grupo.
O líder formal modela o comportamento apropriado e ajuda a estabelecer normas
positivas.

• Relações externas: a equipa gasta seu tempo desenvolvendo relações externas,


mobilizando recursos e criando credibilidade com importantes contribuições de
outras partes da organização.
• Diversidade de estilo: a equipa possui uma ampla gama de tipos de
membros, incluindo aqueles que enfatizem a atenção à tarefa,
estabelecimento de objetivos, foco no processo e perguntas sobre como a
equipe está funcionando.

• Auto-avaliação: periodicamente a equipa para e analisa como está seu


funcionamento e o que pode estar interferindo em sua eficácia.
Objectivos do trabalho em equipa

• Claros para todos


• Possíveis (de ser alcançados)
• Com prazos definidos
• Passíveis de serem avaliados
• Os necessários a um desempenho elevado
As características fundamentais pra o sucesso
de equipas de trabalho:
• Liderança
• Estabelecimento de objectivos precisos, clarificados e definição de processos
de acompanhamento

• Processo de tomada de decisão devidamente fundamentado


• Capacidade de agir em funções das decisões tomadas
• Processo de comunicação livre, franco e aberto
• Domínio das capacidades técnicas necessárias para levar a cabo o objectivo
proposto

• O equilíbrio entre as pessoas preparadas para trabalhar em conjunto, tendo


em vista os objectivos da equipa.

Você também pode gostar