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Electricidade Básica (E.B.

ABREU MIGUEL LILIANO


Email:a.liliano@isptec.ao.co
2

Electricidade Geral (E.B.)

Docência:

 Aulas Teóricas - Práticas: Abreu Miguel Liliano

Bibliografia Básica:

 GUSSOW, M. Electricidade Básica. 2. ed. São Paulo. Makron Books, 1996.


 O’MALLEY, J. Análise de Circuitos. 2. ed. São Paulo. Makron Books, 1993.
 CREDER, H. Instalações Eléctricas. 14. ed. Rio de Janeiro. LTC, 2002.
 COTRIM, A. A. M. B. Instalações eléctricas. 4.ed. São Paulo. Prentice-Hall,
2003.

Bibliografia Complementar:

 U.A, BAKSHI, U.V, BAKSHI, K. A, BAKSHI ELECTRICAL MEASUREMANT. 1ª Ed.


3

Informações gerais

Horário de dúvidas:
 Abreu Miguel Liliano - 6 ª feira, as 11h00-13h00, Sal.dos
professores.
Método de avaliação:

 Será feita através de 3 teste de avaliação contínua, onde será


atribuída aos alunos a classificação na escala de 0 a 20
valores. Esta avaliação, realizar-se - a através de testes
obrigatórios ou facultativos (caso impossível). Podem ser ainda
realizados trabalhos escritos.

 Os resultados da avaliação contínua, são publicados antes da


realização do exame final. O acesso ou dispensa do exame
final, esta estabelecido no Regulamento Geral do ISPTEC.
4

Informações gerais

Descrição Geral

Ao final desta disciplina, você deverá estar apto a:

 Entender os princípios de campo magnético devido a uma corrente


eléctrica; força sobre um condutor pelo qual passa uma corrente
eléctrica e princípios de funcionamentos das máquinas eléctricas;

 Avaliar por que é preferível utilizar a CA em detrimento da CC nas


instalações Eléctricas ;

 Entender a Definir os valores instantâneo, de pico, médio e eficazes


(rms).
Objectivos
 Aparelhar o estudante ao uso dos conceitos básicos de
Electricidade geral, visando sua utilização como base para
formação profissional.
Informações gerais
5

Requisitos:

A compreensão dos tópicos abordados na disciplina implica o


domínio das seguintes matérias:

 Análise Matemática ;

 Física III;

 Circuitos Eléctricos.
6

Programa
CAPÍTULO I: Magnetismo e eletromagnetismo.

CAPÍTULO II: Princípios de corrente e tensão contínua

CAPÍTULO III:Princípios de corrente e tensão alternada.

CAPÍTULO IV: Circuitos trifásticos / monofásicos

CAPÍTULO V:. Instrumentos de medidas elétricas.

CAPÍTULO VI:. Instalações elétricas.

CAPÍTULO VII:. Máquinas elétricas.


PRINCÍPIOS DE CORRENTE
7 E TENSÃO CONTÍNUA

Conteúdo
2 - Corrente Alternada (Aplicação de Complexos)
2.1 – Números complexos
2.2 – Corrente alterna sinusoidal
2.3 – Estudo de circuitos RL,RC, e RLC série
2 – Análise de circuitos em corrente alternada
8
Números Complexos

1.1 - Formas de representar números complexos


1.1.1 - forma algébrica, rectangular ou cartesiana b

Z  a  jb
a
1.1.2 - forma trigonométrica

Z  Z e j Forma polar exponencial


Z  Z  Forma polar de Steinmetz

Z  a 2  b2
a  Z . cos 
b  Z .sen
Z  Z . cos   j Z .sen
Números
9 Complexos

Fórmula de Euler

Z  Z e j
e j  cos   jsen
e j  cos 2   sen 2
como : cos 2   sen 2  1 então e j  1  1
Números
10
Complexos

Operações com Números Complexos


2.2.1 Na Forma Algébrica

z1  a  jb
z2  c  jd Soma

z1  z2  a  c  jb  d 
Multiplicação

z1. z 2  ac  bd   j bc  ad 


Divisão

z1 a  jb c  jd * a  jb c  jd  ac  bd   j bc  ad  ac  bd j (bc  ad )


    2  2
z 2 c  jd c  jd * c  jd c  jd  c2  d 2 c d2 c d2
Números
11
Complexos

Operações com Números Complexos

Soma
j1
z1  z1 e j1 j 2
z1  z2  z1 e  z2 e
j 2
z2  z2 e
Multiplicação

Forma polar exponencial z1.z 2  z1 e j1 . z 2 e j 2  z1 . z 2 e j 1  2 

Forma polar de Steinmetz z1.z2  z1 1. z2 2  z1 . z2 (1  2 )

Divisão
z1 z1 1 z1
  1   2
z 2 z 2  2 z 2
Números
12
Complexos

Operações com Números Complexos

Exprima na forma rectangular os seguintes complexos e faça a representação no plano


complexo:

a) 5,05 e-j104,5

b) 5 ej0

c)
 2  j84  j 
3  j5

d) 6(cos 240° + j sen 240°)


Números
13
Complexos

Operações com Números Complexos

Faça a representação no plano complexo e exprima na forma exponencial e polar


os seguintes complexos:

a) -2 - j
b) -4 + j3
c) 0 + j1
d) j4(2-j2)
14

Função alternada sinusoidal

Operações com Números Complexos

F
f t   Fm cost   
FM – Amplitude da função (ou valor máximo)
ω – frequência ou velocidade angular
FM
α – Fase na origem dos tempos (t = 0)
(ω t + α) - argumento
1
T f 
T 3
T

T T t
 4 2 4

2
-FM   2f 
T
15

Função alternada sinusoidal

Representação simbólica da função i(t)

it   I m sent   

Amplitude complexa da corrente


I  a  jb  I cos   jIsen  Ie j
ou
b
I  a  b arctg ( )  I
2 2

a
16

Função alternada sinusoidal

Representação simbólica da função i(t)


Exemplos de aplicação

1 - Obter a expressão da amplitude complexa a partir da expressão da corrente instantânea

i t   15sent  45º   I  15e j 45 º


I  15 e   45º ou I  1545º

2 - Obter a expressão da corrente instantânea a partir da expressão da amplitude complexa

I  20e  j10º
I  20  10º
it   20sent  10º 
ou
17
Impedância Eléctrica

A Impedância é a relação entre o valor eficaz da diferença de potencial entre os


terminais em consideração, e o valor eficaz da corrente resultante num circuito. É a
combinação da resistência R e a reactância X , sendo dada em ohms, e designada
pelo símbolo Z. Indica a oposição total que um circuito oferece ao fluxo de corrente
alternada, ou qualquer outra corrente variável numa dada frequência.

V  Ve j1 sendo V o valor eficaz de vector V


I  Ie j2 sendo I o valor eficaz de vector I
V V j ( 1 2 )
Z   e  Ze j
I I
 R  resistência
Z  Ze j  Z cos   jZsen  R  jX 
I  X  reactância
U   1   2

Z  Ze j 
Z 
Z  R  X
2 2

Z R
Z cos  
R X2
2

X X X
tg     arctg ( )
φ R R
X
sen 
R R2  X 2
18

Impedância de um circuito com

Resistência pura
Domínio do tempo Domínio da frequência
U  Ue jt  RIe jt
RIe jt
Z  jt
 R 
u u Ie
i i I  Ie jt

t
U RI0º
Z    R0º  R
I I0º
u (t )  Ri (t )
Im

u (t )  RI M sent  U M sent
IM
u U
i(t )   M sent  I M sent UM
Re

R R
19

Bobina pura

Domínio do tempo Domínio da frequência

U  X L Ie j (t 90)  LIe j (t 90º )


I  Ie jt
LIe j (t 90º )
Z   Le j (t 90º )
i = IM sen ωt
Ie jt
Z  Z e j (t 90º ) 
uL
di d I M sen t 
u  L  L. I M cos t ou na forma de fasores :
dt dt
 LI M sent  90  U LI90 º
X L  L Z    Z90 º
I I0º
X L  2f .L se f  0  curto circuito UM
X L .I M  U M

ut   U M sent  90


º
IM
20

Impedância de um circuito com


capacidade pura
Domínio do tempo

dq q – carga do condensador

i C –capacidade do condensador

dt U – tensão aos terminais do condensador

q  C.u
u  U M sent
d C.U M sen t 
i  C.U M
d
sen t   C.U M  cos t 
q  C.U M sen t dt dt
 CU M sent  90 

I M  CU M i  I M sent  90


1
UM  .I M  X C .I M
C
1 1
XC  
C 2 . f .C
21

Impedância de um circuito com

capacidade pura
Domínio da frequência

1 1
I M  jCU M  UM  .I M   j .I M   jX c I M
jC C
j. j*  j.( j )   j 2  (1)  1
j*   j

U M  U M e j 0 e I M  I M e j 90

U M  U M 0º

I M  I M 90º
22

Impedância de um circuito com

Resistência e Bobina em série


Domínio do tempo

i (t )  I M sent

u  uR  uL
di
u R  Ri u  Ri  L
dt
di
uL  L
dt
23

Impedância de um circuito com

Resistência e Bobina em série


Domínio da frequência
Vm
Vm  Z .I m  Z 
Im
 2 2 2 Vm
 R   L  I
 m
  artg ( L )    
 R
v i
Z  R  jX L
X L  L  L 0 quando L  0
0   
Z  R  jL  Z  R 2   2 L2 artg
L

 é var iavel R  quando R  0
R 0    90 
L 
jartg
 R   L .e
2 2 2 R

Nota: Num circuito com carácter indutivo a corrente está sempre em atraso em relação
à tensão
24

Impedância de um circuito com

Resistência e condensador em série


Domínio do tempo

i(t)
uR
v(t)
uc


1
v  v R  vC  Ri  idt
C
v R  Ri


1
vC  idt
C
25

Impedância de um circuito com

Resistência e condensador em série


Domínio da frequência
IM 1 1
V  (R  )I  (R  j )I
jC C
VR  1
Z  R  2 2
2
V 1   C
V  Z  R j  Z  Ze j 
Vc I C  1 1
tg     arctg
CR CR

IM
VR R
  1
j
Vc C
V Z
Diagrama vectorial da impedância
Diagrama vectorial de tensões
26

Impedância de um circuito com

Resistência, bobina e condensador em série

Domínio do tempo


di 1
v  v R  v L  vC  Ri  L  idt
dt C
27

Impedância de um circuito com

Resistência, bobina e condensador em série


Domínio da frequência
IM R
1
2 L 
 1   1  C
Z  R  j  L    R   L 
2
 artg
 C   C  R
V jL   1 
2
V
 R   L 
2
  m
  C  Im
 1
 L 
j
1 arctg C      
c 
V i
R
 1
 se L    0º corrente em atraso relativamente à tensão (indutivo)
C

 1
 é var iável se L    0º corrente em fase com a tensão (resistivo)
 C
 1
 se L    0º corrente em avanço relativamente à tensão (capacitivo)
 C
28

Diagramas vectoriais de um circuito

Resistência, bobina e condensador em série


Domínio da frequência
29
Circuitos Trifásicos

 Motivações.
 Introdução.
 Geração em corrente alternada.
 Sequência de fases.
 Ligações triângulo e estrela.
 Relações entre os valores de fase e linha.
 Ligações domiciliarias
 Transformação triângulo – estrela.
 Sistemas trifásicos simétricos e equilibrados.
 Sistemas trifásicos simétricos e desequilibrados.
 Potência em sistemas trifásicos.
30
Circuitos Trifásicos

Motivações

 Por que precisamos estudar este tópico?

 Atualmente o sistema trifásico é o padrão para a geração,


transmissão e distribuição de energia elétrica em corrente alternada.

 Aprender o cálculo e a relação existente entre as grandezas elétricas


(tensão, corrente e potência) nos circuitos trifásicos.
31
Circuitos Trifásicos

Introdução
 As primeiras linhas de transmissão de energia elétrica surgiram
no final do século XIX.
 Destinavam-se exclusivamente ao suprimento do sistema de
iluminação, pequenos motores e sistema de tração (railway) e
operavam em corrente contínua a baixa magnitude de tensão.
 A geração e transmissão usando os mesmos níveis de tensões
das diferentes cargas restringiu a distância entre a planta de
geração e os consumidores.
 A tensão da geração em corrente contínua não podia ser
facilmente aumentada para a transmissão a grandes distâncias.
 Classes diferentes de cargas exigem diferentes níveis de
tensões, e diferentes geradores e circuitos eram usados
especificamente para cada conjunto de carga.
32
Circuitos Trifásicos

Introdução
Ruas da cidade de New
York em 1890. Além das
linhas de telégrafo, múltiplas
linhas elétricas foram
exigidas para cada tipo de
carga, que trabalhavam a
diferentes níveis de tensões.
33
Circuitos Trifásicos

Introdução
 Para realizar uma transmissão de energia elétrica a grandes distâncias era
necessário um nível elevado de magnitude de tensão, e essa tecnologia de
conversão para corrente contínua não era viável naquela época.
 A mudança da transmissão de corrente continua para corrente alternada foi
devido principalmente aos seguintes motivos:
 O desenvolvimento e uso dos transformadores, permitindo a
transmissão a grandes distâncias usando altos níveis de tensão,
reduzindo as perdas elétricas dos sistemas e a queda de tensão;
 A elevação/redução da magnitude de tensão é realizado com uma alta
eficiência e a baixo custo através dos transformadores.
 Surgimento de geradores e motores em corrente alternada,
construtivamente mais simples, eficientes e baratos que as máquinas
em corrente contínua;
34
Geração em corrente alternada (Monofásico)
B
Eixo magnético do
 enrolamento de
Caminh armadura
o de 0 π 2π 
fluxo

-
a
e ea
a
Enrolament
o de 0
armadura
t
Estat
or

 Se o enrolamento de campo é excitado por uma corrente contínua e


o rotor gira a uma velocidade constante, então a tensão induzida (e)
será proporcional à magnitude da densidade de fluxo (B).
 Desvantagem: um espaço significante não é utilizado no estator e a
existência de uma potência pulsante.
 Sugestão: usar sistemas polifásicos.
35
Geração em corrente alternada (Trifásico)

Porque usar um sistema trifásico?


As vantagens em relação ao sistema monofásico são, entre
outras:
Entre motores e geradores do mesmo tamanho, os trifásicos
têm maior potência que os monofásicos;
As linhas de transmissão trifásicas empregam menos material
que monofásicas para transportarem a mesma potência;
 Os circuitos trifásicos proporcionam flexibilidade na escolha
das tensões e podem ser utlizados para alimentar cargas
monofásicas; etc..
36
Geração em corrente alternada (Trifásico)

 Um gerador trifásico aproveita melhor o espaço físico,


resultando em um gerador de tamanho reduzido e mais
barato, comparado com os geradores monofásicos de igual
potência.
 Um sistema monofásico precisa de dois condutores; e um
sistema trifásico (perfeitamente balanceado) precisa de três
condutores, porém conduz três vezes mais potência. Na
prática, devido a pequenos desequilíbrios inevitáveis, os
sistemas trifásicos contam com um quarto condutor, o neutro.
 Duas alternativas de distribuição: monofásico e trifásico,
permitindo o fornecimento a consumidores domiciliares e
industriais.
 Os motores trifásicos são superiores aos motores
monofásicos em rendimento, tamanho, fator de potência e
capacidade de sobrecarga.
37
Geração em corrente alternada (Trifásico)
Eixo magnético do
 enrolamento de armadura
B
Caminho
de fluxo c
-b
0 π 2π 
-a
e ea eb ec
a

Enrolamento
de armadura
b
0 t
-c Estator

 Três bobinas desfasadas em 120 graus elétricos no espaço geram um


conjunto de três tensões da mesma magnetude (valor máximo),
defasadas de 120 graus elétricos no tempo.
 As três tensões são conhecidas como FASES.
 No caso de conexão em Y, há dois valores de tensões distintas: tensão
de fase e tensão entre duas fases qualquer.
38
Geração em corrente alternada (Trifásico)
39
Geração em corrente alternada (Trifásico)

 Sistemas de tensões trifásicas


Representação temporal Representação fasorial
ea (t )  2E cos(t ) E a  E0
2 E b  E  120o
eb (t )  2E cos(t  )
3
E c  E120o
2
ec (t )  2E cos(t  )
3

 Em que, ea(t), eb(t) e ec(t) são os valores instantâneos das


tensões trifásicas, E é o valor eficaz das tensões e ω é a
freqüência angular; e
 E a , E b e E c são os fasores das tensões trifásica s.
 A tensão a é a origem (ou referência) das fases.
40
Geração em corrente alternada (Trifásico)

(sequência de fases)
 Ordem pela qual as tensões das fases passam pelo seu valor
máximo.
Seqüência Negativa (Indireta)
e ea eb ec ea ec eb

0 t 0 t

E c
E b
E a
E a

E b
Seqüência Positiva (Direta) E c
abc-bca-cab cba-bac-acb
41
Geração em corrente alternada (Trifásico)

 Sistema de tensões trifásico simétrico: Três tensões


senoidais de mesma magnitude, defasadas entre si de
120º ;

e ea eb ec

0 t

 Sistema de tensões trifásico assimétrico: Sistema


trifásico em que não atendem a pelo menos uma das
condições acima ;
42
Geração em corrente alternada (Trifásico)

 Linha (ou rede) trifásica equilibrada: Linha (ou rede)


constituída por 3 ou 4 fios (incluído o neutro ou
retorno), com:
 impedâncias próprias iguais
 Um circuito trifásico esta em equilíbrio se as
três tensões senoidais tiverem a mesma
magnitude e freqüência e cada tensão estiver
120o fora de fase com as outras duas. As
correntes na carga também devem estar em
equilíbrio.
43
Geração em corrente alternada (Trifásico)

 Linha (ou rede) trifásica desequilibrada: Linha (ou rede)


trifásica em que não se verifica alguma das condições de
equilíbrio ;

 Carga trifásica equilibrada: Carga trifásica constituída por três


impedâncias iguais ligadas em estrela (Y) ou triângulo (Δ). ;

 Carga trifásica desequilibrada: Carga trifásica em estrela (Y)


ou triângulo (Δ) em que não se verifica pelo menos umas das
condições de equilíbrio.
44
Geração em corrente alternada (Trifásico)
1-Um sistema trifásico simétrico tem sequencia de fase B-A-C e
Vc  22040o V. Determinar as tensões das fases A e B
I. Seq. Inversa B-A-C-B-A
II. Depois que a fase “C” passou pelo máximo, a próxima fase (atrasada)
a passar pelo máximo será a fase “B” e depois a “A”
III. A segunda fase A apresentar máximo e deve ter 120o de defasagem
em relação à primeira e a terceira
IV. Todas as fases devem ter o mesmo valor máximo e mesmo valor
eficaz (VA = VB = VC = 220V)
V. Respostas: Va  220  200o Vb  220  80o
45
Geração em corrente alternada (Trifásico)

2-Um sistema trifásico simétrico tem sequencia de fase B-A-C e


Vc  22070oV. Determinar as tensões das fases A e B
I. Seq. Inversa B-A-C-B-A
II. Depois que a fase “C” passou pelo máximo, a próxima fase (atrasada)
a passar pelo máximo será a fase “B” e depois a “A”
III. A segunda fase a apresentar máximo deve ter 120o de defasagem em
relação à primeira e a terceira
IV. Todas as fases devem ter o mesmo valor máximo e mesmo valor
eficaz (VA = VB = VC = 220V)
V. Respostas: Va  220  50o Vb  220  170o
46
Ligações triângulo e estrela

 Nos sistemas trifásicos podem ocorrer dois tipos de


ligações:
 Ligação em triângulo (Δ)
Desequilibrada
 Ligação em estrela (Υ) Equilibrada
Rede Trifásica

 Na carga trifásica é medida:


 A potência trifásica.
 As tensões de linha (entre duas fases) ou tensões de fases (entre uma fase e o
neutro).
 As correntes de linha (percorrendo a linha) ou corrente de fases (percorrendo a
carga).
47
Transformação triângulo-estrela
48
Transformação estrela e triângulo
49
Padronização de sub índice duplo
50
Definição

1. Tensão de fase: medida entre qualquer terminal do gerador ou


carga e o centro-estrela;

2. Tensão de linha: medida entre quaisquer dois terminais do


gerador ou da carga, nenhum deles sendo o centro-estrela;

3. Corrente de fase: corrente que percorre cada das bobinas do


gerador ou da impedância da carga

4. Corrente de linha: corrente que percorre os condutores que


conectam o gerador á carga, excetuado o neutro.
51
Ligações triângulo e estrela – Geração

 n é o neutro (centro-estrela) do gerador.


 Para um sistema trifásico simétrico:

Va  Vb  Vc


Va  Vb  Vc  0
52

Relações entre os valores de fase e linha

 n é o neutro (centro-estrela) da carga.


 Para uma carga trifásica equilibrada:
Z A  Z B  Z C
Z AB  Z BC  Z CA
53

Relações entre os valores de fase e linha

 Tensão de linha – tensão medida entre dois condutores


terminais de fase.
54

Relações entre os valores de fase e linha


 Corrente de fase – corrente que percorre cada ramo
monofásico de um sistema trifásico.
55

Relações entre os valores de fase e linha

 Corrente de linha – corrente que percorre por cada condutor


de linha.
56

Relações entre os valores de fase e linha

 Em uma ligação em estrela, as correntes de fase coincidem


com as correntes de linha.
 Em uma ligação em triângulo, as tensões de fase coincidem
com as tensões de linha.
Ligações triângulo e estrela – Geração

Ligação em Estrelaa Ligação em Triângulo


a
Ia Vab Ia Vab
Van Ica
Iab
n Vbn
Ibc
Ib Ib
b b
Vcn Ic Vbc Vca Ic Vbc Vca
c c

 n é o neutro (centro-estrela) do gerador.


 Para um sistema trifásico simétrico:

Va  Vb  Vc


Va  Vb  Vc  0
Ligações triângulo e estrela – Carga

Ligação em Estrela Ligação em Triângulo


A A
VAB IA VAB IA
VAN Z A IAB ICA
Z AB Z CA
Z B N VCN
IB IB IBC
B VBN Z C B
VCA VBC IC 
VCA VBC IC Z BC
C C

 n é o neutro (centro-estrela) da carga.


 Para uma carga trifásica equilibrada:
Z A  Z B  Z C
Z AB  Z BC  Z CA
Relações entre os valores de fase e linha

 Tensão de fase – tensão medida em cada um dos ramos


monofásicos de um sistema trifásico.
Relações entre os valores de fase e linha
Ligação em Estrela Ligação em Triângulo
A A
VAB IA VAB IA
VAN Z A IAB ICA
VCN Z AB Z CA
Z B N

IB IB IBC


B VBN Z C B
  IC   IC
VCA VBC VCA VBC Z BC
C C
Relações entre os valores de fase e linha

 Tensão de linha – tensão medida entre dois condutores terminais


de fase.

Ligação em Estrela Ligação em Triângulo


A A
VAB IA VAB IA
VAN Z A IAB ICA
VCN Z AB Z CA
Z B N

IB IB IBC


B VBN Z C B
  IC   IC
VCA VBC VCA VBC Z BC
C C
Relações entre os valores de fase e linha

 Corrente de fase – corrente que percorre cada ramo monofásico de


um sistema trifásico.

Ligação em Estrela Ligação em Triângulo


A A
VAB IA VAB IA
VAN Z A IAB ICA
VCN Z AB Z CA
Z B N

IB IB IBC


B VBN Z C B
  IC   IC
VCA VBC VCA VBC Z BC
C C
Relações entre os valores de fase e linha

 Corrente de linha – corrente que percorre por cada condutor de


linha.

Ligação em Estrela Ligação em Triângulo


A A
VAB IA VAB IA
VAN Z A IAB ICA
VCN Z AB Z CA
Z B N

IB IB IBC


B VBN Z C B
  IC   IC
VCA VBC VCA VBC Z BC
C C
Relações entre os valores de fase e linha

 Em uma ligação em estrela, as correntes de fase


coincidem com as correntes de linha.
 Em uma ligação em triângulo, as tensões de fase
coincidem com as tensões de linha.

Ligação em Estrela Ligação em Triângulo


A A
VAB IA VAB IA
VAN Z A IAB ICA
VCN Z AB Z CA
Z B N

IB IB IBC


B VBN Z C B

VCA VBC IC 
VCA VBC IC Z BC
C C
Relações entre os valores de fase e linha

 Sistema trifásico simétrico com seqüência de fase


positiva ligado ema estrela.
V   V  1
I a Vab an an
       
Van Vbn    Van   Van   
 Vcn  Van   
n V bn    
Ib
Ilinha  I fase
b
Vcn Ic Vbc Vca
c
 As correntes de linha são iguais as correntes de fase.
 As tensões de linha
Vab  Van  Vbn  1   1    330o 
             
            V  330o  
V V V
 bc   bn   cn  Van   Van   Van   an  
Vca  Vcn  Van     1     1   330o  
       
Relações entre os valores de fase e linha

Exemplo 1
Como fica, em notação fasorial, o sistema do exemplo 1
VA  220190o V
Seq. -
VA   VA  1 1
          
V  
 B   AV  V 
A   220190  
VC  VA     
   

 10   220190   220190 


 220190  1120  220310 220  50 V
1  120  22070   22070 
Relações entre os valores de fase e linha

Exercício
3-Uma carga equilibrada ligada em estrela é alimentada por
um sistema trifásico simetrico e equilibrado com sequência
V
de fase directa. Sabendo-se que,  220 58 o
V pede-se para
Bn

determinar:
a) As tensões de fase na carga
b) As tensões de linha na carga.
Respostas: a:
Relações entre os valores de fase e linha

 Van
Vcn Vab
Vab  1 Vca  Vbn
  o   
Vbc   330 Van   
Vca   
 
30 o
Van
Vbn

 Vcn Vbc
 A tensão de linha é a tensão de fase multiplicada por √3 e
adiantada 30º.
Relações entre os valores de fase e linha

 Considerando um sistema trifásico simétrico com


seqüência de fase negativa ligado em estrela.

Van   Van  1  Vcn Vbc


V    V   V   
 bn   an  an
 2
Vcn   Van 
2
 
Vbn

Vab  1 Van


 30o
V   3  30o V   
 bc  an
 2 Vca  Vbn
Vca   
Vcn Vab
 Van
 A tensão de linha é a tensão de fase multiplicada por √3 e
atrasada de 30º.
Relações entre os valores de fase e linha

 Sistema trifásico simétrico com seqüência de fase positiva


ligado em triângulo.a
I a Vab  Iab   Iab  1
       
I ca
I ab  I bc    I ab   I ab   
 Ica  Iab   
I bc    
Ib
b
Vlinha  V fase
Ic Vbc Vca
c
 As tensões de linha são iguais as tensões de fase.
 As correntes de linha
 Ia   Iab   Ica  1    1   3  30o 
             
          I  3  30o  
I I I I
 b   bc   ab  ab   ab   ab I 1 I 1  ab  
 Ic   Ica   Ibc            3  30o  
             
Relações entre os valores de fase e linha

 Ibc Ic
 Ia  1
 I   3  30o I  2 
 b ab
  Ica
 Ic    
Iab
 30o

Ib  Ica
Ibc Ia
 Iab
 A corrente da linha é a corrente de fase multiplicada por √3 e
atrasada de 30º.
Relações entre os valores de fase e linha

 Considerando um sistema trifásico simétrico com


seqüência de fase negativa ligado em triângulo.

 Iab   Iab  1  Iab


Ibc Ia
 I    I   I    Ib  Ica
 bc   ab  ab  
 Ica   2 Iab   
2
30 o
Iab
 Ia  1 Ica
 I   330o I   
 b ab
 2
 Ic   
 Ibc Ic

 A corrente da linha é a corrente de fase multiplicada por √3


e adiantada de 30º.
Relações entre os valores de fase e linha

 Resumo

Seqüência positiva Seqüência negativa


Ilinha  I fase Ilinha  I fase
Ligação em

Vab  Van  Vab  Van 


estrela

V   330o V  V   3  30o V 


 bc   bn   bc   bn 
Vca  Vcn  Vca  Vcn 
Vlinha  V fase Vlinha  V fase
Ligação em
triângulo

 Ia   Iab   Ia   Iab 


 I   3  30o  I   I   330o  I 
 b  bc   b  bc 
 Ic   Ica   Ic   Ica 
Conexões Residenciais na Rede Elétrica
http://www.youtube.com/watch?v=ettHn5GRbgI
Relações entre os valores de fase e linha

Exercício
4- Uma mini-hídrica, com um alternador trifásico, alimenta por
meio de uma linha equilibrada de (0,2 + j0,5)Ω por cada
condutor eléctrico (cabo) e uma carga equilibrada com a
impedância de (3 +j4)Ω . Sabendo-se que, a tensão de linha
do alternador é de 380-381V e a frequência (60 Hz), pede-se
para representar o circuito, sendo que a ligação é feita em
estrela. Também pede-se para determinar:
a) As tensões de fases e de linha no gerador;
b) As correntes de fases e de linhas fornecidades pelo gerador;
c) As tensões de fases e de linha na carga;
d) As quedas de tensão na linha, representando os valores de
fases e de linha.
e) Face aos valores obtidos (tensão), diga se são coerentes.
Ligações domiciliarias

 Nas áreas de concessão das empresas do estado de São


Paulo, tem-se três tipos de atendimento:

Fase e Neutro
Ligações domiciliarias

 Nas áreas de concessão das empresas do estado de São


Paulo, tem-se três tipos de atendimento:

2 Fases e Neutro
Ligações domiciliarias

 Nas áreas de concessão das empresas do estado de


São Paulo, tem-se três tipos de atendimento:

3 Fases e Neutro
Sistemas trifásicos simétricos e equilibrados

 Com carga equilibrada


circuito monofásico equivalente
a A

Ia Z L Ia
Van VAN Z
In
n N VCN
Ib Z L Ib Z
b B
VBN Z
Vcn Vbn Ic Ic
c C
Z L

 Os centros-estrelas n – N estão ao mesmo potencial.


 A corrente pelo condutor neutro
In  Ia  Ib  Ic  0
 Um circuito monofásico equivalente.
Sistemas trifásicos simétricos e
desequilibrados
 Com carga desequilibrada
a A

Ia Z L Ia
Van VAN Z AN I
n

Z CN
N
Z BN
n

Ib Z L Ib Z n
Vcn Vbn
b B
VBN VCN
Ic Ic
Sistemas trifásicos simétricos e desequilibrados

c C
Z L
Van  Ia ( Z L  Z AN )  In Z N
 Um sistema de equações Vbn  Ib ( Z L  Z BN )  In Z N
lineares Vcn  Ic ( Z L  Z CN )  In Z N
In  Ia  Ib  Ic
Potência em sistemas trifásicos

 A potência aparente complexa monofásica e dada por:


S  VI

 Nos circuitos trifásico, a potência aparente toral é a soma


das potências aparente individual das três fases:

S3  3VF IF

 Esta expressão nos dá a potência trifásica em função


dos valores de fase
 Em termos retangulares temos:

S3  P3  Q3


Potência em sistemas trifásicos

 Em corrente alternada, definem-se as seguintes


potências: S  3Van I a (VA)
 Potência aparente
P  3Van I a cos  (W )
 Potência ativa
Q  3Van I a sin  (VAr)
 Potência reativa

 Em termos retangulares temos:

S3  P3  Q3


Potência em sistemas trifásicos

 Usando os valores de tensão e corrente de linha.

Ligação em Estrela Ligação em Triângulo


VAB IA
I AN  I A ; VAN  I AN  ; VAN  VAB
3 3
S  3VAB I A S  3VAB I A
P  3VAB I A cos  P  3VAB I A cos 
Q  3VAB I A sin  Q  3VAB I A sin 
 Num sistema simétrico e equilibrado com carga equilibrada
(qualquer que seja o tipo de ligação) as fórmulas de potência
ativa, reativa e aparente são as mesmas.
 O fator de potência de uma carga trifásica equilibrada é o
cosseno do ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente
numa fase.
PRINCÍPIOS DE CORRENTE
82 E TENSÃO
CONTÍNUA

OBRIGADO!!!

Estudar é um dever singular.