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Prolapso Genital

Medicina- Centro Universitário São Lucas- 6º Período- Turma XXIV-B


Discentes: Felipe Gonçalves; Francione Pariz; Gustavo Vinícius; Heitor Silva; Jackson Almeida; Lucas Donadon: Lucas Machado; Matheus
Bernardes; Patrícia Aoyama; Rebeca Maia; Túlio Nicolas
O que é?

Distopias Genitais
• Deslocamento de um órgão de seu posicionamento e/ ou localização habitual.

•Prolapso Genital
• (FEBRASGO, 2001)- “Deslocamento caudal dos órgãos pélvicos, podendo ocorrer em diversos graus, associado ou
não com a incontinência urinária.”
• International Continence Society (ICS)- “Corresponde à descida de uma ou mais estruturas que se seguem:
parede vaginal anterior, parede vaginal posterior, ápice da vagina (colo e corpo uterino) e cúpula vaginal após
histerectomia.”

•Outras distopias genitais


• Rotura perineal; Retroversão Uterina; Inversão Uterina
Estática pélvica
 O que evita o deslocamento das estruturas pélvicas?
-Aparelho Muscular do Assoalho pélvico associado às fixações fasciais dos órgãos;

 O que facilita a sustentação dos órgãos pelos aparelhos musculares e faz a manutenção das estruturas em suas posições normais?
- Os ligamentos pélvicos ( Ligamentos pubovesicuterinos; Mackenrodt; Cardinais; *Uterossacros)

APARELHO DE SUSPENSÃO APARELHO DE SUSTENTAÇÃO


Outro nome - Retináculo periuterino de Martin - Assoalho pélvico
Localização - Entre o assolalho pélvico e o peritônio - Entre o peritônio pélvico e a pele da vulva
parietal
Formado por - tecido conjuntivo elástico e musculatura lisa - Diafragma pélvico, Diafragma urogenital e
fáscia endopélvica
- Fixar o útero e a vagina às paredes laterais Ligam os órgãos pélvicos (vagina e útero) às
Função da pelve, de forma que estas estruturas paredes pélvicas; recobre o útero, vagina,
possam ser sustentadas pelo assoalho pélvico bexiga e reto e auxilia na sustentação dos
órgãos e prevenção do prolapso
- Fonte: http://www.med-ars.it/gynecology/6.htm

• De acordo com os principais


livros didáticos, os ligamentos
redondos não fazem parte
do aparelho de suspensão
nem de sustentação

• Segundo o livro Berek &


Novak Ginecologia (2012), os
ligamentos uterossacros
fazem parte do aparelho de
sustentação
Por que ocorre o prolapso genital?
 - Prolapso (rompimento do equilíbrio da estática pélvica)
 - Multiparidade em 70% dos casos

 -Alterações hormonais durante gestação contribuem para o afrouxamento do tecido conjuntivo pélvico e do músculo liso
 - Também pode ocorrer em nulíparas, muito associado a esforços físicos intensos

 Alongamento dos ligamentos cardinais e uterossacros (Menacme)


 Hipoplasia ou atrofia generalizada do tecido conjuntivo e muscular (Pós-Menopausa)

 Outros fatores etiológicos: espinha bífida; agenesia sacrococcígea; obesidade; parto a fórcipe, período expulsivo prolongado;
Retroversão e medioversão uterina...
Sintomas/Quadro Clínico
 Só se torna sintomático quando o segmento prolapsado ultrapassa o introito vaginal

 Sensação de peso ou desconforto na região da genitália externa

 Exteriorização de uma “bola na vagina”

Fonte: https://i0.wp.com/www.boavidaonline.com.br/wp-
 Dispareunia – Disfunção sexual content/uploads/2017/08/Prolapso vaginal.jpg?resize=538%2C350

 Incontinência urinária – polaciúria: Hipermobilidade uretral devido perda de sustentação

 “Incontinência urinária que evoluiu para retenção urinária” – Comprometimento renal e


anúria – correção da parede vaginal – esvaziamento vesical adequado

 Dor pélvica, diarreia, constipação, tenesmo, incontinência fecal,


dor nas costas e nos flancos e desconforto pélvico difuso
Anamnese

• Atenção maior na idade, idade da menopausa, paridade, tipos de


parto(vaginal, cesariana ou fórcipe), ocorrência de macrossomia fetal,
história familiar em parentes de primeiro grau de distopia genital, tosse
crônica e constipação intestinal.

- Fonte: https://www.google.com/url?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwj_x- - Fonte: http://www.scielo.br/img/revistas/rbgo/v31n1/a04tab02.jpg


K975DlAhXiD7kGHYVIA1UQjRx6BAgBEAQ&url=https%3A%2F%2Fprosaloes.com.br%2Fficha-de-
anamnese%2F&psig=AOvVaw3Sc78iARSr5RtHDVUR4aG4&ust=1570768684671280
Exame físico

 Para analisar os prolapsos pélvicos, convém dividir


a pelve em compartimentos, os quais podem
apresentar defeitos específicos. São eles:
Compartimento Apical, Anterior e Posterior.
 Compartimento Apical – Sustentação Apical feita
pela integridade do ligamento transverso do colo
e uterossacro, tecido conjuntivo fibromuscular
paravaginal superior e em caso de útero
presente, fáscia paracervical. Achados do exame
físico: Descenso apical central, prolapso uterino
(uterocele) ou de fórnice posterior (enterocele ou
sigmoidocele) ou prolapso de cúpula vaginal pós
histerectomia

- Fonte: BEREK & NOVAK- Tratado de Ginecologia. Ed. Guanabara Koogan, 15ª edição,2015
Exame físico

 Compartimento anterior – Compreende: Parede


Anterior da vagina, suas fixações, a uretra e a
bexiga. Achados do exame físico: Defeito central
com abaulamento globoso descida da área da
parede vaginal abaixo do colo vesical, descida
do colo do útero ou do ápice da vagina.
(Cistocele ou Uretrocele ou ainda Cistouretrocele)

- Fonte: BEREK & NOVAK- Tratado de Ginecologia. Ed. Guanabara Koogan, 15ª edição,2015
Exame físico
 Compartimento Posterior – A sustentação do reto e da parede posterior da vagina abrange a musculatura do assoalho pélvico,
tecido conjuntivo posterior e fáscia de Denonvilliers. Achado do exame físico: Retrocele

Espéculo de Graves • Espéculo de Graves ajuda a Espéculo de Sims Retal


avaliar o compartimento apical
da vagina. Para o exame dos
compartimentos anterior e
posterior, é mais recomendada
a utilização de um espéculo de
Sims

• Manobra de Valsava

- Fonte: https://http2.mlstatic.com/especulo-graves-grande105-x-
- Fonte: https://cdn.iset.io/assets/46077/produtos/67/especulos-
33-mm-vaginal-D_NQ_NP_870745-MLA31019759659_062019-F.jpg
simsbivalve.jpg
Exame físico – Classificação

 Para classificar o prolapso, é utilizado o sistema de quantificação do prolapso dos órgãos pélvicos (POP-Q)

- Fonte: BEREK & NOVAK- Tratado de Ginecologia. Ed. Guanabara Koogan, 15ª edição,2015
Avaliação da função da musculatura
pélvica e função vesical
Avaliação da função da musculatura pélvica
 Será avaliada durante o exame pélvico
 Paciente em posição de litotomia, Examinador realiza exame bimanual palpando os músculos puboretal e pubococcigeo
por dentro do hímen, ao longo das paredes laterais da pelve (posições aproximadas: de 4 e 8 horas)
 Avalia-se: Tônus muscular basal, aumento do tônus com contração, força, duração e simetria da contração
 Exame retovaginal: Tônus muscular basal e tônus muscular durante a contração do complexo esfíncter anal
 Em caso de prolapso: Medir a mobilidade uretral – Hipermobilidade uretral em associação com sintomas de IU de esforço
tem a necessidade de intervenção e tratamento para incontinência
 Estudos demonstram que mulheres com prolapso uretral estágio 2 e 4 são mais suscetíveis a apresentar hipermobilidade
uretral

Avaliação da função vesical


 Em pacientes com prolapso deve-se fazer avaliação básica da bexiga, com redução do prolapso para simular a função
vesical e uretral após o tratamento
 Avaliações: Coleta de amostra de urina pela técnica de jato médio ou cateter para pesquisa de infecção, volume residual
pós-miccional e análise da sensibilidade vesical, que pode fazer parte da cistometria no consultório
Indicações de cirurgias ginecológicas

 Cirurgia obliterativa ou constritiva é a mais recomendado para alívio dos sintomas em pacientes onde a
função sexual não é desejada;
 É oferecida para pacientes que já fizeram o tratamento conservador e não tiveram
melhora satisfatória. O prolapso deve ser sintomático ou maior que o estágio II;
 Acessos para a cirurgia são por via vaginal, abdominal, laparoscópica ou a combinação de acessos;
 Pode ser feita juntamente com a correção da incontinência urinária ou fecal;
 Procedimentos de correção do prolapso podem ser divididos em restauradores, compensatórios e
obliterativos;
 Conduta deve levar em consideração a apresentação e as expectativas do paciente , a deficiência
anatômica observada e a presença ou não de incontinência urinária ou fecal.
1. BEREK & NOVAK- Tratado de
Ginecologia. Ed. Guanabara Koogan,
15ª edição,2015
2. http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v31n1/v31
n1a04.pdf
3. MEDCURSO Ginecologia vol. 3, 2018
Referências 4. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sc
i_arttext&pid=S0100-72032009000100004