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Níveis de Estoque

Conflito de interesses quanto aos estoques


Mínimo Nível de estoque Máximo
Para finanças Para compras
Matérias primas
- Menor capital investido - Melhores condições de
- Menores juros e custos compras e descontos
de estocagem - Nenhum risco de falta
Para finanças Materiais em vias Para as seções produtivas
- Menor risco de perda Materiais semi-acabados
- Nenhum risco de falta
e de obsolescência Materiais acabados - Maior segurança
- Flexibilidade
Para finanças Para o depósito
- Menor capital investido - Entregas rápidas
Produtos acabados
- Menor custo de - Nenhum risco de
estocagem falta
Papel dos estoques
▪ Os estoques têm a função de funcionar como reguladores do
fluxo de negócios.
▪ Como a velocidade com que as mercadorias são recebidas é
usualmente diferente da velocidade com que são utilizadas,
há a necessidade de um estoque, funcionando como um
amortecedor (buffer). V(t)
▪ V(t) = velocidade
de entrada
▪ v(t) = velocidade
de saída E

v(t)
Papel dos estoques
▪ Quando a velocidade de entrada dos itens é maior que a de saída,
ou quando o número de unidades recebidas é maior do que o
número de unidades expedidas, o nível de estoque aumenta.
▪ Se, ao contrário, mais itens saem do que entram, o estoque
diminui.
▪ E, se a quantidade que é recebida é igual a que é despachada, o
estoque mantém-se constante.
▪ Exemplo:
▪ A empresa Bejotão consome o item BJ3 a uma velocidade de 450 unidades
por dia. O BJ3 é comprado de terceiros e usado na montagem do produto
final da empresa. Sabendo-se que, em uma semana útil de 5 dias, a Bejotão
recebeu dois lotes de 2.500 do item, qual foi a variação do estoque do BJ3
nessa semana?
▪ Recebimento = 2 x 2.500 = 5.000 por semana
▪ Consumo = 5 x 450 = 2.250
▪ Variação = Recebimento – Consumo = 5.000 – 2.250 = 2.750
▪ Como a velocidade de entrada é maior do que a velocidade de saída, o
estoque aumenta.
Avaliação dos níveis de estoque
▪ Qual o nível de estoque mais econômico para a empresa?
▪ Os custos de estoque são influenciados por:
▪ Volume
▪ Disponibilidade
▪ Movimentação
▪ Mão de obra
▪ Recursos financeiros
▪ Em cada situação estas variáveis assumem pesos diferentes.
Sistema Máximo Mínimo
▪ Uma das técnicas utilizadas para trabalhar com níveis de
estoque é o enfoque da dimensão do lote econômico para
manutenção de níveis de estoques satisfatórios e que
denominamos de sistema Máximo Mínimo
▪ Possibilita a manutenção dos níveis de estoques
estabelecidos que configuram um sistema automático de
suprimentos da manutenção de estoque.
▪ Novas ordens são emitidas em função da variação do
próprio nível de estoque. Assim, toda vez que o estoque fica
abaixo do nível de ponto de pedido é emitida uma requisição
de compras para a peça em específico.
Sistema Máximo Mínimo
▪ Cada produto ou material as seguintes informações:
▪ Emin – Estoque mínimo ou estoque de segurança (ES) ou
estoque reserva – volume mínimo de peças que se deseja
manter
▪ PP – Ponto de pedido – momento em que novas
quantidades da peça devem ser compradas
▪ TR – Tempo de reposição – tempo necessário para repor a
peça
▪ IR – Intervalo de reposição – tempo decorrido entre os
pontos de pedido
▪ LC – Lote de compra – quantidade de peças que devem ser
compradas
▪ C – Consumo
▪ EMax – Estoque máximo – volume máximo de peças no
estoque
Gráfico de estoque
3,500
EMax

3,000

2,500 LC C
EMd
2,000

1,500

1,000

PP IR
ES 500

0
TR
Gráficos de estoque
▪ Exercício:
▪ A figura abaixo representa o comportamento do estoque de uma
determinada empresa que utiliza o sistema de ponto de pedido (ou
sistema de reposição contínua) para reposição de estoque.
Considerando que não existam atrasos no suprimento de materiais,
analise os níveis de estoque, representados na figura, e determine: o
ponto de reposição e o estoque de segurança.
Gráficos de estoque

Ponto de
ressuprimento

Estoque de
segurança
Gráficos de estoque
▪ A representação da movimentação de uma peça dentro de
um sistema de estoque pode ser feita por um gráfico em que
a abscissa é o tempo decorrido para o consumo e a ordenada
é a quantidade em unidades desta peça no intervalo de
tempo.
▪ Bastante utilizados pelas empresas, muitas vezes são
chamados de “dente de serra” por causa de sua semelhança
com os dentes de uma serra.
▪ Três generalizações são importantes:
1. O gráfico é uma forma simplificada, já que para construí-lo foi
necessário assumir a hipótese de que o recebimento das 2.500
unidades deu-se no fim do dia.
2. O recebimento das 2.500 unidades deu-se de uma única vez,
instantaneamente, isto é, não se considerou o tempo gasto no
descarregamento e acondicionamento do item.
3. O consumo de 450 unidades/dia dá-se a uma razão constante
durante as oito horas do dia de trabalho.
Gráficos de estoque
▪ Exemplo:
▪ Variação dos estoques do item BJ3 durante uma semana.
Valores em unidades:
Dia Ei Recebimento Consumo Ef
2ª 830 2.500 450 2.880
3ª 2.880 0 450 2.430
4ª 2.430 0 450 1.980
5ª 1.980 2.500 450 4.030
6ª 4.030 0 450 3.580

▪ Vamos considerar que os itens são recebidos e


contabilizados no fim do expediente do respectivo dia, e
que o consumo se dá de forma uniforme durante as 8 horas
do dia de trabalho.
Gráficos de estoque
4,500
Estoque

4,030
4,000
3,580
3,500

3,000 2,880

2.500
2,430
2,500
1,980
2,000
1,530
2.500

1,500

1,000 830

500 380

0
Seg Ter Qua Qui Sex Tempo
Gráficos de estoque
▪ Este ciclo será sempre repetitivo e constante se:
▪ Não existir alterações de consumo durante o tempo
▪ Não existirem falhas que provoquem um esquecimento de
comprar
▪ O fornecedor não atrasa a entrega do produto
▪ Nenhuma entrega do fornecedor for rejeitada pelo controle
de qualidade
Sistema Máximo Mínimo
▪Para trabalhar o sistema Máximo Mínimo é
preciso:
▪ Determinar o consumo previsto
▪ Fixar o período de consumo
▪ Calcular o ponto de pedido
▪ Calcular os estoques máximo e mínimo
▪ Calcular o lote de compra
TR – tempo de reposição
▪ Ao fazer um pedido de compra existe um tempo entre o
momento de sua solicitação no almoxarifado, colocação do
pedido de compra e passa pelo processo de fabricação no
fornecedor até o momento do recebimento e liberação para
produção.
▪ O TR é composto de 3 elementos:
1. Tempo para elaborar e confirmar o pedido junto ao fornecedor
2. Tempo que o fornecedor leva para processar o pedido
3. Tempo para processar a liberação do pedido na fábrica
▪ As variáveis 1 e 3 dependem de ações da empresa.
▪ A variável 2 depende de uma boa negociação com o
fornecedor.
PP – Ponto de Pedido
▪ Quando um determinado item de estoque atende seu ponto
de pedido deve-se fazer o ressuprimento de seu estoque,
colocando-se um pedido de compra.
▪ Esta quantidade de peças irá garantir que a produção não
sofra problemas de continuidade enquanto se aguarda a
chegada do lote de compras durante o tempo de reposição.
▪ Para calcular o ponto de pedido usa-se:
PP = (C x TR) + ES
▪ PP = Ponto de pedido
▪ C = Consumo normal da peça
▪ TR = Tempo de reposição
▪ ES = Estoque de segurança
PP – Ponto de Pedido
▪ Determinada peça é consumida em 2.500 unidades
mensalmente e sabemos que seu tempo de reposição é de 45
dias. Então, qual é o seu ponto de pedido, uma vez que seu
estoque de segurança é de 400 unidades?
▪ PP = ?
▪ C = 2.500 por mês
▪ TR = 45 dias = 1,5 mês
▪ ES = 400
PP=(CxTR)+ES
PP=(2.500x1,5)+400
PP=(3.750)+400
PP=4150 unidades
PP – Ponto de Pedido
▪ Qual seria o ponto de pedido desta mesma empresa se o
tempo de reposição fosse de 15 dias?
▪ PP = ?
▪ C = 2.500 por mês
▪ TR = 15 dias = 0,5 mês
▪ ES = 400
PP=(CxTR)+ES
PP=(2.500x0,5)+400
PP=(1.250)+400
PP=1.650 unidades
LC – Lote de Compra
▪ É a quantidade de peças especificadas no pedido de
compra, que estará sujeita à política de estoque de
cada empresa.
EMax – Estoque Máximo
▪ Resultado da soma do estoque de segurança com o lote de
compras.
EMax= ES + LC
▪ Exemplo:
▪ Qual é o estoque máximo de uma peça cujo lote de compra é de 1.000
unidades e o estoque de segurança é igual a metade do lote de compra?
▪ LC = 1.000
▪ ES = 1.000/2 = 500
EMax= 500 + 1.000
EMax= 1.500 unidades
ES – Estoque de Segurança
▪ Também é chamado de estoque mínimo (Emin) ou estoque
reserva.
▪ Irá corrigir variações.
▪ É utilizado quando ocorrem:
▪ Atrasos no TR
▪ Rejeição do LC
▪ Aumento na demanda
▪ A função deste estoque é prover condições de atendimento
adequado ao mercado e um retorno de capital satisfatório
aos acionistas, ao ocorrer um aumento inesperado na
demanda e/ou atraso nas entregas.
▪ Serve também para melhorar o nível de serviço, a segurança
contra as contingências e para proteção de mercado. Isso faz
com que a empresa tenha que investir mais em estoques.
ES – Estoque de Segurança
▪ Pode ser calculado por diversos modelos matemáticos,
dentre eles:
▪ Método do grau de risco (MGR)
▪ Método com variação de consumo/tempo de reposição (MVC)
▪ Método com grau de atendimento definitivo (MGAD)
MGR – Método do Grau de Risco
▪ Usa um fator de risco em porcentagem definido pelo
administrador em função de sua sensibilidade de mercado e
informações que colhe junto a vendas e a suprimentos.

ES = C x k

▪ ES = Estoque de segurança
▪ C = Consumo médio no período
▪ k = coeficiente de grau de risco
MGR – Método do Grau de Risco
▪ Uma empresa necessita definir o estoque de segurança de
determinado produto que tem uma demanda média mensal
de 600 unidades e, para tanto, o gerente de logística definiu
um grau de risco de 35%. Nesse caso, qual seria o estoque de
segurança?
▪ ES = ?
▪ C = 600
▪ k = 35% = 0,35
ES = C x k
ES = 600 x 0,35
ES = 210
MVC – Método com Variação de Consumo ou
Tempo de Reposição
▪ Usado quando houver atrasos na entrega do pedido e/ou
aumento nas vendas.

ES = (CM - Cmd) + (CM x Ptr)

▪ ES = Estoque de Segurança
▪ CM = Consumo maior previsto do produto ou consumo
máximo
▪ Cmd = Consumo normal do produto ou consumo médio do
produto
▪ Ptr = Porcentagem de atraso no tempo de reposição
ES – Estoque de Segurança e atraso no tempo
de reposição do pedido
Quantidade

Consumo

LC

ES

Tempo (meses)
1 2 3 4 5 6
TR

Atraso de suprimento
ES – Estoque de Segurança e maior demanda
de consumo
Quantidade
Consumo Maior
normal consumo

LC

ES

Tempo (meses)
1 2 3 4 5 6
TR
MVC – Método com Variação de Consumo ou
Tempo de Reposição
▪ Uma empresa necessita definir o estoque de segurança de determinado
produto que tem uma demanda média mensal de 600 unidades e, para
tanto, o gerente de logística está prevendo um aumento na demanda de
25% e recebeu informações de seu fornecedor que haverá um atraso de 10
dias na entrega do pedido, cujo prazo normalmente é de um mês. Qual
será o estoque de segurança?
▪ ES = ?
▪ CM = 600 + 25% = 600 x 1,25 = 750
▪ Cmd = 600
▪ Ptr = 10/30 = 33,3% (tr = 30 dias) = 0,333
ES = (CM - Cmd) + (CM x Ptr)
ES = (750 - 600) + (750 x 0,333)
ES = (150) + (250)
ES = 400
MVC – Método com Variação de Consumo ou
Tempo de Reposição
▪ Se no mesmo exemplo, ocorressem OU atraso na entrega do
pedido OU aumento na demanda, qual seria o estoque de
segurança?
▪ Atraso no tempo de reposição
▪ ES = ?
▪ CM = não ocorre aumento nas vendas
▪ Cmd = 600
▪ Ptr = 10/30 = 33,3% (tr = 30 dias) = 0,333

ES = Cmd x Ptr
ES = 600 x 0,333
ES = 199,8 = 200
MVC – Método com Variação de Consumo ou
Tempo de Reposição
▪ Se no mesmo exemplo, ocorressem OU atraso na entrega do
pedido OU aumento na demanda, qual seria o estoque de
segurança?
▪ Aumento nas vendas
▪ ES = ?
▪ CM = 600 + 25% = 600 x 1,25 = 750
▪ Cmd = 600
▪ Ptr = 0

ES = (CM – Cmd)
ES = CM - Cmd
ES = 750 – 600
ES = 150
MVC – Método com Variação de Consumo ou
Tempo de Reposição

TR constante TR variável

Consumo ES = (CM x Ptr)


ES = 0
constante
Consumo
ES = (CM - Cmd) ES = (CM - Cmd) + (CM x Ptr)
variável
MGAD – Método com grau de atendimento
definitivo
▪ Determina o ES de acordo com um consumo médio do
produto durante cero período e um atendimento da
demanda não em sua totalidade, mas em determinado grau
de atendimento.
▪ Esse método permite comparar em termos percentuais e
financeiros as diversas alternativas de grau de atendimento,
decidindo pelo que melhor atenda as políticas da empresa e
o que causará menor impacto negativo para a empresa por
não entregar todos os pedidos.
MGAD – Método com grau de atendimento
definitivo
▪ Para calcular o estoque de segurança pelo MGAD é
necessário utilizar 3 etapas:
1. Calcular o consumo médio (Cmd)
Cmd= (ΣC)/n
2. Calcular o desvio padrão (σ)

 (C  C md ) 2

 i 1
Cmd = Consumo médio
n 1 mensal
C = consumo mensal
n = número de períodos
3. Calcular o estoque de segurança (ES) σ = desvio padrão
ES = σ x k k = coeficiente de risco
(conforme a tabela)
MGAD – Método com grau de atendimento
definitivo
▪ Valores do coeficiente k para graus de atendimento com
riscos percentuais
MGAD – Método com grau de atendimento
definitivo
▪ A empresa Fabricadora de Peças SA, obteve neste ano o
seguinte volume de vendas para seu produto Bomba Injetora
YZ: janeiro, 2.500; fevereiro, 2.200; março, 2.650; abril, 2.800;
maio, 2.850; junho, 2.900; e julho, 3.000. Calcule o estoque de
segurança com o grau de atendimento de 90%.
1. Calcular o consumo médio Período Demanda
Janeiro 2.500
Fevereiro 2.200
Cmd= (ΣC)/n Março 2.650
Cmd= 18.900/7 Abril 2.800

Cmd= 2.700 Maio 2.850


Junho 2.900
Julho 3.000
Total 18.900
MGAD – Método com grau de atendimento
definitivo
2. Calcular o desvio padrão
n
Período
Janeiro
Demanda
2.500
C - Cmd
-200
(C – Cmd)2
40.000
 (C  C md ) 2

Fevereiro 2.200 -500 250.000


 i 1

Março 2.650 -50 2.500


6
Abril 2.800 100 10.000 455.000
Maio 2.850 150 22.500 
Junho 2.900 200 40.000
6
Julho 3.000 300 90.000   275,38
Σ 18.900 455.000
Cmd 2.700   275,38
MGAD – Método com grau de atendimento
definitivo
3. Calcular o estoque de segurança
ES = σ x k
ES = 275,38 x 1,282
ES = 353
Giro de estoque ou rotatividade
▪ Relação entre o consumo anual e o estoque médio.
▪ Avaliação do capital investido em estoques comparado com
o custo das vendas anuais, ou da quantidade média de
materiais em estoque dividido pelo custo anual das vendas.
▪ Quantidade de vezes que o valor do estoque gira ao ano, ou
seja, o valor investido ou quantidade de peças que atenderá
um determinado período de tempo.
▪ O valor do estoque pode ser monetário ou quantidade de
peças.
▪ O custo anual das vendas representa valor anual das vendas
menos a mão de obra e despesas gerais (custos dos materiais
comprados no ano)
Giro de estoque ou rotatividade
𝐶𝑉
𝐺=
𝐸

OU

𝑄𝑉
𝐺=
𝐸
▪ G = Giro
▪ CV = custo das vendas anuais
▪ E = estoque
▪ QV = quantidade vendida
Retorno de capital
▪ A avaliação do retorno de capital investido em estoque (RC)
é baseada no lucro das vendas anuais sobre o capital
investido em estoques.
▪ Como parâmetro de uma boa administração de estoques, o
retorno de capital deve situar-se acima de um coeficiente 1, e
quanto maior for o coeficiente melhor será o resultado da
gestão de estoques.
𝐿
𝑅𝐶 =
𝐶
▪ RC = retorno de capital
▪ L = lucro
▪ C = capital em estoque
Bibliografia
▪ Este material foi extraído de:
▪ BALLOU, Ronald H. Logística Empresarial: Transportes,
administração de materiais, distribuição física. São Paulo:
Atlas, 2007.
▪ CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Materiais: uma
abordagem introdutória. Campus.
▪ DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: uma
abordagem logística. São Paulo: Atlas 4a. edição, 1998.
▪ FRANCISCHINI, G. Paulino; GURGEL, Floriano do Amaral.
Administração de Materiais e do Patrimônio. São Paulo:
Pioneira Thomson Learning, 2004.
▪ MARTINS, Petrônio Garcia; ALT, Paulo Renato Campos.
Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais. São
Paulo: Saraiva, 2009.

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