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FREUD Psicanalise, teorias e outros

afins.
Ø Sigmund Freud nasceu na cidadezinha de Freiberg
(atualmente Príbor, República Tcheca) na Austrália em
1856.
Ø Seu pai, o comerciante de lã judeu Jacob Freud já tinha
dois filhos de um casamento precedente, mais Freud o
BIOGRAFIA DE primogênito do casamento com a jovem Amália Nathanson,
vinte anos mais jovem que o marido.
FREUD Ø O casal teve dez filhos, mas apenas sete sobreviveram.
Ø Aos quatro anos de idade, o pequeno Freud e sua família
se mudaram para a cosmopolitana Viana, em busca de
melhores oportunidades econômicas.
Ø Freud viveu em Viana até os 82 anos de idade, depois
teve que fugir para Londres por causa do nazismo e morreu
no dia 23 de setembro de 1939, no início da Segunda
BIOGRAFIA DE Guerra Mundial.
Ø Freud sempre teve prioridades nos estudos em seu núcleo
FREUD familiar, seus pais faziam de tudo para dar suporte à
precoce evolução do filho.
Ø Muito amado pelo seu pai e filho predileto de sua mãe,
que o chamou por toda a vida de “meu Sig de ouro”.
Ø Ao completar a escola secundária, o jovem Freud já
sabia latim, grego, judeu, alemão, francês, inglês e
tinha ainda noções de italiano e espanhol.
Ø Em 1881, obteve seu diploma de doutor em
medicina. E em 1885 Freud obteve uma bolsa de
estudos em Paris. Lá estudou no Hospital de La
Salpêtrière, com Jean Martin Charcot (1825-93) o
BIOGRAFIA DE mais famoso neurologista do mundo e diretor do
manicômio Salpêtrière, cujas experiências sobre a
FREUD histeria o fascinavam.
Ø Histeria: a palavra grega Hystera significa colo
do útero. Acreditava-se que somente as mulheres
apresentavam sintomas histéricos: paralisias,
espasmos, sonambulismo, alucinações, perda da
fala, dos sentidos e da memória.
Ø Em abril de 1882 conheceu Martha Bernays, na qual se
casou em 1886 aos 30 anos de idade e teve seis filhos.
Ø Influenciado pelas teses de Charcot, Freud abriu caminho
para o surgimento de uma nova teoria e prática clínica,
baseada na escuta de pacientes histéricas: a psicanálise

BIOGRAFIA DE
FREUD
FREUD E SUAS
TEORIAS
FREUD: A Ø Em 1891, Freud mudou-se par um apartamento na Rua
Berggasse. Como clínico, tratava sobretudo, de mulheres da
GESTAÇÃO DA burguesia vienense, qualificadas como “doentes dos nervos”
e sofrendo de distúrbios histéricos. Neste local desenvolveu
PSICANALISE a Psicanálise.
FREUD: A GESTAÇÃO DA
PSICANALISE (HISTERIA)
Ø Em 1895 Freud e Breuer publicaram, Estudos Sobre a
Histeria, em que relatam no primeiro caso discutido do
livro, o tratamento de uma paciente de Breuer, Ana O
(Bertha Pappenheim) – ela era uma jovem de vinte e um
anos, dotes intelectuais sempre elogiados pela literatura
psicanalítica, e que padecia de um quadro histérico
típico: paralisias, perturbações nos movimentos oculares,
tosse nervosa, repugnância aos alimentos e inclusive um
acesso de hidrofobia no qual ficou várias semanas sem
beber água, apesar da intensa sede, só sobrevivendo à
custa de melões. Esses sintomas tiveram origem depois
que cuidara de seu pai enfermo.
Ø Em seu estado de vigília, Ana O. não era capaz de
indicar a origem de seus sintomas, mas, sob o efeito da
hipnose, relatava a origem de cada um deles, que estavam
FREUD: A ligados a vivências anteriores da paciente, relacionadas
com o episódio da doença do pai.
GESTAÇÃO DA Ø Freud e Breuer chegaram à conclusão de que os histéricos

PSICANALISE sofriam principalmente de reminiscências (imagem lembrada


do passado; o que se conserva na memória).
Ø Recordações traumáticas são patogênicas, provocam
doenças.
Ø As reminiscências não desaparecem normalmente;
permanecem com uma força ativa, inconsciente, que
determina o comportamento. (Aquilo que não pode ser
lembrado não pode ser deixado para trás).

FREUD: A Ø A partir daí Breuer denominou método catártico o


tratamento que possibilita a liberação de afetos e emoções
ligadas a acontecimentos traumáticos que não puderam ser
GESTAÇÃO DA expressos na ocasião da vivencia desagradável ou
dolorosa. Esta liberação de afetos leva à eliminação dos
PSICANALISE sintomas.
Ø Freud aos poucos foi modificando as técnicas de Breuer,
abandou a hipnose; desenvolveu a técnica de concentração,
na qual a rememoração sistemática era feita por meio da
conversação normal; e por fim abandou as perguntas para
confiar por completo à fala desordenada do paciente.
“Qual poderia ser a causa de os
pacientes esquecerem tantos fatos de
sua vida exterior e interior...? ”
Perguntava-se Freud
Evidentemente, bem antes de Freud
muitos sabiam que muita atividade
do sistema nervoso ocorria sem
qualquer reconhecimento consciente.
A respiração, a frequência das
batidas do coração, bem como as
atividades automatizadas de ficar
em pé, andar, etc. No entanto Freud
falava de fenômenos de uma ordem
diferente; falava de atividade
mental inconsciente, como ideias,

A DESCOBERTA DO desejos, sentimentos e percepções


inconscientes.

INCONSCIENTE
Ø O esquecido era sempre algo penoso para o
indivíduo, e era exatamente por isso que havia sido
esquecido e o penoso não significava,
necessariamente, sempre algo ruim, mas podia se
referir a algo bom que se perdera ou que fora
intensamente desejado.

A DESCOBERTA Ø Quando Freud abandonou as perguntas no


trabalho terapêutico com os pacientes e os deixou dar
livre curso às suas ideias, observou que, muitas vezes
DO eles ficavam embaraçados, envergonhados com
algumas ideias ou imagens que lhes ocorriam. A esta
INCONSCIENTE força psíquica que se opunha a tornar consciente, a
revelar um pensamento, Freud denominou resistência. E
chamou de repressão o processo psíquico que visa
encobrir, fazer desaparecer da consciência uma ideia
ou representação insuportável e dolorosa que está na
origem dos sintomas. Estes conteúdos psíquicos
“localizam-se” no inconsciente.
LIVROS DOS SONHOS
Ø Em 1900, no livro A Interpretação dos
Sonhos, Freud apresenta a primeira
concepção sobre a estrutura e o
funcionamento da personalidade.
Ø Essa teoria refere-se à existência de três
sistemas psíquicos:
O consciente: contém as ideias de que aqui
e agora, estamos ativamente cientes, na
consciência destaca-se o fenômeno da
percepção, principalmente a percepção do
mundo exterior, a atenção, o raciocínio.
O pré-consciente: que abarca todas as
ideias e lembranças que podem se tornar
conscientes.
O inconsciente: que aloja todas as

INTERPRETANDO SONHOS necessidades, desejos e instintos, na maioria


sexuais, e algumas vezes de natureza
destrutivas.
DILEMAS DO
CONSCIENTE,PRÉ
CONSCIENTE E
INCONSCIENTE
INCONSCIENTE E
PULSÕES
AS ESTRUTURAS DINÂMICAS DA PERSONALIDADE
Ø Embora pudessem explicar as dimensões do conflito

AS interno, os conceitos de consciente e inconsciente não


puderam responder a algumas questões levantadas. Por
exemplo , se por motivos éticos e estéticos o consciente não
ESTRUTURAS podia suportar a percepção de uma vivencia e mantinha
permanentemente a resistência bloqueando esta percepção
DINÂMICAS , isto poderia ser visto como uma indicação inexplicável de
que o consciente sabia o que não queria saber. Não se

DA pode considerar inadequado algo que não é conhecido.


Ø Sendo assim por volta de 1.920 faz o que chamam de “

PERSONALIDA A Viragem”. Os conceitos tópicos de consciente e


inconsciente cedem lugar a três constructos psicanalíticos que
constituirão o modelo dinâmico da estruturação da
DE personalidade: ID, Ego e Superego.
ID
Características do ID
Ø É responsável pelo processo primário.
Diante da manifestação do desejo, forma, no
plano imaginário, o objeto que permitirá sua
satisfação.
Ø Funciona pelo princípio do prazer. Busca a
satisfação imediata das necessidades.
Ø Inexistente o princípio da não-contradição.
Como não é dimensionado pela realidade,
podem estar presentes desejos ou fantasias
mutuamente excludentes dentro da lógica.
Ø É atemporal. A única dimensão de vivência
é o presente.
Ø Não é verbal. Funciona pela produção de
imagens.
Ø Funciona basicamente pelos processos de
condensação e deslocamento, que são os
processos básicos do inconsciente.
Ø O Ego surge a partir da interação do ser humano com a
sua realidade, adequando os seus instintos primitivos (o ID)
com o ambiente em que vive. O Ego é o mecanismo
responsável pelo equilíbrio da psique, procurando regular
os impulsos do Id, ao mesmo tempo que tenta satisfazê-los

EGO de modo menos imediatista e mais realista. Graças ao Ego


a pessoa consegue manter a sanidade da sua
personalidade.
Ø O Ego começa a se desenvolver já nos primeiros anos de
vida do indivíduo.
Características do Ego
Ø Dá o juízo da realidade, funcionando pelo processo
secundário.
Intermediário entre os processos internos (ID- SUPEREGO) e
a relação destes com a realidade. Em um diagrama o
processo seria assim:

EGO ID EGO
SUPER
EGO

REALI
DADE
Ø Setor mais organizado e atual da personalidade.
Ø Domina a capacidade de síntese. Aqui englobamos
todas as funções lógicas do funcionamento mental.
Ø Organiza a simbolização
EGO Ø Sede da angústia. Como instância adaptativa , O
Ego é o responsável pela detecção dos perigos dos
indivíduos. De acordo com a origem do perigo
classificamos a angústia em:
Ø Angústia real- Medo;
Ø Angústia neurótica- temor de que
os desejos do ID prevaleçam sobre
os dados da realidade;
Ø Angústia moral- sentimento
acusatório no qual sentimos que
erramos, que somos maus.
Ø O Superego se desenvolve a partir do Ego e consiste na
representação dos ideais e valores morais e culturais do
indivíduo. O Superego atua como um “conselheiro” para o
Ego, alertando-o sobre o que é ou não moralmente aceito,
de acordo com os princípios que foram absorvidos pela
pessoa ao longo de sua vida.
SUPEREGO Ø De acordo com Freud, o Superego começa a se
desenvolver a partir do quinto ano de vida, quando o
contato com a sociedade começa a se intensificar (através
da escola, por exemplo) e as relações sociais passam a ser
melhor interpretadas pelas pessoas.
CARACTERÍSTICAS DO SUPEREGO
Ø Ao estudarmos o ID e o EGO, várias de nossas
referências já caracterizaram a atuação do SUPEREGO.
Cabe-se portanto algumas considerações finais. O
Superego se divide em duas partes complementares:
Ego Ideal: corresponde à internalização dos ideais
valorizados dentro do grupo cultural, os quais o indivíduo
deve ativamente perseguir.
Consciência Moral: corresponde a internalização das
proibições. É uma face complementar e paralela do Ego
Ideal.
Ø Em suma, esses três componentes da formação da
personalidade – Id, Ego e Superego – são as
representações da impulsividade, da racionalidade e da
moralidade, respectivamente.
ESTRUTURA DA
PERSONALIDADE
:ID, EGO E
SUPEREGO
MECANISMOS DE
DEFESA
Ø O ego protege a personalidade contra as ameaças
ruins, para isso utiliza-se dos mecanismos de defesa
de forma inconsciente. Os diversos tipos de processos
psíquicos, cuja finalidade consiste em afastar um
evento gerador de angústia da percepção consciente.

MECANISMOS Daremos agora uma


mecanismos de defesa:
relação dos principais

DE DEFESA Repressão: A repressão impede que pensamentos


dolorosos ou perigosos cheguem à consciência. É o
principal mecanismo de defesa, do qual derivam os
demais.
Exemplo: Quando a pessoa não se dá conta que
está com raiva, mesmo que seja evidente pela
fisionomia
Ø Divisão ou cisão: Um objeto ou imagem com qual nos
relacionamos podem ter simultaneamente características
que despertam nosso amor e nosso ódio.
Ø Negação ou negação da realidade: Não perceber
aspectos que magoam ou são perigosos.
MECANISMOS Exemplo: Um filho começa a apresentar características

DE DEFESA homossexuais, o pai pode demorar a percebê-las ou não


perceber. O clássico chavão que diz “tem pai que é cego”
caracteriza bem a negação de perceber eventos
dolorosos.
Projeção: Consiste em atribuir nos outros
as ideias e tendências que o sujeito não
pode admitir como suas. Sem que
percebemos, muitas vezes vemos nos
outros defeitos que nos são próprios.
Exemplo: Uma mãe que não cuida
adequadamente dos filhos,
acarretando-lhes vários problemas,,
poderá projetar a culpa em todas as
situações que envolvem a criança. Dirá
que se o filho vai mal na escola é
porque a professora é ineficiente; se o
filho vive doente é porque os amigos
vivem doentes e o contaminam; se o
filho não tem iniciativa é porque o pai
não é firme; se é agressivo, ou melhor,
se reage, é porque todas as pessoas o
atacam.
Ø Racionalização: Abstraímos as vivencias afetivas em
cima de premissas lógicas, tentamos justificar nossas
atitudes. Com isso tentamos nos provar que somos
merecedores do reconhecimento dos outros.

MECANISMOS Exemplo: Exploramos uma empregada doméstica que


ganha muito pouco. Não podemos suportar a angústia
DE DEFESA de nos ver como exploradores. Então passamos a nos
justificar para nós mesmos: “Ela é burra e não merece
ganhar mais do que isso”, “trabalho braçal não cansa”,
“se fosse para outro emprego, ganharia menos”, etc.
Formação reativa: Caracteriza-se por uma atitude
ou um hábito com sentido oposto ao desejo
recalcado.
Exemplo: Desejos sexuais intensos podem ser
transformados em comportamentos totalmente
pudorosos ou puritanos. Esses desejos são
sentidos como perigosos, ou seja, que o indivíduo
perderia seu controle caso cedesse a eles. (No
caso todo exagero é suspeito).
Identificação: Diante de sentimentos de inadequação, o
sujeito internaliza características de alguém valorizado,
passando a sentir-se como ele.
Exemplo: a assimilação que as crianças fazem com os
pais, outros adultos ou personagens.
Regressão: É voltar a níveis anteriores de
desenvolvimento, que em geral se caracterizam por
respostas menos maduras, diante de uma frustração
evolutiva.
MECANISMOS Exemplo: Com o nascimento de um irmão menor, a

DE DEFESA criança mais velha não suporta a frustração de ser


passada para segundo plano. Como defesa
infantiliza-se e volta à chupeta, à linguagem
infantil, urina na cama, etc.
Isolamento: Consiste em
isolarmos um pensamento,
atitude ou comportamento,
das conexões que teriam
com o resto da elaboração
mental.
Exemplo: um filho que, após
a morte de seu pai, fala com
frequência e enorme
naturalidade sobre sua
morte.

MECANISMOS DE DEFESA
Deslocamento: Através dele, descarregamos
sentimentos acumulados, em geral sentimentos
MECANISMOS agressivos, em pessoas ou objetos menos perigosos.
Exemplo: suportamos o mau humor do chefe e em
DE DEFESA casa brigamos com os filhos, chutamos o cachorro,
crucificamos a secretária pelo menor erro cometido.
MECANISMOS DE DEFESA

Sublimação: É considerado o mecanismo de defesa


mais evoluído e é característica de um indivíduo normal.
Os desejos afetivos, que consideramos sexuais em um
sentido amplo, quando não podem ser literalmente
realizados, são canalizados pelo ego para serem
satisfeitos em atividades simbolicamente similares e
socialmente produtivas.
Exemplo: Um indivíduo com alta agressividade pode
se tornar cirurgião necessita para isso cortar tecidos
sem hesitação, é uma forma de socializar a
agressividade.
MECANISMOS
DE DEFESA DO
EGO
A DESCOBERTA
DA
SEXUALIDADE
INFANTIL
Ø Freud em suas investigações na prática clínica sobre as
causas e o funcionamento das neuroses, descobriu que a
maioria de pensamentos e desejos reprimidos referiam-se a
conflitos de ordem sexual, localizados nos primeiros anos do
indivíduo, isto é , que na vida infantil estavam as
A DESCOBERTA experiências de caráter traumático, reprimidas, que se
configuravam como origem dos sintomas atuais e
DA SEXUALIDADE confirmava-se , desta forma que as ocorrências deste
período da vida deixam marca na estruturação da pessoa.
INFANTIL Ø As descobertas colocam sexualidade no centro da vida
psíquica , e é postulada a existência da sexualidade
infantil. Essas afirmações tiveram repercussões na sociedade
puritana da época, pela concepção vigente da infância
como “inocente”.
A Os principais aspectos dessa descoberta são:
Ø A função sexual existe desde o princípio da vida, logo
DESCOBERTA após o nascimento, e não só a partir da puberdade como
afirmavam as ideias dominantes.

DA Ø O período do desenvolvimento da sexualidade é longo e


complexo até chegar à sexualidade adulta.
SEXUALIDADE Ø A libido, nas palavras de Freud, “ é a energia dos
instintos sexuais e só deles.
INFANTIL
No processo de desenvolvimento
psicossexual, o indivíduo, nos primeiros
tempos de vida, tem função sexual
ligada à sobrevivência, e portanto o
prazer é encontrado no próprio corpo.
O corpo é erotizado, isto é, as
excitações sexuais estão localizadas em
partes do corpo, e há um
desenvolvimento progressivo que levou
Freud a postular as fases do
desenvolvimento sexual.
FASES DO
DESENVOLVIMENTO: TEORIA
PSICOSSEXUAL
A fixação é um mecanismo de defesa que consiste em
uma paragem ou
cessação do desenvolvimento psicossexual em determi
FIXAÇÃO nado ponto do processo de maturação. Pode tratar-
se de um bloqueio temporário e normal
da maturação ou ser permanente e patológico, dando
origem a neuroses ou desvios de personalidade.
Da infância até à fase adulta, deve existir um
desenvolvimento e uma
diferenciação nos aspetos instintivos, emocionais,
da personalidade.
Este desenvolvimento progressivo deve verificar-
se nos aspetos
psicossexuais da personalidade, mas também nos
métodos de pensamento,
na forma de encarar situações difíceis e frustrações e
FIXAÇÃO no controlo e expressões das emoções.
Neste processo de desenvolvimento pode surgir
uma interrupção, que provoca uma etapa incompleta
na evolução do
indivíduo,permanecendo então alguns elementos imatu
ros na sua personalidade.
ØA fixação indica que o indivíduo, não podendo satisfazer
normalmente e no tempo certo as suas necessidades,
vai continuar a procurar essa satisfação
através de experiências no seu passado que lhe causavam

FIXAÇÃO alívio de tensão.


Ø Entre as causas da fixação podem-
se citar: frustração ou satisfação excessiva
que ocorrem na infância;
educação descontinuada e marcada por atitude
descontrarias entre si.
FIXAÇÃO
Ø A rigidez a que o indivíduo fica preso pela fixação,
impede o de fazer os ajustamentos adaptativos que as
variações de situações da vida normalmente exigem de
todos nós.

A tabela a seguir mostra as fases psicossexuais e suas


fixações.
Etapa Idade Eventos importantes Fixações

Nascimento – 18 Zona de erotização é a boca. Atividades como comer, beber e Fixação Oral. Adultos que são oralmente fixados podem comer,
Fase Oral Meses chupar são importantes. fumar ou beber para lidar com a ansiedade.

Fixação anal. Adultos fixados analmente podem se tornar


Zona de erotização é o ânus (controle de esfíncter). obsessivos ou compulsivos, ou podem tornar-se confusos e
Fase Anal 18 Meses – 3 anos Aprendizado no uso do toalete é um evento central nesta fase. destrutivos.

Fixação fálica. Homens fixados nesta fase podem se tornar


Zona de erotização é o órgão genital. O complexo de Édipo e excessivamente agressivos ou excessivamente passivos; as mulheres
Fase Fálica 3 Anos – 5 anos inveja do pênis ocorrem nesta fase. podem tornar-se paqueradoras ou sedutoras.

Geralmente não há fixações ligadas ao período de latência, uma


6 anos – Pré- Um período de relativa calma, quando energias libidinais vez que é um tempo de relativamente pouco desenvolvimento
Fase Latente adolescentes ficam menos ativos. O ego e superego emergem. psicossexual.

Freud sugeriu que a fixação genital era realmente o que as


pessoas deveriam estar se esforçando para conseguir. Tornando-se
Se fases anteriores foram bem-sucedidas, as energias libidinais fixada nesta fase, a pessoa está pronta para um relacionamento
Adolescentes –
devem manter o foco sobre os órgãos genitais. Mutuamente duradouro, amoroso, sexual e formando fortes ligações com
Fase Genital Idade adulta relacionamentos satisfatórios são centrais para esta fase. parceiros românticos.
ÉDIPO
Ø Ocorre na fase fálica do desenvolvimento psicossexual
entre os 3 e 5 anos, a conclusão desta etapa envolve a
identificação com o pai do mesmo sexo, o que acabaria
por levar ao desenvolvimento de uma identidade sexual
madura. De acordo com Freud, o menino deseja possuir
sua mãe e substituir o seu pai, que a criança vê como um
rival pelo afeto da mãe de maneira inconsciente ou não.
Ø Para as meninas é conhecida como o complexo de
Electra, em que as meninas sentem desejo pelo pai e
ciúmes de sua mãe.
ÉDIPO
FREUD NA
EDUCAÇÃO
Ø Estudos sobre a Histeria (1895)
O livro descreve o trabalho de Freud e Josef Breuer sobre
a histeria, incluindo o caso mais famosos, uma jovem
conhecida como Anna O. O livro também introduziu o uso de
psicanálise como um tratamento para a doença mental.

PRINCIPAIS Ø A Interpretação dos Sonhos (1900)


O livro apresenta a teoria de Freud em que os sonhos
LIVROS DE representam desejos inconscientes disfarçados pelo
simbolismo.

FREUD Ø Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana (1901)


O livro dá um olhar mais atento a uma série de desvios que
ocorrem durante a vida cotidiana, incluindo esquecer nomes,
lapsos de linguagem e erros na fala e memórias escondidas
segundo a teoria Psicanalítica de Freud.
Ø Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905)
É considerada uma das obras mais importante de Freud. O
livro descreve sua teoria do desenvolvimento psicossexual e
introduz outros conceitos importantes, incluindo o complexo
de Édipo, inveja do pênis, e ansiedade de castração.

PRINCIPAIS Ø Os chistes e sua relação com o inconsciente (1905)


Freud observou como piadas são muito parecidas com os
LIVROS DE sonhos e poderiam estar relacionadas com desejos ou
memórias inconscientes baseada em sua teoria do id, ego e
FREUD superego. De acordo com Freud, o superego é o que
permite que ao ego gerar e expressar humor.

Ø Conferências introdutórias à psicanálise (1917)


Freud descreve sua teoria da psicanálise, incluindo a mente
inconsciente, a teoria das neuroses e sonhos.
Ø Além do principio e do Prazer (1920)
Freud explorou sua teoria dos instintos identificou
a libido como a força por trás das ações humanas e
a teoria dos instintos de vida e morte.

PRINCIPAIS Ø O mal estar na civilização (1930)

LIVROS DE É um dos livros mais lidos e famosos de Freud. O livro


centra-se em ideias de Freud sobre a tensão entre o
indivíduo e da civilização como um todo. Nossos desejos
FREUD mais básicos estão em desacordo com o que é melhor para
a sociedade, razão pela qual as leis que proíbem certas
ações são criadas.
https://www.diferenca.com/ego-superego-e-id/
https://psicoativo.com/2016/04/as-5-fases-do-
desenvolvimento-psicossexual-de-freud.html
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos
/psicologia/desenvolvimento-psicossexual/39697

BIBLIOGRAFIA fixação in Artigos de apoio Infopédia [em linha].


Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-04-
08 21:12:38]. Disponível na
Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$fix
acao
MARTINS, Pedro. Complexo de Édipo – Uma
introdução. http://www.clinico-psicologo.com/edipo/
publicado em: 29 de Novembro de 2015.
ESCALA,editora. Coleção Guia das Psicanalises,
volume 1 – Freud. Edição:1

SEGMENTO,editora. Pensa a Educação, volume 1 –


Freud. Edição:1
BIBLIOGRAFIA RAPPAPORT, Clara. FIORI, Wagner. DAVIS, Claúdia.
Teorias do Desenvolvimento, conceitos
fundamentais. Editora: EPW, Volume:1

https://www.youtube.com/playlist?list=PLYb8MujOHW
hCUwKDcjjeaBxsGXFe--YNK (vídeos)

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