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CUIDADO, MANIPULAÇÃO E

ARMAZENAGEM DE LUBRIFICANTES

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CUIDADO, MANIPULAÇÃO E
ARMAZENAGEM DE LUBRIFICANTES
Os óleos industriais são elaborados dentro de especificações rígidas, que variam com os serviços a que se destinam.
Além disso, a maior parte contém aditivos que lhes proporcionam as propriedades requeridas para o serviço que
devem prestar. Por exemplo, os óleos para turbinas possuem excepcional resistência contra a oxidação, a
formação de emulsões e de borras. Os óleos para motores diesel são caracterizados pela sua resistência à
formação de depósitos de carvão. Os óleos para sistemas de refrigeração possuem pontos de congelação ou
pontos de fluidez excepcionalmente baixos, o que os torna aptos para serviços a baixas temperaturas. As
viscosidades variam desde óleos muito finos, adequados ao funcionamento a altas velocidades, serviços leves e
temperaturas moderadas, até óleos grossos próprios, para funcionamento a baixas velocidades, serviços pesados
e altas temperaturas.
Da mesma maneira, as massas lubrificantes também são dotadas de características especiais. Muitas massas
lubrificantes são usadas somente para serviço moderado, a temperaturas moderadas de funcionamento. Há
massas lubrificantes adequadas para baixas temperaturas; outras para temperaturas altas; outras ainda para
serviços pesados. Certas massas lubrificantes podem ser usadas em contacto com a água, outras não. Para
chumaceiras de rolamento são necessárias massas lubrificantes especiais. As consistências variam desde as
massas lubrificantes semifluidas para aplicações especiais e temperaturas moderadas, até massas lubrificantes
para serviço a altas temperaturas. Esses óleos e massas lubrificantes são entregues aos consumidores
geralmente em latas, baldes ou tambores.

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O que pode acontecer aos lubrificantes depois de
recebidos e antes de serem usados

• Várias coisas podem acontecer aos lubrificantes após a sua entrega, capazes de afectar a sua qualidade e valor lubrificante

por efeito duma manipulação, armazenagem ou aplicação imprópria. Por exemplo, manipulação descuidada, exposição a

temperaturas inadequadas ou mistura de tipos podem causar paragem de máquinas e, consequentemente, custo excessivo de

manutenção e queda de produção.

• Manipulação descuidada -As massas lubrificantes e óleos são fornecidos em embalagens de diversos tipos. A manipulação

imprópria ou descuidada desses recipientes pode fazer com que se abram as costuras. Se caírem, podem romper-se

completamente, mesmo no caso de tambores de chapa de aço. Haverá derrame, com possível risco de incêndio, quando o

soalho ou as plataformas ficam embebidas em óleo. Mesmo que não haja outros prejuízos, a manipulação descuidada pode

apagar os nomes dos produtos nas latas, baldes e tambores. Custosos elevados podem então resultar, se for aplicado um

lubrificante errado numa determinada máquina.

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O que pode acontecer aos lubrificantes depois de
recebidos e antes de serem usados

• Contaminação com impurezas - Se os lubrificantes não forem protegidos adequadamente poderão ficar contaminados com

pó e outras impurezas e, quando aplicados às máquinas, provocam o desgaste, aumentando as despesas de manutenção. Nos

óleos de circulação, a presença de impurezas não somente causa o desgaste das peças a serem lubrificadas, mas também tende

a acelerar a oxidação e, assim, a produzir um aumento de viscosidade gradual do óleo. Mais cedo ou mais tarde, o óleo

precisará ser retirado, a fim de evitar a formação de borra. Isto abrevia a vida útil do óleo e eleva o custo de lubrificação. A

presença de impurezas nas massas lubrificantes para chumaceiras de rolamento provocará graves prejuízos, reduzindo a vida

útil dessas chumaceiras.

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O que pode acontecer aos lubrificantes depois de
recebidos e antes de serem usados

• Contaminação com água - Na manipulação e armazenagem dos lubrificantes, os óleos estão mais sujeitos a serem

contaminados com água do que as massas lubrificantes. Embora determinados óleos se destinem a funcionar como emulsão

lubrificante na presença de humidade ou mesmo na presença de pequenas quantidades de água, a contaminação com água

durante a armazenagem pode torná-los impróprios para uso posterior. Isto acontece com a maioria dos óleos para cilindros a

vapor e com óleos destinados a aplicações especiais, como sejam para as chumaceiras da secção húmida das máquinas para

fabricação de papel, etc. A eficiência dos óleos não solúveis para corte pode ser completamente destruída pela contaminação

com quantidades apreciáveis de água. A presença de menos de um por cento de humidade pode prejudicar a sua eficiência.

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O que pode acontecer aos lubrificantes depois de
recebidos e antes de serem usados
• Contaminação com outros lubrificantes - A menos que se tenha bastante cuidado na aplicação dos óleos lubrificantes,

provavelmente eles serão contaminados com outros óleos lubrificantes. Facto semelhante pode ocorrer com as massas

lubrificantes.

• A contaminação de óleos finos com óleos espessos produz uma mistura mais espessa, que poderá aumentar as temperaturas

de funcionamento das chumaceiras. Por outro lado, a contaminação de óleos espessos com óleos finos dá como resultado

películas lubrificantes mais finas que podem romper-se e permitir maior desgaste das peças.

• A contaminação de óleos em circulação com óleos solúveis para corte ou qualquer outro óleo emulsionável, como óleos para

cilindro a vapor, produz imediatamente dificuldades nos sistemas de circulação de óleo. A contaminação de qualquer óleo

lubrificante com um óleo de natureza corrosiva para corte é igualmente perigosa.

• A contaminação de massas lubrificantes destinadas a aplicações diversas também pode afectar o resultado em serviço. Por

exemplo, a contaminação de uma massa resistente à acção da água com outra solúvel na água; de uma massa para alta

temperatura com outra para baixa temperatura; de uma massa para serviço pesado com outra para serviço leve. Qualquer

contaminação desta natureza pode resultar em custos excessivos de manutenção.

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O que pode acontecer aos lubrificantes depois de
recebidos e antes de serem usados

• Altas temperaturas - A armazenagem de óleos e massas em locais muito quentes pode reduzir a sua eficiência como

lubrificantes. Muitas massas não podem ser armazenadas em locais demasiado quentes porque o calor faz o óleo separar-se do

sabão. Essas massas não devem ser mantidas perto de tubagens de vapor ou outras fontes de calor pois do seu aquecimento

resulta a eliminação do conteúdo de humidade necessária à sua estabilidade estrutural. O óleo separa-se do sabão e a massa

fica inutilizada.

• Os óleos solúveis contêm uma pequena percentagem de humidade, a fim de manter a sua estabilidade. Se forem armazenados

em locais aquecidos, esta humidade pode evaporar-se gradualmente. Quando isto acontece, o óleo solúvel transforma-se numa

massa gelatinosa inútil.

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O que pode acontecer aos lubrificantes depois de
recebidos e antes de serem usados

• Baixas temperaturas - A armazenagem dos óleos e massas industriais em locais muito frios torna a sua manipulação mais

difícil. Os óleos fluem mais lentamente, e as massas ficam endurecidas. Pode mesmo tornar-se muito difícil manipular óleos

espessos ou massas duras a temperaturas muito baixas.

• Quando certos tipos de óleos lubrificantes, contendo matérias gordurosas, são expostos a baixas temperaturas, as matérias

gordas congelam-se e separam-se do óleo.

• Se óleos solúveis e certos tipos de massas forem expostos a temperaturas suficientemente baixas para congelar o seu

necessário conteúdo de água, ficam inutilizados

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O que pode acontecer aos lubrificantes depois de
recebidos e antes de serem usados
• Confusão de tipos - Se os nomes dos óleos e massas desaparecem das embalagens devido a manipulação descuidada ou
exposição às intempéries, certamente ocorrerão enganos, resultando no uso de lubrificantes inadequados. Por exemplo, o uso
de um óleo fino ou de massa semifluida em peças que requerem óleo espesso ou massa consistente, resulta em maior desgaste
das peças. O uso de óleo espesso ou massa consistente em peças que requerem óleo fino ou massa mole, resulta em altas
temperaturas de funcionamento.

• Outros enganos graves também podem ocorrer. Por exemplo, o uso de óleo composto num sistema de circulação; o uso de
óleo para turbina num sistema de refrigeração; o uso de massa solúvel em água em órgãos que requerem uma massa
resistente à água; o uso de uma massa para baixas temperaturas quando é necessária massa para altas temperaturas; o uso de
massa para serviço moderado quando deve ser aplicada massa para serviço pesado. Qualquer destes enganos resulta em maior
desgaste, avarias nas máquinas, aumento dos custos de manutenção e queda de produção.

• Deterioração devida a armazenagem prolongada - Erros no controle das existências podem causar deterioração e perda de
produtos. Isto pode ocorrer quando produtos recentemente recebidos são colocados de maneira a impedir a movimentação
dos mais antigos. Óleos solúveis para corte podem estragar-se quando submetidos a armazenagem muito longa. A
estabilidade desses óleos só é possível quando a percentagem requerida de humidade está presente no óleo. A evaporação
lenta dessa humidade, durante longa armazenagem, pode reduzir um óleo solúvel a uma massa gelatinosa ..

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Manipulação das entregas

• A maior parte dos lubrificantes industriais é colocada em tambores e despachada para os consumidores por camião ou por

caminho de ferro. Na maioria dos casos, o carregamento é composto por uma só camada de tambores colocados de pé.
Somente em alguns casos são os veículos carregados com uma camada sobre outra.

• Plataformas de descarga, ao mesmo nível dos vagões ou camiões, facilitam a manipulação dos tambores pesados e reduzem
a possibilidade de se avariarem. Quando não existe plataforma de descarga, devem-se usar rampas de madeira ou de metal
para fazer os tambores rolarem ou deslizarem no sentido do seu comprimento até ao chão (Fig. 1) Os tambores de aço
nunca devem ser derrubados de um vagão ou camião sobre uma pilha de pneumáticos velhos. Tal manipulação pode
abrir as costuras dos tambores e produzir vazamento.

• Para deslocar os tambores no armazém, é comum fazê-los rolar simplesmente pelo chão. Para distâncias curtas isto é
aceitável. Contudo, o uso de um carrinho de mão (Fig. 2) ou motorizado representa menor esforço para as costuras dos
tambores.

• Para distâncias maiores, podem ser usado dois perfis angulares (Fig. 3), ou carris leves de caminho de ferro. Os tambores
podem ser rolados continuamente sobre esses carris. Nesta instalação, é preciso aproveitar a força da gravidade, ajustando a
inclinação dos carris, de modo que os tambores rolem sozinhos. Se os carris forem espaçados cerca de 7 cm a mais do que as
cintas dos tambores, estes não descarrilarão.

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Manipulação das entregas

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Armazenagem dos lubrificantes

• Armazenagem ao relento - Deve-se sempre evitar a armazenagem ao sol e à chuva. Quando os recipientes estão expostos às
intempéries os nomes apagam-se rapidamente, o que provoca enganos na aplicação dos lubrificantes. Armazenagem
demorada ao relento pode resultar em vazamento e perda do produto. Isto é devido em parte à manipulação rude e em parte às
tensões a que as costuras dos recipientes são submetidas pela dilatação e contracção do metal quando há variações de
temperatura.

• A possibilidade de contaminação com água, ferrugem e impurezas é outro problema da armazenagem ao relento. Por
exemplo, se um tambor ficar de pé, a água da chuva acumula-se na tampa (Fig. 4). Essa água infiltra-se lentamente pelo
bujão de enchimento, com a respiração do tambor durante as mudanças de temperatura. Têm-se visto muitos casos em que
uma grande quantidade de água penetrou desta maneira dentro de tambores cuidadosamente fechados. Ao serem abertos há o
perigo de nova contaminação, pela ferrugem e a sujidade acumuladas na tampa.

• Quando os recipientes têm de ser armazenados fora, dever-se-á considerar tal como medida temporária. Os tambores devem
ser então deitados sobre suportes de madeira ou metal e guardados sob um abrigo ainda que provisório (Fig. 5). Porém, se
tiverem de ficar de pé, os bujões deverão ficar bem apertados e os tambores colocados inclinados, (Fig. 6) de modo que a
água de chuva não se possa acumular em torno dos bujões. Se não existir um abrigo apropriado, os tambores poderão ser
armazenados, a título da emergência, sem a cobertura, mas então com o bujão para baixo.

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Armazenagem dos lubrificantes

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Armazenagem dos lubrificantes

• Armazenagem interna - A armazenagem dos lubrificantes no interior deve ser feita tendo em vista as facilidades de carga e

descarga e os pontos de consumo da fábrica. A armazenagem no interior geralmente apresenta problemas: é preciso espaço no

armazém para os recipientes cheios e ainda não abertos; espaço no armazém ou numa casa de lubrificantes separada, da

qual os lubrificantes são distribuídos aos vários pontos de aplicação.

• Armazenagem subterrânea - Usa-se este sistema para os depósitos de grande capacidade e, em geral, o enchimento desses

depósitos é feito directamente a partir de tambores novos ou carros - tanques. Neste caso, o emprego de um funil com tela

metálica de malhas finas (200 mesh) é absolutamente indispensável. As bombas de saída desses tanques costumam ser de

registo automático e podem ser fechadas.

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o armazém

• Quando é preciso economizar espaço torna-se necessário o emprego de prateleiras reforçadas para a armazenagem de

recipientes cheios e não abertos (Fig. 7). A disposição das prateleiras obedecerá, naturalmente, à quantidade total de

embalagens a ser armazenadas e às dimensões dos recipientes. É preciso também levar em consideração a necessidade de

serem facilmente acessíveis todos os recipientes e de os produtos há mais tempo em armazém serem usados em primeiro lugar.

Com alguma habilidade podem dispor-se as prateleiras de modo a aproveitar melhor o espaço disponível. A entrada e saída

dos tambores das prateleiras é feita com equipamento mecânico. Podem usar-se diferenciais manuais ou eléctricos (Figs. 8 e

9A), ou empilhadores (Fig. 9). Estes últimos são muito recomendáveis e oferecem a vantagem de poder ser usados também

para movimentar os recipientes para dentro e para fora do armazém.

• A manipulação de recipientes parcialmente cheios, dos quais vêm sendo retirados lubrificantes, apresenta problemas

diferentes. A sua armazenagem pode ser combinada com a dos recipientes completamente cheios, numa casa separada, ou em

várias casas separadas, ou em pontos convenientes situados numa grande fábrica. Qualquer que seja a solução escolhida, os

problemas principais são evitar a contaminação e a confusão dos diversos tipos.

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o armazém

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Casa de lubrificantes

• A casa de lubrificantes é o lugar onde os recipientes cheios recebidos do armazém são abertos a fim de se encherem os

recipientes com que são aplicados às máquinas. Também é o local lógico para guardar e limpar esses recipientes, armazenar

outros suprimentos necessários aos lubrificadores e materiais de limpeza. Também é o local lógico para registo dos lubrificantes

consumidos.

• As casas de lubrificantes variam, naturalmente, com o tamanho da fábrica e com os problemas de lubrificação. Uma fábrica

pequena pode requerer somente uma casa de lubrificantes que é apenas uma parte do armazém. Numa fábrica grande, pode

haver várias casas de lubrificantes, situadas em pontos convenientes. Por maiores ou menores que sejam, as fábricas necessitam

sempre uma casa de lubrificantes. Isto é essencial para uma lubrificação eficiente.

• A experiência tem provado que a entrada na casa de lubrificantes só deve ser permitida ao pessoal encarregado da lubrificação.

Isto é necessário para evitar confusões, que sempre aparecem quando pessoas não autorizadas ou pessoal incompetente tem

permissão para retirar pessoalmente os lubrificantes dos recipientes abertos.

• É muito importante que os óleos sejam armazenados por ordem crescente de viscosidade, separando-se os industriais

dos óleos para lubrificação de automóveis.

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Casa de lubrificantes

• Localização da casa dos lubrificantes - Ao escolher os locais para as casas de lubrificantes, é importante pensar nas

possibilidades de contaminação. Fiapos nas fábricas têxteis, pó nas fábricas de cimento e outras, são fontes de contaminação.

As casas de lubrificantes devem ser instaladas, sempre que for possível, nos locais menos sujeitos à contaminação.

• Um factor que deve ser estudado cuidadosamente é a localização do armazém de lubrificantes nas proximidades da

área a ser servida.

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Dimensões da casa de lubrificantes

• Naturalmente devem basear-se no volume e número de lubrificantes necessários. O espaço ocupado pelas prateleiras pode
ser calculado a partir do número e dimensões das embalagens. Contudo, acontece frequentemente que não se avaliou o
espaço necessário para o equipamento de lubrificação e materiais diversos, e ainda para futuras ampliações.

• Além do espaço requerido pelos recipientes abertos deve, portanto, conceder-se espaço para o equipamento de aplicação, de
limpeza e recuperação dos lubrificantes, bem como para manobras de veículos.

• - Almotolias manuais, grandes almotolias de segurança, tanques sobre rodas, pistolas de massa, carregadores de
pistolas de massa, carrinhos para o transporte de lubrificantes e bombas para cárteres, devem ser guardados na casa de
lubrificantes, quando fora de uso. Parte deste equipamento requer espaço relativamente grande. Nenhum equipamento deve
ser deixado no local em que foi usado pois provocará o congestionamento das passagens, a contaminação dos lubrificantes e
mesmo perda de equipamento. A guarda do equipamento na casa de lubrificantes permite o seu controle e limpeza.

• Quando existe mais de um lubrificador deve haver espaço para cada um guardar o seu equipamento (Fig. 10) na casa
de lubrificantes.

• Este espaço, que pode ser fechado ou não, permite criar, em cada um, o sentido de responsabilidade pela limpeza e
conservação do seu equipamento.

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Dimensões da casa de lubrificantes

Armário para equipamento de Lubrificação

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Área de limpeza

• O equipamento para aplicação de lubrificantes precisa ser limpo com regularidade. Isto não poderá ser feito se faltarem meios

para isso. A limpeza não deve limitar-se a passar trapos embebidos de solvente no equipamento, mas sim exigir a aplicação

de quantidades suficientes de solventes para limpeza e lavagem. Em geral, devem ser efectuados dois banhos com solvente:

um para lavar e outro para enxaguar (Fig. 11). Por motivos de má ventilação, regulamentos de segurança e problemas quanto

ao caminho a dar aos solventes usados, a limpeza com solventes de petróleo pode não ser possível em certas casas de

lubrificantes. Nestes casos, a limpeza pode ser feita num local afastado, ao ar livre, ou numa secção da fábrica usada para

líquidos inflamáveis, como secções de pintura e envernizamento, ou secção geral de limpeza.

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Área de limpeza

Tanques de Limpeza

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Equipamento para misturar

• Muitas fábricas, principalmente as que trabalham metais, usam óleos solúveis que são misturados com água e empregues

como lubrificantes de ferramentas e cunhos. A mistura é frequentemente preparada pela secção que as usa quando as

concentrações variam muito de secção para secção. Contudo, às vezes é preferível centralizar o trabalho de mistura nas casas

de lubrificantes.

• Os óleos solúveis na água podem ser misturados, nas proporções requeridas, num tambor aberto (Fig. 12).

• A mistura requer o uso de tambores abertos ou tinas, nos quais a mistura de água e óleo é agitada

• Controle - O bom funcionamento da casa de lubrificantes exige trabalho de controle. Devem reservar-se espaços para
instalação de mesa, de arquivo de requisições, registos de existências, ordens de trabalho, relatórios dos lubrificadores, instru-
ções e tabelas de lubrificação.
• A entrega dos óleos e massas deve ser feita de preferência por um encarregado que conheça as necessidades de lubrificação
da fábrica. A distribuição, feita de acordo com uma tabela de recomendações subdividida por secções, eliminará erros e será
um guia seguro da aplicação dos lubrificantes correctos para cada máquina.
• Contra cada saída deve ser entregue ao encarregado uma ficha ou recibo; pelo registo dessas saídas, será possível fiscalizar o
consumo dos lubrificantes.

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Materiais diversos

O serviço de lubrificação requer outros materiais além dos lubrificantes. Esses materiais, como trapos para limpeza e pistolas de

massa, devem existir na casa de lubrificantes, pelo menos em pequenas quantidades.

• Assim, temos os seguintes materiais e espaços para eles:

• - Panos ou trapos limpos sem fios.

• - Pistolas de massa.

• - Depósitos para panos sujos.

• - Quadro com os diferentes tipos de pistolas de massa e seus nomes correctos.

• - Copos conta-gotas de todos os tipos utilizados na instalação.

• - Copos de massa de todos os tipos utilizados na instalação.

• - Torcidas para lubrificadores de torcida.

• - Frascos limpos para a remessa de amostras de óleo.

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