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CLASSIFICAÇÃO QUANTO À ESTRUTURA QUÍMICA

O polímero pode ser classificado através da estrutura


química do seu mero. Duas subdivisões são possíveis:

Polímeros de cadeia carbônica


Polímeros de cadeia heterogênea
Polímeros de cadeia carbônica

Apresentam somente átomos de carbono na cadeia principal

Poliolefinas
PE PP

Possuem = ligação reativa


Polímeros dienos

CR

NR
BR
Polímeros estirênicos

PS
Polímeros clorados
PVC

Polímeros fluorados
PTFE
F F
C C n
F F
Polímeros acrílicos

PMMA
Polímeros Heterogêneos, são polímeros que
apresentam além do carbono, outros átomos na cadeia principal

Poliésteres
Grupo éster

PBT

PET
Policarbonato PC

Poliuretano PU
Poliamidas

H O
PA 6
N C
n
Ligação amida

H PA66 O
N C
N C
n
H O
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO COMPORTAMENTO
MECÂNICO

Os polímeros podem ser classificados, quanto ao


comportamento mecânico em:

Plástico
Fibras
Elastômero
PLÁSTICO

Um material sólido na temperatura de utilização


Termoplástico

PLÁSTICO

Termofixo
TERMOPLÁSTICOS
Polímeros que sob efeito da temperatura amolecem e fluem, retirada e
temperatura se solidificam, repetidas vezes . São solúveis e possuem cadeia
linear ou ramificada.

Ex: PE, PP, PVC


TERMOFIXO
São polímeros que sob determinadas condições de temperatura e pressão
reagem quimicamente formando ligações cruzadas entre cadeias e se
solidificam. Posterior aquecimento e pressão não levam o polímero à fusão.

Ex: baquelite, époxi (araldite)


FIBRAS

Termoplástico orientado (com sentido longitudianal dito eixo principal de fibra). A


orientação das cadeias e dos cristais, feita de modo forçado durante a fiação,
aumenta a resistência mecânica, tornando-os possíveis de serem usados na forma
de fios finos.

Ex: PAN, Nylons, Poliéster


ELASTÔMEROS
São polímeros que na temperatura ambiente, podem deformar-se no mínimo 2
vezes o seu comprimento inicial, retornando ao comprimento original rapidamente
após retirado o esforço. Por isso, os elastômeros normalmente possuem cadeias
flexíveis amarradas umas as outras, com uma baixa densidade de ligações
cruzadas.

Ex: NR, BR, IR


ELASTÔMEROS X TERMOFIXOS

ELASTÔMEROS = TERMOFIXOS=
POUCAS LIGAÇÕES MUITAS LIGAÇÕES
CRUZADAS CRUZADAS
Termoplásticos Termofixos Elastômeros

cadeias lineares ou estrutura reticulada reticulações


ramificadas ocasionais

amolecem quando infusíveis e insolúveis grande


aquecidos elasticidade

recicláveis moldados apenas


durante a reticulação
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO DESEMPENHO
MECÂNICO
Esta classificação leva em conta o desempenho mecânico do polímero na sua
aplicação ou uso. Neste tipo de classificação os materiais poliméricos podem ser
subdivididos em:

Termoplásticos convencionais (commodities)


Termoplásticos de uso industrial
Termoplásticos de engenharia
Termoplásticos de alta performance
LCP
PEI
Uso Especial PPS
PSU

PA

PC PA
Engenharia blends

PPE / PS PC PBT
blendas blendas blendas PBT

POM
PMMA ABS
PET
Polipropileno

PS
Commodities HIPS
PVC
Polietileno

AMORFOS SEMICRISTALINOS
TERMOPLÁSTICOS CONVENCIONAIS (COMMODITIES)

• São polímeros de baixo custo, baixo nível de exigência mecânica, alta


produção, facilidade de processamento, etc. A produção destes
termoplásticos corresponde em torno de 70% da produção mundial de
polímeros.

Ex:Poliolefinas (PE, LDPE, HDPE, PP, PS e o PVC).


TERMOPLÁSTICOS DE USO INDUSTRIAL

• Têm custo maior que os polímeros convencionais, porém, com algumas


propriedades um pouco superiores. Nesta classe encontram-se os
copolímeros, homopolímeros.

Ex: Etileno-acetato de vinila (EVA), estireno-acrilonitrila


(SAN), politetrafluoreto de etila (PTFE) e acrílico (PMMA)
TERMOPLÁSTICOS DE ENGENHARIA

• São polímeros usados em situações onde são exigidos resistência


mecânica, tenacidade e estabilidade dimensional. São utilizados em peças
técnicas (engrenagens, componentes eletrônicos e automobilísticos, etc).

Ex:Nylon, PET, PBT, POM, PC, ABS


TERMOPLÁSTICOS DE ALTA PERFORMANCE
• São polímeros que resistem a temperaturas de uso contínuo superiores a
150°C e caracterizados pela presença de grande quantidade de anéis
aromáticos na cadeia principal

Ex: (polissulfonas, polissulfeto de fenileno PPS), poliimidas


(poliimida-poliamida), poliéter-éter-cetona poliéter-éter-cetona
(PEEK).
ESTADOS FÍSICOS

A estrutura do estado sólido em polímeros consiste no modo como as cadeias


estão empacotadas.
Configuração
Configuração molecular
molecular regular irregular
• cadeias isotáticas/sindiotáticas • cadeias atáticas
• forças intermoleculares fortes • forças intermoleculares fracas
• arquitetura linear • arquitetura ramificada/reticulada
• grupos laterais pequenos • grupos laterais grandes
• homopolímeros • copolímeros

Organização  Enovelamento das moléculas


Empacotamento das moléculas

REGIÕES POLÍMERO
CRISTALINAS AMORFO
PORQUE ALGUNS POLÍMEROS SÃO CRISTALINOS E
OUTROS AMORFOS?

Dois fatores são importantes:

Não existe polímero 100% cristalino


ESTADOS FÍSICOS x TRANSIÇÕES

Sabe-se que nos polímeros é possível a obtenção de dois


estados físicos:
Cristalino Organização 
Empacotamento das moléculas
Materiais mais rígidos e
resistentes quimicamente e
mecanicamente.

Amorfo Enovelamento das moléculas


Materiais mais elásticos e
resistentes ao impacto

Os estados físicos sofrem influência das


TEMPERATURAS DE TRANSIÇÕES
Regiões amorfas e cristalinas não
podem ser separadas completamente
pois algumas moléculas podem
participar de ambas as regiões e até
de vários cristais, são as
MOLÉCULAS ATADORAS.
Maior empacotamento
Grupos polares
Menor flexibilidade - mobilidade

Mobilidade
Movimento térmico
Destruição dos núcleos formados
IMPORTANTE !!!!!
Xc PROPRIEDADES DOS
POLÍMEROS

Quanto maior a cristalinidade:

Res. ao impacto
Densidade Elongação na
Rigidez ruptura
Estabilidade Claridade óptica
dimensional
Resistência química
Temperatura de fusão
(Tm)
Temperatura de
transição vítrea (Tg)
ESFERULITOS –
FORMAÇÃO DA ESTRUTURA
São formados quando o polímero cristaliza a partir do
estado fundido ou em soluções concentradas.

A formação da estrutura ocorre em 3 estágios:

1. Nucleação
2. Crescimento
3. Cristalização secundária
Nucleação

Crescimento

Cristalização
secundária
PP – Isoterma a 140°C

0 minutos 2 minutos
6 minutos 12 minutos
16 minutos 20 minutos
RESUMINDO...

Uma descrição completa de uma estrutura polimérica cristalina consiste


na determinação de:

Conformação das cadeias macromoleculares em um cristal;

Dimensões dos cristalitos e das regiões amorfas;

Formação morfológica básica (fibrilas, glóbulos, etc);

Arranjo dos elementos mais simples em elementos complexos (Por


exemplo, o arranjo das macromoléculas em lamelas e subsequente
distribuição destes em axialitos, esferulitos, etc)
GRAU DE CRISTALINIDADE

Medida quantitativa do grau de ordem em um polímero

Polímero amorfo Polímero cristalino


0% 95%

Dependerá das habilidades de cristalização do polímero


bem como do processo usado durante a sua conformação.
DSC

O Xc pode ser medido por DSC através da equação abaixo

H m
Xc 
H c
Onde:

Hm Entalpia de fusão da


amostra
Hc Entalpia de fusão do mesmo polímero 100%
cristalina
FATORES QUE ALTERAM A CRISTALINIDADE

A cristalinidade de uma dada massa polimérica é


influenciada principalmente por três tipos de fatores:

Fatores estruturais
Fatores externos
Condições de processamento
FATORES ESTRUTURAIS- TATICIDADE
Se o polímero é regular e ordenado, ele empacota em cristais
facilmente.

CRISTALINO AMORFO

poliestireno sindiotático poliestireno atático


ordenado sem ordem
POLARIDADE – polaridade auxilia a cristalização pela aproximação
das cadeias. P. ex., nylons.

Éster Uretana Amida Uréia


O O O O
C O N C O N C N C N
H H H H

Polaridade crescente
RIGIDEZ DA CADEIA PRINCIPAL
Cadeias rígidas facilitam o empacotamento, pois mesmo no
estado fundido tendem a manter suas cadeias de certa
forma paralelas entre si.
Cadeias flexíveis apresentam uma maior dificuldade de
empacotamento regular/ordenado
COPOLÍMEROS – por ter dois ou mais meros diferentes na cadeia principal
dificulta o empacotamento e, portanto de gerar cristalinidade. Borracha
EPDM (PE + PP), dois meros de polímeros cristalinos, mas o copolímero
resultante é amorfo.