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A ÁFRICA NA POLÍTICA

INTERNACIONAL

Paulo Fagundes Visentini

Disciplina de História da África


Professor Almir
Acadêmicos Amanda Both, Bruna Gomes Rangel e Fábio Wilke
Fluxos internos e conexões
intercontinentais
 A África sempre manteve contatos regulares com a Ásia e
a Europa.

 Com as grandes navegações a África passou a estar no


centro dos fluxos.

 Norte e nordeste arabizados e/ou islamizados

 África como uma região dinâmica, na qual ocorreu um


grande processo migratório.
O espaço africano e os grandes grupos
étnico-culturais
 Sistemas agrícolas móveis

 O poder estava mais relacionado ao controle de pessoas e


rebanhos que ao domínio permanente de uma porção de
terra.

 Os Impérios não representavam entidades territoriais.

 O continente africano está separado da Europa pelo mar


Mediterrâneo e da Ásia pelo mar Vermelho, mas liga-se a
ela através do Istmo de Suez.
 A principal divisão é entre África subsaariana (África
negra) e Norte da África ou Magreb
 A principal atividade econômica está ligada à mineração

 Há, aproximadamente 66 bilhões de barris de petróleo


apenas ao sul do Saara, mas a maior parte da energia
consumida na África provém da lenha, cerca de 90%.

 A segunda atividade mais importante é a agricultura.

 A pecuária é mais praticada na zona norte da África.

 O nível de industrialização é bastante baixo.


 40% da população africana vive na zona urbana e 60% vive
na zona rural.

 O continente está dividido em cerca de 800 grupos


étnicos.

 Na parte norte predominam povos caucasoides,


principalmente berberes e árabes.
 Ao sul do Saara predominam grupos negroides

 Cerca de 5 milhões de brancos de origem européia vivem


na África meridional.

 Mais de 5 mil línguas diferentes.

 A maior parte dos países africanos adotou, como uma de


suas línguas oficiais, uma língua europeia.

 O Cristianismo e o Islamismo são as principais religiões.


 Duas alterações fundamentais:

1) Em 2mil a.C o Saara transformou-se no deserto que é


hoje
2) Revolução Neolítica
O grande movimento migratório
africano
 Os deslocamentos interafricanos resultaram em um aumento
populacional e conseqüente desenvolvimento da agricultura.

 O vale do Niger e a bacia do lago Tchad ofereciam condições


favoráveis para o aumento da população e para a agricultura,
ao contrário do que se acreditava.

 No século II a.C. criaram a cultura Nok (na atual Nigéria) onde


começaram a fabricar utensílios e armas de ferro.
As civilizações africanas e os Estados
Antigos
 O Egito abrigou a 1ª grande civilização surgida na África.

 Além das terras férteis, a região possuia uma importância


estratégica fundamental: era eixo de ligação entre o
continente africano, a Ásia e o mundo mediterrâneo.

 As colheitas, cada vez mais abundantes, aumentaram ainda


mais o crescimento demográfico.

 A utilização dos metais foi importante do ponto de vista


militar e diplomático para superar os inimigos.

 Devido a localização, foi alvo de diversas invasões.


 Civilização de Axun: localizada no nordeste da África (atual
Etiópia, Somália, parte do Sudão e Eriteia)

 Devido a sua localização geográfica privilegiada a formação


étnica e cultural tinha um caráter profundamente miscigenado

 Ocupou uma posição intermediária no comércio marítimo no


Índico

 Os comerciantes traziam e levavam mercadorias, ingluencias


culturais e conhecimentos que conectavam a África ao
Extremo oriente.
 No reino de Gana a maior parte da população era
agricultora.

 Passou a ser reconhecida por ser uma região rica em ouro.

 Império de Mali ficou conhecido por todo o mundo


mediterrâneo.

 A cidade de Timbuktu foi um famoso centro de estudos


islâmicos.
 Os reinos africanos da região se baseavam no controle das
minas de ouro e no comércio de sal, marfim, óleos vegetais e
escravos
A expansão do Islã, a África Ocidental,
Oriental e Meridional
 A expansão muçulmana teve inicio no século VII.

 Esse processo afetou profundamente as formas de


organização social e econômica.

 A Europa deixou de ser a única referencia, com o Oriente


se tornando um polo de atração.

 A partir do século X os comerciantes árabes


estabeleceram-se na África Oriental
 Grande Zimbábue: tornou-se ponto forte de comércio no
Índico, devido ao ouro, o marfim e o cobre.

 A região foi um dos reinos mais poderosos do século XIV,


contudo, sem explicação foi incendiada e abandonada.
 Os britanicos assumiram o controle do Império Ashanti.

 Pretendiam acabar com o trafico de escravos para


reorganizar a produção e o comércio africano, visando
outras exportações

 Os portugueses estabeleceram relações comerciais com o


Império Monomotapa, responsável por grande parte do
comércio interno africano

 Povo chwezi: pastores de gado. Introduziram na região a


idéia de centralização da autoridade em um único
governante.
 As sociedades que se desenvolveram no continente
africano tornaram-se gradativamente complexas e
diversificadas.
O mercantilismo europeu,o tráfico de
escravos e o Brasil (1460-1860)

 Os árabes já praticavam o comércio negreiro antes da


“chegada” dos europeus, transportando escravos para a
Arábia e para os mercados do mediterrâneo;
 O desenvolvimento da civilização islâmica no norte
da África,nas regiões periféricas do sul da Europa e
Oriente Próximo,através do comércio de ouro,foi
um fator de atração dos europeus;

 Pode-se dizer que o domínio político do continente


africano por potências européias teve início pelos
idos do séc. XIV;

 Necessidade de expansão e quebra do monopólio


das cidades italianas;
 Portugal lança-se à África, o primeiro ponto é a
conquista de Ceuta, em 1415;
A expansão marítima lusitana
 Em 1497 Vasco da Gama é enviado à Índia, mas atinge o
sudeste da África, ponto de grande comércio de ferro,
ouro, marfim e escravos;

 De volta à Lisboa, obtido êxito em sua expedição,


convence a Coroa a montar armadas;
 Começa o domínio português do oceano índico e em
portos da África oriental, realizando o intermédio das
mercadorias da Ásia até a Europa;
 Costa do Ouro(atual Gana): nesta região os portugueses
estabeleceram-se e realizaram acordos locais com os
chefes em trocas de mercadorias e armas. Durante os
três séculos seguintes, ingleses, portugueses, suecos,
dinamarqueses, holandeses e brandemburgueses
controlariam vários portos desta Costa.

 Costa dos Escravos(atual Benin): fornecimento de


escravos, tecidos e contas da África ocidental;
O tráfico de escravos e a economia
mundial
 O tráfico africano era, na verdade, o tráfico com a África
ocidental.

 O aumento do comércio europeu com a África ocidental


não significou, necessariamente, aumento do poder.

 A Companhia Holandesa das Índias Ocidentais manteve


relações comerciais com a África

 França e Inglaterra eram contrárias ao contato comercial


entre os colonos americanos e os holandeses para o
fornecimento de escravos.
 Na segunda metade do séc. XVIII muitas companhias
europeias realizaram comércio com o litoral da África
Ocidental.

 A Costa do Ouro foi disputada por ingleses, suecos,


dinamarqueses e brandemburgueses.
 A partir do séc. XVII cresce a procura de escravos por parte
da América.

 A maioria dos escravos ligados ao tráfico Atlântico foram


levados da costa ocidental.

 Somente no séc. XIX, no auge do tráfico e com as medidas


de proibição ganhando proporção, que a costa oriental vai
passar a fornecer escravos.
A escravidão e a conexão Brasil-África no
Atlântico Sul
 Três pilares da economia do Brasil no período colonial:
dependência externa – latifúndio – escravidão.

 A mão-de-obra indígena foi utilizada, mas a escravidão


dos africanos foi a mais significativa.
 Os escravos africanos vieram em 3 grandes levas:

1) da Guiné, no século XVI


2) de Angola, no século XVII
3) da Costa do Ouro, no século VXIII
 Os europeus se aproveitaram das guerras entre os diferentes
grupos africanos, nas quais os perdedores eram vendidos.

 A compra e venda de escravos acontecia mediante pagamento


em moeda e pelo escambo.

 O número de escravos homens era muito superior ao de


mulheres.

 Havia uma nítida preferência pelo escravo negro, pois ele


dominava melhor as técnicas de produção.

 O negro era utilizado nas regiões de maior poder aquisitivo.


Referências Bibliográficas
VISENTINI, Paulo Fagundes. A África na política
internacional. Curitiba: Juruá Editora, 2010.