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GESTÃO DE ESTOQUE

TÉCNICO EM LOGÍSTICA
GESTÃO DE SUPRIMENTOS

Professor: Eurípedes Martins


CONTROLE DE ESTOQUE
Curva ABC;
Níveis de estoque;
Lote econômico de estoque;
Ponto de pedido ( Ressuprimento );
Estoque de segurança ( Mínimo )
Otimização dos
Custos de Compra e
Manutenção de
Estoques
Estoques
Estoque: acúmulo de recursos materiais, seja
de matéria-prima ou componentes em um
sistema de transformação, ou em revendas e
mesmo ambientes administrativos (material
permanente e de consumo/expediente)

Razões para controlar estoques:


- Organização
- Proteção para a imprevisibilidade

* Modelo JUST IN TIME (estoque mínimo)


Administração de Estoques
Os estoques são compostos de:
– matéria-prima
– material auxiliar
– material de manutenção
– material de escritório
– material e peças em processos
– produtos acabados
Justificativas para os estoques
• internas:
– quebras de equipamentos
– prevenção para casos de não cumprimento de prazos e
condições de fornecimentos pelos fornecedores
– fragilidade dos processos gerenciais, especialmente
planejamento

• Externas:
– variação da demanda
– condições climáticas
– eventos externos à organização e que podem demandar
estoques de proteção para regular o processo de produção
e entrega de produtos
Resumindo a necessidade de estoque...
Impossível ou inviável coordenar suprimento e
demanda:
- capacidade
- informação
- custo de obtenção
- restrições tecnológicas

Especular com os estoques:


- escassez
- oportunidade

Incerteza de previsões de suprimento e/ou demanda:


- estoques de segurança
Funções gerenciais associadas ao controle de estoques

•“o quê” ter em estoque (itens);


•“quando” reabastecer os estoques (periodicidade)
•“quanto” de estoque para um período
determinado
•“onde” e “como” estocar;
•controle periódico da quantidade, estado e valor
dos materiais estocados
•baixar itens obsoletos e danificados
•gerenciar custos de estoque
Nível de estoque: quais são os principais desafios
encontrados?

O controle do nível de estoque é fundamental em


qualquer empresa, pois é por meio dele que é
possível gerenciar custos, suavizar desperdícios e
fazer análises acerca da eficiência operacional do
negócio.
O problema é que gerir o nível de estoque para que
ele esteja na quantidade ideal para atender a
demanda de cada ponto de venda, varejo ou
distribuidor (sem faltas e sem excessos), não
é tarefa fácil.
Obstáculos para alcançar o nível de estoque ideal

Ter controle absoluto do estoque em todos os


elos da cadeia de suprimentos envolve muito
mais do que mudar processos, trata-se de uma
mudança de mentalidade, a qual deve ser
orientada pelo volume de vendas efetivado na
ponta final da cadeia (o consumidor) e não por
simples previsões matemáticas. Diante dessa
perspectiva, há alguns obstáculos que precisam
ser transpostos.
1. Sincronização dos processos da cadeia de
suprimentos

Manter o nível de estoque ideal depende


diretamente da coordenação entre a venda, a
gestão de estoques, a distribuição logística e a
produção de mercadorias. E um grande desafio
das empresas na gestão da cadeia produtiva é
fazer com que todos esses processos estejam
integrados e sincronizados.
1. Sincronização dos processos da
cadeia de suprimentos
Colocar indústrias, varejos, distribuidores,
bancos e governo no mesmo ritmo é realmente
bastante complexo. Mas é aqui que entra o
apoio da tecnologia. Com soluções de
integração, é possível automatizar a troca de
pedidos, de documentos fiscais, de transporte e
financeiros, para garantir a comunicação
padronizada entre as empresas.
1. Sincronização dos processos da
cadeia de suprimentos
Também é fundamental contar com soluções
que realizam, por meio de algoritmos
inteligentes, a sincronização entre a demanda e
a reposição de estoques, garantindo que o
produto certo esteja disponível no lugar e na
quantidade adequada.
2. Visibilidade e controle de
indicadores
É impossível chegar a um destino se não se sabe
de onde se está partindo. Por isso, ter acesso a
dados e informações de toda a cadeia de
suprimentos é tão importante. A partir de
indicadores de estoque e vendas, você sabe
exatamente se um produto está em risco de
falta em uma loja x e pode tomar ações para
reposição imediata.
2. Visibilidade e controle de
indicadores
Quantos desses indicadores você monitora
periodicamente? O ideal é trabalhar todos esses
parâmetros por meio de soluções tecnológicas
que disponibilizam dados na nuvem, as quais
geram relatórios e gráficos que indicam
minuciosamente o nível de eficiência de seus
processos, abrindo caminho para melhorias.
3. Relacionamento com fornecedores
Um dos principais desafios da cadeia de
suprimentos é criar uma cultura interna que
cultive relacionamentos de longo prazo com
fornecedores, trocando a mentalidade do
“ganho a qualquer custo” por uma interação
integrada e colaborativa com seus stakeholders.
3. Relacionamento com fornecedores
Entender que é possível que todos sejam
beneficiados nas relações comerciais ganha-
ganha facilita a criação de um fluxo de
abastecimento mais racional, ajustável de
acordo com as necessidades de seus clientes.
Isso faz diferença tanto para indústria quanto
nos distribuidores e no varejo
Afinal, como ajustar o nível de
estoque?
Imagine uma indústria que tenha que estimar a
demanda mensal de seus compradores para
organizar a entrega dos produtos da empresa com o
maior alinhamento possível entre oferta e
consumo. A estratégia de “indicar” quantidades,
empurrando mercadorias para o varejo no modelo
de sell-in, faz com que muitas companhias sofram
repetidos episódios de rupturas, ou mesmo que
produtos encalhem nos estoques das lojas. Isso
significa prejuízos e desperdício de recursos.
Afinal, como ajustar o nível de
estoque?
Por isso, é importante pensar não só em mensurar sua
eficiência a partir de indicadores específicos, estipulados
individualmente para cada um dos elos da cadeia. É
essencial ter uma visão do todo, para haja uma relação
colaborativa, de ganha-ganha para todos os envolvidos.
Isso só é possível a partir da mudança da lógica de sell-in
para sell-out, o que significa orientar todas as ações da
cadeia de suprimentos a partir da venda ao consumidor
final. Nesse cenário, ele torna-se o principal agente, que
dita o ritmo da produção e da distribuição de estoques
Afinal, como ajustar o nível de
estoque?
Algumas ferramentas apoiam as empresas na
inversão dessa lógica e trazem resultados
expressivos na gestão de estoques. Outras,
como já citamos anteriormente, fornecem
indicadores de estoque e vendas
dos varejos e distribuidores para que seja
possível orientar todos os processos pelo sell-
out.
Afinal, como ajustar o nível de
estoque?
Esse deslocamento, da simples estimativa para a
provisão dos itens segundo o real do consumo
(na ponta final do processo), eleva o grau de
maturidade entre os agentes da cadeia de
suprimentos, reduzindo os custos de
armazenamento, evitando desequilíbrios entre
unidades (na distribuição indústria-CDs-lojas) e
garantindo um fluxo de recebíveis/pagamento
mais alinhado, melhorando a robustez financeira
da empresa.
Indicadores fundamentais para a
gestão de estoques
Falamos acima sobre a importância dos
indicadores. Vamos ver a seguir quais os mais
importantes na cadeia de suprimentos para
apoiar a indústria e o varejo a alcançar o nível
de estoque ideal:
Ruptura
A ruptura é o indicador de falta de produtos nos
pontos de vendas. Ele mostra a porcentagem de
produtos ausentes em relação ao total de itens de
uma loja, considerando o catálogo total de
produtos.
Por exemplo: se um varejo vende 10 marcas de
água mineral de 500 ml e uma delas está sem
estoque, a ruptura desse produto é de 10%.
Para controlar os estoques e evitar a perda de
vendas, é essencial reduzir a ruptura nos pontos de
venda.
Excesso de Estoque — IVD
O IVD (Inventory Value Day) representa o valor
do excesso de estoque por dia. Com este
indicador, é você consegue identificar o quanto
o estoque parado está impactando o fluxo de
caixa de cada loja.
Um relatório com esse dado pode indicar quais
produtos com maior IVD precisam ser escoados
o mais rápido possível, para evitar que o
dinheiro fique parado.
Giro de estoques
O giro dos estoques indica quantas vezes um
produto é reposto dentro de determinado
período. Esse indicador permite analisar o nível
de atividade de cada item (se tem alta ou baixa
movimentação) e saber exatamente o momento
em que o estoque precisa ser renovado. Trata-
se de um número fundamental para uma gestão
de suprimentos de excelência, aumentando o
nivelamento dos estoques.
Giro de estoques
Se você não tem ainda um software que apoia a
gestão e a distribuição de seus
estoques, imagine quanto em competitividade
você pode perder se seu concorrente
implementar uma solução de excelência como
essa antes de você?
Ponto de Reposição

Nível de estoque

Ponto de
reposição
PR

tempo
Lead time (LT)
ou tempo de ressuprimento

Conceito de Lead time: tempo decorrido desde a colocação de um


pedido de ressuprimento até que o material esteja disponível para
utilização.
Emáx

E
S
Seção 2.4bv8,. Seção 2.45;;;4r55555555555555555555

tempo
A fórmula básica do ponto de reposição é:
PR = d x LT + Es
Onde: PR = ponto de ressuprimento em unidades
d = demanda média diária
LT = lead time ou tempo de ressuprimento (em dias)
Es = Estoque segurança em unidades
Custos
• Os custos de compra variam com a quantidade a ser adquirida e a
periodicidade da compra.
• Quanto maior a freqüência, e menor a quantidade, menor o custo
da estocagem e maior o de compra.
• Menor a freqüência, maiores as quantidades, menor o custo de
compra, e maior o de estocagem.
• Então, precisamos definir qual a quantidade que devemos
comprar.
Modelo do ponto de reposição
Pedir grandes lotes pode ter alto Mas pedir lotes muito pequenos
custo de armazenagem... pode ter alto custo (pedidos, fretes,
lote etc.)
Estoque médio

Lote
Poucos pedidos t Muitos pedidos t

Precisamos determinar o tamanho do lote (Q)...

Ou seja: Quanto comprar?


Lote Econômico de Compra

A igualdade dos custos ocorre no ponto de interseção das duas curvas.


Lote Econômico de Compra

 Este processo fornece com a quantidade de


ressuprimento ou a periodicidade de compra que
produz o menor total de custos possível
(considerados os custos de estoque e de compra).
 A minimização do custo ocorre quando o custo de
posse coincide com o do custo de aquisição.
Lote Econômico de Compra
(LEC)
Quantidade a ser comprada que minimiza os custos de estocagem e de
aquisição.

Premissas:
- Demanda média considerada conhecida e constante;
- Não há restrições quanto ao tamanho dos lotes (o transporte não tem
capacidade limitada e o fornecedor pode suprir tudo o que desejarmos);
- Custos envolvidos: apenas de estocagem (por unidade) e de pedido (por
ordem de compra);
- Lead time (tempo de ressuprimento) constante e conhecido;
- Não é considerada a possibilidade de agregar pedidos para mais de um
produto do mesmo fornecedor. Consideramos apenas um produto.

Nem todas as suposições são sempre realistas, mas simplificam o modelo, e


portanto, são consideradas para estimar a melhor quantidade a ser
comprada. Depois, pode ser ajustada para que a quantidade realmente
comprada não esteja muito distante.

Assim, o custo total por um período é composto pelo número de pedidos que
fazemos (multiplicado pelo custo de pedido) mais o estoque médio
(multiplicado pelo custo unitário de estoques).
LEC (Lote Econômico de Compra)
CustoTotal = (nº de pedidos x custo de pedido) + (estoque médio x custo
unitário de estocagem)
Com o LEC, calcula-se:
Nº de pedidos = demanda/qtd pedida
Tempo entre pedidos:
CT = [(D/Q)xCp] + [(Q/2)xCe]
CT: Custo Total TEP = LEC / D
D: demanda Freqüência de
Q: quantidade pedida pedidos:
Cp: custo de pedido FP = D / LEC
Ce: custo unitário de estocagem
Queremos achar o tamanho do
lote Q que minimiza o custo total, então:
Custo

Q= raiz[(2xDxCp)/Ce]
CT

Ce

(Q) = Lote econômico LEC Lote


Curiosidade: curva ABC
Item. Uso anual Custo Uso Uso anual Uso anual
Itens têm (unid) médio anual ($) acum ($) acum (%)
1 117 49 5.840 5.840 11,3
importância relativa 2 27 210 5.670 11.510 22,3
diferente 3 212 23 5.037 16.547 32,0
4 172 27 4.769 21.317 41,2
5 60 57 3.478 24.796 48,0
6 94 31 2.936 27.732 53,7
7 100 28 2.820 30.552 59,1
8 48 55 2.640 33.192 64,2
9 33 73 2.423 35.616 68,9
10 15 160 2.407 38.023 73,6
11 210 5 1.075 39.098 75,6
12 50 20 1.043 40.142 77,7
13 12 86 1.038 41.180 79,9
...

39 2 59 119 51.230 99,1


40 2 51 103 51.333 99,3
Devem merecer 41 4 19 79 51.412 99,5
42 2 37 75 51.488 99,6
atenção gerencial 43 2 29 59 51.547 99,7
diferente 44 1 48 48 51.596 99,8
45 1 34 34 51.630 99,9
46 1 28 28 51.659 99,9
47 3 8 25 51.684 100,0
A Curva ABC
Curva de Pareto ou curva ABC ou curva 80-20
100

90
% acumulada de valor de uso

80

70

60

50

40

30

Região Região
20
Região
10 A B C

0
20 100
itens (%)

Poucos Itens Importância Muitos itens menos


importantes média importantes
Exemplo

O ressuprimento de determinado item vem sendo realizado em lotes de 900


unidades para atender a um consumo anual de 4500 unidades. No Setor de
Gerência de Estoque foram levantados os seguintes dados:

Custo unitário: R$ 40,00


Custo de aquisição/ordem: R$ 225,00
Taxa anual de estocagem: 25% sobre o valor unitário de cada item
Tempo médio de ressuprimento: 30 dias
Não há estoque de segurança

Com base no princípio da melhor política (LEC), calcule:


a) O Lote Econômico de Compra.
b) O custo operacional anual mínimo (que se dará com o LEC).
c) O número de pedidos a serem realizados de acordo com a nova política
(frequência de reposição).
d) O tempo entre pedidos.
Resolução:

Dados: D = 4500 unidades/ano


Cu = R$ 40,00
Cp = R$ 225,00

a) Lote Econômico de Compra


LEC = raiz[(2x4500x225)/(40x0,25)] = 450 unidades

b) Custo operacional anual mínimo

CTmin = D/Q.Cp + (Q.Ce)/2 =4500.225/450+450.0,25.40/2 = R$ 4.500,00

c) Número de pedidos (frequência de reposição)

D/Q = 4500/450 = 10

d) TEP= LEC/D = 450/4500 = 0,1


em 360 dias = 36 dias
LOTE ECONÔMICO DE ESTOQUE
PONTO DE PEDIDO
ESTOQUE MÍNIMO
ESTOQUE ATUAL 600 PRODUTOS
VENDAS DO MÊS SETEMBRO: 195 PRODUTOS
LEAD TIME DO FORNECEDOR 7 DIAS
LEAD TIME DA EMPRESA 1 DIA ( VAREJO )

A) QUAL É O ESTOQUE DE SEGURANÇA?


B) QUAL É PONTO DE RESSUPRIMENTO?

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