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Espondiloartropatias Soronegativas

Espondilite Anquilosante
Introdução
 É uma Artropatias sistêmica crônica, que tem evolução
progressiva com surtos inflamatórios. Acomete,
primeiramente, o esqueleto axial, principalmente, as arts,
sacrilíacas em graus variáveis, a coluna vertebral, e em menor
extensão, as art. Periféricas.

 Os homens são mais acometidos, em uma incidência de 3/1,


em relação ao sexo feminino
Etiologia
 É desconhecia, mais existem duas provaveis causas (hipoteses) que tentam
explicar a ocorrençia de EA:

 H0: O FH: 2% dos individuos HLA-B27 desenvolve EA. Naqueles HLA-B27 +,


que tem parentes de 1° grau portador de EA, a frequençia aumenta de 15%
para 20%.

 H1: Fator infeccioso, exposição a agentes especificos do meio ambiente (p.


ex.,Kleibsiella sp., Sbigella e Salmonella).
Fisiopatologia
 Ocorrem duas lesões básicas: assinovite das articulações e a
inflamação dos tendões, o que causam destruição da cartilagem e
do osso.
 As alterações patológicas ocorrem em três estágios: reação
inflamatória com infiltração de linfócitos, formação de tecidos de
granulação e erosão do osso subjacente; em seguida ocorre
substituição do tecido de granulação por tecido fibroso, levando a
anquilose da articulação.
Características Clinicas
 Dor surda, em coluna lombar baixa e parte inferior das nadegas.

 Retificação de lordose.

 Limitação da expansão torácica.

 A marcha e a postura tornam-se características.

 Deformidade em cifose fixa.

 Progreção da cabeça para frente.

 Dor no quadril irradiando para as nadegas.

 Acometimento em articulações perifericas.


Manifestações extra-articulares
 Oculares: uveíte.

 Pulmonar: fibrose.

 Cardiovascular: pericardite, cardiomegalia, insuficiência


aórtica.

 Neurológica: subluxação e fratura vertebral C1, C2, e C5,

C6.
Diagnóstico Radiológico
 Quadratura dos corpos vertebrais.

 Sidesmofitos vertebrais.

 Osteítes.

 Coluna em bambu.

 Discite.

 Sacroileíte.
Critérios de Diagnóstico
 Modificados de NewYork em 1985.

 Dor lombar e rigidez por pelo menos três meses que é

aliviada com exercícios e não melhoram com repouso.

 Limitação da coluna lombar.

 Expansibilidade torácica diminuída.

 Sacroileíte, Grau 3 ou 4.
Alterações Laboratoriais
 Velocidade de hemossedimentaçãoVHS.

 Antígeno HLA-B27 +.

 Hemoglobina baixa.

 Fator reumatóide e antinuclear -.


Forma de Tratamento
 Fisioterapia.

 Medicamentoso.

 Cirúrgico.

 Psicológico.
Testes e Mensurações
 Teste de Gaenslen: paciente em posição supina deixando uma das

pernas caírem por um dos lados da maca, enquanto a outra perna


flexiona em direção ao tronco. + para dor em sacrilíaca.

 Teste de Patrick: com o paciente com o calcanhar sobre o joelho

contra-lateral, exerce-se uma pressão sobre o joelho flexionado, +


para dor em sacrilíaca.
Avaliação da Mobilidade da Coluna
 Sinal da Flecha: paciente em posição ereta com o dorso na parede,

verifica-se o afastamento do occipto com relação a parede.

 Teste de Schober: paciente em pé, medem-se 10 cm acima de L5 e

5 cm abaixo; pede-se para o indivíduo fazer inclinação anterior e


mede-se novamente a distância. O aumento da medida deve ser
em torno de 5 centímetros abaixo deste valor.