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Marcio Cardoso

Medição de Resistências
 A medição de resistências é uma das operações mais usuais em
medidas elétricas. Basicamente, essa medição caracteriza-se por se
determinar a diferença de potencial nos terminais de uma resistência
que é percorrida por uma corrente.
 Para se empregar esse princípio geral existem vários tipos de métodos
que devem ser utilizados dependendo do valor da resistência a medir e
da precisão desejada.
 Como uma forma de facilitar a classificação dos métodos, as
resistências são divididas em três categorias: Resistências fracas,
médias e elevadas.

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Medição de Resistências
Elevadas
 Para a medição de resistências elevadas correspondentes a valores
maiores do que 1 Mega Ohm, utiliza-se métodos já conhecidos
(intuitivamente) que fazem uso de corrente contínua.
 Este tipo de medição é empregado geralmente para a determinação da
resistência de isolamento de cabos elétricos, máquinas elétricas,
transformadores, etc.
 Basicamente existem três métodos para a medição de resistências
elevadas.

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Medição de Resistências
Elevadas
 Método do Voltímetro
 Método da Carga do Capacitor
 Método do Megger

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Método do Megger - Megaohmímetro
 O Megger é o instrumento mais utilizado para a medição de grandes
resistências como as de isolamento.
 Seu grande emprego na prática se deve ao fato de ser um instrumento
portátil, robusto e de fácil manuseio.
 O Megger possui uma fonte de tensão (normalmente na ordem de kV –
kiloVolts). Essa fonte de tensão pode ser um gerador de corrente contínua
acionada por meio de uma manivela (ohmímetro a magneto) ou uma fonte
constituída por uma bateria de 12 volts acoplada a um circuito conversor de
corrente contínua, que nada mais faz do que transformar a tensão da
bateria de 12 Volts para alguns kiloVolts, conforme desejado.

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Método do Megger - Megaohmímetro
 Existem ainda megaohmímetros digitais para medições rápidas de
isolamento, com tensão de saída de 0 a 1000 Volts cc ou ca, como os da
figura abaixo:
 A vantagem dos megaohmímetro digitais é óbvia, já que os dados podem
ser armazenados, tratados e classificados para futuras análises.

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Método do Megger - Megaohmímetro

O terminal “guarda” é previsto para desviar do medidor


(amperímetro) as correntes “estranhas”, isto é, forçar a circularem
pela fonte, e não pelo medidor, as correntes que durante a mesma
operação percorrem outras resistências que estão intrinsecamente
ligadas à resistência a medir, evitando assim que o instrumento
indique um valor que não corresponda àquele que se está realmente
medindo.

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Método do Megger - Megaohmímetro
 A seguir serão apresentadas 3 configurações que mostram bem a
utilidade do terminal “guarda” na medição das resistências de
isolamento entre as bobinas de um transformador. (entre si entre a
carcaça).
 Para isso, considere os seguintes índices: A para bobina de alta tensão,
B para bobina de baixa tensão e C para carcaça.

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Método do Megger - Megaohmímetro

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Método do Megger - Megaohmímetro

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Método do Megger - Megaohmímetro

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Método do Megger - Megaohmímetro
 Na prática, a medida das resistências de isolamento é feita ao logo do
tempo, ou seja, não é feita uma única medida instantânea. O que se faz
é registrar as variações da medida no tempo, que costuma ocorrer num
intervalo de tempo inicial e finalmente estabilizar depois de um certo
tempo.
 Por fim, deve-se salientar a necessidade de um cuidado que todo
operador de megaohmímetro deve ter ao terminar uma medição: Como
o megaohmímetro mede resistências elevadas, o espécime a ser medido
pode ser considerado um capacitor.
 Logo, quando o megaohmímetro aplica tensões elevadas ao espécime,
este pode armazenar uma certa carga, devendo o operador tomar o
cuidado de por em curto os terminais que estão sendo medidos depois
de desligado o megger.

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Método do Voltímetro
 Considere a figura abaixo, onde X é uma resistência elevada
(desconhecida) que está ligada em série com um voltímetro de
resistência interna RV sendo percorridos por uma corrente I fornecida
pela fonte de tensão contínua U.

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Método do Voltímetro

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Método da Carga do Capacitor

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Aterramento
 Quando ocorrem sobre tensões ou perturbações atmosféricas nas
linhas de transmissão e distribuição de energia, ligações terra seguras e
de baixa resistência elétrica são essenciais para o restabelecimento das
condições normais.
 Quanto mais baixa a resistência das ligações terra mais rapidamente a
normalidade retorna.
 Bom aterramento, associado a dispositivos de proteção e ligações
apropriadas, garante a continuidade do serviço, danos mínimos aos
equipamentos e maior segurança pessoal.

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Aterramento
 As características químicas do solo(teor de água , quantidade de sais
,etc...) influem diretamente sobre o modo como escolhemos o eletrodo
de aterramento. Os eletrodos mais utilizados na prática são: hastes de
aterramento, malhas de aterramento e estruturas metálicas das
fundações de concreto.
 A haste pode ser encontrada em vários tamanhos e diâmetros . O mais
comum é a haste de 2,5 m por 0,5 polegada de diâmetro. Não é raro ,
porém, encontrarmos hastes com 4,0 m de comprimento por 1
polegada de diâmetro.
 Cabe lembrar que, quanto maior a haste , mais riscos corremos de
atingir dutos subterrâneos (telefonia, gás).

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Aterramento
 Normalmente , quando não conseguimos uma boa resistência de terra
(menor que 10 Ω) , agrupamos mais de uma barra em paralelo.
 Quanto à haste , podemos encontrar no mercado dois tiposbásicos:
 Copperweld (haste com alma de aço revestida de cobre);
 Cantoneira (trata-se de uma cantoneira de ferro zincada , ou de
alumínio) .

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Malha de Aterramento
 A malha de aterramento é indicada para locais cujo solo seja
extremamente seco.
 Esse tipo de eletrodo de aterramento, normalmente, é instalado antes
da montagem do contra-piso do prédio, e se estende por quase toda a
área da construção.
 A malha de aterramento é feita de cobre, e sua “janela” interna pode
variar de tamanho dependendo da aplicação.

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Estruturas Metálicas
 Muitas instalações utilizam as ferragens da estrutura da construção
como eletrodo de aterramento elétrico.
 Resumindo, qualquer que seja o eletrodo de aterramento (haste, malha,
ou ferragens da estrutura), ele deve ter as seguintes características
gerais:
 Ser bom condutor de eletricidade.
 Ter resistência mecânica adequada ao esforço a que está submetido.
 Não reagir (oxidar) quimicamente com o solo.

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Problemas com Aterramento
 Tanto os locais que empregam malha de aterramento ou as estruturas
prediais, como terra, normalmente apresentam um inconveniente que
pode ser extremamente perigoso : a conexão com o pára – raios .
 Notem pela figura , que temos um exemplo de uma malha de terra
ligada ao pára – raios , e também aos demais equipamentos
eletroeletrônicos. Essa é uma prática que devemos evitar ao máximo,
pois nunca podemos prever a magnitude da potência que um raio pode
atingir.

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Problemas com Aterramento
 Dependendo das condições, o fio terra poderá não ser suficiente para
absorver toda a energia, e os equipamentos que estão junto a ele podem
sofrer o impacto .
 Portanto, nunca devemos compartilhar o fio terra de pára – raios com
qualquer equipamento eletroeletrônico.

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Quadro de distribuição

R
E
S
I
S
T CONDUTOR GERAL DE PROTECÇÃO
O ligador de eléctrodo permite separar (Condutor de protecção com ou sem derivações,
Ê o eléctrodo de terra do condutor geral ligado, em regra, directamente ao eléctrodo de
de protecção de forma a permitir a terra)
N respectiva medição de resistência de
terra
C
I
A

D
E
ELÉCTRODO DE TERRA
(Conjunto de materiais condutores enterrados,
T destinados a assegurar boa ligação eléctrica com
a terra e ligado, num único ponto – ligador de
E eléctrodo – ao condutor geral de protecção)

R
R
A TERRA (massa condutora da terra)
Resistência do circuito de terra

A resistência do circuito de terra depende de dois


fatores:
- A resistividade do terreno circundante
- A estrutura do eletrodo de terra

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Resistividade do terreno
A resistividade do terreno depende:
• Da composição do solo (argila, cascalho e areia, etc.)
• Do teor de sais minerais
• Da temperatura (a resistividade aumenta quando
diminui a temperatura)
• Da profundidade (a resistividade pode diminuir com a
profundidade)

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Eletrodo de terra
Uma forma de reduzir a resistência do circuito de terra
é colocar o elétrodo de terra a uma maior
profundidade (≥ 0,80 m).
Para aumentar a eficácia de um eletrodo de terra pode
usar-se uma série de varetas (a separação entre as
varetas deve ser pelo menos igual ao dobro do seu
comprimento), um anel condutor ou uma malha.

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Métodos de medida

- Método de queda de tensão com 3 e 4 fios (Método padrão que


utiliza duas estacas de terra)

- Método seletivo
(Sem desligar o eletrodo de terra pode-se medir a resistência de terra utilizando uma
combinação de estacas e uma pinça)

- Método de medida sem estacas


(Medição da resistência de terra através da utilização de pinças em vez de estacas de terra)

- Método bipolar

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Métodos de medida
Nos métodos de medida
de queda de tensão e
método seletivo há
necessidade de realizar
pelo menos cinco
medidas para estabelecer
uma curva característica
semelhante à da figura.
A resistência de terra é
medida na parte mais
plana da curva.

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Medidores de resistência de terra
Existem dois tipos de medidores de resistência
de terra:
- Medidores de resistência de terra de três e
quatro fios chamados telurómetros.

- Pinças de medida da resistência de terra.

Ambos os tipos de medidores aplicam uma tensão ao eletrodo de terra e


medem a corrente resultante.

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Método de queda de tensão A medida da
resistência de
terra pelo
método da
queda de
tensão implica
que se desligue
o eléctrodo de
terra do circuito
de terra da
instalação.

O telurómetro requer três ligações para realizar a medida de resistência de terra


no entanto os medidores mais precisos podem necessitar de uma quarta ligação
para eliminar do resultado da medida, a resistência dos próprios cabos de
ensaio.
O telurómetro injeta uma corrente alternada na terra através do eletrodo de terra
sob teste (X) e a estaca de corrente (Z). A seguir mede a queda de tensão entre
o eletrodo de terra (X) e a estaca de tensão (Y) e, por último, e mediante a lei
de Ohm calcula a resistência entre X e Y. 30
Método de queda de tensão Ao colocar as
varetas
verifique se a
estaca de
corrente, a
estaca de
tensão e o
eletrodo de
terra sob teste
se encontram
em linha reta.

Para realizar o ensaio a estaca de corrente (Z) coloca-se a uma certa distância do
eletrodo de terra sob teste (X). Posteriormente, mantendo a estaca de corrente (Z)
fixa, desloca-se a estaca de tensão (Y) pela linha entre X e Z para verificar se há
variação da resistência no trajecto.
Uma boa opção (técnica de declive de Tagg) é realizar três das leituras da
resistência de terra com a estaca de tensão (Y) a 20%, 40% e 60% da distância
entre o eléctrodo de terra sob teste (X) e a estaca de corrente (Z). 31
Método de queda de tensão
A regra dos
62%
permite
reduzir o
número de
1m 1m medidas a
realizar.

62% d d ≥ 30
m
A regra dos 62% é possível aplicar se estiver testando um eletrodo simples (não
uma malha nem uma placa grande), se o terreno for uniforme e se for possível
colocar a estaca de corrente (Z) a uma distância igual ou superior a 30 metros a
partir do eletrodo de terra sob teste (X). A estaca de tensão será colocada a 62%
dessa distância. Deve-se efetuar a medida e para comprovação devem-se realizar
mais duas medidas adicionais, uma com a estaca de tensão 1m mais perto e outra
1m mais afastada do eletrodo de terra sob teste. As leituras devem ser praticamente
iguais e pode-se considerar a primeira leitura como o valor da resistência de terra.
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Método selectivo

O método seletivo é uma variante do método de queda de tensão e pode


encontrar-se em medidores de resistência de terra de gama alta.
O método seletivo utiliza um transformador de corrente (pinça
amperimétrica) para medir a corrente de ensaio no eletrodo de terra que se
pretende testar, sem necessidade de o desligar da instalação.

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Método de medida sem estacas

O método de medida sem estacas é comodo


pois permite medir a resistência de terra da
instalação sem necessidade de desligar o
circuito de terra e sem utilizar nenhuma
estaca auxiliar de medida.
Para realizar a medida, o medidor utiliza um
transformador especial (pinça de tensão) que
gera uma tensão no condutor de terra com
uma frequência de ensaio (por exemplo de
1,667 KHz) e utiliza um segundo
transformador para medir a corrente
resultante.

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Método bipolar
O método bipolar utiliza um “eletrodo auxiliar” (por
exemplo uma tubagem metálica de água) que se
encontre nas proximidades da instalação mas
suficientemente afastada da mesma.
A resistência medida pelo medidor será o somatório
da resistência do circuito de terra do eletrodo, a
resistência do eletrodo auxiliar (que é baixa) e a
resistência dos cabos de medida (que também é
baixa) correspondendo fundamentalmente o valor
óhmico medido ao valor da resistência do circuito
de terra do eletrodo sob ensaio.

Este método é comodo de se realizar devendo no entanto ter-se atenção ao


seguinte:
Verificar se a tubagem de água não tem componentes em PVC (o que
aumentaria bastante a resistência de terra)
Verificar se o eletrodo auxiliar se encontra fora da área de influência do
eletrodo que se está a testar.
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Tratamento Químico do Solo
 Um aterramento elétrico é considerado satisfatório quando sua
resistência encontra-se abaixo dos 10 Ω.
 Quando não conseguimos esse valor, podemos mudar o número ou o
tipo de eletrodo de aterramento. No caso de haste, podemos mudá-la
para canaleta (onde a área de contato com o solo é maior) , ou ainda
agruparmos mais de uma barra para o mesmo terra.
 Caso isso não seja suficiente, podemos pensar em uma malha de
aterramento. Mas imaginem um solo tão seco que, mesmo com todas
essas técnicas, ainda não seja possível chegar-se aos 10 Ω

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1° Case
 3 Equipes;
 Procedimentos de como fazer o aterramento;
 Como cravar a Haste, como colocar a caixa de inspeção terra,
como conectar o cabo a haste, e interligar com o sistema
elétrico.
 Tabela de resistividade do solo;
 Resisitividade média, minima e máxima para cada tipo de
solo; quando utilizar o tratamento químico no solo;
 Tratamento químico do solo;
 Quais os tipos, características, quais os procedimentos

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