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ÉTICA NA PSICOLOGIA

CLÍNICA
A ÉTICA E A TÉCNICA NA ATUAÇÃO DO
PSICÓLOGO CLÍNICO

• Relevância para o exercício profissional;

• Deve fazer parte do processo formativo


profissional  O fazer clínico,

• Comprometimento com a alteridade, indo em


direção ao reconhecimento das singularidades e
respeito às diferenças.
TÉCNICA NA ATUAÇÃO
DO PSICÓLOGO CLÍNICO
Independentemente
• Podemos pensar das em diferenças
habilidadesentre as múltiplas
e competências
correntes teóricas que considerando
do psicoterapeuta constituem o que universo das
existem
psicoterapias, umateóricas
perspectivas questãoe que nos parece bastante
metodológicas que deva
permear todas elas é a possibilidade de enxergar o
divergentes ?
homem a partir de uma visão integrada/sistêmica, onde o
psíquico, o orgânico e o social, dada suas porosidades, se
• A concepção
agenciam de formação
exercendo influênciae de
na psicoterapia
construção varia
desse
indivíduo,
muito, assim como da
dependendo na abordagem
configuraçãoteórica
de suase
problemáticas.
metodológica de onde se origina.
Resolução N.° 010/2000
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA

• Dispõe sobre a especificidade e qualidade da


PSICOTERAPIA enquanto prática profissional
do psicólogo, com ênfase nas questões éticas
existentes.
Quem atua em
Psicoterapia?
No estágio atual da profissão no Brasil,
é uma prática não exclusiva do psicólogo.
Segundo a Lei nº 4.119/1962, § 1º: Constitui
função privativa do Psicólogo a utilização de
métodos e técnicas psicológicas com os
seguintes objetivos:
a) diagnóstico psicológico;
b) orientação e seleção profissional;
c) orientação psicopedagógica;
d) solução de problemas de ajustamento.
Resolução CFP 02/2001
• VI - Psicólogo especialista em Psicologia Clínica

• Atua na área específica da saúde, em diferentes


contextos, através de intervenções que visam reduzir
o sofrimento do homem, levando em conta a
complexidade do humano e sua subjetividade.

• Estas intervenções tanto podem ocorrer a nível


individual, grupal, social ou institucional e implicam
em uma variada gama de dispositivos clínicos já
consagrados ou a serem desenvolvidos, tanto em
perspectiva preventiva, como de diagnóstico ou
curativa.
ÉTICA NA ATUAÇÃO
DO PSICÓLOGO CLÍNICO

• Pautada na alteridade e na subjetividade;

• Formação Clínica:
– Estudos teóricos,
– Supervisão no treinamento do exercício prático,
– Análise pessoal (terapia)
ÉTICA NA ATUAÇÃO
DO PSICÓLOGO CLÍNICO
• Coerência com os caminhos teórico e técnico em
que se escolheu, em que se acredita, em que se
apresenta;

• Posição simplória do terapeuta;

• Não se colocar em atitude de crítica ou de


julgamento, mas de respeito, zelo e cuidado.
ÉTICA NA ATUAÇÃO
DO PSICÓLOGO CLÍNICO
• Atitude voltada para a compreensão e superação da
problemática;

• Respeito ao outro;

• Visualizar o sujeito enquanto indivíduo – Pessoa – Um


ser social e cultural

• Entendendo-o como sujeito que pensa, sente, fala e


constrói sentidos nas relações de subjetividades.
ÉTICA NA ATUAÇÃO
DO PSICÓLOGO CLÍNICO
1. COMPETÊNCIA (conhecer o terreno em que pisa e saber como atuar).

2. INTEGRIDADE (ser honesto, amável, franco e respeitoso).

3. RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL.

4. RESPEITO PELOS DIREITOS E DIGNIDADE DAS PESSOAS.

5. RESPEITO PELO BEM-ESTAR DOS OUTROS.

6. RESPONSABILIDADE SOCIAL (saber da importância social)


“Você pode ser religioso, acreditar em Deus,
numa revelação e mesmo numa Ordem do
mundo. No entanto, se essa fé comportar para
você uma noção do bem e do mal que lhe
permite saber de antemão quais condutas
humanas são louváveis e quais são condenáveis,
por favor, abstenha-se: seu trabalho de
psicoterapeuta será desastroso [além de
passível de processo ético]”
(CALIGARIS, 2004)
• Na área da psicologia, o cuidado com as
questões éticas tem sido acentuado, pois é
importante levar em conta o potencial do
impacto da ação terapêutica nos valores,
ideais e estilo de vida dos pacientes.
• Embora seja comum se afirmar que o
terapeuta deve sempre respeitar os valores e
características do paciente, estudos revelam
que ao fim da terapia é comum se verificar
uma convergência dos valores do paciente
para aqueles do terapeuta .
• É importante lembrar que a terapia comportamental
baseia-se em princípios, técnicas e procedimentos sobre
como produzir mudanças, ela não estipula a priori quem
deve mudar, qual comportamento, porquê e quando.

• Estas decisões são tomadas pelo cliente.

• Ao terapeuta compete identificar pessoas e estímulos


ambientais que estejam mantendo o problema e fornecer
os meios, sugerir técnicas e procedimentos a serem
utilizados para que os objetivos do paciente sejam
alcançados.
• As diretrizes éticas funcionam não só para
garantir os direitos humanos dos pacientes,
evitando os abusos de poder e de controle,
mas também são extremamente úteis na
proteção do terapeuta.
• Não basta ao terapeuta saber os
procedimentos e técnicas comportamentais.

• Ele necessita entender bem todas as


implicações do uso de cada uma delas para o
presente e o futuro da pessoa, no contexto da
família e da sociedade.
Escolha das Técnicas
(1) A EFICÁCIA DA MESMA,

(2) SE ELA SE BASEIA EM PRINCÍPIOS TEÓRICOS ESTABELECIDOS,

(3) A RELAÇÃO VANTAGENS/DESVANTAGENS,

(4) AS IMPLICAÇÕES A LONGO PRAZO,

(5) A POSSIBILIDADE DELA SER INCORPORADA NA ROTINA DA PESSOA,

(6) A COERÊNCIA COM AS NORMAS CULTURAIS E

(7) A ACEITAÇÃO DO PACIENTE E DO SEU MEIO AO USO DA TÉCNICA.