Você está na página 1de 136

Capítulo 1

Os princípios básicos de
ligação e estrutura
molecular

Created by
Professor William Tam & Dr. Phillis Chang
Copyright © 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
About The Authors
These Powerpoint Lecture Slides were created and prepared by Professor
William Tam and his wife Dr. Phillis Chang.

Professor William Tam received his B.Sc. at the University of Hong Kong in
1990 and his Ph.D. at the University of Toronto (Canada) in 1995. He was an
NSERC postdoctoral fellow at the Imperial College (UK) and at Harvard
University (USA). He joined the Department of Chemistry at the University of
Guelph (Ontario, Canada) in 1998 and is currently a Full Professor and
Associate Chair in the department. Professor Tam has received several awards
in research and teaching, and according to Essential Science Indicators, he is
currently ranked as the Top 1% most cited Chemists worldwide. He has
published four books and over 80 scientific papers in top international journals
such as J. Am. Chem. Soc., Angew. Chem., Org. Lett., and J. Org. Chem.

Dr. Phillis Chang received her B.Sc. at New York University (USA) in 1994, her
M.Sc. and Ph.D. in 1997 and 2001 at the University of Guelph (Canada). She
lives in Guelph with her husband, William, and their son, Matthew.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


Table of Contents (hyperlinked)
1. A vida e os compostos de Carbono
2. Estrutura atômica
3. Ligações químicas: a regra do octeto
4. Como escrever estruturas de Lewis
5. Cargas formais e como as calcular
6. Isômeros
7. Como escrever e interpretar fórmulas estruturais
8. Teoria da ressonância
9. Mecânica quântica e estrutura atômica
10. Orbitais atômicos e configuração eletrônica
11. Orbitais moleculares
12. A estrutura do metano e etano: hibridização sp3
13. A estrutura do eteno (Etileno): hibridização sp2
14. A estrutura do etino (Acetileno): hibridização sp
15. Um resumo de conceitos importantes que vêm da mecânica
quântica
16. Como prever a geometria molecular: o modelo da repulsão dos
pares de elétrons de valência
17. Aplicações dos proncípios básicos

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


Neste capítulo, vamos considerar:

 Quais tipos de átomos formam as


moléculas orgânicas

 Os princípios que determinam como os


átomos se unem entre si

 Qual a melhor forma de descrever


moléculas orgânicas

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


1. A vida e a química dos compostos
de carbono
 A química orgânica é a química dos
compostos que contêm o elemento
carbono. Carbono, número atômico 6,
é um elemento do segundo período

 Se um composto não contém o


elemento carbono, diz-se que é
inorgânico
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 Os compostos de carbono são centrais para
a estrutura dos organismos vivos e,
portanto, para a existência da vida na Terra.
Nós existimos por causa dos compostos de
carbono

 Embora o carbono seja o principal elemento


dos compostos orgânicos, a maioria também
contém hidrogênio, e muitos contêm
nitrogênio, oxigênio, fósforo, enxofre, cloro
ou outros compostos.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Há duas razões importantes pelas quais o
carbono é o elemento que a natureza
escolheu para organismos vivos:

● Átomos de carbono podem formar fortes


ligações com outros átomos de carbono
para formar anéis e cadeias de átomos de
carbonos

● Os átomos de carbono também podem


formar fortes ligações a elementos como
hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e enxofre
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 Devido a estas propriedades de formação de
ligações, o carbono pode ser a base para a
enorme diversidade de compostos
necessários para o surgimento de
organismos vivos.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


2. Estrutura atômica
 Compostos
● formado por elementos combinados em
diferentes proporções
 Elementos
● Formado por átomos

 Átomos
● núcleo carregado positivamente contendo
prótons e nêutrons
● com uma nuvem envolvente de elétrons
carregados negativamente
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 Cada elemento é distinguido pelo seu
número atômico (Z)

 Número atômico = número de prótons


no núcleo

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


2A. Isótopos

 Embora todos os núcleos de todos os


átomos do mesmo elemento tenham o
mesmo número de prótons, alguns
átomos do mesmo elemento podem ter
massas diferentes porque possuem
números diferentes de nêutrons. Tais
átomos são chamados isótopos

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Exemplos

(1) 12
C 13
C 14
C
(6 prótons (6 prótons (6 prótons
6 nêutrons) 7 nêutrons) 8 nêutrons)

(2) 1
H 2
H 3
H
Hidrogênio Deutério Trítio
(1 próton (1 próton (1 próton
0 nêutrons) 1 nêutron) 2 nêutrons)

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


2B. Elétrons de valência
 Elétrons que circundam o núcleo existem em
camadas de energia crescente e em distâncias
crescentes do núcleo. A camada mais importante,
chamada de camada de valência, é a camada mais
externa, porque os elétrons dessa camada são os
que um átomo usa para fazer ligações químicas
com outros átomos para formar compostos.

 O número de elétrons na camada de valência


(chamados elétrons de valência) é igual ao
número do grupo do átomo

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 e.g. Carbono está no grupo IVA
● O carbono tem 4 elétrons de valência

 e.g. Nitrogênio está no grupo VA


● O nitrogênio tem 5 elétrons de
valência

 e.g. Halogênios estão no grupo VIIA


● F, Cl, Br, e I tem 7 elétrons de
valência

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


3. Ligações Químicas:
A regra do Octeto
 Ligações Iônicas (ou eletrovalentes)
são formadas pela transferência de um
ou mais elétrons de um átomo para
outro para criar íons

 Ligações covalentes resultam quando


átomos compartilham elétrons

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Regra do octeto
● Na formação de compostos, eles ganham,
perdem ou compartilham elétrons para
fornecer uma configuração eletrônica
estável caracterizada por 8 elétrons de
valência

● Quando a regra do octeto é satisfeita para


C, N, O e F, eles têm uma configuração
eletrônica análoga ao gás nobre Ne

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Lembre-se: configuração eletrônica de
gás nobre (inerte)

no de e- na camada externa
H [1s2] 2
Ne 1s2[2s22p6] 8
Ar 1s22s22p6[3s23p6] 8

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


3A. Ligações ionicas

 Átomos podem ganhar ou perder


elétrons e formar partículas carregadas
chamadas íons

● Uma ligação iônica é uma força


atrativa entre íons de carga oposta

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Eletronegatividade (EN)

● A habilidade intrínseca de um átomo para


atrair os elétrons compartilhados em uma
ligação covalente

● As eletronegatividades são baseadas em


uma escala arbitrária, sendo F o mais
eletronegativo (EN = 4.0) e Cs o menor
(EN = 0.7)

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


Elemento H
(EN) (2.1)
Li Be B C N O F
……..………
(1.0) (1.6) (2.0) (2.5) (3.0) (3.5) (4.0)
Na Mg Si P S Cl
………………...……
(0.9) (1.2) (1.8) (2.1) (2.5) (3.0)
K Br
………………………..…………………………………
(0.8) (2.8)
Rb I
………………………………………………..…………
(0.8) (2.5)
Cs
………………………………………………..…………
(0.7)

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


doa 1 e- para
Na Cl
1s2 2s2 2p6 3s1 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5
(1 e- na C.V.) (7 e- na C.V.)

Ligação Iônica

+ –
Na Cl
1s2 2s2 2p6 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6
8 8
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
B. Ligações Covalentes e estruturas
de Lewis

 Ligações covalentes se formam


compartilhando elétrons entre átomos de
eletronegatividades similares para alcançar
a configuração de um gás nobre

 As moléculas são compostas de átomos


unidos exclusiva ou predominantemente por
ligações covalentes

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Heterólise

A B A + B

 Homólise

A B A + B

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Exemplo

:Cl.: :
.Cl:

: :
[Ne] 3s2 3p5 [Ne] 3s2 3p5
Ligação colvalente

:Cl—Cl:
: :
: :

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Os íons podem conter ligações
covalentes. Considere, por exemplo, o
íon amônio

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


4. Como escrever estruturas de Lewis
 As estruturas de Lewis mostram as
conexões entre átomos em uma molécula,
ou íon, usando apenas os elétrons de
valência dos átomos envolvidos

 Para os elementos do grupo principal, o


número de elétrons de valência que um
átomo neutro traz para uma estrutura de
Lewis é o mesmo que o seu número de
grupo na tabela periódica.
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 Se a estrutura que estamos desenhando é
um íon negativo (um ânion), adicionamos
um elétron para cada carga negativa à
contagem original de elétrons de valência.
Se a estrutura é um íon positivo (um
cátion), subtraímos um elétron para cada
carga positiva

 Ao desenhar estruturas de Lewis, tentamos


dar a cada átomo a configuração eletrônica
de um gás nobre

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Exemplos

(1) Estrutura de Lewis do CH3Br

● Número total de elétrons de


valência:

C H Br

4 + 1 x 3 + 7 = 14

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


● H
H C Br
H

● H

: :
H C Br:
8 H 6 elétrons
elétrons de de valência
valência restantes
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
(2) Estrutura de Lewis da metilamina
(CH5N)

● Número total de todos os elétrons


de valência:

C H N

4 + 1 x 5 + 5 = 14

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


● H
H C N H
H H
2 elétrons de
● valência
H
restantes

:
H C N H
12 elétrons H H
de valência
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
4A. Exceções à regra do octeto
 Os elementos da segunda linha da tabela
periódica geralmente obedecem à regra do
octeto (Li, Be, B, C, N, O, F), pois possuem
um orbitais 2s e três 2p disponíveis para
ligação

 Os elementos da 3ª linha da tabela


periódica possuem orbitais d que podem ser
usados para ligação e podem não obedecer
à regra do octeto
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 Exemplos

2-
F
F F
Si
F F
F

(SiF 62-)
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 Algumas moléculas ou íons altamente
reativos têm átomos com menos de
oito elétrons em sua camada externa

F
B
F F

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


5. Cargas formais e como calcular

 Carga formal = número de elétrons de valência -


1/2 número de elétrons compartilhados - número de
elétrons não compartilhados

ou F = Z – (S /2) - U
onde F é a carga formal, Z é o número do grupo
do elemento, S é igual ao número de elétrons
compartilhados e U é o número de elétrons não
compartilhados.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Exemplos
(1) O íon amônio (NH4+)
H
H NH Lembre-se: F = Z - S /2 - U
H

Carga formal do H:
=1 – 2/2 – 0 = 0
Número N de e
o - No de e- não
do grupo compartilhados compartilhados
do H
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
Carga formal do N:
=5 – 8/2 – 0 = +1
Número do No de e- não
grupo do N No de e-
compartilhados compartilhados

Carga do íon = 4 x 0 +1 = +1
 A soma das cargas formais dos
elementos deve ser igual à carga da
molécula ou íon
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
-
(2) O íon nitrato (NO3 )

O
N Lembre-se: F = Z - S /2 - U
O O

Carga formal do O:
=6 – 2/2 – 6 = -1

Número do No de e- No de e- não
grupo do O compartilhados compartilhados

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


Carga formal do O:
= 6 – 4/2 – 4 = 0

Número do No de e- No de e- não
grupo do O compartilhados compartilhados

Carga formal do N:
= 5 – 8/2 – 0 = +1
Número do No de e- No de e- não
grupo do N compartilhados compartilhados

Carga do íon = 2 x (-1) + 0 +1 = -1


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
(3) Água (H2O)
A soma da carga formal de todos os
elementos em uma molécula deve ser
igual a zero

Carga formal do O = 6 – 4/2 – 4 = 0

Carga formal do H = 1 – 2/2 – 0 = 0

Carga da molécula = 0 + 2 x 0 = 0
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
5A. Resumo das cargas formais

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


6. Isômeros
 Isômeros: compostos diferentes que
possuem a mesma fórmula molecular

● Isômeros constitucionais:
isômeros que possuem a mesma
formula, mas diferente conectividade
– seus átomos estão ligados em um
arranjo diferente

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Exemplos
Fórmula Isômeros
Molecular constitucionais

C4H10

C3H7Cl

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Exemplos
Fórmula Isômeros
Molecular constitucionais

C2H6O

C4H8O2

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


7. Como escrever e interpretar
formulas estruturais

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


7A.
 Átomos ligados por ligações simples
(sigma) podem girar livremente em
relação a outro átomo

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


. Fórmulas estruturais condensadas

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


7C. Fórmulas em linha
 Aplique as seguintes regras ao desenhar fórmulas
de linha de ligação:

● Cada linha representa uma ligação

● Cada dobra em uma linha ou término de uma


linha representa um átomo de carbono, a menos
que outro grupo seja mostrado explicitamente

● Nenhuma letra C é escrita para átomos de


carbono, exceto opcionalmente para grupos CH3
no final de uma cadeia ou ramifcação
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
● Nenhuma letra H é mostrada para átomos de
hidrogênio, a menos que eles sejam necessários
para dar uma perspectiva tridimensional, em cujo
caso usamos cunhas tracejadas ou sólidas (como
explicado na próxima seção)

● O número de átomos de hidrogênio ligados a cada


carbono é inferido assumindo que tantos átomos
de hidrogênio estão presentes quanto necessário
para preencher a camada de valência do carbono,
a menos que uma carga seja indicada.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


● Quando um átomo diferente de carbono
ou hidrogênio está presente, o símbolo
para esse elemento é escrito no local
apropriado (ou seja, no lugar de uma
dobra ou no término da linha que leva ao
átomo)

● Átomos de hidrogênio ligados a átomos


diferentes de carbono (por exemplo,
oxigênio ou nitrogênio) são escritos
explicitamente

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
7D. Fórmulas Tridimensionais
 Uma cunha tracejada ( ) representa uma
ligação que se projeta atrás do plano do
papel

 Uma cunha sólida ( ) representa uma


ligação que se projeta frente do plano do
papel

 Uma linha comum ( ) representa uma


ligação que fica no plano do papel

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


7D. Fórmulas Tridimensionais

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
8. Teoria da ressonância
 Em uma estrutura de Lewis,
desenhamos uma localização bem
definida para os elétrons em uma
molécula. Em muitas moléculas e íons
(especialmente aquelas contendo
ligações p), pode ser desenhada mais
de uma estrutura de Lewis equivalente,
que representam a mesma molécula

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Podemos escrever três estruturas
diferentes porém equivalentes, 1–3

O O O
C C C
O O O O O O
1 2 3

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


O
C
O O
1

 As estruturas 1 a 3, embora não


sejam idênticas no papel, são
equivalentes; todas as suas ligações
carbono-oxigênio são de igual
comprimento
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 A teoria da ressonância afirma que sempre que
uma molécula, ou íon, pode ser representada por
duas ou mais estruturas de Lewis que diferem
apenas nas posições dos elétrons, duas coisas
serão verdadeiras:

● Nenhuma dessas estruturas, que chamamos de


estruturas de ressonância, ou contribuintes de
ressonância, será uma representação realista para a
molécula ou íon. Nenhuma estará em completo acordo
com as propriedades físicas ou químicas da substância
● A molécula ou íon real será melhor representada por um
híbrido (média) dessas estruturas

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


● Estruturas de ressonância, então, não
são estruturas reais para a molécula
ou íon real; eles existem apenas no
papel

O O O
C C C
O O O O O O

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


● Também é importante distinguir entre
ressonância e equilíbrio

● Em um equilíbrio entre duas ou mais


espécies, é correto pensar em estruturas
diferentes e átomos em movimento (ou
flutuantes), mas não no caso da
ressonância (como no íon carbonato).
Aqui os átomos não se movem e as
“estruturas” existem apenas no papel. Um
equilíbrio é indicado por e a
ressonância por
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
8A. Como escrever estruturas
de ressonância
 Estruturas de ressonância existem
apenas no papel. Embora não
tenham existência real própria, as
estruturas de ressonância são úteis
porque nos permitem descrever
moléculas e íons para os quais uma
única estrutura de Lewis é inadequada.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Escrevemos duas ou mais estruturas
de Lewis, chamando-as de estruturas
de ressonância ou contribuintes de
ressonância. Nós conectamos essas
estruturas por setas de duas pontas
, e dizemos que a molécula real ou
íon é um híbrido de todos eles.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Ao escrever uma estruura de ressonância,
só é permitido mover os elétrons

Estas são estruturas de ressonância

H2C CH2 CH CH2

Esta não é uma estrutura de ressonância


adequada de 1 e 2 porque um átomo de
hidrogênio foi movido
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 Todas as estruturas devem ser estruturas
de Lewis adequadas

H
H C O H
H

Esta não é uma ressonância adequada


estrutura do metanol
(carbono hipervalente com 5 ligações!!)

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 A energia do híbrido de ressonância é
menor que a energia de qualquer estrutura
contribuinte. A ressonância estabiliza uma
molécula ou íon. Isto é especialmente
verdadeiro quando as estruturas de
ressonância são equivalentes. Se as
estruturas de ressonância forem
equivalentes, então a estabilização de
ressonância é grande

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Quanto mais estável for uma estrutura
(quando tomada por si), maior será
sua contribuição para o híbrido

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


8B. O uso de setas curvas: como
escrever estruturas de ressonância
 Setas curvas
● mostra a direção do fluxo de elétrons em um
mecanismo de reação
● aponta da fonte de elétrons para o átomo que
recebe o recebe
● sempre mostra o fluxo de elétrons de um local de
maior densidade de elétrons para um local de
menor densidade eletrônica
● nunca mostre o movimento dos átomos. Supõe-se
que os átomos sigam o fluxo dos elétrons

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Exemplos

HO H

-
O
N
H
H C
H 

O O
O
H3C O H+ OH H3C O +H H
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 Exemplos

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


8C. Como decidir quando uma
estrutura de ressonância contribui
mais para o híbrido
 Quanto mais ligações covalentes uma
estrutura possui, mais estável ela é
 Separação de carga diminui a estabilidade

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Estruturas nas quais todos os átomos
possuem uma camada completa de
elétrons (isto é, a estrutura de gás
nobre) são mais estáveis

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


9. Mecânica Quântica e
Estrutura Atômica
 Mecânica Ondulatória e Mecânica
Quântica
● Cada função de onda, y, corresponde a
um estado de energia diferente para um
elétron
● Cada estado de energia é um subnível
onde um ou dois elétrons podem residir

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Funções de onda são ferramentas para
calcular duas propriedades importantes

● A energia associada ao estado do


elétron pode ser calculada

● A probabilidade relativa de um elétron


residindo em lugares específicos no
subnível pode ser determinada

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 O sinal da fase de uma equação de onda
indica se a solução é positiva ou negativa
quando calculada para um dado ponto no
espaço em relação ao núcleo

 As funções das ondas, sejam elas para


ondas sonoras, ondas de um lago ou para a
energia de um elétron, têm a possibilidade
de interferência construtiva e interferência
destrutiva.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


● Interferência construtiva ocorre
quando as funções de onda com o
mesmo sinal de fase interagem. Há um
efeito de reforço e a amplitude da
função de onda aumenta
● Interferência destrutiva ocorre
quando as funções de onda com sinais
de fase oposta interagem. Há um efeito
subtrativo e a amplitude da função de
onda vai para zero ou muda de sinal

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
10. Orbitais atômicos e
configuração eletrônica

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


0A. Configurações eletrônicas
 As energias relativas dos orbitais atômicos
nas primeiras e segundas camadas principais
são as seguintes:
● Os elétrons em orbitais 1s têm a energia mais
baixa porque estão mais próximos do núcleo
positivo
● Elétrons em orbitais 2s são os mais baixos em
energia
● Elétrons dos três orbitais 2p têm energia igual
mas maior que a orbital 2s
● Orbitais de igual energia (como os três orbitais
2p) são chamados de orbitais degenerados
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 Princípio Aufbau
● Orbitais são preenchidos para que
aqueles de menor energia sejam
preenchidos primeiro

 Princípio da exclusão de Pauli


● Um máximo de dois elétrons pode
ser colocado em cada orbital, mas
somente quando os spins dos
elétrons são emparelhados

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Regra de Hund
● Quando chegamos a orbitais de igual energia
(orbitais degenerados) como, por exemplo os
três orbitais p, adicionamos um elétron a cada
um com seus spins desemparelhados até que
cada um dos orbitais degenerados contenha
um elétron (isso permite que os elétrons, que
se repelem, fiquem mais afastados). Então,
começamos a adicionar um segundo elétron a
cada orbital degenerado para que os spins
sejam emparelhados.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
11. Orbitais moleculares

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Não podemos saber simultaneamente a
posição e o momento de um elétron
 Um orbital atômico (OA) representa
a região do espaço onde um ou dois
elétrons de um átomo isolado podem
ser encontrados
 Um orbital molecular (OM)
representa a região do espaço onde
um ou dois elétrons de uma molécula
são encontrados

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Um orbital (atômico ou molecular) pode
conter no máximo dois elétrons
emparelhados por spin (princípio de
exclusão de Pauli)

 Quando os orbitais atômicos se combinam,


para formar orbitais moleculares, o número
de orbitais moleculares que resultam é
sempre igual ao número de orbitais
atômicos que combinam

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Um orbital molecular ligante (ymolec)
se forma quando dois orbitais em fase
se sobrepõem

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Um orbital molecular anti-ligante
(y*molec) se forma quando dois orbiais
for a de fase se sobrepõem

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
12. Estrutura do metano e etano:
hibridização sp3

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Hibridização
● sp3
Cabono
ligação Hibridizado
covalente sp3

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Hibridização
● sp3

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


12A. A estrutura do metano

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
12B. A estrutura do etano

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
13. A estrutura do eteno
(etileno): hibridização sp2
 sp2

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 sp2

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
Um carbono com hibridização sp2

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


Um modelo para os orbitais moleculares ligantes do
Eteno, formados a partir de dois átomos de carbono
com hibridização sp2 e quatro átomos de H.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
3A. Rotação restrita e a ligação
dupla
 Existe uma grande barreira energética
à rotação associada a grupos unidos
por uma dupla ligação
● ~264 kJ/mol (força da lig. p)
● Em comparação, a rotação de
grupos ligados por ligações simples
C-C é em torno de ~13-26 kJ/mol

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
13B. Isomerismo Cis -Trans
 Estereoquímica das ligações duplas

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


H3C
CH3

(trans) (cis)

● Rotação restrita da lig. C=C

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


• Sistema Cis-Trans
o Útil para alcenos 1,2
dissubstituídos

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
14. A estrutura do etino
(Acetileno): Hibridização sp
 sp

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
 sp orbital
● 50% de caráter s, 50% de caráter p

 sp2 orbital
● 33% de caráter s, 66% de caráter p

 sp3 orbital
● 25% de caráter s, 75% de caráter p

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


A. Comprimentos de ligação no
Etino, Eteno e Etano
 A ligação tripla carbono-carbono do
etino é mais curta do que a ligação
dupla carbono-carbono do eteno, que
por sua vez é mais curta que a ligação
simples carbono-carbono do etano

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


 Razões:
• Quanto maior o caráter orbital de um ou
ambos os átomos, menor é a ligação.
Isso ocorre porque os orbitais s são
esféricos e têm mais densidade eletrônica
próxima ao núcleo do que os orbitais p
• Quanto maior o caráter p de um orbital
em um ou ambos os átomos, maior é a
ligação. Isso ocorre porque os orbitais p
são em forma de lóbulo com densidade
de elétrons que se estende para longe do
núcleo
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
15. Um resumo de conceitos
importantes que vêm da
mecânica quântica
1) Um orbital atômico (AO) corresponde a
uma região do espaço em torno do núcleo
de um único átomo, onde há uma alta
probabilidade de encontrar um elétron. Os
orbitais s são esféricos e os orbitais p são
como duas esferas quase tangentes. Os
orbitais podem conter no máximo dois
elétrons quando seus spins são pareados

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


2) Quando os orbitais atômicos se
sobrepõem, eles se combinam para formar
orbitais moleculares (OMs)
3) Quando orbitais atômicos com o mesmo
sinal de fase interagem, eles se combinam
para formar um orbital molecular
ligante
4) Um orbital molecular antiligante se forma
quando os orbitais em fase oposta se
sobrepõem

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


5) A energia dos elétrons em um orbital
molecular ligante é menor que a energia
dos elétrons em seus orbitais atômicos
separados
6) O número de orbitais moleculares é
sempre igual ao número de orbitais
atômicos dos quais eles são formados
7) Os orbitais atômicos híbridos são
obtidos pela mistura (hibridização) das
funções de onda para orbitais de diferentes
tipos (ou seja, orbitais s e p), mas a partir
do mesmo átomo
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
8) A hibridização de três orbitais p com
um orbital s produz quatro orbitais
sp3 e eles são tetraédricos

9) A hibridização de dois orbitais p com


um orbital s produz três orbitais sp2
e são trigonais planos

10) A hibridização de um orbital p com


um orbital s produz dois orbitais sp,
uma molécula linear
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
11) Um ligação sigma s (um tipo de ligação
simples) é aquela em que a densidade de
elétrons tem simetria circular quando vista
ao longo do eixo de ligação

12) Uma ligação pi (p), parte de ligações


carbono-carbono duplas e triplas, é aquela
em que as densidades de elétrons de dois
orbitais p paralelos adjacentes se
sobrepõem de lado para formar um orbital
molecular pi ligante

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


16. Como prever a geometria
molecular: o modelo de
repulsão de pares de elétrons
da camada de valência
 Modelo de repulsão dos pares de
elétrons de valência (RPECV):
1) Consideramos moléculas (ou íons) em
que o átomo central é covalentemente
ligado a dois ou mais átomos ou
grupos
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
2) Consideramos todos os pares de
elétrons de valência do átomo
central - tanto aqueles que são
compartilhados em ligações
covalentes, chamados de pares de
ligação, quanto aqueles que são
não compartilhados, chamados de
pares não-ligantes ou pares não
compartilhados ou pares isolados.

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


3) Como os pares de elétrons se
repelem, os pares de elétrons da
camada de valência tendem a
permanecer o mais afastados
possível. A repulsão entre pares
não-ligantes é geralmente maior
que aquela entre pares ligantes

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


4) Chegamos à geometria da
molécula considerando todos os
pares de elétrons, ligantes e não-
ligantes, mas descrevemos a
forma da molécula ou íon
referindo-nos às posições dos
núcleos (ou átomos) e não pelas
posições dos pares de elétrons

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


16A. Metano

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


16B. Amônia

 Um arranjo tetraédrico dos pares de elétrons


explica o arranjo piramidal trigonal dos quatro
átomos. Os ângulos de ligação são 107° (não
109,5°), porque o par não-ligante ocupa mais
espaço do que os pares ligantes
© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
16C. Água

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


16D. Trifluoeto de Boro

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


16E. Hidreto de Berílio

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


16F. Dióxido de carbono

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.


© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.
17. Aplicações dos Princípios Básicos

 Cargas opostas se atraem

 Cargas iguais se repelem

 A natureza tende a estados de menor energia


potencial

 Sobreposição Orbital Estabiliza as Moléculas

© 2014 by John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.

Você também pode gostar