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LINGUAGEM, TEXTO E

TEXTUALIDADE
Profa. Ma. Wilma Avelino de Carvalho
CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM
LINGUAGEM COMO REPRESENTAÇÃO DO
PENSAMENTO

 A expressão se constrói no interior da mente,


sendo sua exteriorização apenas uma tradução;
 Há regras para serem seguidas para a
organização lógica do pensamento e,
consequentemente, da linguagem. (TRAVAGLIA,
2009, p. 21).
LINGUAGEM COMO REPRESENTAÇÃO DO
PENSAMENTO - SUJEITO

 Sujeito psicológico, individual, dono de sua vontade e


de suas ações;
 Sujeito social, interativo, mas que detém o domínio de
suas ações. (KOCH, 2003, p. 13-14).
LINGUAGEM COMO ESTRUTURA

 A língua é vista como um código, ou seja, como um


conjunto de signos que se combinam segundo regras, e
que é capaz de transmitir uma mensagem, informações
de um emissor a um receptor. (TRAVAGLIA, 2009, p.
22).
LINGUAGEM COMO ESTRUTURA - SUJEITO

 Sujeito determinado, assujeitado pelo sistema,


caracterizado por uma espécie de ‘não consciência’. O
princípio explicativo de todo e qualquer fenômeno e de
todo e qualquer comportamento individual repousa
sobre a consideração do sistema, quer linguístico, quer
social. (KOCH, 2003, p. 14).
LINGUAGEM COMO FORMA OU PROCESSO
DE INTERAÇÃO

 Nessa concepção o que o indivíduo faz ao usar a língua


não é tão-somente traduzir e exteriorizar um
pensamento, ou transmitir informações a outrem, mas
sim realizar ações, agir, atuar sobre o interlocutor
(ouvinte/leitor).
 A linguagem é o lugar da interação humana.
(TRAVAGLIA, 2009, p. 23)
LINGUAGEM COMO FORMA OU PROCESSO
DE INTERAÇÃO - SUJEITO

 Sujeito como entidade psicossocial, sublinhando-se o


caráter ativo dos sujeitos na produção [...] do social e
da interação e defendendo a posição de que os sujeitos
(re)produzem o social na medida em que participam
ativamente da definição da situação na qual se acham
engajados, e que são atores na atualização das
imagens e das representações sem as quais não
poderia existir. (KOCH, 2003, p. 16)
(MARCUSCHI, 2009,p. 61)
TEXTO
LINGUAGEM COMO REPRESENTAÇÃO DO
PENSAMENTO -TEXTO

 O texto é visto como um produto - lógico – do


pensamento (representação mental) do autor, nada
mais cabendo ao leitor/ouvinte senão ‘captar’ essa
representação mental, juntamente com as intenções
(psicológicas) do produtor, exercendo, pois, um papel
essencialmente passivo. (KOCH, 2003, p. 16).
LINGUAGEM COMO ESTRUTURA - TEXTO

 O texto é visto como simples produto da codificação de


um emissor a ser decodificado pelo leitor/ouvinte,
bastando a este, para tanto, o conhecimento do
código, já que o texto, uma vez codificado, é
totalmente explícito. (KOCH, 2003, p. 16).
LINGUAGEM COMO REPRESENTAÇÃO DO
PENSAMENTO – CONCEITO DE TEXTO

 O texto passa a ser considerado o próprio lugar da interação e


os interlocutores, como sujeitos ativos que – dialogicamente –
nele se constroem e são construídos. (KOCH, 2003, p. 17).
(MARCUSCHI, p. 80)
TEXTUALIDADE
(VAL, 2008, p. 5)
COERÊNCIA

(VAL, 2008, p. 5)
COERÊNCIA

(VAL, 2008, p. 5)
COERÊNCIA
COESÃO

(VAL, 2008, p. 5)
(KOCH, 2010, p. 13)
INTENCIONALIDADE

• Diz fator pragmático - Redator/produtor/emissor.


Satisfazer os objetivos que tem em mente numa
determinada situação comunicativa informar,
impressionar, alarmar, convencer, pedir, ofender, etc.
ACEITABILIDADE

• Conjunto de ocorrências de um texto coerente, capaz de


levar o leitor a adquirir conhecimentos ou a cooperar
com os objetivos do produtor. A aceitabilidade depende
da autenticidade – qualidade, veracidade.
SITUACIONALIDADE

Diz respeito aos elementos responsáveis pela pertinência e


relevância do texto quanto ao contexto em que ocorre. É a
adequação do texto à situação sociocomunicativa.
INFORMATIVIDADE

• Interesse do recebedor – grau de informatividade.


• Diz respeito à medida de ocorrências de um texto que
são esperadas ou não, conhecidas ou não, no plano
conceitual e no formal. (VAL, p. 14).
INTERTEXTULIDADE

• Concerne aos fatores que fazem a utilização de um texto


dependente do conhecimento de outro(s) texto(s). (VAL,
p. 15).
REFERÊNCIAS

• KOCH, Ingedore G. Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. São Paulo:


Cortez, 2003.
• MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e
compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.
• TRAVAGLIA, Luis Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de
gramática. São Paulo: Cortez, 2009.
• VAL, Maria da Graça Costa. Redação e textualidade. São Paulo: Martins Fontes,
2008.
ATIVIDADE

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