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Conceitos básicos de eletricidade para

aplicação em instalações elétricas.

Prof.ª: Joarley Deyvid Dantas Porto


Email: jodeyvid@hotmail.com
Geração
A geração industrial de energia elétrica no Brasil é realizada,
principalmente, por meio do uso da energia potencial da água
(geração hidrelétrica) ou utilizando a energia potencial dos
combustíveis (geração termelétrica).
De acordo com Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL),
no Brasil, cerca de 70,8% (81 007 MW) da energia é gerada por
hidrelétricas
Transmissão
Transmissão significa o transporte de energia elétrica gerada
até os centros consumidores.
Nesse caso, a instalação necessita de uma subestação
retificadora – ou seja, que transforma a tensão alternada em tensão
contínua, transmitindo a energia elétrica em tensão contínua – e,
próximo aos centros consumidores, precisa de uma estação
inversora para transformar a tensão contínua em tensão alternada
outra vez, a fim de que se permita a conexão com a malha do
sistema interligado.
Distribuição
A distribuição é a parte do sistema elétrico incluída nos centros de
utilização (cidades, bairros, indústrias). A distribuição começa na
subestação abaixadora, onde a tensão da linha de transmissão é baixada
para valores padronizados nas redes de distribuição primária, por exemplo,
13,8 kV e 34,5 kV.
Das subestações de distribuição primária partem as redes de
distribuição secundária ou de baixa tensão.
Distribuição
As redes de distribuição dentro dos centros urbanos podem ser
aéreas ou subterrâneas. Nas redes aéreas, os transformadores podem ser
montados em postes ou em subestações abrigadas; nas redes
subterrâneas, os transformadores deverão ser montados em câmaras
subterrâneas.
A entrada de energia dos consumidores finais é denominada ramal
de entrada (aérea ou subterrânea). As redes de distribuição primária e
secundária normalmente são trifásicas, e as ligações aos consumidores
poderão ser monofásicas, bifásicas ou trifásicas, de acordo com a sua
carga:
Até 4 kW – monofásica (2 condutores)
Entre 4 e 8 kW – bifásica (3 condutores)
Maior que 8 kW – trifásica (3 ou 4 condutores)
Distribuição
Distribuição
O consumo de energia elétrica vem crescendo porque, cada vez mais,
a tecnologia oferece aparelhos que possibilitam economia de tempo e de mão
de obra, com uma simples conexão a uma tomada ou a uma chave elétrica.
Assim, qualquer construção nova ou reformada resultará em aumento da
demanda elétrica. As fontes tradicionais estão, aos poucos, exaurindo-se, e,
em face da agressão ao meio ambiente, os combustíveis fósseis, que
comprometem a qualidade do ar, precisam ser reduzidos.

Como a água está aos poucos se escasseando devido aos


desmatamentos, às queimadas e a outras agressões ao meio ambiente, as
grandes centrais hidrelétricas tornam-se cada vez menos recomendáveis,
porque causam a inundação de grandes áreas, com prejuízos à fauna e à flora,
como a extinção de animais que precisam ser preservados. Diante desse
aspecto, restam as fontes alternativas – energia nuclear, solar, eólica, das
marés e da biomassa.
TIPOS DE ENERGIA
Energias Renováveis
Energias renováveis são aquelas que regeneram-se espontaneamente
ou através da intervenção humana. São consideradas energias limpas, pois os
resíduos deixados na natureza são nulos.
Alguns exemplos de energias renováveis são:
Hidrelétrica - oriunda pela força da água dos rios;
Solar - obtida pelo calor e luz do sol;
Eólica - derivada da força dos ventos,
Geotérmica - provém do calor do interior da terra;
Biomassa - procedente de matérias orgânicas;
Mares e Oceanos - natural da força das ondas;
Hidrogênio - provém da reação entre hidrogênio e oxigênio que libera energia.
TIPOS DE ENERGIA
TIPOS DE ENERGIA
Energias Não Renováveis
Energias não renováveis são aquelas que se encontram na natureza
em grandes quantidades, mas uma vez esgotadas, não podem mais
ser regeneradas.
Têm reservas finitas, pois é necessário muito tempo para sua
formação na natureza. São consideradas energias poluentes, porque
sua utilização causa danos para o meio-ambiente.
Exemplos de energia não renováveis:

•Combustíveis fósseis: como o petróleo, o carvão mineral, o xisto e o


gás natural;

•Energia Nuclear: que necessita urânio e tório para ser produzida.


TIPOS DE ENERGIA
Conceitos básicos de eletricidade para
aplicação em instalações elétricas.

Prof.ª: Joarley Deyvid Dantas Porto


Email: jodeyvid@hotmail.com
TIPOS DE ENERGIA
Energia é tudo aquilo capaz de produzir trabalho, de realizar uma
ação (por exemplo, produzir calor, luz, radiação etc.)..
A energia elétrica é um tipo especial de energia por meio da qual
podemos obter os efeitos citados; ela é usada para transmitir e transformar
a energia primária da fonte produtora que aciona os geradores em outros
tipos de energia utilizados em nossas residências.
Para entendermos melhor, definiremos os conceitos fundamentais
de energia e de eletricidade, começando pela energia potencial e energia
cinética.

Energia potencial
É a energia armazenada como resultado de sua posição.

Energia cinética
É a energia resultante do movimento
Tipos e formas de distribuição de energia

Energia Mecânica;
Energia Térmica;
Energia Luminosa;
Energia sonora;
Energia química;
Energia atômica;
Energia eólica;
Energia Cinética;
Energia elétrica
Todos os corpos
são compostos de
moléculas, e estas são um
aglomerado de um ou
mais átomos, a menor
porção de matéria.
Os átomos são compostos por partículas infinitesimais(muito
pequenas) de prótons, nêutrons e elétrons.

Cada átomo
compõe-se de um
núcleo no qual existem
prótons, com carga
positiva, e nêutrons,
sem carga; em torno
do núcleo, gravitam os
elétrons, elementos de
carga negativa.
A unidade de medida
de potência ativa é o Watt (W).
O que é diferença de potencial?
Ela pode ser denominada de tensão e corresponde ao trabalho feito para
deslocar cargas elétricas entre dois pontos.

A diferença de potencial elétrico multiplicada pelo módulo da carga,


corresponde ao trabalho que deve ser feito sobre cada portador de carga
para que ele seja movimentado por um circuito elétrico. A primeira lei de
Ohm mostra que a ddp (U)pode ser determinada matematicamente como
o produto da resistência (R) do material pela corrente elétrica (i).

U=R.i

Segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de


medida para ddp é o volt (V).
220V ou 110V?
As tensões elétricas nas cidades brasileiras são de 220 V ou 110 V.
Essa diferença gera algumas polêmicas relacionadas com o consumo de
energia.
O consumo de energia elétrica não está relacionado apenas com
a ddp ou apenas com a corrente elétrica, mas, sim, com o produto dessas
duas grandezas. A potência elétrica (P) é definida como a quantidade de
energia consumida em função do tempo e é determinada
matematicamente como o produto da ddp (U) pela corrente elétrica (i).

P=i.U

Para aparelhos elétricos de maior consumo, o ideal é que a rede


elétrica seja de 220 V. Isso é necessário não para que o consumo seja
diminuído, mas para que a rede elétrica ofereça maior segurança e que haja
menor perda na transmissão de energia.
EXEMPLO:
Imagine que em sua casa o chuveiro tenha potência elétrica de
5500 W. Se a tensão elétrica residencial for de 110 V, aplicando a equação
para potencia elétrica, teríamos:
P=U.I

5500 = 110 . I

i = 50 A

Caso a ddp fosse 220 v, teríamos:


P=U.I

5500 = 220 . I

i = 25 A
CONCLUSÃO:

Repare que, no uso da tensão de 220 V, a corrente elétrica foi


menor. Isso possibilita a utilização de fios de menor espessura, o que gera
menos perda de energia elétrica. Todavia, lembre-se de que o consumo
será exatamente o mesmo, pois ele depende da potência dos
equipamentos. Veja:

P=U.I

P1 = 220. 25 = 5500 W

P2 = 110. 50 = 5500 W.
A corrente elétrica é o movimento ordenado dos elétrons livres
no interior de um condutor elétrico sob a influência de uma fonte de
tensão elétrica.
Esse termo, corrente elétrica, é originado de uma antiga
concepção sobre a eletricidade ser um fluido capaz de se
canalizar por condutores.
Sentido da corrente elétrica
Sentido Real: ocorre nos condutores sólidos, é o movimento dos elétrons e
acontece do polo negativo para o polo positivo.

Sentido convencional: é o sentido da corrente elétrica que corresponde ao sentido


do campo elétrico no interior do condutor, que vai do polo positivo para o negativo.
Efeitos da corrente elétrica

Efeito Térmico ou Joule – Quando um condutor aquece em


razão da colisão entre elétrons livres e átomos.

Efeito Luminoso – Quando há transformação direta de energia


elétrica para energia luminosa.

Efeito Magnético – Quando é criado um campo magnético


próximo à região do condutor percorrido pela corrente elétrica.

Efeito Químico - Quando ocorre eletrólise.


Resistência Elétrica
Chama-se resistência elétrica a oposição interna do material à
circulação das cargas. Por isso, os corpos maus condutores têm resistência
elevada, e os bons condutores têm menor resistência.
Isso se deve às forças que mantêm os elétrons livres, agregados ao núcleo
do material.
Assim, chegou-se à seguinte conclusão:
“Corpos bons condutores são aqueles em que os elétrons mais externos, mediante
um estímulo apropriado (atrito, contato ou campo magnético), podem facilmente
ser retirados dos átomos.”

Exemplos de corpos bons condutores: platina, prata, cobre e alumínio.

“Corpos maus condutores são aqueles em que os elétrons estão tão rigidamente
solidários aos núcleos que somente com grandes dificuldades podem ser retirados
por um estímulo exterior.”

Exemplos de corpos maus condutores: porcelana, vidro, madeira.


Resistência Elétrica
A resistência R depende do tipo do material, do comprimento, da
seção A e da temperatura.

Cada material tem a sua resistência específica própria, ou seja, a


sua resistividade (ρ). Então, a expressão da resistência em função dos
dados relativos ao condutor é:
EXEMPLO:

Para o cobre, temos α = 0,0039 C–1 a 0 °C e 0,004 C–1 a 20 °C.


Ohm* estabeleceu a lei que tem o seu nome e que inter-relaciona as
grandezas d.d.p., corrente e resistência
Queda de Tensão

A tensão representa nível energético elétrico. A


corrente elétrica, ao percorrer um circuito constituído
por condutores e outros elementos resistivos,
despende a energia de que está dotada, a fim de
vencer as resistências que lhes são opostas. Portanto,
a tensão vai se reduzindo a partir da fonte geradora
até o retorno da corrente à mesma fonte. Diz-se, pois,
que ocorre uma queda de tensão ou perda de carga
energética ao longo do circuito.

U= f.e.m – Ri x I
A queda de tensão elétrica
É uma anomalia causada pelas distâncias percorridas pela corrente
elétrica em um circuito, quanto maior for o comprimento do condutor maior será a
queda de tensão, isso devido ao aumento de resistência elétrica devido a
quantidade maior de material utilizado para fazer maiores condutores.
De modo simplificado desconsiderando o efeito magnético, é possível calcular a
queda de tensão de modo tolerável usando os valores de resistência dos condutores e as
equações abaixo:

R: Resistência elétrica em ohm.


ρ: Resistividade especifica do material
(0,0172 para o cobre).
l: Comprimento do condutor em metros.
S: Seção do condutor em mm².
Exemplo:
Um cabo de cobre, seção 2,5mm², alimentando uma tomada a 25m da fonte
alimentadora.

R=(0,0172*25)/2,5 R=0,172Ω

Para o cálculo da queda de tensão.

Onde:
ΔE: Queda de tensão em volt.
R: Resistência elétrica por fase em ohm.
I: Corrente elétrica em ampère.
cosθ: Fator de potência.
Exemplo:
Ainda com a mesma tomada, considerar que ela alimenta uma carga que consome 9A e que
o fator de potência seja 0,8.

ΔE=2*0,172*9*0,8 ΔE=2,47V

Para o cálculo da queda de tensão.

Onde:
ΔE%= Percentual de queda de tensão.
ΔE: Queda de tensão em volt.
E: Tensão em volt.
Exemplo:
Ainda com a mesma tomada, considerar uma tensão de 127V.

ΔE%=100*(2,47/127) ΔE%= 1,94%

Seguem os valores máximos de percentual de queda de tensão admitidos por


esquema de ligação.

Sistema monofásico 127V / Queda de tensão admissível 3%.


Sistema monofásico 220V / Queda de tensão admissível 3%.
Sistema trifásico 127/220V / Queda de tensão admissível 5%.
Sistema trifásico 220/380V / Queda de tensão admissível 5%.

Desta forma fica demonstrado como calcular a queda de tensão em um condutor


usando a resistência.
EXEMPLO
Os circuitos séries são aqueles em que a mesma corrente percorre
todos os seus elementos.

A iluminação da árvore de Natal é um exemplo de circuito série. Vamos


supor que tenhamos 15 lâmpadas de 8 volts cada uma e queiramos ligá-las na
tomada de 120 volts de nossa casa. Como disporemos as lâmpadas? Qual a
corrente circulante se cada lâmpada dissipa 5 watts? Qual a resistência
equivalente?
EXEMPLO
A iluminação da árvore de Natal é um exemplo de circuito série. Vamos
supor que tenhamos 15 lâmpadas de 8 volts cada uma e queiramos ligá-las na
tomada de 120 volts de nossa casa. Como disporemos as lâmpadas? Qual a
corrente circulante se cada lâmpada dissipa 5 watts? Qual a resistência
equivalente?