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SETEMBRO AMARELO

Precisamos falar sobre


SUICÍDIO
Psicóloga Viviane Moura
CRP 06/122083
COMO AJUDAR?

• Evite julgamentos
• Evite Banalizar o sentimento do outro
• Evite Generalizar
• Ofereça companhia
• Ouvir não escutar
• Ofereça auxilio e disposição
(CAPS/CVV/atendimento/Orientação)
Se alguém pedir para conversar, a interação se iniciará de modo mais fácil.

No entanto, se você está preocupado com a saúde mental de alguém, então você
terá de abordar a pessoa para iniciar a conversa.

Se disser que não quer conversar, que está tudo bem, ou outra resposta que
interrompa ou modifique a direção da abordagem, é importante dizer que está

tudo bem e, de certa forma, deixar “a porta aberta” para futuras conversas.
DICAS DE DIÁLOGO

• Empatia, respeito, disponibilidade


• Optar por frases que permitam contextualizar, evite frases com respostas
monossilábicas
Ex: "Oi, como você está?"
"Quer conversar?"
"Notei que você não tem se sentido bem recentemente, queria saber se você gostaria
de conversar sobre isso”.

texto
lique para adicionar
Caso a pessoa responda positivamente, a conversa então evoluirá para tópicos
mais sensíveis e alguns pontos importantes devem ser destacados:

• Tente encontrar um lugar mais quieto e reservado para conversar.


• Sendo amigo, parente ou conhecido, sua função é ouvir ativamente.
• Evite falar sobre você. Reserve outro momento para compartilhar suas questões.
• Não tente resolver os problemas da pessoa. Se assim o fizer, há chances de que
você aumente a intensidade dos sentimentos de aprisionamento vividos por ela.
É importante que suas perguntas funcionem como um mecanismo que
incentive, de forma respeitosa e não invasiva.

“Quando você percebeu que isso estava acontecendo?”, “O que mais aconteceu?”,
“Em que lugar isso aconteceu?”, “Como você se sentiu?”, “Que coisas se passaram
na sua cabeça naquele momento?”.

Não pergunte “Por que”. Soa crítica (a pessoa pode se sentir julgada por você) a
conversa possivelmente será interrompa, já que a pessoa não se sentirá mais
confortável em falar o que se passa.
O que deve ser evitado:
• Reações de surpresa, choque ou susto. Algumas expressões verbais que
exemplificam tal reação incluem: “Meu Deus!”, “Não acredito que você está me
dizendo isso!”, “Vira essa boca pra lá!”.

• Reações que rechacem a pessoa, seus sentimentos e comportamentos: “Pare


de falar besteira!”, “Para quê você fica falando essas coisas?”.
Expressões de incompreensão através de verbalizações
supostamente positivas:
• “Não entendo isso. Você sempre teve tudo na vida”
• “Olhe para as coisas boas da vida”
• “Você precisa pensar positivo”.
• Vale ressaltar aqui que “pensamento positivo” não se caracteriza em si como
fator protetor contra ideações suicidas. De fato, há evidências de que
determinados “pensamentos positivos” podem contribuir para a recorrência
de comportamentos suicidas.
Outras expressões a serem evitadas são:
• “Não chore!”
• “Isso não faz sentido nenhum”
• “Eu entendo perfeitamente como você está se sentindo”
• “Será que podemos conversar de modo mais rápido?”
• “Seja forte! Levante a cabeça!”.
Intervenções de cunho religioso: “Você precisa é de Deus!”, “Isso é coisa do
inimigo na sua vida”, “Deus sabe de todas as coisas e ele vai te ajudar”, “Isso é
falta de fé. Você precisa ter mais fé em Deus”.
• Encoraje-a a marcar uma consulta de orientação.
• Se a pessoa possui um plano suicida imediato e afirma que está certa de que
irá fazê-lo, não deixe-a sozinha.
• Busque por ajuda imediatamente ligando para algum serviço de saúde,
ou pedindo orientações ao Centro de Valorização da Vida, no telefone 188.

Conte para alguém que você confia.


• Lidar com suicídio é uma experiência extremamente difícil e você não deve
fazer isto sozinho. Encontre alguém da sua confiança para que você possa
falar dos seus próprios sentimentos.