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Dissertação

"A dissertação é uma exposição,


discussão ou interpretação de uma
determinada ideia.

Pressupõe um exame crítico do assunto,


lógica, raciocínio, clareza, coerência ,
objetividade na exposição, um planejamento de
trabalho e uma habilidade de expressão.

No discurso dissertativo propriamente dito,


não se verifica, como na narração, progressão
temporal entre as frases e, na maioria das
vezes, o objeto da dissertação é abstraído do
tempo e do espaço.
Alguns pontos essenciais desse tipo de
texto são:

a - toda dissertação é uma demonstração, daí


a necessidade de pleno domínio do assunto e
habilidade de argumentação;

b -em conseqüência disso, impõem-se a


fidelidade ao tema;

c - a coerência é tida como regrade ouro


da dissertação;
d - impõem-se sempre o raciocíniológico; e - a
linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer
ambigüidade pode ser um ponto vulnerável na
demonstração do que se quer expor.
Deve ser clara,precisa, natural,
original, nobre,correta gramaticalmente.
O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso
da primeira pessoa)"
Como fazer uma dissertação
argumentativa

Como fazer nossas dissertações?


Como expor com clareza nosso ponto de
vista?
Como argumentar coerentemente e
validamente?
Como organizar a estrutura lógica de nosso
texto, com introdução,
desenvolvimento e conclusão?
Vamos supor que o tema
Seja:
Nenhum homem é uma ilha.
Primeiro, precisamos entender o
tema. Ilha, naturalmente, está em
sentido figurado, significando
solidão, isolamento.
Vamos sugerir alguns passos para
a elaboração do rascunho de sua
redação.
1. Transforme o tema em uma
pergunta:
Nenhum homem é uma ilha?
2. Procure responder essa
pergunta, de um modo simples e
claro, concordando ou discordando
(ou, ainda, concordando em parte
e discordando em parte): essa
resposta é o seu ponto de vista.
3. Pergunte a você mesmo, o
porquê de sua resposta, uma causa,
um motivo, uma razão para
justificar sua posição: aí estará o
seu argumento principal.
4. Agora, procure descobrir
outros motivos que ajudem a
defender o seu ponto de vista, a
fundamentar sua posição. Estes
serão argumentos auxiliares.
5.Em seguida, procure algum fato que sirva de
exemplo para reforçar a sua posição. Este fato-
exemplo pode vir de sua memória visual, das
coisas que você ouviu, do que você leu. Pode ser
um fato da vida política, econômica, social. Pode
ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante
expressivo e coerente com o seu ponto de vista. O
fato-exemplo, geralmente, dá força e clareza à
nossa argumentação. Esclarece a nossa opinião,
fortalece os nossos argumentos. Além disso,
pessoaliza o nosso texto, diferencia o nosso texto:
como ele nasce da experiência de vida, ele dá
uma marca pessoal à dissertação.
6. A partir desses elementos,
procure juntá-los num texto, que é o
rascunho de sua redação. Por
enquanto, você pode agrupá-los na
seqüência que foi sugerida:
Os passos:
1)interrogar o tema;
2)responder, com a opinião
3)apresentar argumento básico
4) apresentar argumentos
auxiliares
5) apresentar fato- exemplo
6) concluir
Exemplo de redação com esse
esquema:
Tema: Como encarar a
questão do erro
Título: Buscar o sucesso
Tese
1º§ O homem nunca pôde
conhecer acertos sem lidar com
seus erros.
Argumentação
2º§ O erro pressupõe a falta de
conhecimento ou experiência, a
deficiência de sintonia entre o que
se propõe a fazer e os meios para a
realização do ato. Deriva-se de
inúmeras causas, que incluem tanto
a falta de informação, como a
inabilidade em lidar com elas.
3º§ Já acertar, obter sucesso,
constitui-se na exata
coordenação entre informação
e execução de qualquer
atividade. É o alinhamento
preciso entre o que fazer e
como fazer, sendo esses dois
pontos indispensáveis e
inseparáveis.
Fato-exemplo
4º§ Como atingir o acerto? A experiência
é fundamental e, na maior das vezes, é
alicerçada em erros anteriores, que
ensinarão os caminhos para que cada
experiência ruim não mais ocorra. Assim,
um jovem que presta seu primeiro
vestibular e fracassa pode, a partir do
erro, descobrir seus pontos falhos e, aos
poucos, aliar seus conhecimentos à
capacidade de enfrentar uma situação de
nova prova epressão.
Esse mesmo jovem, no mercado de
trabalho, poderá estar envolvido em
situações semelhantes: seus momentos
de fracasso estimularão sua criatividade e
maior empenho, o que fatalmente levará a
posteriores acertos fundamentais em seu
trabalho.
Conclusão
5º§ Assim, o aparecimento dos
erros nos atos humanos é inevitável.
Porém, é preciso, acima de tudo, saber
lidar com eles, conscientizar-se de
cada ato falho e tomá-los como
desafio, nunca se conformando,
sempre buscando a superação e o
sucesso. Antes do alcance da luz, será
sempre preciso percorrer o túnel.
Ao desenvolver uma dissertação, é
preciso preocupar-se com a função dos
parágrafos, além, é claro, da
preocupação estética.
A produção não deve ultrapassar cinco
parágrafos, cada um com a função
abaixo: Observação: o texto abaixo é
para exemplificação da técnica, por isso
sua fundamentação é superficial. Ao
escrever, explore de forma mais
abrangente seus argumentos.
1º. parágrafo - localização de
tempo e espaço, reação social e
índice de variação do assunto.
Exemplo: O Brasil é um país em
que nos últimos anos apresenta
um aumento assustador do índice
de violência policial, gerando
grandes revoltas por parte da
população.
2º. parágrafos - pode ser desenvolvido
em dois parágrafos. Abrange o "falar a
respeito", que pode ser iniciado a
partir das idéias obtidas à pergunta
"por quê?", feita ao tópico frasal.
Exemplo: Os policiais atualmente são
vítimas do desinteresse político que
julga a preparação integral desses
profissionais como uma atividade
secundária. (...)3º. parágrafo
4º. parágrafo - exemplificação.
Localização de tempo e espaço,
reação social e/ou nacional e o fato.
Exemplo: Há cerca de dois anos, a
sociedade paulista e também
nacional se chocou com o
comportamento de policiais militares
que usaram do poder que lhes é
peculiar, para torturar pessoas
inocentes com o objetivo de tirar-
lhes dinheiro.
5º. parágrafo - conclusão. Evidencia seu
ponto de vista direta ou indiretamente.
Use expressões como "é preciso", "é
importante", "é necessário" para iniciar
seu parágrafo conclusivo. Exemplo: É
preciso que o governo assuma
verdadeiramente seu papel e crie
mudanças de combate à violência,
sobretudo, policial. Afinal as pessoas
têm direito à uma vida mais digna e
tranqüila.
Exemplificando, suponhamos que
assunto seja "desemprego",
desemprego do qual
extraímososeguintetema (delimitaçãodo
assunto):

"As principais conseqüências do


desemprego no Brasil se agravam a
cada dia, principalmente nos
grandes centros .
urbanos.".
Elaborando a pergunta, teríamos:
"Quais seriam as principais
conseqüências do desemprego e por que
se ag ravam a cada dia?".
Como respostas, poderíamos apresentar os
seguintes argumentos:
o número excessivo de
pessoas que vive na mais
completa miséria;
a expansão de favelas
nesses grandes centros; o
aumento
da criminalidade.
Outros argumentos podem ser
apontados. O importante é que cada
argumento encontrado esteja
relacionado com o assunto em
questão.
Basicamente, após a reflexão e
levantamento dos argumentos,
poderíamos compor:
As principais conseqüências do
desemprego no Brasil se agravam a
cada dia, principalmente nos
grandes centros urbanos, onde se
pode observar o número excessivo
de pessoas que vive na mais
completa miséria, a expansão de
favelas nesses grandes centros e o
aumento da criminalidade.
Terminada essa etapa, passamos
para uma outra, o Desenvolvimento,
parte em cada um dos argumentos já
mencionados serão desenvolvidos.
Desse modo, para cada um dos três
argumentos apresentados, teríamos um
parágrafo, num total de três:
Movidas pela idéia de que, nos grandes
centros, o ser humano conta com
melhores condições para a sua
subsistência, populações inteiras imigram
do interior. O sonho termina logo que
essas pessoas chegam e começam a
procurar emprego. São inúmeros os
problemas com os quais se deparam e a
resposta é sempre a mesma: "Não há
vaga", ou ainda "A vaga já foi preenchida".
Sem terem para onde ir, essas pessoas
acabam se alojando em favelas,
aumentando-as em sua extensão territorial,
ou formam outras que crescem do mesmo
modo, vivendo de maneira degradante. A
luta agora é outra -- com a fome, a total
miséria. O pouco que conseguem mal dá
para a sua sobrevivência e a de suas
crianças. Isso tudo explica a existência de
tantos meninos que tentam vender balas,
chocolates e outras pequenas mercadorias
aos motoristas que param a espera do sinal
abrir.
Junto com a miséria e a fome, surgem
doenças, muitas vezes sem a possibilidade
da cura, pois se conseguem atendimento
médico gratuito, não têm como comprar
os remédios.
Diante de todos esses problemas,
pode-se acrescentar mais um: o da
criminalidade. Bastaria citar a grave
situação desencadeada nas favelas
entre os denominados traficantes
que lá se instalam e os policiais.
. Todavia, esse é apenas um dos mais graves
exemplos. Além da conotação que se tem
com relação a quem mora em uma favela --
a de bandido --, há ainda o forte impulso da
miséria que, com o desemprego, faz com que
muitos acabem roubando aqui e acolá, de
pequenos a grandes roubos, de um simples
furto a assaltos a mão armada, provocando a
morte de inocentes.
Assim como na Introdução, no
Desenvolvimento ocorre o emprego de
palavras (Todavia..., Além da..., Diante de
todos esses problemas...) que estabelecem
ligação, não só com o parágrafo anterior,
mas também com os períodos e orações de
um mesmo parágrafo. O texto deve manter
essa conexão, compondo um todo
significativo entre os argumentos
desenvolvidos.
A última etapa é a Conclusão. Nesse
parágrafo é importante ressaltar, em uma
expressão inicial, os fatos já mencionados,
não se esquecendo, porém, de reafirmar o
tema proposto no início. Veja:
Portanto, ante os fatos já mencionados,
pode-se confirmar a gravidade das
conseqüências geradas pelo desemprego;
conseqüências essas que tendem a aumentar
diariamente, pois não há muito
comprometimento por parte dos governantes
e da sociedade.
Enquanto cada cidadão estiver
preocupado apenas com seus
direitos, a taxa de desemprego
continuará crescendo, e também a
miséria, as favelas e a
criminalidade.
TEMA:
A maior parte da classe política brasileira não
goza de muito prestígio e confiabilidade por
parte da população.

CAUSA: A maioria dos CONSEQUÊNCIA: Os


parlamentares preocupa-se grandes problemas
muito mais com a discussão que afligem o povo
dos mecanismos que os fazem brasileiro deixam de
chegar ao poder do que com os ser convenientemente
problemas reais da população.
discutidos.

CONCLUSÃO
TEMA:
Constatamos que no Brasil existe um
grande número de correntes migratórias
que se deslocam do campo para as médias
ou grandes cidades.

CAUSA: A zona rural apresenta


inúmeros problemas que dificultam a
permanência do homem no campo.

CONSEQUÊNCIA: As cidades encontram-se


despreparadas para absorver esses
migrantes e oferecer-lhes condições de
subsistência e de trabalho

CONCLUSÃO
TEMA:
Muitas pessoas são analfabetas eletrônicas,
pois não conseguem operar nem um
videocassete.
CAUSA:
As pessoas mais velhas têm medo do
novo, elas são mais conservadoras,
até em assuntos mais prosaicos.

CONSEQUÊNCIA: Elas se tornam


desajustadas, pois dependem dos mais
jovens até para ligar um forno microondas,
elas precisam acompanhar a evolução do
mundo.

CONCLUSÃO
TEMA:
É de fundamental importância a preservação
das construções que se constituem em
patrimônios históricos.

CAUSA: A nação que deixa depredar as


construções consideradas como
patrimônios históricos destrói parte da
História de seu país.

CONSEQUÊNCIA:Isso demonstra claramente o


subdesenvolvimento de uma nação, pois quando
não se conhece o passado de um povo e não se
valorizam suas tradições, estamos desprezando
a herança cultural deixada por nossos
antepassados.

CONCLUSÃO
TEMA:
Muitos jovens deixam-se dominar pelo
vício em diversos tipos de entorpecentes,
mal que se alastra cada vez mais em nossa
sociedade.

CAUSA:Algumas pessoas refugiam-se


nas drogas na tentativa de esquecer
seus problemas.

CONSEQUÊNCIA:
Acabam formando-se dependentes dos
psicóticos dos quais se utilizam e, na maioria
das vezes, transformam-se em pessoas inúteis
para si mesmas e para a comunidade.

CONCLUSÃO
TEMA: Chegando ao terceiro milênio, o
homem ainda não conseguiu resolver
graves problemas de violência que
preocupam a todos.

Por quê?
1- Existem populações imersas
em completa miséria.
Por quê? Por quê?
2- Falta preparo da 3- O desemprego
polícia. é muito grande.
CONCLUSÃO: Dê a sua solução para
resolver esses problemas.
1º Parágrafo
INTRODUÇÃO
TEMA + argumento 1 + argumento 2 + argumento
3
2º Parágrafo
Desenvolvimento do argumento 1
3º Parágrafo
Desenvolvimento do argumento 2
4º Parágrafo
Desenvolvimento do argumento 3
5º Parágrafo
Expressão inicial + reafirmação do TEMA +
observação final
CONCLUSÃO
TEMA:
Cogita-se com muita freqüência,
da implantação de pena de morte
no Brasil.

ASPECTOS FAVORÁVEIS:
ASPECTOS CONTRÁRIOS:
Intimidaria os assassinos e
os presídios não ficariam Um ser humano não pode tirar
superlotados. a vida de outro ser humano.
Os erros (enganos) da justiça
e não acabaria com o crime.

Conclusão sempre fec


argumentos favoráveis
A PENA DE MORTE

Cogita-se, com muita freqüência, da


implantação da pena de morte no Brasil.
Muitos aspectos devem ser analisados na
abordag em dessa questão.
Os defensores da pena de morte
argumentam que ela intimidaria os assassinos
perigosos, impedindo-s de aumentar os crimes
monstruosos, dos quais costumeiramente
temos notícia. Além do mais aliviaria, em certa
medida, a superlotação dos presídios. Isso sem
contar que certos criminosos, considerados
irrecuperáveis, deveriam pagar com a morte por
seus crimes bárbaros
Outros, porém, não conseguem admitir
a idéia de um se humano tirar a vida de um
semelhante, por mais terrível que tenha
sido o delito cometido. Há registros
históricos de pessoas executadas
injustamente, pois as provas de sua
inocência evidenciaram-se após o
cumprimento da sentença. Por outro lado, a
vigência da pena de morte não é capaz de,
por si, desencorajar a prática de crimes:
estes não deixaram de ocorrer nos países
em que ela é ou foi implantada.
Por todos esses aspectos, percebemos
o quanto é difícil nos posicionarmos
categoricamente contra ou a favor da
implantação da pena de morte no Brasil.
Enquanto esse problema é motivo de
debates, só nos resta esperar que a lei
consiga atingir os infratores com justiça e
eficiência, independentemente de sua
situação socioeconômica. Isso se faz
necessário para defende os direitos de cada
cidadão brasileiro das mais diversas formas
de agressão das quais é hoje vítima
constante.
TEMA: O alto índice de criminalidade, em nossos
dias, deve-se basicamente às péssimas
condições de vida da maioria dos brasileiros.
ASPECTOS CONTRÁRIOS: Há
ASPECTOSFAVORÁVEIS: indivíduos que revelam uma
O estado de propensão natural à prática de
crime. Pertencem, por vezes a
miserabilidade em que
uma elite econômica, mas se
vive a maioria dos entregam a diversas formas de
brasileiros faz com que contravenção, e se
muitos pratiquem delitos caracterizam pela extrema
para sobreviver. agressividade ou por
distúrbios mentais.

CONCLUSÂO sempre coerente


com seu ponto de vista.
DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA
Aspectos importantes a serem
observados: PROPOSIÇÃO INICIAL à
Retomada do tema, de forma genérica.
Exemplo:
“É costume citar.... “ ; “É corrente o
pensamento de que a pena de morte
resolveria ou limitaria a ocorrência de
crimes hediondos...” à Veja a forma
genérica “É comum”, “É corrente...”.
CONCORDÂNCIA PARCIAL: O escritor
mostra-se “aberto” a discutir o tema e
verificar em que tal atitude, antes exposta
pela proposição inicial, poderia contribuir
beneficamente, por exemplo, para mudar a
atual situação.Exemplo: “Assim, a pena de
morte poderia atender aos anseios da
sociedade, preenchendo esse vazio inicial
da falta de uma legislação que coibisse tais
práticas sem limites...” à Veja o conectivo
coesivo “assim”, estabelecendo a coesão e
coerência com o parágrafo anterior.
REFUTAÇÃO: Aqui o escritor colocaria suas
contra-argumentações, ou seja, os aspectos
contrários à proposição inicial, sempre
estabelecendo uma coesão entre o parágrafo
anterior e o atual. Exemplo:
”No entanto, tal instrumento legal não garantiria
necessariamente uma mudança social, além de
ser algo irreversível no caso de um engano
jurídico. Nos países onde já existe essa lei, não
houve mudanças significativas, uma vez que
aqueles crimes bárbaros continuam ocorrendo...”

à Veja o conectivo “no entanto”, estabelecendo a


coesão entre os parágrafos.
CONCLUSÃO: Esta seria a parte da dissertação
onde o escritor apontaria para uma sugestão, um
caminho, corroborando o que já disse
anteriormente, sem, no entanto, consistir numa
mera repetição.Exemplo: “Portanto, a pena de
morte por si só não traz mudança social.
Necessário se faz que as autoridades brasileiras,
revejam o código penal, e proponha uma nova
forma de pena que seja ao mesmo tempo punitiva
e corretiva, como por exemplo, trabalhos
monitorados em presídios, preparando o detento
para a reintegração na sociedade...” à Veja o
conectivo “portanto”, iniciando o parágrafo da
conclusão.
TIPOS DE INTRODUÇÃO
a)ESTABELECIMENTO DE
ROTEIRO, COM DIVISÃO DO TEMA
b)DEFINIÇÃO DA TESE A SER
DESENVOLVIDA
c)APRESENTAR FATOS
CONCRETOS
d) ESTABELECER INTERROGAÇÃO,

SUSPENSE
Seguem alguns exemplos sobre o tema relativo à
POLUIÇÃO:
1)Discutem-se muito hoje em dia as causas e
conseqüências da poluição nos rios brasileiros.
2)A poluição nos rios é uma questão que envolve
toda a comunidade: população, indústrias,
governo.
3)Um cheiro insuportável de enxofre na Lagoa
Rodrigo de Freitas. Milhares de peixes mortos,
boiando na superfície. Este é um quadro que
revela toda a dimensão do problema que é a
poluição do meio-ambiente.
4)Por que o homem está matando seus rios? E
com a crescente poluição dos rios, como
chegaremos ao terceiro milênio ?
DESENVOLVIMENTO
a)ARGUMENTAÇÃO / CONTRA
ARGUMENTAÇÃO
/ ARGUMENTO DE AUTORIDADE
b) CAUSAS / CONSEQÜÊNCIAS
c)AMBIENTAÇÃO NO TEMPO / ESPAÇO;
RETROSPECTIVA HISTÓRICA BREVE.
d) COMPARAÇÃO / CONTRASTE /
ENUMERAÇÃO / EXEMPLIFICAÇÃO
e)DEDUÇÃO (geral para o particular) / INDUÇÃO
(particular para o geral), COM RACIOCÍNIO
HIPOTÉTICO DEDUTIVO.
CONCLUSÃO
a)RESUMO, com retomada da definição OU do
conceito inicial
b) PROPOSTA / CONVITE
c)INTERROGAÇÃO / CITAÇÃO DE FRASES
CÉLEBRES / FINAL POÉTICO / FATO CURIOSO

d)SUSPENSE / INTRODUÇÃO DE UM FATO


NOVO QUE SURPREENDA O LEITOR
e)CITAÇÃO DE FATO (presente ou passado)
QUE CONFIRME A
ARGUMENTAÇÃO
Treine, agora, dissertando sobre o tema que
segue:
John Vincent, professor de História da
Universidade de Bristol Inglaterra, acaba de
lançar um livro que vem causando muita
polêmica nos meios editoriais e universitários,
onde desenvolve a tese de que o uso maciço
da comunicação eletrônica, através de
computadores, é uma séria ameaça à
sobrevivência da História como ciência, porque
textos que só existem na tela de um
computador desaparecem sem deixar o menor
vestígio
Segundo o professor, em seu livro GUIA
DE HISTÓRIA PARA PESSOAS INTELIGENTES,
a história é feita de documentos escritos em
papel, não de palavras que piscam na tela de
um computador. Contrariando a tese de Bill
Gates, no livro recém - editado pelo Pai da
Microsoft, UMA ESTRADA PARA O FUTURO,
diz o professor Vincent que por enquanto
ainda iremos na rota dos computadores, mas ,
no final, terminaremos voltando para o papel,
num futuro distante.
Outra afirmação de John Vincent:
"Podemos estar às vésperas de uma
nova Pré-História porque a comunicação
eletrônica é a não-História. Ou seja, uma
História que não é registrada não existe. A
verdade é que a História se encontra
inevitavelmente ligada à palavra escrita .
A História pára onde a palavra impressa
pára."
Tais idéias vêm encontrando
profunda repercussão na imprensa de todo
o mundo. Um articulista do jornal "The
New York Times" lembra:
"A comunicação eletrônica é precária
como fonte de referência histórica.
Exemplo: em todos os países do mundo,
programas de Tv são vistos por milhares
de espectadores e desaparecem, em
seguida, sem deixar rastro. Ganham uma
sobrevida nos arquivos das emissoras de
TV, onde, por questões práticas, não
podem ser consultados. Já um artigo
publicado num obscuro jornalzinho do
interior pode ser consultado daqui a um
século numa biblioteca."
Geneto Moraes Neto, correspondente
do jornal O GLOBO em Londres,
acrescenta:"Pode-se constatar que um
novo fenômeno vem tirando o sono de
historiadores como John Vincent: se,
condenada a uma vida fugaz num
monitor de computador, a própria
palavra escrita também corre o risco de
desaparecer como fonte (insubstituível) de
História. Antes até do que se esperava, a
revolução da Informática se transformou
num problema histórico: quem escreverá o
próximo capítulo ?
Redija um texto dissertativo,
de mais ou menos 30 (trinta)
linhas, apresentando uma
argumentação contra ou a favor
das idéias do prof. John Vincent,
sem deixar de usar como
referência o papel da palavra
escrita, no passado, no presente
e no futuro.
De quem é a Amazônia Cristovam Buarque

Durante debate recente em uma


Universidade, nos Estados Unidos, o ex-
governador do Distrito Federal, Cristovam
Buarque do PT, foi questionado sobre o que
pensava da internacionalização da Amazônia. O
jovem americano introduziu sua pergunta dizendo
que esperava a resposta de um humanista e não
de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a
primeira vez que um debatedor determinou a
ótica humanista como o ponto de partida para a
sua resposta:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização
da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado
com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da
degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua
internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a
Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser
internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do
mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade
quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas
sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir
ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos
deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os
seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de
um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado
pelas decisões arbitrarias dos especuladores globais. Não podemos deixar que
as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da
especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a
internacionalização de todos os grandes museus do mundo.
O Louvre não deve pertencer apenas a França. Cada museu do mundo é
guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode
deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja
manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz
muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um
grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do


Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em
comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que
Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo
menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris,
Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua
beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA.
Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas,
provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis
queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais
candidatos a presidência dos EUA tem defendido a idéia de
internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca
da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir
que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à
escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas,
não importando o país onde nasceram, como patrimônio
que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os
dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como
um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que
elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram
quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender
a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo
me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa."