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4.

Estabilidade de Taludes
Prof. Adriano Frutuoso da Silva, D.Sc.
Universidade Federal de Roraima
4. Estabilidade de Taludes
MOTIVAÇÃO
4. Estabilidade de Taludes
Talude: É a superfície que forma um ângulo com a horizontal definindo uma
fronteira entre o interior do solo e a atmosfera

Taludes:
Naturais
Solo
Escavação
Rocha
4. Estabilidade de Taludes
TIPOS DE TALUDES

o ARTIFICIAL: ATERROS E CORTES EM SOLO E


ROCHA;
o NATURAL: ENCOSTAS NATURAIS, DUNAS, ETC.
4. Estabilidade de Taludes

 OBJETIVOS:

o DEFINIR A SEGURANÇA À RUPTURA DE TALUDES


EXISTENTES;
o DEFINIR GEOMETRIAS QUE GARANTAM CONDIÇÕES DE
SEGURANÇA SATISFATÓRIAS EM ATERROS E ESCAVAÇÕES;
o AVALIAR, DIAGNOSTICAR E RECUPERAR TALUDES;
4. Estabilidade de Taludes

 NORMA REGULAMENTADORA: NBR 11.862/2009 –


ESTABILIDADE DE ENCOSTAS

o ESTUDO E CONTROLE DE ESTABILIDADE DE ENCOSTAS E


TALUDES RESULTANTES DE CORTES, E ATERROS REALIZADOS
EM ENCOSTAS;

o NÃO ABRANGE: TADUDES DE CAVAS DE MINERAÇÃO,


BARRAGENS, SUBSOLOS, METRÔS, ATERROS SOBRE SOLOS
MOLES, OU QUALQUER OUTRA SITUAÇÃO QUE NÃO ENVOLVA
ENCOSTAS;
4. Estabilidade de Taludes

 CONHECIMENTO PRÉVIO:

o MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO DE CAMPO E LABORATÓRIO;


o RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO DOS SOLOS;
o PERCOLAÇÃO DE ÁGUA NOS SOLOS;
o COMPORTAMENTO TENSÃO x DEFORMAÇÃO DOS SOLOS.
4. Estabilidade de Taludes

O Significado de ruptura em um Talude

 Tensão cisalhante atuante (tatuante) > resistência ao cisalhamento do solo (tsolo)


 Forças atuantes > Forças Resistentes

tatuante

tsolo

Deslizamento
4. Estabilidade de Taludes

Significado Socio-econômico de Escorregamento

Custos Diretos:
 reparo de danos;
 relocação de estruturas e
manutenção de obras e instalações de
contenção.

Custos Indiretos:
 Perda de produtividade industrial, agrícola e
florestal;
 Interrupção de sistemas de transporte;
 Perda de valor de propriedades;
 Perda de vidas humanas.
4. Estabilidade de Taludes

Tipos de Ruptura

Ruptura Superficial Ruptura Profunda


4. Estabilidade de Taludes

Formas das Superfícies de Ruptura

Collin (1856):
Solos argilosos – superfície de ruptura tende a ser circular ;
Solo arenosos – superfície de ruptura tende a ser não-circular .
4. Estabilidade de Taludes

Ruptura Circular
4. Estabilidade de Taludes

Ruptura Planar
4. Estabilidade de Taludes

Ruptura Em Cunha
4. Estabilidade de Taludes

Ruptura Por Tombamento


4. Estabilidade de Taludes

Ruptura Por Queda de Blocos


4. Estabilidade de Taludes

Ruptura Por Queda de Blocos


4. Estabilidade de Taludes

Ruptura Por Queda de Blocos


4. Estabilidade de Taludes

Mecanismos levam à ruptura

São aqueles que levam a um aumento dos esforços atuantes ou a uma


diminuição da resistência do material que compõe o talude ou do maciço
como um todo.

• Características geométricas

• Distribuição de tensões no talude

• Resistência do material

• Condicionantes geológicos (planos de fraqueza, fissuramento, fraturamento,


etc.)
4. Estabilidade de Taludes

Mecanismos levam à ruptura


Alteração da Geometria do Talude
4. Estabilidade de Taludes

Mecanismos levam à ruptura


Condicionantes Geológicos
4. Estabilidade de Taludes

Mecanismos levam à ruptura


Condicionantes Geológicos

maciço rochoso fraturado


4. Estabilidade de Taludes

Causas Usuais de Instabilidade de Taludes

Aumento do Peso Específico do Solo por Saturação

chuva
infiltração
4. Estabilidade de Taludes

Causas Usuais de Instabilidade de Taludes


Sobrecargas Sobre o Talude
4. Estabilidade de Taludes

Causas Usuais de Instabilidade de Taludes

Perda de Resistência ao Cisalhamento do Solo

t  c' ' tan  '  c'(  u) tan  '


• Redução do valor da sucção por aumento de umidade do solo

• Aumento de poropressões

• Dissolução de agentes cimentantes entre partículas de solo


4. Estabilidade de Taludes

Causas Usuais de Instabilidade de Taludes

Dissolução de Agentes Cimentantes

cimento água

Redução de sucção e
coesão do solo

t  c' ' tan  '  c'(  u) tan  '


4. Estabilidade de Taludes

Causas Usuais de Instabilidade de Taludes


Aumento de Poropressões
Antes: Após chuva e saturação do talude:

u A < 0 (sucção) u >0


A

uA =  ha
a
ha A
A
linha de fluxo

equipotencial

t  c' ' tan  '  c'(  u) tan  '


4. Estabilidade de Taludes

Causas Usuais de Instabilidade de Taludes

Erosão

erosão interna (piping)


4. Estabilidade de Taludes

Causas Usuais de Instabilidade de Taludes

Solicitações Sísmicas

a
4. Estabilidade de Taludes

Sinais de Instabilidade de Taludes

Embarrigamento da Face do Talude

Usualmente de difícil detecção (vegetação, magnitude).


4. Estabilidade de Taludes

Sinais de Instabilidade de Taludes


Trincas ou Fissuras na Crista
trincas

Remediação imediata: fechamento das trincas.


4. Estabilidade de Taludes

Sinais de Instabilidade de Taludes


Perda de Verticalidade (Prumo) de Árvores, Postes, etc.
4. Estabilidade de Taludes

Sinais de Instabilidade de Taludes


Água Minando no Talude com Partículas de Solo

carreamento de partículas

Remediação imediata: sistema filtro-drenante.


Análise de Estabilidade de Taludes

Tensão Tensão
atuante Resistente

Freqüência/No
de medições
A – área
de resistência
baixa e carga
alta

Análise Tensão

Probabilística
Análise de Análise Limite
Estabilidade (LI e LS)
de Taludes
Análise Análise
Determinística -e Métodos Rigorosos
 Spence
Métodos Simplificados
Equilíbrio Morgenstern & Price
Fellenius
Limite
 GEL (Fredlund)
Bishop
FS?  Sarma
Janbu
Análise de Estabilidade de Taludes
Fator de Segurança (FS)
Formas de definição do fator de segurança:
• Relação entre resistência ao cisalhamento do solo e tensões cisalhantes
mobilizadas no maciço:
FS = tf/td
• Relação entre forças resistentes e atuantes do deslizamento:

FS = FR/FA
• Relação entre somatórios de momentos resistentes e mobilizadores
do deslizamento:

FS = MR/MA
• Fator que minora os parâmetros de resistência ao cisalhamento (em termos
de tensões efetivas):
tmob= c’/FS+ ’ (tg’)/FS
Análise de Estabilidade de Taludes
Fator de Segurança (FS)
Análise de Estabilidade de Taludes
Fator de Segurança (FS)
 RECOMENDAÇÕES PARA FATORES DE SEGURANÇA DE ENCOSTAS (NBR
11.682/2009 – ESTABILIDADE DE ENCOSTAS)

 NÍVEL DE SEGURANÇA CONTRA A PERDA DE VIDAS HUMANAS:


Análise de Estabilidade de Taludes
Fator de Segurança (FS)
 RECOMENDAÇÕES PARA FATORES DE SEGURANÇA DE ENCOSTAS (NBR
11.682/2009 – ESTABILIDADE DE ENCOSTAS)

 NÍVEL DE SEGURANÇA CONTRA DANOS MATERIAIS E AMBIENTAIS:


Análise de Estabilidade de Taludes
Fator de Segurança (FS)

 RECOMENDAÇÕES PARA FATORES DE SEGURANÇA DE ENCOSTAS (NBR


11.682/2009 – ESTABILIDADE DE ENCOSTAS)
Análise de Estabilidade de Taludes
Fator de Segurança (FS)

 RECOMENDAÇÕES PARA FATORES DE SEGURANÇA ADMISSÍVEIS


(FUNDAÇÃO GEORIO, 1984):
Análise de Estabilidade de Taludes
Fator de Segurança (FS)

 RECOMENDAÇÕES PARA FATORES DE SEGURANÇA EM PROJETOS


DE BARRAGENS (U.S. CORPS OF ENGINEERS, 2003)

o TALUDES DE BARRAGENS;
o TALUDES DE DIQUES E ATERROS;
o TALUDES DE ESCAVAÇÃO
Análise de Estabilidade de Taludes

Métodos de Equilíbrio Limite

Quanto à superfície de ruptura:

• Superfície plana;

• Superfície circular;

• Superfície com forma qualquer


Análise de Estabilidade de Taludes

Método de Equilíbrio Limite

Os Métodos de Equilíbrio-Limite partem dos seguintes pressupostos:

 O solo se comporta como material rígido-plástico, isto é, rompe-se


bruscamente, sem se deformar;

 As equações de equilíbrio estático são válidas até a iminência de


ruptura quando, na realidade, o processo é dinâmico;

 O fator de segurança é constante ao longo da linha de ruptura, isto é,


ignoram-se os eventuais fenômenos de ruptura progressiva.
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DA SUPERFÍCIE DE DESLIZAMENTO PLANA (MÉTODO DE CULMAN)
Hipóteses:
• Superfície de deslizamento composta de um plano
• Talude homogêneo seco ou com poropressão nula
• Aplicável a taludes íngremes (inclinações com a horizontal superiores a 70o)

superfície de deslizamento Da geometria, do problema:


C B ____
w  0,5(H)( BC)(1)( )
W T C w  0.5H2 sen(i  θ) /( seni.senθ)
N
H
i
N' Do equilíbrio de forças:
T R'
A q N  W.cosθ
 N  0.5H2 sen(i  θ) /( seni.senθ) cos θ
Solo:
, c' e '

T  W.senθ
 T  0.5H2 sen(i  θ) /( seni.senθ) senθ
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DA SUPERFÍCIE DE DESLIZAMENTO PLANA (MÉTODO DE CULMAN)
Tensão normal e cisalhante média ao longo do plano AB
superfície de deslizamento
σ  N/ H/senθ B
C
σ  0.5Hsen(i  θ) /(seni  senθ) cos θsenθ
W T C
N
t  T/ H/senθ H
i
N'
t  0.5Hsen(i  θ) /(seni  senθ) sen θ 2
T R'
A q
Solo:
Mas: t d  c   σ tg  d , c' e '

Substituindo-se e desenvolvendo:
t d  c  0.5Hsen(i  θ) /(seni  senθ) cos θsenθtg d

0.5Hsen(i  θ) /( seni  senθ) sen 2 θ  c d  0.5Hsen(i  θ) /( seni  senθ) cos θsenθtg d

cd  0.5Hsen(i  θ) /(senθ - cos θtgd )/seni


Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DA SUPERFÍCIE DE DESLIZAMENTO PLANA (MÉTODO DE CULMAN)
Derivando c’d em relação a q:

c d / θ  0 superfície de deslizamento
C B

sen(i  θ) /(senθ - cos θtgd )  0
θ W T C
N
H
Resolvendo: i
N'
q cr  (i  d ) / 2 (inclinação critica) A q
T R'
Solo:

cd  0,25H (1 cos(i  d )) / senicosd 


, c' e '

m  cd / H

H cr  (4c /  )senicos  /(1 cos(i   ))


(altura critica)
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DA SUPERFÍCIE DE DESLIZAMENTO PLANA (MÉTODO DE CULMAN)

O fator de segurança do talude é dado por:

F = c’ / c’d

onde c’ é a coesão real do solo do talude.


Análise de Estabilidade de Taludes

 ESTABILIDADE DE UM TALUDE INFINITO COM PERCOLAÇÃO


DE ÁGUA:

Exemplo de trecho de escorregamento planar denominado de “talude infinito”,


ilustrado por Massad (2003).
Análise de Estabilidade de Taludes
 ESTABILIDADE DE UM TALUDE INFINITO COM PERCOLAÇÃO DE ÁGUA:

R
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODOS DE EQUILÍBRIO LIMITE
ESTABILIDADE DE UM TALUDE FINITO:
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODOS DE EQUILÍBRIO LIMITE
ANÁLISE DE ESTABILIDADE DE TALUDES CONSIDERANDO UMA SUPERFÍCIE
POTENCIAL DE RUPTURA QUALQUER (DIVISÃO DA MASSA DE SOLO EM
FATIAS):
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODOS DE EQUILÍBRIO LIMITE
PRINCIPAIS MÉTODOS DE ANÁLISE DE ESTABILIDADE DE TALUDES QUE
CONSIDERAM O EQUILÍBRIO LIMITE DA MASSA DE SOLO:
o MÉTODO DE JANBU;
o MÉTODO DE FELLENIUS;
o MÉTODO DE BISHOP-MODIFICADO;
o MÉTODO DE MORGENSTERN & PRICE;
o GLE (GENERAL LIMIT EQUILIBRIUM);
o ETC

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE MÉTODOS:


EQUAÇÕES DA ESTÁTICA SATISFEITAS (EQUILÍBRIO DE FORÇAS, MOMENTOS,
ETC);
CÁLCULO DAS FORÇAS INTERFATIAS;
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODOS DE EQUILÍBRIO LIMITE
 EQUILÍBRIO DE MOMENTOS NA MASSA DESLIZANTE
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODOS DE EQUILÍBRIO LIMITE
 EQUILÍBRIO DE MOMENTOS NA MASSA DESLIZANTE
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODOS DE EQUILÍBRIO LIMITE

 CÁLCULO DA FORÇA NORMAL:


Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODOS DE EQUILÍBRIO LIMITE

FATOR DE SEGURANÇA PARA O EQUILÍBRIO DE MOMENTOS


Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODOS DE EQUILÍBRIO LIMITE
FATOR DE SEGURANÇA PARA O EQUILÍBRIO DE FORÇAS:
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DE FELLENIUS (1936)
 PRINCIPAIS HIPÓTESES:
o DESCONSIDERA AS FORÇAS INTERFATIAS;
o A SUPERFÍCIE DE DESLIZAMENTO É CIRCULAR (HIPÓTESE NÃO NECESSÁRIA);
o SATISFAZ APENAS A CONDIÇÃO DE EQUILÍBRIO DE MOMENTOS PARA TODA A MASSA
DESLIZANTE;
o A FORÇA NORMAL É CALCULADA A PARTIR DO EQULÍBRIO DE FORÇAS NA DIREÇÃO
NORMAL À FATIA
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DE FELLENIUS (1936)
 CÁLCULO DO FATOR DE SEGURANÇA:
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DE BISHOP SIMPLIFICADO (1955)
 PRINCIPAIS HIPÓTESES:
o CONSIDERA AS FORÇAS INTERFATIAS CISALHANTES IGUAIS (XR = XL);
o A SUPERFÍCIE DE DESLIZAMENTO É CIRCULAR (HIPÓTESE NÃO NECESSÁRIA);
o SATISFAZ APENAS A CONDIÇÃO DE EQUILÍBRIO DE MOMENTOS PARA TODA A MASSA
DESLIZANTE
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DE BISHOP SIMPLIFICADO (1955)
FATOR DE SEGURANÇA

PROCESSO ITERATIVO:
1º PASSO: ARBITRA-SE UM VALOR INICIAL PARA O FATOR DE SEGURANÇA E CALCULA-SE O VALOR
NA ITERAÇÃO 1;
2º PASSO: TOMA-SE O VALOR CALCULADO E INTRODUZ-SE NO INTERIOR DA EQUAÇÃO E CALCULA-
SE O FATOR DE SEGURANÇA NA ITERAÇÃO 2; PROCEGUE-SE ATÉ QUE HAJA A CONVERGÊNCIA ENTRE
O FATOR DE SEGURANÇA INTRODUZIDO NA EQUAÇÃO E O FATOR DE SEGURANÇA CALCULADO.
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DE JANBU SIMPLIFICADO (1955)
PRINCIPAIS HIPÓTESES:
o SATISFAZ APENAS A CONDIÇÃO DE EQUILÍBRIO DE FORÇAS PARA TODA A MASSA
DESLIZANTE;
o A SUPERFÍCIE DE DESLIZAMENTO É CIRCULAR (HIPÓTESE NÃO NECESSÁRIA);
o CONSIDERA AS FORÇAS NORMAIS INTERFATIAS (ER E EL) E DESCONSIDERA AS FORÇAS
CISALHANTES INTERFATIAS (XR E XL)
Análise de Estabilidade de Taludes
MÉTODO DE MORGENSTERN-PRICE (1965)
PRINCIPAIS HIPÓTESES:
o SATISFAZ ÀS CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO DE MOMENTOS E FORÇAS PARA TODA A MASSA
DESLIZANTE;
o CONSIDERA AS FORÇAS NORMAIS INTERFATIAS (ER E EL) E CISALHANTES INTERFATIAS (XR
E XL), POR MEIO DA SEGUINTE RELAÇÃO

POSSÍVEIS FUNÇÕES UTILIZADAS:


Análise de Estabilidade de Taludes
APLICAÇÕES
EXERCÍCIO 1: PARA O TALUDE SEGUINTE, DEFINIR O FATOR DE SEGURANÇA POR
FELLENIUS, BISHOP E MORGENSTERN & PRICE:

Distância
Análise de Estabilidade de Taludes
APLICAÇÕES

CONSIDERAR AS SEGUINTES COORDENADAS PARA OS PONTOS


DO ATERRO: a (0, 10); b (0, 13); c (23,13); d (53, 28); e (66, 28); f( 96,
13); g (120, 13); h (120, 10).

OBS: CONSIDERAR O NÍVEL DE ÁGUA COINCIDINDO COM A SUPERFÍCIE DO


SOLO DE FUNDAÇÃO.
Análise de Estabilidade de Taludes

APLICAÇÕES

EXERCÍCIO 2: DETERMINE O FATOR DE SEGURANÇA PARA A SUPERFÍCIE CRÍTICA DEFINIDA


NO EXERCÍCIO 1 PELOS MÉTODOS DE FELLENIUS, E BISHOP-SIMPLIFICADO (2 ITERAÇÕES),
MANUALMENTE:
o DESENHAR O TALUDE E SUAS CAMADAS (SOFTWARE CAD);
o OBTER NO SLIDE O RAIO E A POSIÇÃO DO CENTRO DA SUPERFÍCIE;
o TRAÇAR A SUPERFÍCIE NO TALUDE;
o FAZER A DIVISÃO EM FATIAS (CONSIDERE 10 FATIAS);
o CALCULAR OS PESOS, E OS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS DAS FATIAS;
o APLICAR A FORMULAÇÃO APRESENTADA ANTERIORMENTE.
Análise de Estabilidade de Taludes

TÉCNICAS DE MELHORIA DA ESTABILIDADE

 DIMINUIÇÃO DAS PORO-PRESSÕES

PRINCIPAIS MECANISMOS:

o DRENAGEM SUPERFICIAL;
o DRENAGEM PROFUNDA.
Análise de Estabilidade de Taludes
TÉCNICAS DE MELHORIA DA ESTABILIDADE
 DIMINUIÇÃO DAS PORO-PRESSÕES
Análise de Estabilidade de Taludes

TÉCNICAS DE MELHORIA DA ESTABILIDADE

 RETALUDAMENTO
Análise de Estabilidade de Taludes
TÉCNICAS DE MELHORIA DA ESTABILIDADE
 RETALUDAMENTO

 PRINCIPIO GERAL:
Análise de Estabilidade de Taludes

APLICAÇÕES

EXERCÍCIO 3: SIMULAR A DIMINUIÇÃO DA INCLINAÇÃO DOS TALUDES


E REDEFINIR O FATOR DE SEGURANÇA PARA O EXERCÍCIOO 2 (SALVAR
COMO “ATIVIDADE 3_RETALUDAMENTO”)
Análise de Estabilidade de Taludes

TÉCNICAS DE MELHORIA DA ESTABILIDADE

 REFORÇO DOS SOLOS

ALTERAÇÃO DAS PROPRIEDADES DOS SOLOS: INJEÇÕES DE MATERIAL


AGLUTINANTE, ETC.
Análise de Estabilidade de Taludes

TÉCNICAS DE MELHORIA DA ESTABILIDADE

 REFORÇO DOS SOLOS

INTRODUÇÃO DE ELEMENTOS RESISTENTES A FLEXÃO E A TRAÇÃO: SOLO GRAMPEADO, SOLO


REFORÇADO COM GEOSSINTÉTICOS, TERRA ARMADA, ETC;
Análise de Estabilidade de Taludes
 CONTRIBUIÇÃO DO REFORÇO:
Análise de Estabilidade de Taludes

EXERCÍCIO 4: VERIFIQUE A INFLUÊNCIA DA INCLUSÃO DE GRAMPOS NO TALUDE


ANALISADO NO EXERCÍCIO 3, CONSIDERANDO AS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS PARA OS
GRAMPOS
Análise de Estabilidade de Taludes

ANÁLIDE NUMÉRICA DE ESTABILIDADE DE


TALUDES

ALGUNS SOFTWARES QUE PERMINTEM AS ANÁLISES:

 GEOSTUDIO 2012: SIGMA-W; SLOPE-W; SEEP-W.


 ROCSCIENCE: PHASE² 7.0; SLIDE;
 GEO-FINE: SLOPE STABILITY, ETC.
Análise de Estabilidade de Taludes
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 O PLANO DE INVESTIGAÇÃO DEVE SER DEVIDAMENTE DETALHADO E
ELABORADO PELO ENGENHEIRO CIVIL (?) GEOTÉCNICO RESPONSÁVEL
(ITEM 6.1)

 INVESTIGAÇÕES DE CAMPO: OBTENÇÃO DO PERFIL GEOTÉCNICO


(OBRIGATÓRIO) QUE ORIENTARÁ O MODELO DE ESTABILIDADE:

o MÉTODOS DIRETOS: OBRIGATÓRIO* NO MÍNIMO TRÊS SONDAGENS POR


SEÇÃO;

o MÉTODOS GEOFÍSICOS;
Análise de Estabilidade de Taludes
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 INVESTIGAÇÕES DE LABORATÓRIO: CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E MECÂNICA
DOS SOLOS:

o UMIDADE NATURAL, ENSAIOS DE CARACTERIZAÇÃO, E ENSAIOS PARA


DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS DE RESISTÊNCIA;

o DEVE SER EXECUTADA UMA QUANTIDADE MÍNIMA DE 12 ENSAIOS


(CORPOS-DE-PROVA) PARA CADA CAMADA DO PERFIL E EM AMOSTRAS
COLETADAS EM TRÊS LOCAIS DO MESMO TIPO DE SOLO;
Análise de Estabilidade de Taludes

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RECOMENDADA


• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Estabilidade de encostas - ABNT. NBR
11682,2009.
• Das, Braja M. (2005). Fundamentals of Geotechnical Engineering. 2ª Edição. Ed. Thompson. Canadá, 566p.
• Gerscovich, D.M. (2012). Estabilidade de Taludes. 1ª Edição. Oficina de Textos, São Paulo, SP, Brasil,
166p.
• GeoRio (2000). Manual técnico de encostas - ancoragens e grampos. 2ª edição, Fundação Instituto
Geotécnica do Município do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 188p.
• Lambe, T.W. e Whitman, R. V. Soil Mechanics. Editora John Wiley & Sons. New York, USA. Schnaid, F.
(2000).
• Ensaios de campo e suas aplicações à engenharia de fundações. Editora Oficina de Textos. São Paulo, SP,
Brasil. 189p.
• U.S. Corps of Engineers. Slope Stability. 2003