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Profa: Mariane Oselame

mari.oselame@hotmail.com
Sobre avaliação:
1. Para quem esteve presente na aula: Diário
de Campo: um relato de experiência acerca
da aula expositiva e vivência realizada,
articulado com o referencial teórico.
2. Para quem NÃO esteve presente: Resenha
articulando todos os referenciais que foram
indicados para leitura
Mínimo 1 lauda, máximo 5 laudas (sem
incluir a página de referências utilizadas).
Normas da ABNT.
Musicoterapia: Perspectiva Histórica
Musicalidade
Uso da música em Musicoterapia
Música como Analogia
Música como Metáfora
Musicalidade Clínica/Terapêutica
Modos Expressivos-Receptivos
Experiências Musicais
Etapas do Processo Musicoterápico
 DESDE A ANTIGUIDADE, A MÚSICA FOI USADA
COMO FERRAMENTA TERAPÊUTICA
 RITUAIS DE CURA INCLUINDO SOM E MÚSICA
SOBREVIVERAM EM MUITAS CULTURAS
 O XAMANISMO FOI ESTUDADO EM
PROFUNDIDADE DENTRO DA ANTROPOLOGIA
SOCIAL E ATUALMENTE O ESTUDO DO MESMO
ESTÁ EM DESENVOLVIMENTO
 Atributo constitutivo do ser humano
 "(...) musicalidade não é propriedade de
indivíduos, mas atributo essencial da espécie
humana. a implicação é que não alguns homens
são musicais enquanto outros não o são, mas que
o homem é um animal musical, isto é, um ser
predisposto à música e com necessidade de
música, um ser que para sua plena realização
precisa expressar-se em notas musicais e deve
produzir música para si mesmo e para o mundo.
Neste sentido, musicalidade não é algo que
alguém pode ou não pode ter, mas algo que-
junto com outros fatores- é constitutivo do
homem" (ZUCKERKANDLL in QUEIROZ, 2003, p
14).
 A fala é atributo humano, assim como a
musicalidade
 Não falar equivale a um problema
 O mesmo não acontece com a música

 ZUCKERKANDLL define esse tipo de relação do


homem musical com o mundo como sendo de
integração, de alargamento da percepção de si
mesmo, de modo que nós mesmos e o mundo à
volta somos experimetados em nossa unidade,
unidade que experimentamos como participantes
dela, em unicidade com ela, como seres
pertecentes a tudo o mais o que percebemos.
 Para aquele que canta ou produz música, enquanto o
faz, o mundo se torna outro, mais precisamente, sua
relação com o mundo se torna outra, diferente
daquele modo de relação que conhecemos
habitualmente e que está apoiado na linguagem
verbal e na percepção do mundo por meio da visão e
do tato.
 Musicalidade nos coloca em relação com um aspecto
do mundo em que todas as coisas estão unidas, a
dimensão de unicidade do mundo: aquela dimensão
em que se dá a trama de interações do mundo e onde
o mundo é um todo, uma unidade.
 Musicalidade concede a percepção de uma dimensão
em que coisas e pessoas e condições se integram,
aquela dimensão existencial na qual interagem
dinamicamente, isto é, a dimensão da harmonia ou
da proporção dinâmica entre as partes de um todo.
 Os processos musicais, no enquadre
musicoterápico, são equivalentes aos
processos psíquicos.
 Soa de maneira análoga
 Implica considerar a personalidade ou a
patologia de nossos usuários como análoga a
suas modalidades de expressão musical
 Ex: Improvisação
 Metáfora forma parte de nossa forma de
pensar, de entender o mundo
 Fênomeno social e criativo que forma parte
do território e da experiência cotidiana, do
fluxo simbólico e da imaginação.
 “o que nos interessa aqui é a tradução ou
expressão do pensamento em música,
passando pela imagem e constituindo-se,
desse modo, em metáfora” (Mendes Barcellos
in Schapira)
 Ex: EISS – Estimulação de Imagens e Sensação
através do Som
 Terapêutica (Schapira): Musicalidade do
Terapeuta
 Atribuição do profissional que antecede o campo
de trabalho no que pode chegar a desempenhar.
Pode trabalhar no campo da clínica, na
prevenção ou promoção da saúde.
 Capacidade inerente ao profissional
musicoterapeuta
 Aspectos fundamentais da musicalidade clínica
(Mendes Barcellos): escuta clínica e execução
clínica que aludem aos processos de recepção e
produção musical.
 Musicalidade Terapêutica à serviço do outro
 Música entendida como um ME-R
 ME-R- diretamente relacionados a sua
consideração biopsicosocioespiritual e estão
constituídos por todas aquelas pautas culturais e
códigos de comunicação que caracterizam um
grupo sociolinguístico determinado.
 Contém os ingredientes qualitativos de nossos
atos cotidianos,como formas
abstratas,expressadas através de nossos atos
cotidianos, como o modelo da personalidade
expressiva de cada ser humano, em sua
dimensão verbal, gestual, sonora e corporal.
 Trabalho do musicoterapeuta = entender essas
singularidades
 Dimensões a considerar nos ME-R
 Gerais
 Do musicoterapeuta
 Da comunidade sócio-linguística ou grupo social
de usuários
 Específico de cada usuário ou grupo
 Pré Musical
 Produtos pré musicais são aqueles insuficientemente
desenvolvidos, organizados ou completos para serem
considerados intrinsecamente musicais, ou cuja função é
mais de sinal comunicativo do que propriamente de
expressão musical. Os exemplos incluem: vibrações
aleatórias, formas vibratórias, sinais elétricos musicais,
ritmos motores, ritmos visuais, sons naturais ou
ambientais, sons de animais, sons instrumentais ou
corporais desorganizados, vocalizações aleatórias,
balbucios ou prosódia.

 Processos pré musicais são aquelas reações à musica que


têm intencionalidade insuficiente para serem
qualificadas como musicais. Exemplos incluem respostas
reflexivas ou autônomas à musica, transformações no
nível de consciência devido à música e esquemas
sensório-motores disparados pela música.
 Musical
 Produtos musicais são sons suficientemente controlados ou organizados de forma
a criar relações que são intrinsecamente significativas. Embora os sons possam
representar, descrever ou referir-se a algo além deles próprios, seu significado
primário apóia-se nas relações musicais existentes entre os próprios sons
simultâneos e sucessivos. Essas relações intrínsecas ficam evidentes quando o
material é organizado de acordo com os elementos musicais básicos (exemplo,
pulsação, ritmo, escala, tonalidade, melodia, harmonia, textura, timbre,
dinâmica), e quando o material cria formas musicais (por exemplo, temas,
frases, improvisações, composições, execuções).

 Processos musicais incluem todos os esforços intencionais de escutar ou fazer


música. Escutar é uma experiência musical em que são feitos esforços para
apreender e experienciar as relações e os significados intrínsecos da música. Elas
geralmente envolvem uma variedade de processos latentes como esperar,
perceber, discriminar, analisar, relembrar, avaliar, interpretar, sentir, preferir, e
assim por diante.

 Criar sons é considerado uma experiência musical quando se faz esforços para
controlar, manipular, e organizá-los de modo a produzir relações significativas
dentre e entre eles. Tipicamente, isso envolve atividades tais como improvisar,
apresentar uma música, compor e as várias atividades nelas envolvidas.
 Extramusical
 Produtos extramusicais são essencialmente os aspectos não musicais da música ou da
experiência musical que se originam, afetam ou retiram o seu significado da musica
(por exemplo, letras, programas, histórias ou dramas representados na música). Tais
elementos podem ser significativos por si próprios ou podem depender da música para
lhes dar significado. A música, por outro lado, é independente dos elementos
extramusicais para seu significado essencial, embora tenha seu significado
intensificado ou ampliado por causa deles. Isto é, os sons por si próprios não são menos
significativos ou menos interrelacionados do ponto de vista musical, embora seu
significado e as relações essencialmente musicais sejam intensificados ou ampliados
pelos aspectos extramusicais.

 Em função dessa dupla camada de significados, o ouvinte pode colocar a música no


primeiro plano da experiência e retirar os significados primariamente da musica,
mantendo os elementos extramusicais em segundo plano, ou fazer o inverso, centrar-se
nos elementos extramusicais para a obtenção de significados, mantendo a música em
segundo plano.

 Processos extramusicais são essencialmente comportamentos e reações à música que


não envolve fazer música, mas que se originam, em seu significado, da música que está
sendo experienciada. Exemplos incluem responder à música através do movimento ou
fazendo mímica, dramatização, desenho, pintura, escultura, ou usando a imaginação,
fantasiando, falando, escrevendo, etc. Aqui também a pessoa pode colocar a música
em primeiro plano e modelar o comportamento de acordo com a música, ou ao
contrário, centrar-se no comportamento extramusical e colocar a música no segundo
plano da experiência.
 Paramusical
 Produtos paramusicais são aqueles aspectos do ambiente musical que
se impõem ao individuo enquanto ele ouve ou faz música e que não se
relacionam intrinsecamente com a música e não dependem da música
para obter seu significado. Geralmente, estes materiais ou produtos
podem ocorrer independentemente da música, embora coincidam com
ela, ou podem ser estimulados pela música de forma colateral.
Exemplos incluem (1) pessoas, objetos, móveis, luzes e adereços no
ambiente da música, e (2) dança, teatro, obras de arte, poesia, etc.,
criados de forma independente da música, mas ainda no ambiente da
música.

 Processos paramusicais são comportamentos ou reações que ocorrem


dentro do contexto da atividade musical, mas são não musicais em sua
intenção ou conteúdo. Tais respostas podem emergir ou originar-se a
partir da música, do ambiente ou da experiência musical, embora não
estejam intrinsecamente relacionadas com a música ou passem a ser
por ela controladas, e tampouco dependam da música para extrair
significado. Exemplos incluem sonhar acordado, ficar distraído,
conversar algo que não seja a música, ou praticar outra atividade
artística, tudo com fundo musical, etc.
 Não Musical
 Produtos não musicais são aqueles aspectos do
ambiente musicoterapêutico que se impõem ao
cliente, mas que não possuem ou produzem
significado a partir dos outros estímulos ou
respostas mencionados anteriormente.
 Processos não musicais são aqueles pensamentos,
comportamentos ou reações emocionais que não
possuem intenção ou significação musical e que
não se derivam, afetam ou retiram seu
significado de nenhuma atividade musical.
 Métodos Improvisativos
 Estabelecer um canal de comunicação não verbal e uma ponte
para a comunicação verbal;
 Fornecer meios gratificantes de autoexpressão e formação de
identidade;
 Explorar diferentes aspectos do eu7 em relação aos outros;
 Identificar, expressar e trabalhar emoções difíceis;
 Desenvolver a capacidade de respeito interpessoal e
intimidade;
 Desenvolver habilidades interpessoais ou de grupo;
 Resolver problemas interpessoais ou de grupo;
 Desenvolver a criatividade, expressar liberdade,
espontaneidade e ludicidade dentro de diferentes níveis de
estrutura;
 Estimular e desenvolver os sentidos; e
 Desenvolver habilidades perceptivas e cognitivas.
 Métodos Recriacionais
 Desenvolver habilidades sensório-motoras;
 Adotar comportamento adaptativo, ordenado no tempo;
 Aprimorar atenção e orientação à realidade;
 Desenvolver capacidade de memória;
 Desenvolver a habilidade de escutar e monitorar a si mesmo;
 Promover identificação e empatia com os outros;
 Experimentar e liberar sentimentos em um ambiente seguro e
apropriado;
 Desenvolver habilidades para distinguir, interpretar e
comunicar ideias e sentimentos;
 Aprender funções chave em diferentes situações interpessoais;
 Aprimorar habilidades interativas e de grupo;
 Desenvolver um senso de comunidade;
 Identificar-se com um valor ou crença de um grupo,
comunidade, sociedade ou cultura.
 Método Composicional
 Desenvolver habilidades na criação de estruturas onde se
possa expressar os pensamentos e sentimentos seus e/ou
que compartilha com outros;
 Desenvolver habilidades na organização de pensamentos
e sentimentos de modo que se encaixem na estrutura
adotada;
 Desenvolver a habilidade de explorar diferentes formas
de expressar pensamentos e sentimentos dentro da
estrutura;
 Desenvolver habilidades de tomada de decisão;
 Desenvolver a habilidade de documentar e comunicar a
maneira que os outros devem recriar sua composição;
 Promover a exploração de temas terapêuticos através da
letra;
 Desenvolver a habilidade de integrar e sintetizar partes
em um todo.
 Métodos Receptivos
 Promover receptividade;
 Evocar respostas corporais específicas;
 Estimular ou relaxar a pessoa;
 Desenvolver habilidades auditivas/motoras;
 Evocar estados e experiências afetivas;
 Explorar ideias e pensamentos dos outros;
 Facilitar a memória, a reminiscência e a regrssão;
 Evocar o imaginário e as fantasias;
 Conectar o ouvinte à comunidade ou ao grupo
sociocultural;
 Estimular experiências culminantes e espirituais.
 Entrevista Inicial
 Como deve ser feita?
 Musicoterapeuta e o Entrevistado
 Quem é?
 Ficha Musicoterápica
 Avaliação- Estudo Biográfico
 Testificação Musical
 Registro de Encontros
 Alta
 Preparação Usuário, Grupo, Família

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