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Teoria de Produção

 Factores de produção;
 Função de produção;
 Alteração dos factores de produção em períodos de curto e longo
prazo.
Teoria de Produção
• O que é a produção?
• A produção consiste na combinação de vários elementos no sentido
de obter, a partir deles, um em que satisfaça uma necessidade humana.
• Um produtor é, ao mesmo tempo, vendedor (do seu bem) e
consumidor (de factores produtivos). Isso faz com que ele tenha duas
questões: quanto produzir do bem e como produzir essa quantidade.
• Função de produção: relação que existe entre a quantidade de
produto e as quantidades de recursos (trabalho, terra, capital,
tecnologia, Capacidade empresarial).

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Teoria de Produção
• Uma função de produção é apenas uma função que indica a relação
entre o volume de factores (K e L) utilizados no processo produtivo e
o volume final de produto obtido.
• Uma função de produção, em sua forma mais simples, pode ser
representada por:
𝑄 = 𝑓 𝐾, 𝐿
Onde:
• Q – quantidade produzida de um bem, num determinado de período;
• K – quantidade do factor produtivo capital;
• L – quantidade do factor produtivo trabalho.

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Teoria de Produção
• No entanto, há um tipo de função de produção que nos interessa
estudar com maior detalhe, que é a função do tipo Cobb – Douglas,
expressa por:
𝑄 = 𝐴𝐾 𝛼 𝐿𝛽
Onde:
𝐴 – é o valor do parâmetros que mede o grau do desenvolvimento
tecnológico;
𝛼 𝑒 𝛽 – são constantes que nos informam sobre a importância relativa a
mão-de-obra e do capital no porcesso produtivo.

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Exemplo
• Suponha que os engenheiros de uma empresa A qualquer, apos
analisarem o processo produtivo da empresa, determinaram que esta se
comporta de acordo com uma função de produção do tipo Cobb –
Douglas, expressa por:
𝑌 = 4𝐾 0,5 𝐿0,5
• Se a empresa A dispuser, num determinado período de tempo, de 100
trabalhadores e 4 maquinas.
a. Qual é o volume de produto obtido?

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Produto Total, Médio e Marginal
• A partir da função de produção de uma empresa podemos calcular três
conceitos de produção importantes: produto total, médio e marginal.
• Produto Total – representa a quantidade total produzida do produto,
em unidades físicas ou em números. O produto total começa de zero,
não se utilizando qualquer trabalho, e depois aumenta co, a utilização
de unidades de trabalho adicional.
• Produto Marginal de um factor de produção – é o produto adicional
gerado por 1 unidade adicional desse factor, mantendo-se os restantes
factores constantes.
∆𝒀
𝑷𝒎𝒈 =
∆𝑿
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Produto Total, Médio e Marginal
• Produto Médio – é igual ao produto total dividido pela totalidade de
unidades do factor de produção.
• O produto médio diminui sempre à medida que o factor trabalho
aumenta.

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Produto Total e Marginal

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Curto e Longo Prazo de Produção
• O que é curto e longo prazo de produção para as empresas?

• Curto prazo: é o período de tempo em que pelo menos um dos


factores de produção (K ou L) é fixo. Em geral, considera-se como
insumo fixo o capital e como insumo variável o trabalho.
• Longo prazo: é o período de tempo em que todos os factores de
produção são variáveis, ou seja, todos os insumos são variáveis.

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Curto e Longo Prazo de Produção
• No longo prazo, como definido anteriormente, todos os insumos são
variáveis. Desta forma, a questão central que deve ser respondida é:
quando variam ao mesmo tempo as dotações de capital e de trabalho?
Qual é o impacto sobre o volume de produção da empresa A, por
exemplo?
• A resposta a esta questão depende, obviamente, a forma assumida pela
função de produção.
• No entanto, nos deteremos na analise de três comportamento dos
parâmetros de uma função de produção do tipo Cobb – Douglas, cujos
resultados são muito importantes
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A Lei dos Rendimentos Decrescentes
• Esta lei foi desenvolvida pelos economistas para descrever a relação entre o output
e um input variável quando outros inputs são mantidos constantes em quantidade.
Acredita-se que esta lei tem uma aplicação quase universal. Ela pode ser
enunciada de seguinte modo:
• A adição de quantidades de um factor de produção a uma quantidade
mantida fixa de outro factor, tem como resultado: inicialmente acréscimos do
factor de produção variável ao produto serão crescentes, se tornarão a partir
de certa ponto decrescentes, podendo, tornar-se negativos.
Ou, se preferirmos:
• Se fizermos variar a quantidade de um dos factores de produção, mantendo
os outros constantes, a partir de um certo numero de unidades utilizadas, as
produtividades marginais do factor variável são decrescentes.

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As três fases da produção (curto prazo)
A função de produção clássica pode ser dividida em três regiões ou fases.
• A fase I ocorre quando o Pmg é maior que o Pmed. O Pmed é crescente ao
longo da fase I, indicando que a taxa média à qual o factor variável X é
transformado em produto Y cresce ate o Pmed atingir o seu máximo no final
da fase I.
• A fase II ocorre quando a Pmg é decrescente, menor do que a Pmed e maior
do que zero. A eficiência física do factor variável atinge um pico no início
da fase II.
• A fase III ocorre quando a Pmg é negativa. A fase III ocorre quando
excessivas quantidades do factor variável se combinam com os factores
fixos. É tal o excesso que, de facto, o output total começa a diminuir.

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As três fases da produção (curto prazo)

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As três fases da produção (curto prazo)
Os resultados fundamentais desta analise podem ser resumidos da
seguinte forma:
• Quando o Pmg é maior que o Pmed, o Pmed é crescente.
• Quando o Pmg e Pmed forem iguais, o Pmed é máximo.
• Quando o Pmg for menor que o Pmed, o Pmed é decrescente.

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