Você está na página 1de 15

Evapotranspiração

Disciplina: Hidrologia
Professora Iara Almeida
Evapotranspiração
 Evaporação – conjunto dos fenômenos físicos
que transformam em vapor a água precipitada
sobre a superfície do solo e a água dos mares, dos
rios e dos reservatórios de acumulação.
 Transpiração – processo de evaporação
decorrente de ações fisiológicas dos vegetais. Por
meio de raízes, os vegetais retiram do solo a água
necessária às suas atividades vitais, restituindo
parte dela à atmosfera em forma de vapor, que
se forma na superfície das folhas e são liberadas
pelos estômatos.
 Evapotranspiração – conjunto de processos
físicos e fisiológicos que provocam a
transformação da água precipitada na superfície
da Terra em vapor.
Grandezas Características

a) Perdas por evaporação ou por transpiração –


quantidade de água evaporada (ou transpirada) por
unidade de área horizontal durante um certo tempo (em
mm).

b) Intensidade de evaporação ou de transpiração –


rapidez com que se processa o fenômeno de evaporação
ou de transpiração (mm/hora ou mm/dia).
Fatores Intervenientes
 Os fatores que intervêm na intensidade de evaporação podem
ser agrupados em duas categorias distintas: os relativos à
atmosfera ambiente, e os referentes à própria superfície
evaporante.
 Os primeiros caracterizam o estudo da atmosfera na
vizinhança da superfície evaporante e estão relacionados ao
poder evaporante da atmosfera (relacionado a fatores
meteorológicos – temperatura, insolação, grau de umidade ,
velocidade e turbulência do vento, pressão barométrica, etc.).
 Os dois principais fatores que condicionam o poder
evaporante da atmosfera são o grau de umidade relativa do ar
e a velocidade do vento.
 Os segundos caracterizam o estado da própria superfície
evaporante (superfície de água livre, solo nu, vegetação etc.)
e sua aptidão para alimentar a evaporação.
 O que interessa comumente nas aplicações é a evaporação
média sobre as extensas superfícies e durante longos períodos
de tempo.
Fatores intervenientes
1. Grau de umidade relativa do ar atmosférico
Definido como a relação ente a quantidade de vapor de
água presente e a quantidade de vapor de água que o
mesmo volume de ar conteria se estivesse saturado.
2. Vento
Aumenta a intensidade da evaporação por afastar da
proximidade das superfícies de evaporação as massas de ar
de elevado grau de umidade.
3. Temperatura
Um aumento de temperatura influi favoravelmente na
intensidade de evaporação porque torna maior a
quantidade de vapor de água que pode estar no mesmo
volume de ar, ao se atingir o grau de saturação do ar.
4. Radiação solar
O calor radiante fornecido pelo Sol constitui a energia
motora do ciclo hidrológico.
Fatores intervenientes
5. Pressão Barométrica
A intensidade de evaporação é maior em altitudes elevadas; a influência da
pressão é, entretanto, discreta.
6. Salinidade da água
A intensidade da evaporação reduz-se com o aumento do teor de sal na água.
Em igualdade de condições, há uma diminuição de 2% a 3% ao se passar da
água doce para a água do mar.
7. Evaporação na superfície do solo
A evaporação na superfície do solo depende dos fatores intervenientes
mencionados e mais da umidade e da natureza do próprio solo.
8. Transpiração
É em função do poder evaporante da atmosfera.
A luz, o calor e uma grande umidade do ar abrem os poros das folhas e
influem assim favoravelmente sobre a transpiração.
A umidade do solo na zona das raízes e, em consequência, depende da
natureza do solo, à sua umidade do solo, ao nível do lençol freático e ao
regime das precipitações.
Além disso, a transpiração de uma planta depende de sua espécie, de sua
idade e do desenvolvimento de suas folhas.
PRINCIPAIS MÉTODOS PARA SE CALCULAR A
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 Evaporímetros – são recipientes achatados, em forma de
bandeja, de seção circular ou quadrada, cheios de água até
uma determinada altura; são instaladas sobre o terreno
próximo a massa de água cuja evaporação se quer medir,
ou sobre a própria massa de água, constituindo, nesse caso,
medidores flutuadores.

• Mede-se a variação de nível através


de uma régua.
• Leva-se em conta (subtrai-se) a
precipitação.
• Superestimam a evaporação

Evaporímetro tipo A.

E – Evaporação (espelho d’água)


E  k p  Et Kp – Coeficiente do Tanque (0,6 – 0,8)
Et – Evaporação do Tanque
PRINCIPAIS MÉTODOS PARA SE CALCULAR A
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
Abrigado do vento e da radiação solar

 Evaporímetro de Piche
É constituído de um tubo cilíndrico de
vidro, de 25 cm de comprimento e 1,5 cm
de diâmetro.
Tubo graduado e fechado em parte
superior.
A abertura inferior é tampada por uma
folha circular de papel-filtro padronizado
(de 30 mm de diâmetro e de 0,5 mm de
espessura.
O aparelho é preenchido previamente com Este aparelho não considera a influência da insolação  proteger papel-
água destilada. filtro.

Essa água se evapora progressivamente A relação entre as evaporações anuais medidas em um mesmo ponto em
pela folha de papel-filtro, e a diminuição um evaporímetro de bandeja de água e em um tipo Piche é bastante
do nível de água no tubo permite calcular variável.
a taxa de evaporação
Os valores médios desta relação pode variar entre 0,45 e 0,65 (GARCEZ;
ALVAREZ, 1988).
PRINCIPAIS MÉTODOS PARA SE CALCULAR A
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 Transferência de Massa
São métodos com base na Primeira Lei de Dalton, em que
se representa a evaporação através da expressão:

E  b  Po  Pa 

E – Evaporação
b – Coeficiente Empírico (pode ser substituído por
expressões que representem a ação do vento, ou equações
que consideram o poder evaporante da atmosfera)
Po – Pressão de Saturação do ar à temperatura da água
Pa – Pressão de vapor de água no ar atmosférico.
PRINCIPAIS MÉTODOS PARA SE CALCULAR A
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 Fórmula de Fitzfgerald:

E  12(1  0,31w )( Po  Pa )

E – Intensidade da evaporação em mm/mês.


w – Velocidade do vento em Km/h (medida a cerca de 2 m
do NA).
Po – Pressão de saturação do vapor à temperatura da água,
em mmHg.
Pa – Pressão efetiva de vapor de água no ar atmosférico em
mmHg.
PRINCIPAIS MÉTODOS PARA SE CALCULAR A
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 Balanço Hídrico
Cálculo da evaporação a partir da equação da continuidade
aplicada a um lago ou reservatório.

dV
 I Q E A P A V – Volume do Reservatório
dt

dV 
I – Vazão de Entrada

E
 I  Q
P dt Q – Vazão de saída

A A A – Área da Superfície do
Reservatório
P – Precipitação
E - Evaporação
PRINCIPAIS MÉTODOS PARA SE CALCULAR A
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 Medições Diretas
LISÍMETROS: estruturas enterradas constituídas de um
reservatório de solo com um volume mínimo de 1m³,
providas de sistema de drenagem e instrumentos de
medição.
PRINCIPAIS MÉTODOS PARA SE CALCULAR A
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 Medições Diretas – Lisímetros

E  P  Q  R
E – EVAPOTRANSPIRAÇÃO
P – PRECIPITAÇÃO
Q – DRENAGEM
∆R – VARIAÇÃO DO VOLUME ARMAZENADO
NO LISÍMETRO
PRINCIPAIS MÉTODOS PARA SE CALCULAR A
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 Método de Jensen e Haise
Relaciona evapotranspiração com a temperatura e
insolação.

E  0,025  T  0,08 
G
59
ETP – Evapotranspiração Potencial (mm/dia)
T – Temperatura do ar (°C)
G – Radiação Incidente de Onda Curta (cal/cm².dia)
PRINCIPAIS MÉTODOS PARA SE CALCULAR A
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
 Balanço Hidrológico
Representação semelhante a do lísimetro.
Entretanto, o intervalo de tempo tem que ser anual, ou
maior, para que a variação no armazenamento possa ser
desprezada.

E  P Q