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CORREÇÃO

DO TESTE
DIAGNÓSTICO

Encontros – 12.o ano ▪ Noémia Jorge, Cecília Aguiar, Miguel Magalhães


Correção do teste diganóstico Oralidade | Escrita ● p. 12

1. Observa o cartoon.
Reflete, em conjunto com a turma, sobre
1.1. a mensagem veiculada pelo cartoon,
tendo em conta os seguintes aspetos:
a. situação representada;
b. intencionalidade comunicativa
do autor.

a. Um carro leva uma casa de campo a


reboque, em plena cidade (cf.
contraste entre o tamanho dos
prédios e o tamanho do automóvel e
da mancha de céu).
b. Crítica à dimensão e omnipresença
dos prédios/arranha-céus que KARTU (2014). Sem título,
preenchem todo o espaço das World Press Cartoon – Cascais 2014.
cidades, sem deixar lugar a espaços Lisboa: Babel, p. 278.
verdes.
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2. Ouve o artigo jornalístico “Lisboa, melhor capital da Europa para


trabalhar e desfrutar” (Mariana de Araújo Barbosa).
2.1. Ordena os tópicos pela ordem com que são abordados no artigo.
(A) Lisboa como ponto de encontro para negócios.
(B) Lisboa como cidade privilegiada em termos de clima,
permitindo uma cultura de trabalho-vida-surf-golf.
(C) Lisboa como cidade ideal para se trabalhar e para se viver.
(D) Lisboa como cidade renovada e reabilitada.
(E) Lisboa como cidade aberta ao empreendedorismo, em fase
de crescimento económico.
(F) Lisboa como lugar com preços baixos no universo do
empreendedorismo (preço dos escritórios, salários).

2.1. (C), (E), (D), (F), (B), (A).


Correção do teste diganóstico Oralidade | Escrita ● p. 12

3. Faz uma síntese escrita do artigo jornalístico ouvido:


• reduzindo o texto ao essencial por seleção crítica das ideias-chave;
• articulando as ideias-chave com conectores adequados;
• produzindo um texto linguisticamente correto, com diversificação do
vocabulário e das estruturas utilizadas.

Exemplo de resposta
No artigo jornalístico “Lisboa, melhor capital da Europa
para trabalhar e desfrutar”, publicado em Dinheiro
Vivo, Mariana de Araújo Barbosa apresenta as razões
que, de acordo com o jornalista Lennox Morrison
(BBC), tornam Lisboa um local atrativo para se
trabalhar e viver. A autora destaca o
empreendedorismo, a qualidade e o custo de vida
nesta capital europeia, concluindo que a cidade é
atrativa devido à sua cultura trabalho-vida-golf.
Correção do teste diagnóstico Educação Literária ● p. 13

2. Localiza o excerto na estrutura


interna do romance Os Maias.
O excerto localiza-se no
epílogo do romance Os Maias,
inserindo-se no passeio que
Ega e Carlos fazem pela cidade
de Lisboa, dez anos após a
partida de Carlos.
Correção do teste diagnóstico Educação Literária ● p. 13

3. Carlos e Ega deambulam pelo antigo Passeio Público.

3.1. Identifica e analisa as mudanças ocorridas desde a partida de


Carlos.

Antes da partida de Carlos – existência do Passeio Público


“pacato e frondoso” (ll. 1-2).

Momento da chegada de Carlos – desaparecimento do


Passeio Público; presença de um obelisco (monumento aos
Restauradores) e emergência de uma longa avenida (Avenida
da Liberdade) marcada pela desorganização urbanística
(prédios desiguais, “repintados”, poucas árvores, “montões
de cascalho”, l. 15) e pelo “luxo barato” (l. 14).

Análise das mudanças – substituição do que havia de genuíno


em Portugal (Passeio Público) pela imitação / cópia servil e
mal conseguida do requinte do estrangeiro.
Correção do teste diagnóstico Educação Literária ● p. 13

Relaciona o espaço descrito com a paisagem humana


3.2.
observada.

Entre o espaço descrito e a paisagem humana estabelece-se


uma relação de semelhança, em relação a dois aspetos: a
imitação (mal conseguida e exagerada) do estrangeiro e perda
da autenticidade (ll. 19-21) e a estagnação, não obstante o
pretenso progresso e cosmopolitismo (ll. 22-27).

4. Analisa a importância que a luz adquire na caracterização do


ambiente.

“A vibração fina da luz de inverno” (l. 3) confere vitalidade e


beleza à cidade, contrastando com o clima de estagnação e
ócio / inatividade da paisagem humana (ll. 19-27).
Correção do teste diganóstico Educação Literária ● p. 13

5. Traça o perfil psicológico de Carlos, considerando a


forma como este focaliza os acontecimentos.

A forma como Carlos focaliza os acontecimentos


demonstra, por um lado, uma visão crítica da
realidade observada, condicionada pelo olhar
cosmopolita de quem se ausentou da cidade, e, por
outro lado, saudades e nostalgia do passado
(representado pelo Passeio Público e pelos hábitos
“domingueiros” de outrora).
Correção do teste diagnóstico Leitura | Gramática ● pp. 14-15

2. O texto é marcado por diversas alusões de carácter histórico


e cultural.

2.1. Identifica a expressão que se refere:


a. à estátua de Fernando Pessoa e de António Ribeiro
Chiado;
“Fernando Pessoa e o frade […] conhecido por
Chiado continuam sentados à chuva, indiferentes
um ao outro.” (ll. 12-13).
b. à ação da Inquisição;
“(que outrora foi assaltado por fanáticos
chamejantes em procissões do Santo Ofício […]).”
(ll. 15-16).
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2.1. c. ao terramoto que destruiu Lisboa, em 1755;


“([…] logo depois abalado por um terramoto
de estremecer o mundo)” (l. 16).

d. ao incêndio que grassou o Chiado, em 1988.

“O pequeno largo onde se situam […] escombros,


cinzas, ferros torcidos” (ll. 14-19).
Correção do teste diagnóstico Leitura | Gramática ● pp. 14-15

3. Assinala a opção correta.

3.1. O assunto desenvolvido no texto é a descrição do Chiado,


em articulação com
(A) a evocação de acontecimentos ocorridos nesse local.
(B) o relato de memórias de infância associadas ao local.
(C) a reflexão sobre o valor simbólico do local, em
termos políticos e militares.
(D) a análise do percurso literário de Fernando Pessoa.
Correção do teste diagnóstico Leitura | Gramática ● pp. 14-15

3.2. A expressão “Isso por um lado; por outro…” (l. 5) tem


como função

(A) introduzir um exemplo que ilustra a informação


anteriormente apresentada.
(B) introduzir um contra-argumento que refuta a
informação anteriormente apresentada.
(C) evidenciar a estrutura do texto, marcando o final de
uma parte e o início de outra.

(D) estabelecer uma relação de consequência em relação


à informação anteriormente apresentada.
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3.3. Com a expressão “também eu subi o Chiado em


diferentes idades dos meus livros e com amigos de
diferentes gerações” (ll. 23-24), o autor alude à
(A) à sua experiência pessoal, associada aos livros.
(B) à obra de Luís de Camões.

(C) à emergência do gosto pela escrita.

(D) ao mito da infância como paraíso perdido.


Correção do teste diagnóstico Leitura | Gramática ● pp. 14-15

3.4. Em termos estilísticos, a última frase do texto é marcada


pelo recurso
(A) à personificação.
(B) à ironia.

(C) ao eufemismo.

(D) à metáfora.
Correção do teste diagnóstico Leitura | Gramática ● pp. 14-15

4. Identifica a função sintática desempenhada pelos


constituintes:
a. “sentados à chuva” (ll. 12-13);

Predicativo do sujeito

b. “ao que se sabe” (l. 19).

Complemento do adjetivo
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Identifica o valor da oração subordinada adjetiva relativa


5.
presente nas linhas 15 e 16.
Valor explicativo

6. Identifica os deíticos presentes em “Hoje, quando atravesso


esse rosto corrompido de Lisboa vejo-o como uma ferida
aberta na nossa memória coletiva.” (ll. 21-22).

Hoje” – deítico temporal; “atravesso”, “vejo”, “nossa”


– deíticos pessoais.

7. Classifica a oração iniciada por “que ficará para sempre


um fumo […]” (ll. 25-26).
Oração subordinada substantiva completiva.