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REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA

DE
31 DE MARÇO DE 1964

A REVOLUÇÃO PARA ACABAR


COM TODAS AS REVOLUÇÕES

O Movimento de 1964 deve ser analisado considerando a visão de


mundo e o espírito da época, sob pena de cometer-se um anacronismo.
Da mesma forma a cegueira ideológica obstrui a análise isenta
dos fatos, impedindo uma compreensão mais profunda da realidade e sua
influência na sociedade brasileira.
OBJETIVOS
Rememorar fatos marcantes da história do
Brasil.

Descrever a participação do Exército


Brasileiro na Revolução Democrática de
1964.

Estimular o estudo a pesquisa e a


análise de fatos históricos ocorridos no
Brasil.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
INTRODUÇÃO – Revolução Industrial

-Foi iniciada na Inglaterra no século XVIII, estendendo-


se para o Japão e para os Estados Unidos durante o
século XIX.

-A Inglaterra possuía condições favoráveis

- capitais acumulados durante a Revolução


Comercial;
- supremacia naval (1651);
- disponibilidade de mão-de-obra;
- instauração da monarquia parlamentar;
- inovações tecnológicas
INTRODUÇÃO – Revolução Industrial

-A formação das duas classes fundamentais do


capitalismo da época: a burguesia e o proletariado
industrial.

-A burguesia se tornou a classe economicamente


dominante

-A partir da Revolução Francesa (1789), conquista o


poder político.

-Elaboração de novas doutrinas econômicas e


sociais: o liberalismo e o socialismo.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
INTRODUÇÃO – Liberalismo

Características:

- inviolabilidade da propriedade privada;


- liberdade de comércio e de produção;
- não-interferência do Estado (exceto para a manutenção
da ordem, preservação da paz, proteção da propriedade
privada e atividades complementares);
- liberdade de contrato (empregador-empregado);
- livre concorrência e o livre-cambismo (não-
protecionismo).
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
INTRODUÇÃO – Socialismo

Princípios fundamentais:

- as transformações da sociedade como resultado das forças


econômicas;
- a luta de classes como força motriz imediata da história;
- o proletariado como agente de transformação da sociedade
capitalista;
- fim da exploração do homem pelo homem;
- propriedade social dos meios de produção ( fábricas-terras-bancos)
- construção de uma sociedade sem classes;
- desaparecimento gradual do Estado;
- o advento do socialismo como fase de transição para o comunismo.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
INTRODUÇÃO – Guerra Fria
INTRODUÇÃO – Guerra Fria
QUESTÃO CULTURAL
Durante a Guerra Fria, comunistas e capitalistas
servem-se dos meios de comunicação e de todas as
formas de produção cultural para difundir seus ideais
de vida em sociedade.

CORRIDA ARMAMENTISTA
O surgimento da bomba atômica desencadeou o
pesadelo da chamada "hecatombe nuclear", um receio
generalizado de que o ataque de uma das
superpotências iniciaria uma guerra cujo desfecho seria
o fim da vida humana na Terra.
CORRIDA ESPACIAL
No século XX, este desejo estava latente no grande
esforço tecnológico empreendido no período da
Guerra Fria. Estados Unidos e União Soviética
disputavam quem obteria primeiro maior domínio e
conhecimento do espaço.
INTRODUÇÃO – Guerra Fria
ESPIONAGEM
As ações de espionagem da CIA e da KGB eram um
termômetro das relações entre Estados Unidos e União
Soviética. Ações desprovidas de conceitos como
moral e ética, uma rotina que faz parte de uma história
ainda muito mal contada.
TERRORISMO
O terrorismo não surgiu em nosso século, mas seu
auge aconteceu durante os anos da Guerra Fria. A
Guerra Fria pode ser descrita como um sistema de
equilíbrio entre dois blocos inimigos que se baseava no
terror.
QUESTÃO CULTURAL NO BRASIL
A mensagem ideológica dos modos de vida típicos do
capitalismo e do socialismo se desenvolveram no Brasil
e na América Latina durante a Guerra Fria. O Brasil se
colocava diante da forte influência cultural norte-
americana e soviética
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
Desenvolvimento – Conflitos anteriores
Revolução de 1922
Movimento envolvendo militares e civis descontentes com
os processos políticos da primeira República. Embora logo
dominado, evidenciou o desconforto de setores da classe
média e de jovens militares com o regime oligárquico da
“política de governadores” ou “política dos estados”.

Revolução de 1923
Movimento ocorrido no Rio Grande do Sul contra a Ditadura
Republicana no Estado com base na carta castilhista que
assegurava a Borges de Medeiros (1898 – 1922 no poder)
exercer os poderes legislativo e executivo acumulados.

Revolução de 1924
Desdobrou-se em duas fases. Na 1ª os revolucionários
ocuparam a capital e algumas cidades de São Paulo. Na
2ª uniram-se sediciosos paulistas e gaúchos para formar
a Coluna Prestes, a qual, durante dois anos, varou o
Brasil pelo sertão a dentro.
Desenvolvimento – Conflitos anteriores
Revolução de 1930
Movimento armado sob a liderança civil de Getúlio Vargas e
sob a chefia militar do tenente-coronel Pedro Aurélio de Góis
Monteiro, com o objetivo imediato de derrubar o governo de
Washington Luís e impedir a posse de Júlio Prestes, eleito
presidente da República em 1º. de março anterior.

Revolução de 1932
Concorreram para sua eclosão as forças políticas
alijadas do poder pela Revolução de 1930, as que não
alcançaram o poder com o movimento e o anseio do
povo paulista e de boa parte do brasileiro de ver
legitimado por uma Constituição o governo recém-
instaurado.

Guerra Revolucionária Comunista - 1935


A Intentona Comunista caracteriza-se em uma página
de traição, covardia e luto que manchou a história
brasileira. Foi uma tentativa de violentar os conceitos
de Pátria e de Honra.
Desenvolvimento – Conflitos anteriores
Intentona Comunista de 35 – A 1ª Tentativa de Tomada do Poder
Em 1931, os agentes soviéticos Max e Olga
Pandarkye convenceram Prestes a seguir para a
Rússia a fim de aprimorar seu doutrinamento
político. Fez cursos de liderança e capacitação
marxista-leninista, ao mesmo tempo que trabalhava
como engenheiro em Moscou.

Prestes foi eleito membro do Comitê Executivo do


Komintern. Regressou ao Brasil em abril de1935 para
assumir a liderança do movimento comunista, tornando-
se ainda o presidente de honra da ANL.
A Aliança Nacional Libertadora, organização de fachada,
era uma autêntica frente comunista. Embora nem todos os
aliancistas fossem necessariamente comunistas, a
orientação e as decisões eram formuladas integralmente
pelo PCB.
Prestes informou ao Secretário Nacional do PCB:
"Tomamos pelo único caminho que nos poderá realmente
levar ao poder soviético e ao socialismo".
Desenvolvimento – Conflitos anteriores
Intentona Comunista de 35 – Em Recife

“No Centro de Preparação de Oficiais


da Reserva (CPOR), o Sargento
Gregório Bezerra, quando tentava
tomar a reserva do armamento, feriu
traiçoeiramente o Tenente Aguinaldo
Oliveira de Almeida. Ao tentar evadir-
se, abrindo caminho a bala, atingiu
também o Tenente José Sampaio, que
teve morte instantânea.”

(AUGUSTO, Agnaldo Del Nero. A


grande mentira. Rio de Janeiro:
Biblioteca do Exército Ed, 2001. p. 43.)
Desenvolvimento – Conflitos anteriores
Intentona Comunista de 35 – Os Crimes Conhecidos do PCB

“Entre os muitos crimes do PCB, é


bastante conhecido o assassinato de
Elvira Cupelo Colônio, Elvira Fernandes,
ou simplesmente Garota, amante do
secretário-geral do partido. Elvira foi
julgada por um Tribunal Vermelho, sob a
infundada suspeita de estar colaborando
com a polícia, depois de ter sido liberada
da prisão por ser menor de idade. Foi
assassinada fria e premeditadamente, com
a interferência direta de Prestes, ante o
que considerou uma “falta de resolução e
vacilação” dos companheiros, que tinham
dúvidas se a traição era da Garota ou de
seu amásio.”

(AUGUSTO, Agnaldo Del Nero. A grande


mentira. Rio de Janeiro: Biblioteca do
Exército Ed, 2001. p. 51.)
Desenvolvimento – Conflitos anteriores
Intentona Comunista de 35 – A 1ª Tentativa de Tomada do Poder
Para preparar e dirigir o movimento
armado, o Komintern enviou o agitador
internacional Arthur Ernest Ewert ou Harry
Berger, ex-deputado comunista no
Parlamento da Alemanha e processado em
seu país natal por alta traição. Além dele
chegaram Rodolpho Ghioldi, secretário
geral do PC argentino, Pavel e Sofia,
ucranianos, agentes da cúpula do
Komintern, que se fizeram passar pelos
belgas Léon Jules e Alphonsine Vallé e
escaparam do Brasil em maio de 1936.
Ainda podem ser citados o italiano Amleto
Locatelli, conhecido por "Bruno", Johann
de Graaf, conhecido por "Franz Gruber", a
mulher de Arthur Ewert, Elise Saborowski,
Olga Benário, incumbida de acompanhar
Prestes ao Brasil, agente do serviço de
espionagem russo, e outros.
Desenvolvimento – Conflitos anteriores
Estado Novo
Período ditatorial que, sob a égide de Getúlio Vargas,
teve início com o golpe de estado de 10 de novembro
de 1937 e se estendeu até a deposição de Vargas, em 29
de outubro de 1945. O Exército Brasileiro trouxera, de
sua participação na guerra, a convicção de que deveria
haver uma alteração no sistema político imperante. O
anseio transmitiu-se ao povo brasileiro. E, rendendo-se
à realidade, o governo marcou eleições

Levante Integralista de 1938


A Ação Integralista Brasileira, AIB, é um capítulo pouco
conhecido na História do país. Isso se deve, em parte, à
sua brevíssima existência. Foram apenas cinco anos de
atividade, desde que Plínio Salgado publicou o Manifesto
de Outubro, em 1932, até sua extinção, junto com todos
os demais partidos políticos, pelo Estado Novo de Getúlio
Vargas. O relativo esquecimento do integralismo também
é resultado de sua identificação com o fascismo italiano e
com o nazismo alemão.
Desenvolvimento – Conflitos anteriores

Realizadas as eleições em dezembro, o


general Eurico Dutra foi eleito presidente da
República, selando, assim, o fim de um dos
períodos da nossa história marcados pela
repressão e violação dos direitos
individuais.

Governo Eurico Dutra


De 31 Jan 1946 até 31 Jan 1951.
Esta fase desenrolou-se com
relativa calma e de forma
construtiva. Teve por ponto
alto de governo a implantação
do Plano SALTE (‘Saúde,
Alimentação, Transporte e
Energia).
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
A Crise de novembro de 1955

 Com o suicídio de Vargas em 24 Ago 54,


Café Filho, então Vice-Presidente assume.
Juscelino Kubitschek e João Goulart são eleitos
apoiados por getulistas e comunistas.

 Café Filho adoece e Carlos Luz, Presidente da


Câmara, pertencente à UDN (União Democrática
Nacional), assume, por sua vez, a presidência da
República.

 O Gen Lott, Ministro da Guerra, ao constatar a


intenção do Presidente Carlos Luz de impedir a
posse de Juscelino e de João Goulart, o destitui do
cargo em 11 Nov 55, com o apoio do Congresso
Nacional, garantindo a posse dos eleitos e o
respeito à legalidade.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo de Juscelino e Goulart (1956 – 1960)
A espinha dorsal do governo de Juscelino era o
Programa ou Plano de Metas que resultou na construção
de Brasília e em outras grandes obras como usinas
hidrelétricas, estradas, indústrias.

Esse plano tinha por objetivo o desenvolvimento


de cinco pontos básicos: energia, transporte,
alimentação, indústria de base e educação.

Com a meta de atingir cinqüenta anos de progresso


em cinco de governo, a administração Juscelino
efetuou vultosos gastos que elevaram a
inflação/custo de vida e provocaram, como reação,
diversas greves.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo de Juscelino e Goulart (1956 – 1960)

No campo político o governo Juscelino caracterizou-se


pela habilidade em manobrar em meio as pressões da
esquerda e da direita.

O Partido Comunista teve uma relativa


margem de atuação, publicando o semanário
"Novos Rumos", o qual tinha venda livre nas
bancas, apoiando abertamente o rompimento
do governo com o FMI.

Com relação aos militares comprou novos


equipamentos, como o porta-aviões Minas Gerais, e
contornou com êxito as rebeliões de Aragarças e
Jacareacanga, lideradas por oficiais da Força Aérea.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo de Jânio Quadros (UDN – 1961)
Eleito com 48% dos votos, Jânio Quadros tornou-se
presidente do Brasil, e João Goulart, mais uma vez, foi
empossado na vice-presidência.

Governando de maneira personalista e


folclórica, as atitudes de Jânio despertaram a
preocupação da sociedade brasileira como um
todo e, em particular, do segmento militar.

No campo econômico, Jânio implementou


medidas estabilizadoras e antiinflacionárias
que geraram um grande custo político pois
provocaram o descontentamento tanto de
empresários quanto de trabalhadores.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo de Jânio Quadros (UDN – 1961)
Sua política externa, que pretendia ser independente
e neutra, causou comoção em uma época onde a
sensibilidade da comunidade internacional
exacerbava-se, no auge da guerra fria, ante a
possibilidade de um conflito nuclear.
A visita de Jânio a Cuba, em março de 1960 e a
recepção de Fidel Castro, já como Presidente da
República, no palácio do governo, em Brasília, aliadas à
condecoração do astronauta soviético Yuri Gagarin e do
líder guerrilheiro "Chê" Guevara com a Ordem Nacional
do Cruzeiro do Sul transformaram-se na gota d'água
que desencadeou o processo de renúncia.
Provavelmente, Jânio renunciara, esperando
que a popularidade que o conduzira ao poder o
fizesse, desta feita, voltar nos braços do povo e
com as mãos livres para exercer o governo do país
conforme lhe aprouvesse, independente.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo de Jânio Quadros (UDN – 1961)
O erro de avaliação cometido por Jânio ao renunciar
em 25 Ago 61, mergulharia o país em uma crise que
quase o conduziu a uma guerra civil.

É importante destacar que a conjuntura mundial, no


início da década de 60, também apresentava graves
focos de tensão cujos reflexos se faziam sentir no
cenário nacional e que bem justificam a preocupação do
segmento militar com a manutenção dos valores
democráticos e com a preservação das instituições.

Como exemplo, podemos citar a construção do


muro de Berlim e o início da fase americana da
Guerra do Vietnã em 1961 e a crise dos mísseis
em Cuba, que quase conduziu o mundo a uma
guerra nuclear em 1962.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)

Por ocasião da renúncia de Jânio Quadros,


João Goulart encontrava-se na China comunista
em viagem oficial.
Os ministros militares receosos de que
"Jango" tentasse estabelecer no Brasil uma
república sindicalista, ou pior ainda, um governo
comunista, vetaram a volta de João Goulart ao
Brasil, alegando razões de Segurança Nacional.

A situação tornou-se mais tensa quando o


governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola
deflagrou a campanha pela legalidade, utilizando
uma cadeia de rádio para insuflar a população
contra a decisão de vetar a posse de João Goulart.
Conseguindo o apoio do Cmt do então III Exército
(atual CMS), comandado na época pelo Gen
Machado Lopes, criou-se um impasse que poderia
levar o Brasil a uma situação de guerra civil.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)
Parlamentarismo
Graças a proposta apresentada pelo Congresso
Nacional, que previa a instauração do
parlamentarismo, houve o acordo com os ministros
militares, evitando-se o perigo de uma confrontação
armada (guerra civil).

A antecipação do plebiscito
Tão logo assumiu a presidência, João Goulart
começou a articular a antecipação do plebiscito
popular sobre a permanência do regime
parlamentarista, prevista para 1965.
Conseguindo o fim do parlamentarismo em
plebiscito popular em 6 de janeiro de 1961, Jango
assumiu plenos poderes como presidente da
república, porém os problemas político-
econômicos continuaram
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)
Janeiro de 1962
- Comunistas dominam a UNE, a Petrobrás e os
sindicatos de transportes, agora unidos em comando
único através do Pacto União e Ação (PUA);
- Dominam a Confederação Nacional dos
Trabalhadores de Indústrias e outros sindicatos;
- Realizam a publicação diária da "Voz Operária",
jornal do PCB.

Fevereiro de 1962
- Leonel Brizola encampa a empresa telefônica
no RS (início da campanha de
nacionalização/estatização).
- O Exército é constantemente atacado pela
imprensa infiltrada por comunistas.
- A pregação comunista torna-se aberta, sendo
que Luís Carlos Prestes, com apoio oficial, traz
exposição soviética para o Rio de Janeiro.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)
Maio e Junho de 1962
- O Partido Comunista, mesmo na ilegalidade,
realiza comícios ostensivos e campanhas populares;
- Intensifica-se a tensão social com a ameaça de
greve geral da CGT.
- Ocorre o saque de aproximadamente 300
estabelecimentos comerciais em Caxias, com um
saldo de 25 mortos e 1000 feridos.

Setembro de 1962
- O movimento grevista paralisa
quase toda a nação.
- O PCB estabelece seu
programa de 11 pontos, um dos
quais previa um expurgo nas Forças
Armadas.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)
Outubro de 1962
- A CGT passa a assessorar o Ministro do
Trabalho tendo livre trânsito no palácio do governo.
- A eleição de sargentos, contrariando a lei
eleitoral, provoca a passeata de 6.000
sargentos,cabos e soldados em favor da posse dos
eleitos ilegalmente.
- Alguns militares aliaram-se à subversão e
procuraram levá-la aos quartéis.

Setembro de 1963
- Sargentos da Aeronáutica e da Marinha
revoltam-se em Brasília contra a decisão do Supremo
Tribunal Federal que negara a elegibilidade dos
sargentos, assumindo o controle de instalações
militares, fazendo reféns oficiais e seus familiares.
- Os sargentos chegam a prender o Presidente da
Câmara dos Deputados e um Ministro do STF.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)
As Ligas Camponesas
- Criadas pelo Deputado Estadual por
Pernambuco, Francisco Julião, constituíam-se
em sindicatos rurais onde procurava-se
implementar a reforma agrária "na lei ou na
marra". As idéias e o modo de agir de Julião
eram tão radicais que até os grupos de
esquerda consideravam Julião um extremado.

O Comício da Central (13 Mar 64)


Convocado pelo poder sindical, criou-se
no comício o ambiente propício para o
lançamento das "mensagens estopins",
sugeridas pelo PCB, e que continham todas as
reivindicações relativas à reforma agrária,
postura do país diante do FMI e da dívida
externa.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)

O Comício da Central (13 Mar 64)


O Presidente, dominado por forças esquerdistas,
declara a necessidade de revisão da Constituição,
considerada antiquada, e assina os decretos que
transferia as refinarias de petróleo particulares para
a Petrobrás e criava a Superintendência de Reforma
Agrária, para desapropriar imóveis rurais às margens
das rodovias e ferrovias federais.

A Marcha da Família Com Deus Pela


Liberdade
Após o comício de 13 Mar, centenas de
mulheres organizaram uma marcha de
repúdio ao comunismo.
O centro de São Paulo ficou repleto ( 600
mil pessoas), era a Marcha da Família com
Deus Pela Liberdade.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)
A Revolta dos Marinheiros (26 Mar 64)

- Liderados pelo Cabo José Anselmo dos Santos (comunista), um grupo de


marinheiros reuniram-se no sindicato dos metalúrgicos, contrariando ordens do
Ministro da Marinha, Almirante Sílvio Mota.

- O contingente de fuzileiros navais enviado para prendê-los aderiu ao


movimento.
- Tropas do exército cercaram o prédio e os insurretos se renderam.

- Goulart ordena a libertação dos revoltosos, em 28 Mar 64, e os


marinheiros comemoram em passeata carregando dois almirantes nos
ombros.

- O Presidente demite o Ministro da Marinha e a cúpula militar não se


conforma com a conivência à quebra da hierarquia e da disciplina do
mais alto mandatário do país.
“Goulart recuperara os poderes
presidenciais em janeiro de 1963,
depois de um plebiscito, com 9,5
milhões de votos contra 2 milhões
dados ao parlamentarismo. Tentara
um golpe em outubro, solicitando ao
Congresso a decretação do estado de
sítio, e vira-se abandonado pela
esquerda, que repeliu a manobra.
...
Seu ‘dispositivo’ fora tão longe que
planejara o seqüestro, por uma tropa
pára-quedista, do governador carioca
Carlos Lacerda.”

(GASPARI, Elio. A ditadura


envergonhada. São Paulo: Companhia
das letras, 2002. p. 47.)
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)

A Assembléia do Automóvel
Clube (30 Mar 64)
João Goulart comparece à
Assembléia de subtenentes e
sargentos no Automóvel Clube,
em companhia de alguns chefes
militares.
Jango recebe a
solidariedade da Associação dos
subtenentes e sargentos da PM
da Guanabara e assiste
passivamente a discursos
inflamados concitando os
sargentos das Forças Armadas à
indisciplina.
Desenvolvimento – Antecedentes (55 – 64)
O governo João Goulart (07 Set 61 – 30 Mar 64)

Dias decisivos para a democracia


O PCB declarava o Brasil
comunizado a partir de 1º de maio
(controlava os principais meios de
comunicação de massa).
Goulart procurava associar-se ao
movimento comunista visando garantir,
dentre outros motivos, sua
sobrevivência política.
Vários políticos aderiram à causa
socialista na busca de um "salvo
conduto" futuro.
Fazia-se claramente a propaganda
comunista em quartéis, igrejas,
universidades, sindicatos e repartições
públicas.
“Discursando na Câmara, o vice-líder
Almino Affonso vocalizava a
radicalização pela esquerda: ‘Os
trabalhadores hão de parar porto por
porto, navio por navio, fábrica por
fábrica, e as greves vão também para
o campo. [...] Querem a guerra civil,
pois teremos a revolução social.
Querem sangue, pois nós aceitaremos
o sangue. [...] Uma guerra civil não se
faz com marechais, almirantes e
generais. Faz-se com a tropa, e essa
tropa é o povo e é o povo que compõe
todos os quartéis. São os sargentos,
os cabos, os marinheiros.”

(GASPARI, Elio. A ditadura


envergonhada. São Paulo: Companhia
das letras, 2002. p. 84.)
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
Desenvolvimento – O Movimento Militar
Na manhã de 31 de março, o Governador
Magalhães Pinto levantou o Estado de Minas
Gerais, juntamente com os comandantes da tropa
federal e da Polícia Militar, o General-de-Divisão
Olímpio Mourão Filho, da 4ª Região Militar, o
General-de-Brigada Carlos Luís Guedes, da
Infantaria Divisionária, e o Coronel José Geraldo
de Oliveira, da Polícia Militar.

Ao cair da tarde, patrulhas do Destacamento


Tiradentes entraram em contato com elementos
do 1 º BC, que desejava ganhar tempo, para
desdobrar-se defensivamente no terreno.
Anunciou que atacaria, mas enviou
parlamentares que acabaram por conseguir a
adesão do 1º Batalhão de Caçadores. Depois, foi
a vez do Regimento Sampaio. A resistência
governista desmoronava-se rapidamente,
ficando livre a estrada de Petrópolis para o Rio
de Janeiro com a retirada, afinal, do 2º RI.
Desenvolvimento – O Movimento Militar
No comando do IV Exército (Recife), a fulminante
ação do General-de-Exército Justino Alves Bastos
deixou surpreso o governo de Pernambuco. O
Comandante da Polícia Militar, Coronel Hancho
Trench, foi preso e substituído pelo Coronel Sílvio
Cahu. O Vice-Almirante Roque Dias Fernandes, do
3º Distrito Naval, apoiado por oficiais do Exército,
exigiu a renúncia do Governador Miguel Arraes,
que, resistindo, terminou preso no próprio Palácio
das Princesas.

Tropas ocuparam as regiões


pernambucanas de Palmares e
Catende, seguindo-se Caruaru e
Vitória de Santo Antão. Assim,
invalidou-se a reação das Ligas
Camponesas, em posse da qual se
encontrou farto armamento e muita
documentação subversiva.
Desenvolvimento – O Movimento Militar

No Rio de Janeiro, o Governador


Carlos Lacerda preparou-se para
resistir a qualquer ataque de
forças governistas ao Palácio da
Guanabara, sendo reforçado por
blindados do Exército, militares
da reserva e civis.

No Palácio Laranjeiras acreditavam na


possibilidade de barrar o deslocamento das
tropas de Minas Gerais e São Paulo, em
direção ao Rio de Janeiro. Quando se soube
que João Goulart embarcara para Brasília em
um avião que o aguardava no fim da pista do
Aeroporto Santos Dumont, todos os que o
acompanhavam naqueles momentos cruciais
abandonaram o Palácio.
Desenvolvimento – O Movimento Militar
Em Brasília, João Goulart imaginou contar com
forças que lhe permitissem reagir. O Comandante da 11ª
Região Militar e do Comando Militar do Planalto General-
de-Brigada Nicolau Fico, tentou iniciar uma resistência,
apoiado pelo núcleo local do CGT, que abriu inscrições de
voluntários.

No Centro-Oeste, a situação foi controlada


facilmente. O Coronel Carlos de Meira Mattos, Cmt
do 16º BC, de Cuiabá, tão logo tomou
conhecimento da eclosão do movimento em
Minas Gerais deslocou sua tropa por rodovia e via
aérea com destino a Goiânia e Brasília. Após
conseguir a adesão do 10º BC, de Goiânia, e da
Polícia Militar de Goiás, rumou para Brasília,
ocupando a capital da República e assumindo o
comando geral de toda a tropa lá aquartelada.
Desenvolvimento – O Movimento Militar
Às 22 horas de 1º de abril, João Goulart deixava
a capital rumo a Porto Alegre. Às 3:35 horas do
dia 2, o Congresso, sob a presidência de Auro de
Moura Andrade, votava o impedimento de João
Goulart. Era declarada vaga a Presidência da
República, sendo investido no cargo o Deputado
Pascoal Ranieri Mazzili, Presidente da Câamara
dos Deputados. Imediatamente, o General-de-
Brigada André Fernandes, Chefe de Gabinete do
Ministro da Guerra em Brasília, assumiu a Casa
Militar e dominou a situação em Brasília.

O Governador Magalhães Pinto, ao preparar a Revolução


em Minas Gerais, previu a necessidade de atuar no
cenário internacional e, para isso, designou Secretário de
Governo Estadual o Senador Afonso Arinos. Teria ele
como primeira missão buscar o reconhecimento do
governo instalado em Minas Gerais e obter apoio,
inclusive em armamento para a Revolução. Não esperava
Magalhães, nem algum revolucionário, a vitória fulminante
que ocorreu.
Desenvolvimento – O Movimento Militar
O próprio Leonel Brizola, que também se
encontrava na capital gaúcha, verificou que não
possuía tantos adeptos quantos esperava.
Percebendo a impossibilidade de reação, voou
para sua estância Rancho Grande, em São Borja,
e, deste local, para o Uruguai. Com a divulgação
da notícia de que Jango abandonara o território
nacional, no dia 3 de abril, o General Poppe
assumiu o controle da situação e reintegrou em
suas funções o Governador do Rio Grande do
Sul, Ildo Meneguetti.

Em nome da Revolução vitoriosa, constituiu-se o


Comando Supremo Revolucionário, integrado por três
chefes militares representantes das Forças Armadas,
que, posteriormente, foram nomeados ministros das
respectivas Forças pelo Presidente Ranieri Mazzili. Era
imperioso pôr logo ordem no caos. Decidiu-se promulgar
o Ato Institucional nº 1, de 9 de abril, que afirmava as
bases da revolução e estabelecia as medidas drásticas
que a situação excepcional impunha.
Desenvolvimento – O Movimento Militar
O Executivo recebia amplos poderes para
suprimir direitos políticos de cidadãos
incriminados, por períodos até 10 anos.
Mandatos de membros do Legislativo
poderiam ser cassados. Foram
suspensas por seis meses as garantias
constitucionais de segurança para
funcionários públicos.

As Forças Armadas assumiam


virtualmente a responsabilidade da
direção nacional – cortando pela raiz
as ambições de líderes escorados
em interesses regionais e prometiam
apuração cabal da culpabilidade dos
implicados na subversão e na
corrupção.
Marcha com Deus na Vitória, no Rio de Janeiro, em comemoração
pela vitória da Revolução, no dia 02 de abril de 1964.
“O direito de revolução, como
o de resistência, é o
derradeiro recurso da
liberdade, que só ela o pode
justificar como emprego da
força contra a lei positiva. É
ele sempre a ultima ratio de
que só se deve usar em casos
extremos, mormente nos
Estados modernos de índole
pluralista.”

(FERREIRA FILHO, Manoel


Gonçalves. Curso de direito
constitucional. 22. ed. São Paulo:
Saraiva, 1995. p. 23.)
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo

Em 1961, manobrando pelo flanco esquerdo do


PCB, Fidel hospedara em Havana o deputado
Francisco Julião. “Reforma agrária na lei ou na
marra”.

Em 1962, o Movimento Revolucionário


Tiradentes recebe apoio de Cuba para
montar um dispositivo militar em oito
áreas de treinamento compradas em sete
estados.

Em 1962 o radicalismo chinês de Mao


Zedong entra no PCB Uma parte de
sua direção se afasta do partido e cria
o PC do B.
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo
Em 1963 Julião já havia enviado 12 militantes para
capacitação militar e estava pronto para a
revolução. Durante uma viagem a Moscou havia
pedido 1000 submetralhadoras.

No dia 29 de março de 1964, 10 militantes


do PC do B embarcam com destino a
Pequim para um curso de capacitação
político-militar.

Após a revolução, o sociólogo Herbert José de


Souza, o Betinho, foi mandado a Havana como
representante do comando revolucionário em
Montevideu (Leonel Brizola) para acertar as bases
para o treinamento militar de brasileiros na ilha.
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo
Nos primeiros meses de 1965 o governo
desbarata tramas de paraguaios ligados a
esquerda católica em São Paulo que objetivavam
atentados contra generais.

Em 1965 uma bomba explode no escritório


comercial do Brasil em Montevideu, colocada por
radicais da esquerda uruguaia (Tupamaros).

No dia 25 de março de 1965, guerrilheiros


comandados por Cardim atacam no Rio Grande
do Sul um destacamento da Brigada Militar, um
presídio e uma agência do Banco do Brasil, sendo
preso no interior do Paraná.
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo

Na manhã de 25 de julho de 1966,


no aeroporto dos Guararapes uma
maleta bomba é deixada visando
atingir o então candidato a
. presidente Gen Costa e Silva.

Morreram no aeroporto um almirante


da reserva e um jornalista.
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo

Um policial teve a perna amputada e o


Secretário de Segurança perdeu quatro
dedos.

13 pessoas ficaram feridas.


Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo

A bomba foi montada e colocada por


Raimundo Gonçalves Figueiredo

Militante do setor estudantil da AP


(Ação Popular) do Rio de Janeiro.
Presos políticos em Ilha grande: Diogo Soares Cardoso (1), Juvenal de Brito (2),
Arlindo Pinho (3), Antonio Bento Monteiro Tourinho (4), Agliberto Vieira de
Azevedo (5), David Capistrano (6), Antonio Gouveia (7), Cesar Gonçalves da Silva
(8), Joaquim Câmara Ferreira (9); no destaque, Carlos Marighella.
Marighella e outros presos políticos
em Fernando de Noronha.
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo
Em junho de 1967, Carlos Marighella foi a Cuba
para fechar um acordo para o envio de 16
militantes para treinamento em Havana.

Marighella forma o movimento denominado Ação


Libertadora Nacional se propondo lançar a
guerrilha no campo com o intuito de preparar a
insurreição nas cidades (assaltos e ações
terroristas).

O hospital Militar do Cambuci, em São Paulo é


atacado por 4 homens disfarçados com fardas
do Exército, amordaçam as sentinelas e roubam
9 fuzis.
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo

48 horas depois é atacado o QG do


Ibirapuera com um carro bomba.

No atentado morreu 1 soldado e 8


ficaram feridos.
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo

Intensificam-se os combates ostensivos entre as organizações dispostas


a praticar atos terroristas e o regime.

Na noite de 1º de julho, na Gávea, no


Rio de Janeiro, 3 terroristas matam
um militar estrangeiro (Maj alemão
Edward von Westernhagen) que
cursava a ECEME.
As ações eram bem
coordenadas e preparadas o
que dificultava as ações dos
órgãos governamentais
destinados ao policiamento
e à segurança
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo
De 1966 a 1968 estima-se que, entre atentados
pessoais, explosões de bombas, assaltos a
bancos, casas de armas e depósitos de
explosivos tenham sido, pelo menos, 50 as ações
terroristas.

Uma dissidência estudantil de Niterói (Movimento


Revolucionário 8 de outubro – MR 8) assaltava bancos
e comprava terras no Paraná, onde pretendia montar
bases de treinamento para um foco de guerrilha na
região da foz do Iguaçu.

Inicia-se um foco de guerrilha no norte de Minas


Gerais nas matas de Jaíba por integrantes da AP.
Desenvolvimento – Guerrilha e terrorismo
Em São Paulo é
assassinado o Cap
americano Charles
Rodney Chandler
pelo fato de ser
americano e militar.

No dia 13 de dezembro é baixado o AI-5.


SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
Desenvolvimento – A Obra Revolucionária
Política
- Preservação da Democracia e
evolução das Instituições políticas
- Alternância no poder
- Congresso aberto
- A existência de dois partidos políticos

Econômica
- Maior crescimento econômico da
História do Brasil, com criação de
infra-estrutura e instituições que até
hoje sustentam o País.
Social
- Inclusão de vastas camadas da população à
sociedade, pelos programas sociais,
integração nacional e obras de infra-estrutura.
- Ampliação da classe média pela elevação de
renda, educação e expansão do mercado de
trabalho.
Desenvolvimento – A Obra Revolucionária
Geopolítica
- Integração da Amazônia
- Articulação com países vizinhos
- Projeção Internacional de Poder
através da diplomacia e do comércio

Militar
- Reformulação da doutrina
- Incremento da Indústria Bélica
- Aperfeiçoamento e especialização
dos quadros
- Reformas no Ensino e na Instrução

Tecnológico
- Criação do programa nuclear
- VLS
- Indústria aeronáutica
Desenvolvimento – A Obra Revolucionária
COMPARAÇÃO DE DADOS PRÉ E PÓS PERÍODO REVOLUCIONÁRIO

1963
- 76 MILHÕES HAB
- PIB US$ 78 BI
- RPC US$ 1000
- CAPACIDADADE GER ENERGIA - 6 MW
- REDE RODOVIÁRIA PAVIMENTADA - 11 MIL KM
- TELEFONES INSTALADOS - 1,2 MILHÃO

1985
- 130 MILHÕES HAB
- PIB US$ 270 BI
- RPC US$ 2000
- CAPACIDADE GER ENERGIA - 40 MW
- REDE RODOVIÁRIA PAVIMENTADA - 53 MIL KM
- TELEFONES INSTALADOS - 10 MILHÕES
Desenvolvimento – A Obra Revolucionária
ITAIPU

TUCURUÍ
ESTRADAS CONSTRUÍDAS
POR ANO DE GOVERNO
CRESCIMENTO MÉDIO DO PIB NO BRASIL
POR ANO DE GOVERNO EM RELAÇÃO AO
CRESCIMENTO ANUAL MÉDIO DO PIB
MUNDIAL
CRESCIMENTO MÉDIO DO PIB NO BRASIL
POR ANO DE GOVERNO EM RELAÇÃO AO
CRESCIMENTO ANUAL MÉDIO DO PIB
MUNDIAL
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
“No dia 20 de março de 1964, uma
semana depois do comício da Central,
o presidente Lyndon Johnson
autorizara a formação de uma força
naval para intervir na crise brasileira,
caso isso viesse a parecer necessário.
...
Quando o embaixador expôs seu
plano, McCone revelou que um
empresário paulista (Alberto
Byington) procurara a Cia em
Washington e pedira que estudasse
um sistema de distribuição de
combustível para abastecer as áreas
insurretas.”

(GASPARI, Elio. A ditadura


envergonhada. São Paulo: Companhia
das letras, 2002. p. 61.)
“Não há registro documentado que
previsse um desembarque de tropa, e
o Forrestal jamais chegou a entrar em
águas brasileiras.
...
Apesar do poderio militar mobilizado
pelo governo americano e do
significado que ele traria caso viesse
a ser conhecido, nenhum brasileiro,
civil ou militar, participou da
deposição de João Goulart porque os
Estados Unidos a desejavam.
...
Noutra, oposta, juntavam-se à
esquerda os governos soviético e
cubano.”

(GASPARI, Elio. A ditadura


envergonhada. São Paulo: Companhia
das letras, 2002. p. 61.)
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
TEMPO MORTOS
PAÍS PRESOS EXILADOS
(Anos) DESAPARECIDOS

Argentina

7 30 mil 500 mil

Brasil
21 300 25 mil 10 mil

Chile
17 5 mil 60 mil 40 mil

Disponível em <http://vestibular.uol.com.br/atualidades/ult1685u256.jhtm> Acesso em 23 Mar 07.


SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
PAÍS / REGIÃO MORTOS

URSS 20 milhões

China 65 milhões

Vietnã 1 milhão

Coréia do Norte 2 milhões

Camboja 2 milhões

Leste Europeu 1 milhão

América Latina 150 mil

África 1,7 milhão

Afeganistão 1,5 milhão


SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
a Revolução industrial
b. Liberalismo
c. Marxismo
d. Guerra Fria

2. DESENVOLVIMENTO
a. Conflitos anteriores
b. Antecedentes (55 – 64)
c. O Movimento Militar
d. Guerrilha e terrorismo
e. A Obra Revolucionária

3. CONCLUSÃO
a. Participação Externa
b. Contabilidade Macabra
c. O Outro Lado
d. Reflexão
Declaração, prorrogação e suspensão do estado de sítio de 1891 a 1963 no Brasil

Ano Período de governo Dias de regime


1891 a 1894 Mar. Floriano Peixoto 295
1894 a 1898 Prudente de Moraes 104
1906 a 1909 R. Alves 121
1910 a 1914 Mar. Hermes da Fonseca 268
1914 a 1918 Wenceslau Braz 71
1922 a 1926 Artur Bernardes 1.287
1926 a 1930 Washington Luiz 87
1934 a 1937 Getúlio Vargas 658
1955 a 1956 Nereu Ramos 68
1956 a 1961 Juscelino Kubitschek 15
TOTAL (70 anos) - 2.974
FACCIOLLI, Ângelo Fernando. O Estado extraordinário: fundamentos, legitimidade e limites aos meios operativos, lacunas e o
seu perfil perante o atual modelo constitucional de crises. Jus Navigandi, Teresina, ano 6, n. 58, ago. 2002. Disponível em:
<http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3079>. Acesso em: 22 set. 2007
O Movimento Militar de 1964 merece, ainda, uma
análise mais aprofundada e isenta, o que só o tempo
poderá propiciar.
“Quando as Parcas retirarem do mundo os
homens que participaram desses eventos, dando
isenção à posteridade para fazer a verdadeira História”. 
--- x ---
O tempo é aliado da verdade e o juiz da História.
É importante que todos os militares aprofundem
seus estudos no sentido de conhecer, com mais
propriedade, os episódios da nossa história, onde o
Exército teve participação destacada.
Possuidor, então, do conhecimento dos fatos virá
o militar a vencer qualquer argumento infundado que
procure denegrir a participação do EB, como instituição,
em qualquer acontecimento da vida nacional.
 FROTA, Sylvio. Ideais traídos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006. p. 653.

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