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AS NATUREZAS DE
UNIDADE 1 CRISTO
Capítulo 1
O Lugar da Cristologia
na Teologia Cristã

Capítulo 2
A Divindade de Cristo

Capítulo 3
A Humanidade de
Cristo

Capítulo 4
Jesus Cristo, o Deus-
Homem

Capítulo 5
O Mediador
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CRISTOLOGIA do grego “Christós”


(o “ungido”), tradução do termo
hebraico “Mashiash” e “logos”
(palavra, estudo, discurso) é o nome
dado na teologia cristã para o
conjunto de doutrinas sobre Jesus
Cristo.
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 Podem mudar de teólogo a teólogo, no


tocante às explicações.
 Tende a ser limitada a questões sobre a
pessoa e naturezas de Cristo, sua obra
salvadora e ministério mediador, e as
maneiras em que todas estas coisas
moldam a relação de Deus com suas
criaturas.
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 Expiação
 Seus milagres e ensinamentos
Seu retorno

Tendem a ser agrupados em outras


categorias da Teologia, como:
Soteriologia e Escatologia.
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Especifica-
mente na
definição de
quem Cristo
é?
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 Um pregador itinerante nazareno.


 Um homem que ganhou notoriedade e
acumulou centenas de seguidores com suas
palavras e importantes atos.
 Um homem que provou de toda a sorte de
sentimento e sensação que a experiência
humana pode oferecer.
 Ele era um judeu piedoso que conhecia
profundamente as Escrituras.
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Ele nasceu, viveu até meados de sua


terceira década e morreu.
Este é o Jesus humano em quem
podemos reconhecer as mesmas
tentações e felicidades, as mesmas
tribulações e triunfos que
encontramos em nossas vidas.
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 Apresentam um Jesus como era conhecido


por Deus, e através do qual Deus se fez
conhecido ao mundo.

 Sendo assim, Jesus teve uma existência


anterior e superior ao breve período que
viveu no mundo. Ele era o “logos” divino.
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Doutrinas Religiosas são


formulações, expressões,
afirmações em termos humanos
de verdades que foram recebidas
por meio sobrenatural.
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No contexto cristão
protestante, especificamente,
doutrinas são as explicações de
verdades encontradas na
Bíblia.
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Nossas doutrinas não foram criadas


no vácuo: elas tiveram suas origens
em séculos de controvérsias e conflito
teológico.

As doutrinas da cristologia não são


exceção.
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 Doutrinas são peças interdependentes


de um todo maior.

 A doutrina cristã de Deus é moldada


pela cristologia, pois um dos seus pilares
é a crença na divindade de Jesus Cristo.
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 Doutrina da Revelação – ligada a Cristo.

 A compreensão da natureza humana é


afetada por questões cristológicas.

 A soteriologia é impactada pelas


questões cristológicas.
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O Cristianismo, assim
como o judaísmo e o
islão, é uma religião
monoteísta.

Monoteísmo – crença
em um só Deus, que
transcende o universo e
é distinto dele.
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O Cristianismo, tendo
como base e O Novo Testamento
fundamento o insiste que Pai, Filho e
judaísmo do AT, Espírito Santo são
sustenta igualmente distintos uns dos
que só existe um outros. Deus é o Pai,
Deus, que sozinho é o Deus é o Filho e Deus
criador, dominador e é o Espírito Santo.
salvador de sua
criação.S
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O termo “Trindade” surgiu justamente para


refletir a relação única e incompreensível
entre Pai, Filho e Espírito Santo.

Criado por Tertuliano, no terceiro século da


era cristã. “Trinitas” – algo que três em um
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 Jesus é o grande tema do Novo Testamento.

 Em diversos pontos do NT, Jesus é proclamado


abertamente como sendo o próprio Deus.

 Paulo enfatizou a divindade de Cristo em suas


epístolas. Em Cl 1. 15-17, ele enfatiza o poder de
Jesus, na sua criação e domínio do universo.
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 Em Cl 2. 9-10, Paulo reitera o tema da


divindade de Cristo.

 Seu interesse maior está no trabalho


redentor de Cristo pela salvação da
humanidade, e nesta obra também
Paulo enxerga a glória de sua divindade
(Fp 2. 5-11).
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O termo “docetismo” deriva da palavra


grega “dokeo”, que refere ao ato de
parecer-se com algo, ou dar a aparência
de algo, e os docetistas ensinavam que
Jesus não possuía realmente um corpo
material, ou até mesmo qualquer
natureza física, mas era um puro espírito
que apenas parecia ser corpóreo.
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Pessoas eram levadas à visão docética


de Jesus por causa de certas ideias na
filosofia grega a respeito da natureza
da realidade, em especial sobre as
diferenças entre o material e o
espiritual.
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A maior parte do Novo Testamento


foi escrito antes do docetismo surgir,
mas encontramos refutações dele nos
textos redigidos ao final do primeiro
século, especialmente nos escritos
joaninos (Jo 1. 14).
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João inicia seu evangelho explicitamente


traçando a trajetória do Verbo, da eternidade
divina ao mundo caído, e encerra sua
introdução concluindo: “E o Verbo se fez
carne e habitou entre nós, e vimos a Sua
glória, como a glória do Unigênito do Pai,
cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14).
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Jesus também passou pela


experiência que é o destino
comum de todo ser biológico,
de toda coisa viva que já existiu
ou existirá nesse planeta: Ele
morreu.
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MONOFISITISMO – afirmava
que Jesus tinha apenas um
corpo humano, mas em toda
sua vida interior era
unicamente e apenas divino.
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A doutrina da encarnação de Cristo não


trata apenas de seu nascimento no mundo
como ser corpóreo, pois humanos não
apenas corpos ou pedaços de carne. A vida
humana compreende toda a dimensão
interior que possui aspectos emocionais,
intelectuais e espirituais.
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A única distinção que o Novo Testamento faz


entre a natureza humana de Cristo e a natureza
humana comum a todas as pessoas é que Jesus
nunca pecou, e não possuía em sua natureza a
inclinação ao pecado que nós herdamos da
Queda. No mais, em todas as outras coisas, o
Filho se fez um humano idêntico a qualquer
outro.
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A arte sacra cristã em suas origens


tem a intenção de ilustrar histórias
bíblicas e conceitos teológicos para
uma população que era, em sua maior
parte, analfabeta, e não possuía
acesso direto às Escrituras.
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Instância clássica da arte religiosa


ilustrando um princípio teológico: neste
caso, neste Jesus cujas faces formam
rostos totalmente diferentes, a
mensagem é obvia: Jesus possuía duas
naturezas distintas, uma humana, a outra
divina.
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Do período do NT até o
Concílio de Calcedônia, em 451,
o consenso majoritário da
teologia cristã é que Cristo foi
plenamente humano e divino.
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Um dos pilares da cristologia tradicional é


que em Jesus haviam duas naturezas
separadas, unidas numa só pessoa.
Enquanto Deus, Jesus era e é
eternamente e absolutamente divino;
Enquanto homem, ele foi inteiramente
humano e comum; enquanto pessoa, ele
era simultaneamente humano e divino.
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O nome técnico para esta junção de duas


naturezas na pessoa de Jesus é “união
hipostática”, (de hypostásis, termo grego
que significa substância ou essência,
usado na metafísica para apontar para
algo em seu nível mais fundamental, além
de quaisquer características ou atributos
que ela possua):
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As naturezas humana e divina


não se mudam, misturam ou
diminuem, mas existem
integralmente na pessoa única
de Jesus Cristo.
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Não há maneira fácil de reconciliar a


humanidade e divindade de Jesus,
apesar de buscarmos analogias ou
imagens mentais que facilitem nossa
compreensão da unidade entre as
duas naturezas.
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O que podemos fazer, porém, é


aceitar a simultânea divindade e
humanidade de Jesus, pois tanto sua
humanidade quanto sua divindade
são expressadas no Novo
Testamento.
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 O AT demonstra a infinita distância


entre Deus e Suas criaturas.

 O AT enfatiza a distância entre a


humanidade e Deus.

 Ele pode revelar-se às suas criaturas, e


fazer-se conhecido segundo seu prazer.
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Revelação de Deus através de


Jesus Cristo: uma pessoa divina
com comunhão perfeita com o
Pai, através de quem o Pai pode
ser finalmente conhecido
(Jo 1. 17-18).
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E mais do que isso: sendo a


encarnação do próprio Deus (Cl 1.15),
em Jesus há finalmente compreensão
mais clara do caráter de Deus e de
Sua vontade, pois aqui as vemos
traduzida a linguagem e ação
humanas.
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Atanásio de
Alexandria foi um
dos teólogos que
melhor explorou
o maravilhoso
mistério da
revelação de
Deus em Cristo.
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Um mediador é um
intermediário, alguém que se
posiciona entre duas pessoas
ou dois grupos e faz a conexão
entre eles.
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ANTIGO
TESTAMENTO

Sacerdotes
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Quando chamamos
Jesus de nosso intercedendo em
mediador, estamos nossa parte perante
afirmando que hoje o Pai, e trazendo a
e para sempre Ele nós a graça e as
desempenha este bênçãos do Pai.
papel sacerdotal
em nosso favor,
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Doutrina da Jesus foi o primeiro


ser humano após
Queda Adão e Eva a nascer
sem pecado, sendo
a encarnação do
Pecado próprio Deus
Original (Rm 5. 12,15)
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*** Importância que Paulo dá a essa


passagem: se todo o pecado do mundo
entrou por meio de um homem, Adão,
também seria necessário que um homem,
Jesus, quebrasse o poder do pecado e da
morte, e se fizesse um sacrifício por todos
os pecados da humanidade.
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Bases bíblicas da crença em Jesus Cristo


como único mediador entre Deus e a
humanidade:

 Cl 1. 19-22 : a salvação vem de Deus. O


Filho foi enviado pelo Pai para salvar
pecadores pelo pagamento do castigo
acarretado por nossos pecados.
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Sem a obra de
Jesus na cruz
não haveria
reconciliação
com Deus.
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O Novo Nenhuma pessoa


Testamento
humana pode se
também deixa claro
que não há
arrogar o papel
mediador entre de intermediário
Deus e a entre Deus e seu
humanidade povo.
(At 4.12)