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Espécies tributárias

Espécies tributárias
Impostos

Taxas De polícia
De serviço

Contribuição de melhoria
Empréstimo compulsório
Contribuições Sociais Para a seguridade social Ordinárias
especiais Residuais
Gerais
De interesse Órgãos representativos Contribuição sindical
de categoria
social e Órgãos de disciplina e CREA, CRM, CRC
econômica fiscalização de categorias
profissionais

De intervenção no domínio econômico


De custeio do serviço de iluminação pública
Tributo vinculado e não vinculado
 TRIBUTO VINCULADO: os valores arrecadados com o
tributo devem obrigatoriamente ser empregados na área
que ensejou a cobrança.

 TRIBUTO NÃO-VINCULADO: os valores arrecadados


vão para o orçamento geral e não precisam ser
empregados em área correlata à que gerou a tributação.
IMPOSTO
 Art. 16, CTN. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato
gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal
específica, relativa ao contribuinte.

 Não se exige qualquer contraprestação estatal.

 Por determinação constitucional, os impostos não podem ter


suas receitas vinculadas a fundo, despesa ou órgão específico.
A receita de imposto não pode ter destino prévio. O objetivo
é formar o orçamento geral do ente, que pode ser utilizado
de forma flexível.
Tributo não vinculado
 Art.167, CF. São vedados:
 IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo
ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da
arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e
159, a destinação de recursos para as ações e serviços
públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento
do ensino e para realização de atividades da
administração tributária, como determinado
respectivamente pelos arts, 198, §2º, 212 e 37, XXII, e a
prestação de garantias às operações de crédito por
antecipação de receita, previstas no art. 165, §8.º, bem
como o disposto no §4º deste artigo
O caso do IPMF
 Imposto sobre movimentação financeira
 Criado em 13 de julho de 1993, pela Lei
Complementar nº 77/93.
[http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp77.
htm]
 Lei complementar pode criar tributo?
 Vigência: de 01.01.94 – 31.12.94.
 Alíquota: 0,25% sobre os débitos lançados sobre as
contas mantidas pelas instituições financeiras.
 ADIn 939-7/DF
ADIn 939-7/DF
 - Direito Constitucional e Tributário. Ação Direta de Inconstitucionalidade de
Emenda Constitucional e de Lei Complementar.
 I.P.M.F. Imposto Provisorio sobre a Movimentação ou a Transmissão de
Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - I.P.M.F. Artigos 5.,
par.2., 60, par.4., incisos I e IV, 150, incisos III, b, e VI, a, b, c e d, da
Constituição Federal. 1. Uma Emenda Constitucional, emanada, portanto, de
Constituinte derivada, incidindo em violação a Constituição originaria, pode
ser declarada inconstitucional, pelo Supremo Tribunal Federal, cuja função
precipua e de guarda da Constituição (art. 102, I, a, da C.F.).
 2. A Emenda Constitucional n. 3, de 17.03.1993, que, no art. 2., autorizou a
União a instituir o I.P.M.F., incidiu em vício de inconstitucionalidade, ao dispor,
no parágrafo 2. desse dispositivo, que, quanto a tal tributo, não se aplica "o
art. 150, III, b e VI", da Constituição, porque, desse modo, violou os seguintes
princípios e normas imutaveis (somente eles, não outros): 1. - o princípio da
anterioridade, que e garantia individual do contribuinte (art. 5., par.2., art. 60,
par.4., inciso IV e art. 150, III, b da Constituição); 2. - o princípio da imunidade
tributária reciproca (que veda a União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios a instituição de impostos sobre o patrimônio, rendas ou serviços
uns dos outros) e que e garantia da Federação (art. 60, par.4., inciso I,e art.
150, VI, a, da C.F.);
 3. A norma que, estabelecendo outras imunidades
impede a criação de impostos (art. 150, III) sobre: b):
templos de qualquer culto; c): patrimônio, renda ou
serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações,
das entidades sindicais dos trabalhadores, das
instituições de educação e de assistência social, sem
fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; e d): livros,
jornais, periodicos e o papel destinado a sua impressão;
3. Em consequencia, e inconstitucional, também, a Lei
Complementar n. 77, de 13.07.1993, sem redução de
textos, nos pontos em que determinou a incidencia do
tributo no mesmo ano (art. 28) e deixou de reconhecer
as imunidades previstas no art. 150, VI, a, b, c e d da
C.F. (arts. 3., 4. e 8. do mesmo diploma, L.C. n. 77/93).
 4. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada
procedente, em parte, para tais fins, por maioria, nos
termos do voto do Relator, mantida, com relação a todos
os contribuintes, em caráter definitivo, a medida cautelar,
que suspendera a cobrança do tributo no ano de 1993.
CPMF
 A CPMF passou a vigorar em 23.01.97,
baseado na edição da Lei nº 9.311, de 24 de
outubro de 1996.
 Contribuição destinada especificamente ao
custeio da saúde pública, da previdência
social e do Fundo de Combate e Erradicação
da Pobreza.
 Art. 74, 75, 84, 85 ADCT.
Tipos de impostos
 Ordinários (art. 153, 155 e 156 CF): União, Estados,
Distrito Federal e Municípios
 Residuais (art. 154, I, CF): União
 Extraordinários (art. 154, II, CF): União

Ordinários
Federais Residuais
Extraordinários
Estaduais Ordinários
Municipais Ordinários
Impostos ordinários
União (art. 153, CF) Imposto de Importação – II
Imposto de Exportação – IE
Imposto de Renda – IR
Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI
Imposto sobre Operações Financeiras – IOF
Imposto Territorial Rural – ITR
Imposto sobre Grandes Fortunas – IGF
Estados (art. 155, CF) Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor –
IPVA
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços –
ICMS
Imposto sobre a Transmissão de Bens Causa Mortis e
Doações – ITCMD
Municípios (art. 156, Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana – IPTU
CF) Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS
Imposto sobre a Transmissão de Bens Inter Vivos – ITBI
Impostos residuais e extraordinários
Art. 154. A União poderá instituir:
I – mediante lei complementar, impostos não previstos no
artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos
discriminados nesta Constituição;
II – na iminência ou no caso de guerra externa, impostos
extraordinários, compreendidos ou não em sua
competência tributária, os quais serão suprimidos,
gradativamente, cessadas as causas de sua criação.
Taxa
Art. 77, CTN. As taxas cobradas pela União, pelos
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no
âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato
gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a
utilização efetiva ou potencial, de serviço público
específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto
à sua disposição.
Par. único. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato
gerador idêntico aos que correspondam a imposto nem
ser calculada em função do capital das empresas.
 Conceito: é a modalidade de tributo que tem por fato
gerador uma situação diretamente vinculada a uma
atividade estatal.
Tributo vinculado
 COMPETÊNCIA: competência administrativa para a
execução dos serviços ou para o exercício do poder de
polícia.
 ATRIBUTO: regra da retributividade. O valor é uma
medida aproximada do gasto estatal.
 As taxas NÃO podem variar de acordo com a capacidade
contributiva do sujeito passivo.
 ESPÉCIES:
 Taxa de polícia (art. 78, CTN)
 Taxa de serviço (art. 145, II, CF)
Taxa de polícia
 A atividade estatal que gera a taxa é o exercício do poder
de polícia.

 Conforme o art. 78, do CTN, o poder de polícia é


qualquer atividade de fiscalização ou regulação do
exercício de um direito.

 Para a doutrina, o poder de polícia deve ter sido


efetivamente prestado. PORÉM, para o STF, a taxa de
emissão e renovação de alvará é constitucional mesmo
que não haja a efetiva fiscalização, pois há condições de
que a fiscalização ocorra a qualquer momento.
Taxa de serviço
 O fato gerador da taxa de serviço é a utilização de
serviço público específico e divisível de utilização efetiva
ou potencial.

Utilização Fato
Serviço Específico
efetiva ou gerador
público e divisível
potencial da taxa
Contribuição de melhoria
 CONCEITO: modalidade de tributo cujo fato gerador é
a realização de uma obra pública de que decorra
valorização imobiliária para o sujeito passivo.
 REQUISITOS:
 obra pública
 valorização imobiliária
 COMPETÊNCIA: do ente que tem a responsabilidade
administrativa pela obra.
 VALOR: a lei instituidora deve definir a parcela da obra
que será custeada e quanto será devido por cada
proprietário.
Definição do valor da contribuição
 Valor cobrado = percentual do custo da obra + índice de
valorização de cada imóvel

 LIMITES:
 Limite individual: nenhum sujeito passivo pode ser obrigado a
pagar valor superior à efetiva valorização do seu imóvel.
 Limite global: o máximo de arrecadação da contribuição de
melhoria deve ser até o total do custo efetivo da obra (total da
despesa realizada). É mais por opção do legislador que por
motivo jurídico, já que não é para custear a obra. Poderia
causar desvios do ente tributante.
Empréstimo compulsório
 CONCEITO: a modalidade de tributo vinculado que
poderá ser criada diante das hipóteses autorizadoras
previstas na Constituição.
 HIPÓTESES:
 Despesas extraordinárias: calamidade pública ou guerra
iminente
 Investimento público de caráter urgente e de relevante
interesse nacional.
 COMPETÊNCIA: exclusivamente federal.
 São tributos restituíveis.
 A lei complementar instituidora DEVE determinar o
momento e a forma da devolução.
Contribuições especiais
 ESPÉCIES:
 Contribuições especiais sociais
 Contribuições especiais de interesse de categoria social e
econômica
 Contribuições especiais de intervenção no domínio
econômico
 Contribuições especiais de custeio do serviço de
iluminação pública (149-A – EC 39)

 CONCEITO: é a modalidade de tributo de competência da


União que visa a custear uma atividade estatal específica.
Desvinculação de Receitas da União (DRU)
 Art. 76, ADCT. É desvinculado de órgão, fundo ou
despesa, até 31 de dezembro de 2011, 20% da
arrecadação da União de impostos, contribuições sociais
e de intervenção no domínio econômico, já instituídos ou
que vierem a ser criados até a referida data, seus
adicionais e respectivos acréscimos legais.
Contribuições sociais
Pagamento de salário
Contribuições Receita ou faturamento
para a (Cofins)
seguridade Ordinárias Lucro (CSLL)
social: Salário do empregado
previdência, Concurso de prognósticos
assistência e Importador (Pis-Cofins
saúde Importação)
Residuais
Contribuições sociais gerais: educação
Contribuições de interesse de categoria
social e econômica
 Custeio dos órgãos representativos = CONTRIBUIÇÃO
SINDICAL – sindicatos, federação, confederação. (art. 578,
CLT)
 Todo membro de uma categoria profissional, independente de
sindicalização, deverá pagar, todo mês de abril, o equivalente a
um dia de trabalho (1/30). Não se confunde com a
CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA, que só é devida pelos
membros da categoria efetivamente sindicalizados.
 Custeio dos órgãos de disciplina e fiscalização de
categorias profissionais: custeiam os órgãos de fiscalização
profissional.
 Conselhos Profissionais: CREA, CRM, CRC etc.
Contribuições de intervenção no domínio
econômico – CIDE
 CONCEITO: tributos federais cujo objetivo é o custeio
da atividade do Estado de intervenção na economia. Atos
de intervenção para controlar preços, estimular ou
desestimular importação/exportação, consumo.

 Atos de intervenção:
 Diretos: atuação direta na atividade econômica, por prestação
de serviço público, por exploração da atividade econômica
(empresa pública ou sociedade de economia mista) por
monopólio ou em concorrência com a iniciativa privada.
 Indiretos: legislação, fiscalização ou tributação. A tributação é
feita por meio de CIDE.
Contribuições de custeio do serviço de
iluminação pública
 CONCEITO: objetiva a custear uma atividade estatal, que
é geral e indivisível.
 COMPETÊNCIA: município e DF.

Art. 149-A, CF. Os Municípios e o DF poderão instituir


contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio
do serviço de iluminação pública, observado o disposto
no art. 150, I e III.
Par. ún. É facultada a cobrança da contribuição a que se
refere o caput, na fatura de consumo de energia elétrica.
(EC 39/02)