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Hidráulica Geral

Introdução à Hidráulica.

Professor Dasiel Hernández Fernández


Hidráulica?
 A palavra hidráulica tem um significado etimológico de “condução de
água” (do grego hydor = água e aulos = tubo, condução).
 Atualmente o termo hidráulica tem um significado mais amplo:
“É a ciência que estuda o comportamento da água e outros
líquidos, quer em repouso, quer em movimento”.

Hidrologia?
 A palavra hidrologia tem um significado etimológico de “estudo da água”
(do grego hydor = água e logos = estudo).
 Podemos entender com um pensamento mais contemporâneo que a
Hidrologia é:
“É a ciência que estuda o ocorrência, movimentação, distribuição da
água no nosso planeta, além dos aspectos que podem vir a interferir
na qualidade da mesma, por exemplo: contaminação”.
O início da nossa aula: Hidráulica
 Podemos dividir a hidráulica na nossa disciplina da
seguinte maneira:
 Hidrostática: Trata dos fluidos em repouso ou equilíbrio
 Hidrocinemática: trata das velocidades e trajetórias dos fluidos
sem considerar forças e energia
 Hidrodinâmica: trata das características reais dos fluidos,
analisando todas ou parte das variáveis físicas.
Para iniciar a hidráulica, vamos
rever alguns conceitos...
Fluido
Substância que não oferece
resistência finita à sua própria
deformação, quando solicitada por
forças tangenciais ou de corte.
Conceitos básicos preliminares
 Fluido:
 Fluido é uma substância que não possui forma própria (assume o formato do
recipiente) e que, se em repouso, não resiste a tensões de cizalhamento
(deforma-se continuamente ).
 Tensão de cizalhamento: é a razão entre a o módulo da componente
tangencial da força e a área da superfície sobre a qual a força está sendo
aplicada.
𝐹𝜏
𝜏=
𝐴
𝐹𝜏
𝜏=
𝐴
LÍQUIDOS E GASES (FLUIDOS): SE DEFORMAM CONTINUAMENTE
QUANDO SUBMETIDO À AÇÃO DE UMA TENSÃO DE CISALHAMENTO.
OU SEJA, ELES ESCOAM.

dA F = cte
( Vx = cte )

dA dvx

FLUIDOS LÍQUIDOS X FLUIDOS GASOSOS


-  FORÇAS COESIVAS -  FORÇAS COESIVAS

- OCUPA VOLUME DEFINIDO - NÃO OCUPA VOLUME


DEFINIDO
- ASSUME FORMA DO RECIPIENTE
Hipótese do contínuo

 O comportamento dos fluidos é explicado por sua estrutura


molecular. Os fluidos são compostos por moléculas mantidas
coesas pela atração molecular, o que permite mobilidade das
moléculas, umas em relações as outras, em maior ou menor grau,
dependendo da sua característica. No entanto, essa mesma
estrutura molecular demostra uma matéria descontínua, isto é,
constituída por moléculas e espaços vazios entre elas. Por este fato
a partir deste momento para otimizar os nossos cálculos, vamos
adotar a hipótese do contínuo, onde a distribuição das moléculas
são iguais e homogêneas em todo o espaço do fluido a ser
trabalhado, isto é, a matéria é contínua.
Fluido ideal
Geralmente, idealizamos um fluido ideal,
aquele constituído por moléculas que não
exercem entre si nenhum tipo de força de
atração ou repulsão. Podemos idealizar que a
única interação que existe entre as moléculas
são as de colisão que ocorrem entre elas e a
parede do recipiente onde estão contidas. No
fluido ideal, as colisões são do tipo elásticas.
Estes tipos de fluidos as moléculas que compõem
deslizam sem atrito sob as paredes do recipiente e
nem atritos uma sobre as outras.
Fluido real

Ao contrário de um fluido ideal, os fluidos reais


apresentam forças de atração entre si. Essa
característica permite que as moléculas de um
fluido real mantenham-se juntas umas das
outras. Assim, quando maiores as forças entre as
moléculas, mais difícil se torna para o líquido
fluir.
Fluido incompressíveis

 São fluidos cujo volume não dependem da pressão.

𝑑𝑉
 =0
𝑑𝑃 𝑇
 Exemplo:
 Água
Fluidos compressíveis

 São fluidos cujo volume depende da pressão.

𝑑𝑉
 <0
𝑑𝑃 𝑇
 Exemplo:
 Gases
Fluidos Dilatável e Indilatáveis

 Dilatável:
 São fluidos cujo volume depende do valor da temperatura (por exemplo: gases)

𝑑𝑉
 >0
𝑑𝑇 𝑃
 Indilatável:
 São fluidos cujo volume não depende do valor da temperatura (por exemplo:
líquidos)

𝑑𝑉
 =0
𝑑𝑇 𝑃
Viscosidade
 É a propriedade dos fluidos responsável pela
resistência à deformação (atrito interno).
 É a medida da resistência interna ou fricção
interna de uma substância ao fluxo quando
submetida a uma tensão. Quanto mais viscosa a
massa, mais difícil de escoar e maior o seu
coeficiente de viscosidade.
Viscosidade é a propriedade física que
caracteriza a resistência de um fluido ao
escoamento, isto é, ao transporte
microscópico de quantidade de movimento
por difusão molecular. Ou seja, quanto maior
a viscosidade, menor será a velocidade
com que o fluido se movimenta.
Esta força F dá origem a uma força de
mesma intensidade, porém em sentido
contrário, a força de cisalhamento, que
existe somente devido às forças de
coesão do fluido com as paredes da
placa e entre as camadas de fluido. A
força de cisalhamento dá origem a um
gradiente de velocidade
𝒅𝒗𝒙
𝒅𝒚
Supondo que não haja deslizamento
do fluido nas paredes das placas, a
velocidade do fluido será igual a zero
na placa inferior e igual a u na placa
superior.
Também lembrando da aula passada
que tensão de cisalhamento é
𝐹𝜏
𝜏=
𝐴
Fluido Newtoniano
Podemos afirmar que a relação entre a tensão
de cisalhamento (força de cisalhamento x área)
e o gradiente local de velocidade é definida
através de uma relação linear, sendo a
constante de proporcionalidade, a viscosidade
do fluido. Assim, todos os fluidos que seguem este
comportamento são denominados fluidos
newtonianos.
𝑑𝑣𝑥
τ=𝜇
𝑑𝑦
µ - Esta constante de proporcionalidade
chamamos de viscosidade absoluta
 As unidades utilizadas da viscosidade absoluta

Viscosidade absoluta (µ)


Sistema
SI Pa.s (N.s.m-2)
CGS Poise = 1g.cm-1.s-1
Viscosidade absoluta (µ) e Viscosidade
Cinemática (𝜐)
 Na mecânica dos fluidos, a razão entre a viscosidade absoluta e a massa
específica, surge com muita frequência e esta razão é chamada de
viscosidade cinemática
𝜇
𝜈=
𝜌
 A viscosidade cinemática é dada pelas unidades no SI

m2.s

 A viscosidade é medida pelo equipamento denominado VISCOSÍMETRO


FLUIDOS NEWTONIANOS:
 COMPORTAM-SE DE ACORDO COM A EQUAÇÃO
𝑑𝑣𝑥
τ=𝜇
𝑑𝑦
200

Tensão de Cisalhamento (Pa) SOLUÇÕES DE SACAROSE


ÁGUA
150 GASOLINA
MERCÚRIO

100

50

0
0 20000 40000 60000 80000 100000

Taxa de Deformação (s)-1


VISCOSIDADE =DINÂMICA DE ALGUNS FLUIDOS
NEWTONIANOS A 20C (cP):

FLUIDO  (mPa.s)
ÁGUA 1,00
PETRÓLEO 0,65
MERCÚRIO 1,50
SUCO DE UVA 2,00 – 5,00
ÓLEO DE OLIVA 100,00
MEL 104
PICHE 106
BETUME 108
LEITE 2,00
SOLUÇÃO DE SACAROSE (10 %) 1,96
CERVEJA 1,30
POLÍMEROS FUNDIDOS 106
AR 10-2
GLICEROL 1.000
OURO FUNDIDO 105
 VARIÁVEIS QUE AFETAM A VISCOSIDADE:

1) NATUREZA FÍSICO-QUÍMICA DA SUBSTÂNCIA;

2) TEMPERATURA:

3) PRESSÃO: PARA PRESSÕES PRÓXIMAS À ATMOSFÉRICA, A


VARIAÇÃO DA VISCOSIDADE COM A PRESSÃO PODE SER
CONSIDERADA DESPREZÍVEL PARA FLUIDOS LÍQUIDOS. NO
CASO DOS FLUIDOS GASOSOS, DEVEMOS CONSIDERAR A
VARIAÇÃO DA VISCOSIDADE DINÂMICA COM A PRESSÃO;

4) TENSÃO DE CISALHAMENTO: INFLUENCIA NA VISCOSIDADE DE


UMA VARIEDADE DE LÍQUIDOS, ONDE UM AUMENTO NA TENSÃO
PODE RESULTAR EM UM AUMENTO OU DIMINUIÇÃO DA
VISCOSIDADE DINÂMICA DE UM FLUIDO;
5) TEMPO DE APLICAÇÃO DO CISALHAMENTO: A DURAÇÃO DO
CISALHAMENTO EM CERTAS SUBSTÂNCIAS PODE AUMENTAR OU
DIMINUIR A SUA VISCOSIDADE.
Escoamento dos fluidos perfeitos

 Hidrodinâmica
 Na hidrodinâmica vamos fazer extrapolações e vamos adotar o
movimento dos fluidos como fluidos perfeitos.

 O que é um fluido perfeito ou ideal?


O que são “Fluidos Ideais”?
 Por definição:

“Escoamento ideal ou escoamento sem


atrito, é aquele no qual não existem
tensões de cisalhamento atuando no
movimento do fluido”.
O que são “Fluidos Ideais”?

De acordo com a lei de Newton, para um fluido em


movimento esta condição é obtida
- Quando a viscosidade do fluido é nula (ou desprezível):
µ=0
ou

-Quando os componentes da velocidade do escoamento não


mais exibem variações de grandeza na direção perpendicular
ao componente da velocidade considerada:

dv x = 0
dy
Condições Ideais de
Escoamento

Um fluido que quando em escoamento


satisfaz as condições acima, é
chamado de fluido ideal.
Fluidos Incompressíveis

Compressíveis:
ρ→ varia

 Incompressíveis:
ρ→ é constante
Classificação do Escoamento
 Quanto à variação no tempo:
 Permanente: quando as propriedades em
uma dada seção do escoamento não se
alteram com o decorrer do tempo (força,
velocidade, pressão). Linhas de corrente,
trajetórias e linhas de emissão coincide – A
vazão é constante!;
 Figura A-4.3 (pg 60)
 Não Permanente:quando as propriedades
do fluido mudam no decorrer do
escoamento;
O QUE É VAZÃO? COMO CALCULA?
QUAIS SÃO OS TIPOS DE VAZÃO?
Isto significa que a vazão representa a rapidez
com a qual um volume escoa.

As unidades de medida adotadas são


geralmente o m³/s,m³/h, l/h ou o l/s.

A forma mais simples para se calcular a vazão


volumétrica é apresentada a seguir na
equação
33
Qv representa a vazão volumétrica,
V é o volume e
t o intervalo de tempo para se encher o
reservatório.

34
Uma outra forma matemática de se determinar
a vazão volumétrica é através do produto entre
a área da seção transversal do conduto e a
velocidade do escoamento neste conduto
como pode ser observado na figura a seguir.

35
Pela análise da figura, é possível observar que
o volume do cilindro tracejado é dado por:

Substituindo essa equação na equação de


vazão volumétrica, pode-se escrever que:

36
A partir dos conceitos básicos de cinemática
aplicados em Física, sabe-se que a relação d/t
é a velocidade do escoamento, portanto,
pode-se escrever a vazão volumétrica da
seguinte forma:

Qv representa a vazão volumétrica, v é a


velocidade do escoamento e A é a área da
seção transversal da tubulação.
37
Vazão
• Vazão em Volume
Vazão é a quantidade em volume de
fluido que atravessa uma dada seção do
escoamento por unidade de tempo.
Vazão
• Vazão em Massa
Vazão em massa é a quantidade em
massa do fluido que atravessa uma dada seção
do escoamento por unidade de tempo.

.
EXERCÍCIOS
 A-4-a (PG 67)
Verificou-se que a velocidade econômica para uma extensa
linha de recalque é 1,05m/s. A vazão necessária a ser
fornecida pelas bombas é de 450m3/h. Determinar o diâmetro
da linha.
 A-4-B (PG 67)

Em um edifício de 12 pavimentos, a vazão máxima provável,


devida ao uso de diversos aparelhos, em uma coluna de
distribuição de 60mm de diâmetro, é de 7,5L/s. Determinar a
velocidade de escoamento.
EXERCÍCIOS
 Dado a figura ao lado, considerando o escoamento
permanente da água no dispositivo. As áreas são:
A1=0,2m2;
A2=0,5m2 e A3=0,4m2. A vazão em massa através
da seção 3 é 50kg/s. A vazão em volume entrando
pela seção 4 é de 1m3/s e velocidade de entrada
v1=3m/s. Determine a velocidade do escoamento na
seção 2.
Escoamento
•São dois tipos os escoamentos de fluídos:
•O laminar e
•O turbulento.

•Os líquidos se deslocam pelos tubos, até determinadas


velocidades de forma LAMINAR (em camadas). A camada
central do líquido é mais rápida. A camada externa está
praticamente parada, presa às paredes do tubo.

•Aumentando-se a velocidade de circulação, ao se atingir a


VELOCIDADE CRÍTICA, o fluxo se torna TURBULENTO.
Escoamento
•Um fluxo TURBULENTO gera o aumento de:
• resistência a circulação e de
•perdas

•A VELOCIDADE CRÍTICA:
•Tem valor fixo;
•Depende da viscosidade do fluído sob pressão e
do diâmetro do tubo;
•Pode ser calculada.
Número de Reynolds (Re)
Para se saber quando o fluxo é laminar ou turbulento, devemos definir
o número de Reynolds, que se obtém através da fórmula:

vD vD
Re  
 
onde:
Re = Número de Reynolds
 = Densidade
V = Velocidade (cm/s)
D = Diâmetro interno do tubo (cm)
 = Viscosidade absoluta (poise)
 = Viscosidade cinética (cst)
Número de Reynolds (Re)

De 0 à 1500 Fluxo Laminar

De 1500 à 2300 Transição

Acima de 2300 Fluxo turbulento


Equação da continuidade
 A equação da continuidade é a equação da conservação da
massa expressa para fluidos incompressíveis (massa
específica constante).
Equação da Continuidade
 É a equação que mostra a conservação da
massa de líquido no conduto, ao longo de todo
o escoamento;
 Pela condição de escoamento em regime
permanente, podemos afirmar que entre as
seções (1) e (2), não ocorre nem acúmulo,
nem falta de massa:

m1 = m2 = m = cte
Equação da Continuidade

ρ = Δm/V Δm=ρ.V
V = A.Δl
Q= Δm/Δt = ρ.V/ Δt = ρ. A.Δl /Δt = ρ.A.v
Equação da Continuidade

 Dadas duas seções do escoamento:


Equação da Continuidade

ρAv = constante
Se ρ é constante (não há variação de massa):
A1V1= A2V2
Equação da Continuidade

A equação da continuidade estabelece que:

• o volume total de um fluido incompressível (fluido


que mantém constante a densidade apesar das
variações na pressão e na temperatura) que entra em
um tubo será igual aquele que está saindo do tubo;

• a vazão medida num ponto ao longo do tubo será


igual a vazão num outro ponto ao longo do tubo,
apesar da área da seção transversal do tubo em cada
ponto ser diferente.

Q = A1 v1 = A2 v2 = constante
Equação da Continuidade
Isto equivale a dizer que:

• No escoamento de fluidos incompressíveis em


regime permanente, a vazão em volume, ou
simplesmente a vazão, que passa através de qualquer
seção do tubo de corrente é constante.

•De forma genérica:


Q = A1 v1 = A2 v2 = constante
Q=AU, onde:
U=velocidade média
Problema Resolvido 1

Uma mangueira de diâmetro de 2 cm é


usada para encher um balde de 20 litros.
a)Se leva 1 minuto para encher o balde.
Qual é a velocidade com que a água passa
pela mangueira?
b)Um brincalhão aperta a saída da
mangueira até ela ficar com um diâmetro
de 5 mm, e acerta o vizinho com água.
Qual é a velocidade com que a água sai da
mangueira?
Problema Resolvido 1
Solução:
a) A área da seção transversal da mangueira será dada por
A1 = πr2 = π(2 cm /2)2 = π cm2.
Para encontrar a velocidade, v1 , usamos

Taxa de escoamento (vazão)=


A1v1 = 20 L / min = 20 x 103 cm3 / 60s
v1= (20 x 103 cm3 / 60 s) / (π cm2) = 106,1 cm/s.

b) A taxa de escoamento ( A1v1 ) da água que se aproxima da


abertura da mangueira deve ser igual a taxa de escoamento que
deixa a mangueira ( A2v2 ). Isto resulta em:
v2= A1v1 / A2 = (π. 106,1) / (π. (0,5/2)2) = 1698 cm/s.
Problema Resolvido 2

Num sistema de drenagem, uma pipa de


25 cm de diâmetro interno drena para
outra pipa conectada de 22 cm de
diâmetro interno.
Se a velocidade da água através da pipa
maior é 5 cm/s, determine a velocidade
média na pipa menor.
Problema Resolvido 2

SOLUÇÃO
Usando a equação da continuidade, temos
A1 v1 = A2 v2
π(12,5 cm)2 (5 cm/s) = π(11,0 cm)2 (v2)
Resolvendo para v2:
v2 = 6,42 cm/s.
Problema Resolvido 3

Assumindo o fluxo de um fluido


incompressível como o sangue, se a
velocidade medida num ponto dentro de
um vaso sanguíneo é 40 m/s, qual é a
velocidade num segundo ponto que tem
um terço do raio original?
Problema Resolvido 3
Este problema pode ser resolvido usando a equação da continuidade:
ρ1A1v1= ρ2A2v2 onde:
ρ é a densidade do sangue
A é a área da seção transversal
v é a velocidade
e os subscritos 1 e 2 referem-se às localizações dentro do vaso.
Desde que o fluxo sangüíneo é incompressível, temos
ρ1= ρ2
v1 = 40 cm/s
A1=πr12
A2 = πr22 r2=r1/3, A2= π(r1/3)2 = (π r12)/9 ou A2=A1/9
A1/A2 = 9

Resolvendo:
v2 = (A1v1)/A2 = 9 v1 = 9 x 40 cm/s = 360 cm/s