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TÉCNICAS DE GRUPOS E

RELAÇÕES HUMANAS
PROF. TIAGO RECKZIEGEL
DINÂMICA DERIVA-SE DA PALAVRA DYNAMIS QUE VEM DO GREGO E SIGNIFICA
FORÇA, AÇÃO, ENERGIA (ALBIGENOR MILITÃO,2001)
E
SURGIMENTO DA DINÂMICA DE GRUPO

SEGUNDO MILITÃO E ALBIGENOR (2000), O SURGIMENTO DA DINÂMICA DE GRUPO DEU-SE POR VOLTA DE
1912 QUANDO JACOB LEVY MORENO, NA OCASIÃO ESTUDANTE DE MEDICINA, INICIOU SUA OBSERVAÇÃO
COM CRIANÇAS BRINCANDO NOS JARDINS DE VIENA, ÉPOCA EM QUE O MESMO DISCORDOU DO SEGUIMENTO
DA PSICANÁLISE, DEFENDIDO POR SIGMUND FREUD, QUE CARACTERIZAVA AUSÊNCIA DE APROXIMAÇÃO COM
O PACIENTE.

PARA MORENO A DINÂMICA DO GRUPO ACONTECIA COM AS RELAÇÕES AFETIVAS E SIGNIFICATIVAS VIVIDAS
ENTRE OS PARTICIPANTES DE UM GRUPO. PORÉM FOI ATRAVÉS DE CARL ROGERS QUE FORAM INICIADAS AS
ATIVIDADES COM GRUPOS, ENFATIZANDO A TERAPIA CENTRADA NO CLIENTE, DENOMINANDO
POSTERIORMENTE DE GRUPOS DE ENCONTRO.
KURT LEWIN, CONSIDERADO COMO UM DOS MAIORES TEÓRICOS NO ESTUDO COM GRUPOS, EM 1935 JÁ REALIZAVA PESQUISAS SOBRE
O COMPORTAMENTO SOCIAL, MAS FOI A PARTIR DE 1945 QUE O MESMO INTRODUZIU A EXPRESSÃO DINÂMICA DOS GRUPOS,
EMBORA OUTROS ESTUDIOSOS AFIRMEM QUE EM 1844 O MESMO JÁ REALIZAVA TRABALHOS REFERENTES ÀS RELAÇÕES E ENTRE A
TEORIA E PRÁTICA EM PSICOLOGIA SOCIAL.

EM 1946 DESENVOLVENDO UM PROGRAMA PEDAGÓGICO NOS EUA, EM PARCERIA COM RONALD LIPPITT, KENETH BENNE E LELAND
BRADFORD DESCOBRIRAM POR ACASO, ATRAVÉS DOS TRABALHOS GRUPAIS, NOS QUAIS FORAM EXPOSTOS SENTIMENTOS E OPINIÕES DE
CADA PESSOA DO GRUPO E QUE MAIS TARDE SERIA DENOMINADO DE FEEDBACK. A TEORIA DE CAMPO TAMBÉM FOI UM ESTUDO
IMPORTANTE EVIDENCIADO POR ESTE TEÓRICO.
TEORIA DE CAMPO

O COMPORTAMENTO É DERIVADO DA TOTALIDADE DOS FATOS COEXISTENTES, ESSES FATOS E EVENTOS


APRESENTAM UM CAMPO DINÂMICO DE FORÇAS, NOS QUAIS FATOS OU EVENTOS TÊM UMA INTER-RELAÇÃO
COM OS DEMAIS, INFLUENCIANDO E SENDO INFLUENCIADO POR ELES.

O CAMPO DINÂMICO É CHAMADO CAMPO PSICOLÓGICO, QUE É O ESPAÇO DE VIDA QUE CONTÉM A PESSOA E
SEU AMBIENTE PSICOLÓGICO.

ESTE CAMPO PSICOLÓGICO É O QUE A PESSOA INTERPRETA A SI E AO MUNDO EXTERNO. É O MEIO AMBIENTE
EM QUE PESSOAS, OBJETOS, SITUAÇÕES ESTÃO INSERIDAS.
O MODELO DE COMPORTAMENTO HUMANO PROPOSTO PELA TEORIA DE CAMPO PODE SER REPRESENTADO
PELA EQUAÇÃO: C= F (P,M) .

ONDE (C) = COMPORTAMENTO É O RESULTADO DA FUNÇÃO (F) INTERAÇÃO ENTRE A PESSOA (P) E SEU MEIO
EXTERNO (M). (P) = A PESSOA É REPRESENTADA PELAS SUAS CARACTERÍSTICAS GENÉTICAS, PELA SUA
APRENDIZAGEM EM CONTATO COM O MEIO.

ESTA TEORIA EXPLICA POR QUE UM MESMO OBJETO PODE SER VISTO E INTERPRETADO DE MODO DIFERENTE
POR CADA PESSOA.

A PARTIR DESSA TEORIA PODEMOS ENTENDER QUE O INDIVÍDUO SE COMPORTA DE ACORDO COM SUAS
PERCEPÇÕES, OU SEJA, REAGE CONFORME ÀQUILO QUE É CONFORTÁVEL OU NÃO COM SUAS COGNIÇÕES.
A TEORIA DE CAMPO PODE SER FOCALIZADA SOB TRÊS ASPECTOS: A ESTRUTURA DA PERSONALIDADE, A
DINÂMICA E O SEU DESENVOLVIMENTO.

• A ESTRUTURA DA PERSONALIDADE – A PESSOA É PERCEBIDA COMO UM SER ÚNICO FAZENDO PARTE DE UMA
TOTALIDADE QUE REPRESENTA O MUNDO NO QUAL O INDIVÍDUO ESTÁ INSERIDO, SENDO DENOMINADO DE
MEIO PSICOLÓGICO. A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE A PESSOA E O MEIO PSICOLÓGICO É CHAMADA DE ESPAÇO
VITAL OU CAMPO PSICOLÓGICO, QUE SÃO REGIÕES SEPARADAS E DIFERENTES QUE INTEGRAM UMA
TOTALIDADE MAIOR, NA QUAL ESTÃO CONTIDOS OS FATOS DO MUNDO FÍSICO E SOCIAL QUE PODEM
INFLUENCIAR O MEIO PSICOLÓGICO DA PESSOA. PARA LEWIN A PESSOA NÃO É UM CÍRCULO VAZIO.
• A DINÂMICA DA PERSONALIDADE –REFERE-SE AO COMPORTAMENTO E FUNCIONAMENTO
DA PESSOA COM SEU MEIO. A DINÂMICA DA PERSONALIDADE É ENTENDIDA ATRAVÉS DOS
SEGUINTES CONCEITOS: ENERGIA, TENSÃO, NECESSIDADE, VALÊNCIA, FORÇA OU VETOR.
CONSIDERANDO QUE O FUNCIONAMENTO DÁ-SE DA SEGUINTE FORMA: SURGE UMA
NECESSIDADE QUE LIBERA ENERGIA, QUE AUMENTA A TENSÃO COMUNICANDO VALOR AO
MEIO PSICOLÓGICO - VALÊNCIA POSITIVA OU NEGATIVA - CRIANDO ASSIM UMA FORÇA PARA
ATINGIR O EQUILÍBRIO.
• DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE –PARA LEWIN, O PROCESSO DE
HEREDITARIEDADE E MATURAÇÃO PODE INFLUENCIAR OU NÃO NO PROCESSO
EVOLUTIVO DA PERSONALIDADE.
DINÂMICA DE GRUPO NO BRASIL

DE ACORDO COM A SOCIEDADE BRASILEIRA DE DINÂMICA DE GRUPO, A DINÂMICA DE


GRUPO NO BRASIL TEVE INÍCIO NO ANO DE 1960, TENDO COMO PRECURSOR O PROF. PIERRE
WEIL (PSICÓLOGO FRANCÊS, FUNDADOR DA UNIVERSIDADE DA PAZ – UNIPAZ) O QUAL INTRODUZIU O LABORATÓRIO DE
SENSIBILIDADE SOCIAL, ADOTANDO COMO OBJETIVO DESENVOLVER A QUALIDADE DE ATUAÇÃO
DO INDIVÍDUO COMO MEMBRO E COMO LÍDER.

ESSE TRABALHO FOI REALIZADO NA REDE COMERCIAL BANCO LAVOURA DE MINAS GERAIS. A
PARTIR DAÍ REALIZOU MUITOS TRABALHOS EM DIVERSAS INSTITUIÇÕES VOLTADOS PARA
SENSIBILIZAÇÃO COM GRUPOS.
EM 1962 É INTRODUZIDO NO BRASIL POR FELA MOSCOVICI E OUTROS ESTUDIOSOS A TÉCNICA DO
SENSITIVY TRAINING, QUE OBJETIVA O CRESCIMENTO, ONDE AS PESSOAS ENTRAM EM CONTATO COM
SUAS EMOÇÕES, POSSIBILITANDO MELHORIA NAS RELAÇÕES COM O OUTRO.

1965 DUAS PUBLICAÇÕES IMPORTANTES FORAM EFETIVADAS SOBRE A TEORIA E PRÁTICA DOS GRUPOS T,
ORIGINALMENTE SURGIRAM PARA APROFUNDAR AS CAPACIDADES DE RELAÇÕES HUMANAS, PORÉM SE
TORNARAM DE PERSPECTIVAS MAIS AMPLAS COMO: ESTUDOS, RECICLAGEM, CAPACITAÇÃO E
DESENVOLVIMENTO DE NOVAS HABILIDADES, APRIMORAMENTO DE APRENDIZADOS E CONCEITOS. SÃO
ELAS: “LABORATÓRIO DE SENSIBILIDADE – UM ESTUDO EXPLORATÓRIO” DE FELA MOSCOVICI E
“DINÂMICA DE GRUPO E DESENVOLVIMENTO DE RELAÇÕES HUMANAS” DE PIERRE WEIL.
EM 1976 APÓS PROFERIR UMA PALESTRA SOBRE SUA OBRA, DESENVOLVIMENTO
INTERPESSOAL, FELA MOSCOVICI, FOI CONVIDADA PARA COORDENAR UMA TURMA DE
FORMAÇÃO EM DINÂMICA DE GRUPO EM PORTO ALEGRE, SENDO A PRIMEIRA DO BRASIL.

JÁ EM 1986, FOI FUNDADA A SOCIEDADE BRASILEIRA DE DINÂMICA DE GRUPO E QUE


ATUALMENTE POSSUI SEDE PRÓPRIA LOCALIZADA EM PORTO ALEGRE, COM CONSTANTE
PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA.
O QUE É UM GRUPO
É UM CONJUNTO FORMADO POR DUAS OU MAIS PESSOAS, QUE PARA ATINGIR DETERMINADO
OBJETIVO, NECESSITA DE ALGUM TIPO DE INTERAÇÃO, DURANTE UM INTERVALO DE TEMPO SEM O
QUAL SERIA DIFÍCIL OU IMPOSSÍVEL OBTER O ÊXITO.

SEGUNDO PICHON-RIVIERE, É QUANDO UM CONJUNTO DE PESSOAS MOVIDAS POR NECESSIDADES


SEMELHANTES SE REÚNEM EM TORNO DE UMA TAREFA ESPECIFICA, OU SEJA UM GRUPO COM UM
OBJETIVO MÚTUO, POREM CADA PARTICIPANTE É DIFERENTE, TEM SUA IDENTIDADE.

SEGUNDO ZIMMERMAN, O INDIVIDUO DESDE O NASCIMENTO PARTICIPA DE DIFERENTES GRUPOS


NUMA CONSTANTE DIALÉTICA ENTRE A BUSCA DE SUA IDENTIDADE INDIVIDUAL E A NECESSIDADE DE
UMA IDENTIDADE GRUPAL E SOCIAL, TODO INDIVIDUO PASSA A MAIOR PARTE DO TEMPO DE SUA VIDA
EM GRUPOS – CONVIVENDO E INTERAGINDO.
O GRUPO ASSUME UMA CONFIGURAÇÃO PRÓPRIA QUE INFLUI NOS
SENTIMENTOS E AÇÕES DE CADA UM E DESENVOLVE O SEU
PRÓPRIO PROCESSO.
FUNCIONAMENTO DOS GRUPOS

PODE-SE, TAMBÉM, ESTUDAR UM GRUPO CONSIDERANDO SUA DINÂMICA, OS


COMPONENTES QUE CONSTITUEM FORÇAS EM AÇÃO E QUE DETERMINAM OS
PROCESSOS DE GRUPO. SÃO ELAS: OBJETIVOS, MOTIVAÇÃO, COMUNICAÇÃO, PROCESSO
DECISÓRIO, RELACIONAMENTO, LIDERANÇA E INOVAÇÃO. MOSCOVICI (2001)

O GRUPO CONSTRÓI UM CLIMA EMOCIONAL PRÓPRIO POR MEIO DAS RELAÇÕES ENTRE
OS SEUS MEMBROS. A DIMENSÃO EM QUE O GRUPO OPERA COMPREENDE OS
MOVIMENTOS DO CONJUNTO COMO UM TODO, EM SEUS NÍVEIS DE INTERAÇÃO
INTRAPESSOAL E INTERPESSOAL, DE TAREFA E SÓCIO-EMOCIONAL.
TODOS ESSES COMPONENTES INFLUEM NA DEFINIÇÃO DE NORMAS DE FUNCIONAMENTO E
CONCOMITANTE ESTABELECIMENTO DO CLIMA DO GRUPO.

Valores
Pessoas
Filosofia
e orientação de vida

Conhecimento mútuo
Base para
Normas coletivas,
tácitas e explicitas
na dinâmica
Objetivos
Produtos individuais Motivação
Valores Comunicação
Normas Processo decisório
Sentimentos Relacionamento
Liderança
Inovação
Cultura do grupo
Clima do grupo
Comportamento grupal Individualização
Desempenho grupal Sinergia

Satisfação
Produtividade
DE ACORDO COM MOSCOVICI (1999), EQUIPE É UM GRUPO QUE
COMPREENDE SEUS OBJETIVOS E ESTÁ ENGAJADO EM ALCANÇÁ-LOS DE
MANEIRA COMPARTILHADA.

PARA ISSO, A COMUNICAÇÃO ENTRE OS MEMBROS DO GRUPO DEVE


ACONTECER DE FORMA VERDADEIRA, COM ESTÍMULO DE OPINIÕES
DIVERGENTES, A CONFIANÇA DEVE SER GRANDE PARA POSSIBILITAR O
ASSUMIR RISCOS E PARA ATINGIR OS RESULTADOS. OS OBJETIVOS DEVEM
SER COMPARTILHADOS.

O RESPEITO E A COOPERAÇÃO DEVEM SER ELEVADOS E DEVE HAVER


INVESTIMENTO CONSTANTE DO GRUPO EM SEU PRÓPRIO DESENVOLVIMENTO.
CONCEITO DE DINÂMICA DE GRUPOS
PARA MICHELETTI, A DINÂMICA DE GRUPO DÁ-SE ATRAVÉS DO MOMENTO QUE
TEMOS TRÊS OU MAIS PESSOAS SE COMUNICANDO E TROCANDO
INFORMAÇÕES, PODEMOS DIZER QUE ELAS ESTÃO SE MOVIMENTANDO,
APRENDENDO E, SE HÁ UMA INTERAÇÃO, HÁ DINÂMICA. A DINÂMICA DE UM
GRUPO É O SEU MOVIMENTO E A VIDA DESTE GRUPO É A INTER – RELAÇÃO.

MARUCCI DENOMINA A DINÂMICA COMO UMA ATIVIDADE QUE LEVA O GRUPO A


UMA MOVIMENTAÇÃO, POR EXEMPLO: COMO CADA PESSOA SE COMPORTA EM
GRUPO, COMO É A COMUNICAÇÃO, O NÍVEL DE INICIATIVA, A LIDERANÇA, O
PROCESSO DE PENSAMENTO, O NÍVEL DE FRUSTRAÇÃO SE ACEITA BEM O FATO
DE NÃO TER SUA IDEIA LEVADA EM CONTA, [...] É UM INSTRUMENTO DE
APROXIMAÇÃO DE INTERESSES.
LIMA (2005) APRESENTA DIVERSAS SIGNIFICAÇÕES ACERCA DA DINÂMICA DE GRUPO,
VEJAMOS ALGUMAS:

“UMA TÉCNICA DE DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO OPERATÓRIO (DIDÁTICA DE


OPERACIONALIDADE: A APRENDIZAGEM ATRAVÉS DA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS).”

“UMA FORMA NÃO-DIRETIVA DE PSICOTERAPIA DE GRUPO SEM PSICANÁLISE: O PRÓPRIO


GRUPO FAZ AUTOANÁLISE E AUTOINTERPRETAÇÃO.”
• CONCEPÇÃO IDEOLÓGICA.

CONSIDERA QUE A DINÂMICA GRUPAL É UMA FORMA ESPECIAL DE IDEOLOGIA POLÍTICA NA QUAL SÃO
RESSALTADOS OS ASPECTOS DE LIDERANÇA DEMOCRÁTICA E DA PARTICIPAÇÃO DE TODOS NA TOMADA DE
DECISÕES. RESSALTAM-SE AS VANTAGENS, TANTO PARA A SOCIEDADE COMO PARA OS INDIVÍDUOS COMUNS,
DAS ATIVIDADES COOPERATIVAS EM PEQUENOS GRUPOS.

FOI CIENTIFICAMENTE EXPERIMENTADA POR KURT LEWIN. COM AS PESQUISAS SOBRE O FENÔMENO DA
BOA LIDERANÇA, LEWIN DEMONSTROU QUE, QUANDO OS SERES HUMANOS PARTICIPAVAM DE ATIVIDADES EM
GRUPOS DEMOCRÁTICOS, NÃO SOMENTE SUA PRODUTIVIDADE ERA INTENSIFICADA, COMO TAMBÉM O SEU
NÍVEL DE SATISFAÇÃO ERA ELEVADO E AS SUAS RELAÇÕES COM OS OUTROS MEMBROS BASEAVAM-SE NA
COOPERAÇÃO E NA REDUÇÃO DAS TENSÕES.
• CONCEPÇÃO TECNOLÓGICA

CONSIDERA QUE A DINÂMICA GRUPAL REFERE-SE A UM CONJUNTO DE


MÉTODOS E TÉCNICAS USADAS EM INTERVENÇÕES EM FAMÍLIAS, EQUIPES
DE TRABALHO, SALAS DE AULA ETC. A RIGOR, O USO DE QUALQUER UMA
DESSAS TÉCNICAS OBJETIVA AUMENTAR A CAPACIDADE DE COMUNICAÇÃO E
COOPERAÇÃO E, CONSEQUENTEMENTE, INCREMENTAR A ESPONTANEIDADE
E A CRIATIVIDADE DOS SERES HUMANOS QUANDO EM ATIVIDADE GRUPAL.
EX. JOGOS DRAMÁTICOS E PSICODRAMA.
• CONCEPÇÃO FENOMENOLÓGICA

AUTORES QUE PRIORIZAM SUAS ATIVIDADES EM TORNO DA IDEIA DE QUE


OS FENÔMENOS PSICOSSOCIAIS QUE OCORREM NOS PEQUENOS GRUPOS
É RESULTADO DE UM SISTEMA HUMANO ARTICULADO COMO UM TODO, UMA
GESTALT. ENTRE ESSES FENÔMENOS, CITAM-SE: COESÃO, COMUNICAÇÃO,
CONFLITOS, FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS ETC.
PODE-SE OBSERVAR DUAS FORMAÇÕES TEÓRICAS:

A PSICOLOGIA DA GESTALT, QUE É DESCRITIVA, POIS CENTRA SEUS POSTULADOS NA


DESCRIÇÃO DOS FENÔMENOS QUE OCORREM NO AQUI-AGORA DO MUNDO GRUPAL — POR
EXEMPLO, A CONFIGURAÇÃO ESPACIAL ADOTADA REGULARMENTE POR UMA UNIDADE
GRUPAL.

A PSICANÁLISE, QUE É EXPLICATIVA POR QUE PROCURA EXPLICAR A UNIDADE DO GRUPO


ATRAVÉS DA IDÉIA DE UMA ‘MENTALIDADE GRUPAL’ (INSTINTO SOCIAL), MUITAS VEZES
INCONSCIENTE PARA OS MEMBROS DO PRÓPRIO GRUPO.
UMA TÉCNICA DINÂMICA DE GRUPO DEVE EXIGIR QUE PESSOAS TRABALHEM EM
GRUPO, COMPONDO EQUIPES QUE DEVEM ATACAR UM PROBLEMA COM O
OBJETIVO DE SOLUCIONÁ-LO DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL.

NO ENTANTO, O QUE SE VÊ ATUALMENTE, ESPECIALMENTE NO BRASIL, É O


SURGIMENTO DE DINÂMICAS DE GRUPO QUE DENIGREM A IMAGEM DO TERMO,
JÁ QUE NÃO PASSAM DE ENTREVISTAS COLETIVAS, ONDE AS PESSOAS SÃO
COLOCADAS TODAS JUNTAS NUMA SALA APENAS PARA QUE O ENTREVISTADOR
SUPOSTAMENTE GANHE TEMPO POR MEIO DESTA PRÁTICA, TÃO CANSATIVA
PARA OS CANDIDATOS.
TODA ATIVIDADE QUE SE DESENVOLVE COM PESSOAS (REUNIÕES,
WORKSHOPS, GRUPOS DE TRABALHO, GRUPOS DE CRESCIMENTO OU
TREINAMENTO, PLENÁRIO/GRANDES EVENTOS, ETC) QUE OBJETIVA
INTEGRAR, DESINIBIR, “QUEBRAR O GELO”, DIVERTIR, REFLETIR, APRENDER,
APRESENTAR, PROMOVER O CONHECIMENTO, INCITAR A APRENDIZAGEM,
COMPETIR E AQUECER, PODER SER DENOMINADA DE DINÂMICA DE GRUPO.
(MILITÃO, 2001)
AS TÉCNICAS SÃO PONTUADAS COMO MÉTODOS, MEIOS OU PROCESSOS
CAPAZES DE ATIVAR OS IMPULSOS E MOTIVAÇÕES INDIVIDUAIS.

A PALAVRA TÉCNICA SE REFERE A UMA SEQUÊNCIA DE PASSOS OU TAREFAS


COM VISTAS À ELABORAÇÃO DE TRABALHO ESPECÍFICO.

A DINÂMICA É O MOVIMENTO APRESENTADO PELO GRUPO NO


DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES PROPOSTAS PELO FACILITADOR.
PORTANTO, NÃO DEVEMOS DIZER QUE IREMOS APLICAR UMA DINÂMICA, MAS
UMA TÉCNICA DE DINÂMICA DE GRUPO.
TÉCNICAS E SEUS OBJETIVOS

• TÉCNICAS DE APRESENTAÇÃO: FACILITAM O ENTROSAMENTO, DESINIBEM OS


PARTICIPANTES E FAVORECEM UM CLIMA AGRADÁVEL E DESCONTRAÍDO. DEVEM SER
UTILIZADAS NO INÍCIO DAS ATIVIDADES DE UM GRUPO;

• TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO: OPORTUNIZA UM MAIOR CONHECIMENTO DE SI


MESMO E FACILITA MELHOR RELACIONAMENTO E INTEGRAÇÃO INTERPESSOAL. PROMOVE
A DESCONTRAÇÃO DO GRUPO;

• TÉCNICAS DE AQUECIMENTO OU VITALIZADOR: EXERCÍCIOS RÁPIDOS,


OBJETIVOS E EFICAZES PARA “LEVANTAR” O GRUPO, VISAM AQUECER, ACENDER E
DESCONTRAIR UM GRUPO;
• TÉCNICAS DE RELAXAMENTO: UTILIZADAS NO ALÍVIO DE TENSÕES, CANSAÇO E
DISPERSÕES NO GRUPO. FAVORECEM UM CLIMA AGRADÁVEL ENTRE OS
PARTICIPANTES E MOSTRAM-SE SAUDÁVEIS PARA REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES
POSTERIORES;

• TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO: DEVEM SER APLICADAS EM MOMENTOS DE


CONCLUSÃO DOS TRABALHOS, NO INTUITO DE AVALIAR TODAS AS ETAPAS
VIVENCIADAS. É O PROCESSAMENTO, O FECHAMENTO DAS QUESTÕES LEVANTAS
PELO GRUPO.
OBJETIVOS DAS TÉCNICAS
“PROMOVER APRENDIZAGEM DE DETERMINADOS CONTEÚDOS, SEJAM ELES DE NATUREZA COGNITIVA, AFETIVA E
SOCIAL.” (AMARAL, 2006)

• FACILITAR O TRABALHO EM GRUPO.


• SENSIBILIZAÇÃO.
• DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL.
• DESENVOLVIMENTO INTERPESSOAL.
• ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS.
• LUDICIDADE.
• CRIATIVIDADE.
• DESINIBIÇÃO.
• REFLEXÃO.
• COOPERAÇÃO.
• COMPETITIVIDADE SADIA.
• PARTICIPAÇÃO COLETIVA.
• MELHORA NA COMUNICAÇÃO ENTRE OS PARTICIPANTES, ENTRE OUTROS.

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