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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS

UNIDADE CURVELO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E MEIO AMBIENTE

A QUALIDADE DAS VIGOTAS


PRÉ-MOLDADAS DE CONCRETO
ARMADO EM CURVELO/MG:
ESTUDO DE CASO

Discente: Matheus Augusto Costa de Oliveira


Orientadora: Prof.Marcos Paulo Ramos

Novembro/2019
Roteiro
1. Introdução
2. Questão Norteadora
3. Justificativa
4. Objetivos
4.1. Geral
4.2. Específico
5. Revisão Bibliográfica
6. Materiais e Métodos
7. Resultados Esperados
8. Cronograma
Referências Bibliográficas
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Introdução
 Faz parte do cotidiano nacional notícias de tragédias na
construção civil;

 Devido a frequência dos sinistros é evidente que há


algum problema na concepção das estruturas, seja por
má execução da obra, erro de projeto ou baixa
qualidade dos materiais utilizados;

 Assim, esta pesquisa visa contribuir de forma prática


para o controle de um dos materiais recebidos no
canteiro de obras através de uma investigação de suas
características.

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Questão Norteadora

 Qual é a qualidade das vigotas pré-moldadas


de concreto armado utilizadas como método
construtivo na execução de lajes na cidade
de Curvelo/ MG ?

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Justificativa
 As vigotas pré-moldas de concreto armado tornaram-se
material praticamente obrigatório em todas as
pequenas obras brasileiras.
 As lajes executadas com esse material atendem à
necessidade de racionalização da construção civil,
apresentam um baixo custo, simples execução e
segurança ao usuário. Tornou-se uma solução mais
econômica e objetiva.

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Objetivo Geral
 Verificar a qualidade das vigotas pré-moldadas de
concreto armado, utilizadas como método construtivo
na execução de lajes, em Curvelo/MG.

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Objetivos Específicos
 Realizar pesquisa sobre os fornecedores/fabricantes das
vigotas pré-moldadas de concreto armado, utilizadas
como método construtivo na execução de lajes, em
Curvelo/MG;
 Submeter as vigotas pré-moldadas a um controle de
recebimento, o qual visa simular as condições em que o
material construtivo será inspecionado a fim de ser
aceito no canteiro de obras;

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Objetivos Específicos
 Efetuar o dimensionamento da laje, utilizado a vigota
pré-moldada, para três condições específicas de vão
para o mesmo carregamento;
 Analisar os resultados encontrados no estudo e
compara-los com o indicado pelo fornecedor.

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Objetivos Específicos
Pretende-se ainda:
 Verificar a resistência do
traço através de ensaio a
compressão;
 Investigar a resistência a
tração na flexão das
vigotas através de
ensaio.

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Revisão Bibliográfica
Elementos pré-moldados

É todo aquele elemento moldado previamente e


fora do local de utilização definitiva na estrutura. Ao
elemento pré-moldado é dispensada a exigência de
laboratórios e demais instalações congêneres
próprias para estabelecer o controle de qualidade.

• NBR 9062 (2017)

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Revisão Bibliográfica
Laje composta por elementos pré-moldados

As lajes pré-moldadas são chamadas também de


lajes nervuradas formadas por elementos pré-
moldados.
• EL DEBS (2017)

Conceito: As lajes nervuradas são as lajes


moldadas no local ou com nervuras pré-
moldadas, cuja zona de tração para momento
positivos esteja localizada nas nervuras entre as
quais pode ser colocado material inerte.
• NBR 6118 (2014)
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• Figura 1: Tipos de vigota e de elementos de enchimento empregados
nas lajes
• Fonte: EL DEBS (2017) 12
• Figura 1: Vigota de concreto armado comum
• Fonte: DROPPA JÚNIOR (1997)
13
• Figura 3: Esquema construtivo de lajes formadas por vigotas pré-
moldadas
• Fonte: EL DEBS (2017) 14
• Figura 4: Prédio de 6 pavimentos
executado com vigota pré-moldada
em Curvelo/MG.
• Fonte: Acervo Pessoal 15
Revisão Bibliográfica
Cálculo das lajes pré-moldadas

As lajes pré-moldadas devem ser calculadas segundo a


direção das nervuras, desprezadas a rigidez transversal e
a rigidez a torção. A espessura dos elementos pré-
moldados não pode ser inferior a 5 cm e quando menor
que 8 cm não podem conter armadura de compressão.

• NBR 6118 (2014)

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Revisão Bibliográfica
Cálculo das lajes pré-moldadas - Dimensionamento

Não é recomendado o dimensionamento das lajes pré-


moldadas utilizando tabelas.
As tabelas simplificam os cálculos, as quais não
relacionam a fissuração dos elementos estruturais, não
levam em consideração o Estado Limite de Deformação
Excessiva. Portanto as tabelas não são competentes na
estimativa da altura e armadura de uma laje.

• CARVALHO et al. (2005)

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Revisão Bibliográfica
Cálculo das lajes pré-moldadas - Dimensionamento

Ao se realizar o dimensionamento estrutural das lajes


pré-moldadas considerando a laje como viga deve-se
atender os requisitos mínimos para esse tipo de
estrutura.

• NBR 6118 (2014)

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Revisão Bibliográfica
Capa de concreto

A principal função da capa é garantir a distribuição dos


esforços atuantes no elemento estrutural, aumentar a
resistência, a flexão e nivelar o piso.
• FLÓRIO (2004)

O concreto utilizado no capeamento deve ser no mínimo


C20, ou seja, ter resistência característica a compressão
mínima de 20 MPa aos 28 dias. Somado ao exposto, a
espessura mínima da capa deverá ser de 3 cm
• NBR 6118 (2014)

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Revisão Bibliográfica
Vigotas pré-moldadas

As vigotas pré-moldadas de concreto armado de


seção T invertido são executadas em fôrmas
metálicas simples, em pequenas unidades de
produção, em locais sem instalação física robusta. É
limitado o uso desse tipo de vigota para lajes com
vão da ordem de até 5 metros

• EL DEBS (2017)

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Revisão Bibliográfica
Vigotas pré-moldadas

As vigotas pré-moldadas não são abordas em


normas técnicas. A NBR 14859 – Lajes pré-
fabricados de concreto (ABNT, 2016), específica
sobre o assunto, é dividida em três partes as quais
tratam somente dos elementos pré-fabricados. A
terceira parte da norma refere-se sobre a
fabricação, recebimento e utilização dos
componentes empregados na construção de lajes,
para qualquer tipo de edificação. Entretanto exclui
os elementos pré-moldados.
• NBR 6118 (2014)

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Materiais e Métodos
Estratégia de Pesquisa
Tabela 1 – Estratégia de Pesquisa
Revisão Bibliográfica
Lajes Pré-Moldadas Vigotas Pré-moldadas

Busca Por Fornecedores

Verificação Preliminar das Vigotas

Dimensionamento da Laje
Carregamento Vão de 3 metros Vão de 4 metros Vão de 5 metros
de 250 Kgf/m2

Análise dos Resultados


Considerações Finais
Fonte: Adaptado pelo autor. 22
Materiais e Métodos
Estratégia de Pesquisa
Tabela 2 – Estratégia de Pesquisa Complementar

Ensaios

Resistência à Compressão Axial Resistência à Tração na Flexão

Análise dos Resultados

Complementações Finais
Fonte: Adaptado pelo autor. 23
Materiais e Métodos
Materiais
 Vigotas pré-moldadas

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Materiais e Métodos
Ensaios Laboratoriais

Coleta dos • Agregado Natural


Agregados • Resíduo da Mineração de Quartzo

• Granulometria;
Determinação dos • Massa específica e absorção de água;
Parâmetros Físicos • Massa unitária solta;
• Impureza orgânicas.

Determinação • Compressão Axial;


dos Ensaios de • Compressão à Tração Diametral;
Resistência • Tração à Flexão.

Determinações da • Taxa de
Permeabilidade Infiltração

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Resultados Esperados

Tabela 4 – Resultados Esperados.

Resistência
Ensaio
Mecânica
Resistência à compressão axial ≥20 MPa
Resistência à tração por compressão
≥2 MPa
diametral
Resistência à tração na flexão ≥2 MPa
Permeabilidade ≥10-3 m/s
Fonte: ABNT NBR 16416: 2015.

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Cronograma
Tabela 5 – Planejamento de Execução do TCC II.

Etapa Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul

Revisão do projeto de pesquisa X


Coleta do agregado reciclado de quartzo X
Caracterização e identificação das propriedades
físicas do agregado natural e do agregado X X
reciclado de quartzo
Determinar o traço e produção do concreto X
permeável
Realização de ensaios de resistência mecânica e
X X
permeabilidade do concreto permeável
Apresentação e discussão dos resultados X X
Elaboração da monografia X X X X X
Revisão da monografia X
Apresentação do TCC para Banca Examinadora X
Fonte: Elaborado pela autora. 27
Cronograma
Tabela 5 – Planejamento de Execução do TCC II.

Etapa Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul

Revisão do projeto de pesquisa X


Coleta do agregado reciclado de quartzo X
Caracterização e identificação das propriedades
físicas do agregado natural e do agregado X X
reciclado de quartzo
Determinar o traço e produção do concreto X
permeável
Realização de ensaios de resistência mecânica e
X X
permeabilidade do concreto permeável
Apresentação e discussão dos resultados X X
Elaboração da monografia X X X X X
Revisão da monografia X
Apresentação do TCC para Banca Examinadora X
Fonte: Elaborado pela autora. 28
Referências Bibliográficas
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND. Pavimento intertravado permeável – melhores
práticas - ABCP. São Paulo, 2011.
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16416: Pavimentos Permeáveis de
Concreto – Requisitos e Procedimentos. Rio de Janeiro:ABNT, 2015.
 BATEZINI, Rafael. Estudo preliminar de concretos permeáveis com revestimento de pavimentos
para áreas de veículos leves. Dissertação (Mestrado) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Departamento de Engenharia de Transportes. São Paulo, 2013. p.133.
 CNI – Confederação Nacional da Indústria. Instituto Brasileiro de Mineração. Mineração Verde. Brasília. CNI,
2012. Cadernos Setoriais Rio +20. 69 p.
 FERGUSON, Bruce K. Porous pavements. Boca Raton: Taylor & Francis, c2005. xxii, 577 p., il. (Integrative
Studies in Water Management and Land Development).
 INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Diagnóstico dos Resíduos Sólidos da Atividade
de Mineração de Substâncias Não Energéticas. Relatório de Pesquisa – Brasília: IPEA. Brasília, 2012. 46 f.
 LOBATO, Emílio. (2009). Mineração Brasileira- Relatório técnico: perfil do quartzo. MME, Ministério de
Minas e Energia.
 PINTO, Liliane Lopes Costa Alves. O desempenho de pavimentos permeáveis como medida
mitigadora da impermeabilização do solo urbano. Tese (Doutorado) – Escola Politécnica da Universidade
de São Paulo. Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária. São Paulo, 2011.
 TAVARES, L.M.; KAZMIERCZAK, C.S. Estudo da influência dos agregados de concreto reciclado em
concreto permeáveis. Revista IBRACON DE ESTRUTURAS E MATERIAIS. Volume 9, numero 1 (fevereiro
2016) p.75 – 90 . ISSN 1983-4195.
 TUCCI, Carlos E. M. (Org.). Hidrologia: Ciência e Aplicação. 4. ed. Porto Alegre: UFRGS Ed., 2012. 943 p., il.
(Coleção ABRH de recursos hídricos; v. 4).

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OBRIGADA!

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