Você está na página 1de 29

APRESENTAÇÃO MULTIMÉDIA #12

TEMA II | EU
CAPÍTULO 1 | A COGNIÇÃO
→ APRENDIZAGEM

1
APRENDIZAGEM
APRENDIZAGEM
• MUDANÇA RELATIVAMENTE ESTÁVEL E DURADOURA DO COMPORTAMENTO OU DAS CAPACIDADES DO
INDIVÍDUO, ADQUIRIDA COMO RESULTADO DA OBSERVAÇÃO PRÁTICA, ESTUDO OU EXPERIÊNCIA E QUE SE
TRADUZ NUM AUMENTO DO SEU REPERTÓRIO DE COMPETÊNCIAS E SABERES.
• NÃO SE REDUZ A CONHECIMENTOS FACTUAIS.

• NÃO É SEMPRE CORRETA.


• NÃO É NECESSARIAMENTE INTENCIONAL E DELIBERADA.
• NÃO É DIRETAMENTE OBSERVÁVEL.
APRENDIZAGEM
• A APRENDIZAGEM IMPLICA SEMPRE A EXISTÊNCIA
DE MUDANÇAS RELATIVAMENTE PERMANENTES
NO COMPORTAMENTO OU NOS PROCESSOS
MENTAIS.
• ESTAS MUDANÇAS TERÃO DE SER ESTÁVEIS E DE
AFETAR O COMPORTAMENTO OU OS PROCESSOS
MENTAIS.
APRENDIZAGEM
• DE FORMA SIMPLES, PODEMOS DISTINGUIR ENTRE APRENDIZAGEM COMPORTAMENTAL E APRENDIZAGEM
COGNITIVA.

APRENDIZAGEM COMPORTAMENTAL APRENDIZAGEM COGNITIVA

Condicionamento Condicionamento Latente, através de Por observação e


Insight
clássico operante mapas cognitivos imitação

Exemplo:
Exemplo: cães de Exemplo: gatos de Exemplo: ratos de Exemplo: boneco
chimpanzés de
Pavlov Thorndike Tolman Bobo de Bandura
Köhler
CONDICIONAMENTO CLÁSSICO
CONDICIONAMENTO CLÁSSICO
• ALGUNS DOS PRESSUPOSTOS DO CONDICIONAMENTO
CLÁSSICO RESULTAM DA APLICAÇÃO PRÁTICA DAS
EXPERIÊNCIAS LABORATORIAIS DE IVAN PAVLOV COM CÃES.
• PAVLOV APRESENTOU AOS CÃES ESTÍMULOS DISTINTOS (POR
EXEMPLO, O SOM DE UMA CAMPAINHA) SEGUIDOS DE
IMEDIATO DE ALIMENTO OU DE UM ÁCIDO QUE OS FAZIA

IVAN PAVLOV
SALIVAR.

(1849-1936)
• CONSTATOU QUE, DEPOIS DE REPETIR SUCESSIVAMENTE A
ASSOCIAÇÃO ENTRE ESTÍMULOS, OS CÃES COMEÇAVAM A
SALIVAR DIRETAMENTE EM CONSEQUÊNCIA DO SOM, SEM
NECESSIDADE DA APRESENTAÇÃO DO ALIMENTO OU DO ÁCIDO.
… já que desencadeia Por outro lado, o som da
uma resposta campainha, antes do
O alimento é o estímulo
automática e condicionamento,
incondicionado (EI)…
incondicionada (RI): a designa-se estímulo
salivação do cão. neutro (EN)…

O adjetivo condicionado
À salivação em função do …e, após o
indica que o EC provoca
som da campainha condicionamento,
a RC exclusivamente
chamamos resposta estímulo condicionado
após um processo de
condicionada (RC). (EC).
aprendizagem.
Catarina Pires | Sara Barndão
CONDICIONAMENTO CLÁSSICO
ANTES DO
EN CONDICIONAMENTO,
O ESTÍMULO NEUTRO
NÃO PROVOCA
QUALQUER REAÇÃO
CONDICIONAMENTO CLÁSSICO
DEPOIS DO
EC CONDICIONAMENTO,
RC
O EC (APRENDIDO)
PROVOCA, SÓ POR SI,
A RC (APRENDIDA)
CONDICIONAMENTO OPERANTE
CONDICIONAMENTO OPERANTE
• RESPONSÁVEL PELA FORMULAÇÃO DA LEI DO EFEITO,
THORNDIKE DEFENDIA QUE OS COMPORTAMENTOS QUE

EDWARD THORNDIKE
PRODUZEM UM ESTADO DE COISAS SATISFATÓRIO SÃO
MANTIDOS (REFORÇADOS) ENQUANTO AQUELES QUE
GERAM UM ESTADO DE COISAS INCÓMODO OU NULO SÃO
ENFRAQUECIDOS OU ELIMINADOS.

(1874-1949)
CONDICIONAMENTO OPERANTE
• PARA REALIZAR A SUA PESQUISA, CONSTRUIU UMA CAIXA-
PROBLEMA: UMA CAIXA DE MADEIRA EQUIPADA COM UMA

EDWARD THORNDIKE
PORTA QUE PODIA SER ABERTA A PARTIR DE UM
MECANISMO SITUADO NO SEU INTERIOR.
• A LEI DO EFEITO PRESSUPÕE NÃO SÓ A LIGAÇÃO ENTRE O

(1874-1949)
ESTÍMULO E A RESPOSTA COMO TAMBÉM A SUA
RELEVÂNCIA PARA O PROCESSO DE APRENDIZAGEM E DE
COMPORTAMENTO.
AAVV. (2012). The
Psychology Book, p. 63
… o resultado pode A ligação entre a Londres: DK Publishing.
ser satisfatório ação e o
(como escapar de acontecimento
As respostas
uma jaula). reforça-se.
Quando um benéficas
animal permanecem
responde a gravadas; as que não
um trazem qualquer
estímulo,… benefício são
… o resultado pode A ligação entre a
rejeitadas.
ser insatisfatório ação e o
(como continuar acontecimento
preso na jaula). enfraquece.
CONDICIONAMENTO OPERANTE
• ASSUMINDO QUE AS CONSEQUÊNCIAS DE UM
COMPORTAMENTO SÃO MAIS IMPORTANTES DO QUE
QUALQUER ESTÍMULO QUE O PRECEDA, SKINNER

BURRHUS SKINNER
APROFUNDOU OS PRINCÍPIOS DO COMPORTAMENTO
OPERANTE.

(1904-1990)
• COM BASE EM DIVERSAS EXPERIÊNCIAS (SENDO AS MAIS
CONHECIDAS AS REALIZADAS COM RATOS COLOCADOS EM
CAIXAS COM UMA ALAVANCA), MOSTROU A DIFERENÇA
ENTRE REFORÇO POSITIVO E REFORÇO NEGATIVO.
CONDICIONAMENTO OPERANTE
• REFORÇO POSITIVO: QUANDO O RATO PRESSIONA A
ALAVANCA DA GAIOLA E RECEBE ALIMENTO, ELE AGE
SOBRE O MEIO E RECEBE UMA RECOMPENSA QUE

BURRHUS SKINNER
REFORÇA O SEU COMPORTAMENTO.
• REFORÇO NEGATIVO: QUANDO O RATO PRESSIONA A

(1904-1990)
ALAVANCA E SUSPENDE UM SOM ALTO OU
ELETROCHOQUES, ELE AGE SOBRE O MEIO E ELIMINA UM
ESTÍMULO AVERSIVO.
CONDICIONAMENTO OPERANTE
• SKINNER CLARIFICOU TAMBÉM OS PROCESSOS ASSOCIADOS À PUNIÇÃO, DISTINGUINDO ENTRE:
 PUNIÇÃO POSITIVA OU AVERSIVA (QUE ENVOLVE A APRESENTAÇÃO DE UM ESTÍMULO AVERSIVO EM
CONSEQUÊNCIA DE UM DETERMINADO COMPORTAMENTO).

 PUNIÇÃO NEGATIVA (QUE ENVOLVE A ELIMINAÇÃO DE UM ESTÍMULO EM CONSEQUÊNCIA DE UM


DETERMINADO COMPORTAMENTO).
• AO CONTRÁRIO DO REFORÇO, QUE PRETENDE AUMENTAR A FREQUÊNCIA DO COMPORTAMENTO, A
PUNIÇÃO VISA REDUZIR A SUA OCORRÊNCIA.
• NUM CASO E NO OUTRO, O POSITIVO E O NEGATIVO QUEREM DIZER ADICIONAR E ELIMINAR,
RESPETIVAMENTE, NÃO TENDO NADA A VER COM BOM OU MAU, PRAZEROSO OU DOLOROSO.
CONDICIONAMENTO OPERANTE
LEI DO EFEITO REFORÇO POSITIVO/REFORÇO NEGATIVO
APRENDIZAGEM POR INSIGHT
CONDICIONAMENTO OPERANTE
• PARA KÖHLER A APRENDIZAGEM NÃO RESULTAVA APENAS,
COMO PROPUNHA THORNDIKE, DE UM PROCESSO DE

WOLFGANG KÖHLER
TENTATIVA E ERRO, MAS TAMBÉM DO INSIGHT OU
COMPREENSÃO SÚBITA .
• A COMPREENSÃO SÚBITA DA LIGAÇÃO ENTRE ELEMENTOS

(1887-1967)
DE UMA MESMA SITUAÇÃO, É UM ELEMENTO CHAVE,
COMO DEMONSTROU NAS EXPERIÊNCIAS QUE REALIZOU
COM CHIMPANZÉS.
CONDICIONAMENTO OPERANTE
• PRESOS EM JAULAS, OS CHIMPANZÉS CONSEGUIAM VER
BANANAS E VARAS (EM ALGUMAS EXPERIÊNCIAS TAMBÉM

WOLFGANG KÖHLER
CAIXAS) QUE TINHAM QUE SER PERCEBIDAS COMO
ELEMENTOS DO MESMO PROBLEMA. SÓ ASSIM
CONSEGUIRAM USAR OS UTENSÍLIOS À DISPOSIÇÃO PARA
CHEGAR ÀS BANANAS.

(1887-1967)
APRENDIZAGEM POR INSIGHT
• EMBORA INICIALMENTE OS CHIMPANZÉS
NÃO FIZESSEM ASSOCIAÇÕES ENTRE OS
VÁRIOS ELEMENTOS, ATRAVÉS DA
REESTRUTURAÇÃO PERCETUAL LIGAVAM-
NOS SUBITAMENTE ENTRE SI (POR VIA DO
INSIGHT RESULTANTE DE VÁRIAS TENTATIVAS
QUE FORNECEM A ASSIMILAÇÃO DAS
REESTRUTURAÇÃO DO CAMPO PERCETUAL
RELAÇÕES ENTRE OS ELEMENTOS) E
RESOLVIAM O PROBLEMA.
APRENDIZAGEM LATENTE
APRENDIZAGEM LATENTE
• AS EXPERIÊNCIAS DE EDWARD TOLMAN, COM RATOS DE
LABORATÓRIO, DESAFIAVAM TAMBÉM A EXCLUSIVIDADE DA
APRENDIZAGEM COMPORTAMENTAL E MOSTRAVAM A

EDWARD TOLMAN
RELEVÂNCIA DOS PROCESSOS MENTAIS QUE ESTÃO NA BASE
DE MUITAS MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO.

(1886-1959)
• PARA TOLMAN ERAM CLARAS AS EVIDÊNCIAS DE UMA
APRENDIZAGEM LATENTE, BASEADA EM MAPAS
COGNITIVOS, COMO DEMONSTROU ATRAVÉS DE UM
GRUPO DE EXPERIÊNCIAS EM LABIRINTOS.
APRENDIZAGEM LATENTE
GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPOS 3
• Os ratos circulavam pelo labirinto • Os ratos circulavam pelo labirinto • Os ratos circulavam pelo labirinto
e não recebiam recompensa à e recebiam recompensa à saída. e não recebiam recompensa à
saída. • Cometiam poucos erros e corriam saída durante parte da
• Cometiam erros e demoravam a para o fim do labirinto. experiência.
sair do labirinto. • A partir de um certo momento
recebiam recompensa.
• Então, deixaram de cometer erros
e corriam para a saída.

• TOLMAN ACREDITAVA QUE OS RATOS QUE NÃO RECEBIAM RECOMPENSA TINHAM CRIADO MENTALMENTE O MAPA DO
LABIRINTO, MAS NÃO MANIFESTARAM ESTA APRENDIZAGEM LATENTE ATÉ O REFORÇO SER INTRODUZIDO NA EXPERIÊNCIA.
APRENDIZAGEM POR OBSERVAÇÃO
APRENDIZAGEM POR OBSERVAÇÃO E IMITAÇÃO
• BANDURA DEFENDIA A POSSIBILIDADE DE HAVER
MUDANÇA COMPORTAMENTAL SEM EXISTÊNCIA DE
REFORÇO DIRETO, ATRAVÉS DO QUE DENOMINOU REFORÇO

ALBERT BANDURA
VICARIANTE (O MODELO OBSERVADO TEM UM DADO
COMPORTAMENTO REFORÇADO).

(N. 1925)
APRENDIZAGEM POR OBSERVAÇÃO E IMITAÇÃO
• O REFORÇO VICARIANTE É PARTE DA TEORIA DE BANDURA
SOBRE A APRENDIZAGEM POR OBSERVAÇÃO, REUNINDO
ESTA QUATRO CONDIÇÕES PARA SER EFICAZ:

ALBERT BANDURA
• ATENÇÃO AO MODELO.
• RETENÇÃO DO QUE SE VIU OU OUVIU.
• REPRODUÇÃO OU IMITAÇÃO SEM ERRO.

(N. 1925)
• MOTIVAÇÃO PARA QUE O COMPORTAMENTO SEJA
INTEGRADO NO CONJUNTO DE RESPOSTAS DO SUJEITO, POR
EXEMPLO, A EXPECTATIVA DE UMA RECOMPENSA.
BIBLIOGRAFIA
• AAVV. (2010). Dicionário de Psicologia APA. Porto Alegre: Artes Médicas.
• AAVV. (2012). The Psychology Book. Londres: DK Publishing.
• GAZZANIGA, M. e HEATHERTHON, T. (2005). Ciência Psicológica. Porto Alegre: Artes Médicas.
• JIMÉNEZ, S. (1995). Procesos Psicológicos Básicos. Madrid: Universitas.
• NAVAS, J. M. M. e CANTERO, F. P. (2004). Procesos Psicológicos Básicos. Madrid: MacGrawHill.
• PINTO, A. (1997). Cognição, Aprendizagem e Memória. Porto: FPCE da Universidade Do Porto.