Você está na página 1de 34

TREINAMENTO HIGIENE OCUPACIONAL

USO DOS APARELHOS DE MEDIÇÃO


TERMOMETRO DE GLOBO E DOSIMETRO

ELCIMEY DE MELO BARBOSA


TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO
INSTRUTOR DE NR 12
INSTRUTOR DE NR 20
INSTRUTOR DE BRIGADA DE EMERGÊNCIA
RG: DRT/RR 000571
RG: 018/CIPI/DPST
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

DEFINIÇÃO

Calor pode ser definido como energia em trânsito decorrente da diferença de temperatura
entre dois corpos.

O trabalho em ambiente expostos a altas temperaturas acarretam no homem as seguintes


consequências:

 Fadiga;

 Queda de rendimento;

 Erros de percepção;

 Perturbações psicológicas.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Mecanismo de Transferência de Calor

 Condução - Quando os dois corpos em temperatura diferentes são colocados em


contato, haverá um fluxo de calor do corpo com temperatura maior para o de temperatura
menor. Este fluxo torna-se nulo, no momento em que as temperaturas dos dois corpos se
igualam.

 Condução-convecção - A troca térmica se processa como no caso anterior somente


que, neste caso, pelo menos um dos corpos é um fluído. Desta forma, a transição do calor
entre dois corpos provocará a movimentação do fluído.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Radiação - Quando dois corpos se encontram em temperaturas diferentes, haverá uma


transferência de calor, por emissão de radiação infravermelha, do corpo com temperatura
maior para o corpo com temperatura menor. Este fenômeno ocorre, mesmo não havendo
um meio de propagação entre eles. O calor transmitido através deste mecanismo é
denominado calor radiante.

 Evaporação - Um líquido que envolve um sólido em uma determinada temperatura


transforma-se em vapor, passando para o meio ambiente. Este fenômeno, denominado
evaporação, é função da quantidade de vapor já existente no meio e da velocidade do ar
na superfície do sólido.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
 Trocas Térmicas no Organismo Humano
O equilíbrio térmico do corpo humano é mantido através de mecanismo de ganho e perda
de calor, relacionados pela seguinte expressão matemática:
M ± C ± R - E = S, ou S = M ± C ± R ± E onde:
M= produção metabólica de calor.
C= calor ganho ou perdido por convecção.
R= calor ganho ou perdido por radiação.
E= calor perdido por evaporação.
S= calor acumulado no organismo (sobrecarga térmica).

 Diferenças entre conforto térmico e sobrecarga térmica


Tecnicamente não há um limite específico para se estabelecer à diferença entre as duas
situações.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Conceito legal de conforto térmico

A caracterização de conforto térmico é estabelecida pela NR-17 Ergonomia Portaria 3214/MTE.

 Condições ambientais de trabalho

Devem estar adequadas às características psico-fisiológicas dos trabalhadores e à natureza do


trabalho a ser executado.

Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e
atenção constante, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de
desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes
condições de conforto:

a) Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no
INMETRO.

b) Índice de temperatura efetiva entre 20 e 23°C.

c)Velocidade do ar não superior a 0,75 m/s.

d)A umidade relativa do ar não inferior a 40% (quarenta por cento).


HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

A avaliação de sobrecarga térmica é estabelecida pelo anexo nº 3 da NR-15

 Principais efeitos no organismo da Sobrecarga Térmica

 Exposição a altas temperaturas

A transmissão de calor ocorre no sentido ambiente-corpo. O organismo tende a aumentar


a temperatura interna resultando num processo chamado hipertemia. Para evitar esse
processo ocorrem os seguintes mecanismos:

Vasodilatação sanguínea

Ativação das glândulas sudoríparas (sudorese)

Aumento da circulação sanguínea periférica

Troca eletrolítica de suor

Morte por falha cardíaca quando a temperatura retal for superior a 41,7°C.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Conseqüências da hipertemia:
 Transtornos sistemáticos

 Câimbra por calor

 Esgotamento (Exaustão do calor)

 Desalinização (perda de íons de sódio)

 Deficiência circulatória

 Desidratação

 Choque Térmico

 Transtornos na pele
 Erupções

 Queimaduras (por radiação ultravioleta)

 Transtornos psiconeuróticos
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Avaliação de Calor

A avaliação de calor é baseada nas medições dos parâmetros que influenciam


diretamente na quantificação da sobrecarga térmica. São eles:
 Temperatura do ar

 Umidade relativa do ar

 Velocidade do ar

 Calor radiante

 Atividade exercida

Temperatura do ar

A quantidade de calor ganha ou perdida pelo corpo humano é proporcional a diferença de


temperatura entre o ambiente e o homem.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Avaliação

Deve ser medida com termômetro de mercúrio comum, mas de funcionamento


confiável, permitindo leituras até 1/10 de grau Celsius.

A leitura é feita quando o termômetro está estabilizado.

O contato com fontes radiantes, podem falsear os resultados, pois o bulbo do


termômetro é um elemento sensível a absorção de radiação.

 Para uma leitura correta é necessário

a) Utilizar um termômetro bem calibrado.

b) Esperar o tempo necessário· para que a coluna se estabilize ou criar uma corrente
de ar ao redor do bulbo.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Umidade Relativa

Umidade é o conceito relacionado a quantidade de vapor d'água adsorvida no ar. Em %


é a razão entre a quantidade de umidade de ar do ar e a quantidade máxima que ele
pode conter na mesma temperatura.

 Umidade Relativa do ar

Este parâmetro influencia a troca térmica entre o organismo e ambiente através da


evaporação.

 Avaliação

Utilizam-se dois termômetros de bulbo, sendo que um deles tem o bulbo recoberto de um
tecido de algodão limpo, que se mantém embebido em água destilada (termômetro de
bulbo úmido) e o outro idêntico ao de medição da temperatura do ar (termômetro de bulbo
seco). Os valores obtidos são transferidos para a carta psicrométrica (diagrama que
simplifica o estudo das propriedades do ar) e o resultado será a umidade relativa do ar.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Velocidade do ar

A variação de velocidade do ar implica num aumento do potencial da troca térmica.

No mecanismo da evaporação, a movimentação do ar próximo à superfície do corpo


implica numa sucessão de estágios de equilíbrio entre a pele e o ambiente.

Avaliação

A avaliação é feita principalmente com o auxílio de aparelhos denominados anemômetros


ou termoanemômetros.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Calor Radiante

É uma variável que influi de forma significativa no processo de sobrecarga térmica


quando no ambiente a ser avaliado, há a presença de fontes de radiação que emitem
considerável quantidade de energia no espectro infravermelho.

 Avaliação

A avaliação é realizada com o auxílio de um equipamento denominado termômetro de


globo.

O termômetro de globo consiste de uma esfera ôca de cobre com aproximadamente 15


cm de diâmetro e 1 mm de espessura pintado em preto fosco e um termômetro comum de
bulbo ou termopar localizado no centro do globo.

O globo absorve calor que é transmitido ao termômetro interno por convecção. As


leituras devem ser iniciadas após 30 minutos de estabilização.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
 Atividade Exercida
A quantidade de calor produzida pelo organismo é proporcional à atividade executada.
Na literatura encontram-se várias correlações entre atividades e carga térmica geral,
entretanto para efeito de cálculo considera-se a tabela do anexo 3 da NR-15.

 Índices utilizados nas avaliações


Os índices tratam de correlacionar de acordo com a natureza da exposição as variáveis
que influem nas trocas entre o indivíduo e o ambiente e dimensiona a magnitude do risco.

 Índices mais utilizados em HI:


 T.E. - Temperatura efetiva
 T.E.c. - Temperatura efetiva corrigida
 I.B.U.T.G .- Índice de bulbo úmido termômetro de globo
 I.S.T. - Índice de sobrecarga térmica.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

Todos os índices tratam de estabelecer os limites entre quais o intercâmbio térmico entre o
organismo e o meio ambiente externo, não suponha perigo ou risco para as pessoas.

O índice T.E. e T.E.c. são apropriados somente para a avaliação de conforto térmico pois
não consideram o tipo de atividade e o I.B.U.T.G e o I.S.T são usados para avaliações de
sobrecarga térmica.

A legislação brasileira através da Portaria 3214 estabelece o índice de Bulbo úmido -


Termômetro de Globo para avaliação de exposição ao calor. Este índice é baseado na
ponderação fracionada das temperaturas de globo, bulbo úmido e bulbo seco.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
A equação para o cálculo do índice, varia em função da presença, ou não de carga solar no
momento da medição.

 Ambientes internos ou externos sem carga solar:


 IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg

 Ambientes externos com carga solar:


 IBUTG = 0,7 Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs
 tbn -- temperatura de bulbo úmido natural
 tg -- temperatura de globo
 tbs - temperatura de bulbo seco
 Obs: Encontram-se disponíveis no mercado equipamentos eletro-eletrônicos que fornecem os
resultados diretamente e valores de IBUTG.

 Limites de tolerância:
Os Limites de Tolerância bem como os procedimentos de avaliação são estabelecidos pelo
anexo 03 da NR-15 Portaria 3214 - MTE.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 O índice de Bulbo úmido - Termômetro de Globo – IBUTG utilizado para a avaliação da


sobrecarga térmica é um método simples, baseado na combinação das leituras
provenientes dos termômetros de globo, bulbo úmido e seco, correlacionando
posteriormente a carga térmica ambiental com a carga metabólica do tipo de atividade
exercida pelo trabalhador.

 A NR 15 – Anexo 3, indica dois procedimentos para o cálculo do IBUTG, um para


ambientes internos (sem carga solar) e outro para ambientes externos (com carga solar
proveniente de fontes naturais ou artificiais).
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Os “LT” estabelecidos pelas tabelas do Anexo 3, variam de acordo com a existência de


descanso no próprio local de trabalho ou em outro local. Considera-se local de descanso
ambiente termicamente mais ameno com o trabalhador em repouso ou exercendo
atividade leve, onde “M” é a taxa de metabolismo média ponderada em uma hora.

 Além do estabelecido no Anexo 3 recomenda-se utilizar a metodologia estabelecida na


Norma NHT 01 para a avaliação da sobrecarga térmica com a presença ou não da carga
solar.

 Em relação à sobrecarga térmica, a exposição ao calor com valores de IBUTG superiores


aos “LT” será caracterizada como insalubre de grau médio, cabendo ao trabalhador o
adicional devido de 20% sobre o salário mínimo legal (regional).
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
 Ciclo de Trabalho - Conjunto das atividades desenvolvidas pelo trabalhador em uma seqüência
definida e que se repete de forma contínua no decorrer da jornada de trabalho.

 Ponto de Trabalho - Todo e qualquer local onde o trabalhador permanece durante o desenvol-
vimento de seu ciclo de trabalho.

 Situação Térmica - Cada parte do ciclo de trabalho, onde as condições ambientais são manti-
das constantes, de forma que os parâmetros a serem estabelecidos permaneçam inalterados.

 Limite de Tolerância - Representa as condições sob as quais se acredito que a grande maioria
dos trabalhadores possa ficar continuamente exposta, diariamente, sem sofrer efeitos adversos à
sua saúde.

 Temperatura de ponto de orvalho:é a menor temperatura a que o ar pode ser resfriado, sem
que ocorra alguma condensação de vapor de água ou umidade.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Eliminação / neutralização da Insalubridade

A insalubridade por calor só poderá ser eliminada através de medidas aplicadas no ambiente
ou reduzindo-se o tempo de permanência junto às fontes de calor, de forma que o “M” fique
compatível com o IBUTG.

A neutralização através de EPI’s não ocorre, pois não é possível determinar se estes reduzem
a intensidade do calor a níveis abaixo dos limites de tolerância, conforme prevê o artigo 191,
item II, da CLT. Os EPIs (blusões e mangas), muitas vezes, podem até prejudicar as trocas
térmicas entre o organismo e o ambiente. Entretanto, os EPIs devem ser sempre utilizados,
uma vez que protegem os empregados dos riscos de acidentes e doenças ocupacionais.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
 PROCEDIMENTO
Montagem do equipamento
Termômetro de globo (tg):
O termômetro de mercúrio deve ser fixado no interior do orifício da rolha e ambos inseridos no globo.
A rolha deve ser fixada no globo com certa pressão, a fim de não soltar durante o uso. A posição
relativa entre termômetro e rolha deve ser tal que, após montado no globo, o bulbo do termômetro
fique posicionado no centro da esfera.

b) Termômetro de bulbo úmido natural (tbn)


O termômetro de mercúrio deve ser montado na posição vertical acima do erlenmeyer, de forma que
sua extremidade inferior fique a 25 mm da borda do gargalo do erlenmeyer. Uma das extremidades
do pavio deverá ser sobreposta ao bulbo do termômetro, de modo que o envolva totalmente, e neste
fixada através de amarração com fio fino de cor branca. A outra extremidade deve ser inserido no
interior do erlenmeyer. (No momento do uso, o erlenmeyer deverá ser enchido com água destilada e
o pavio do termômetro ser totalmente umedecido).
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 PROCEDIMENTO

Montagem do equipamento

Termômetro de Bulbo Seco (tbs) composto de:

Um termômetro de mercúrio com escala mínima de + 10°C o + 150°C e precisão mínima de


leitura de ± - O,lºC.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

NOÇÕES DE CONTROLE COLETIVO E INDIVIDUAL

As medidas de controle podem ser relativas a:


Ambiente (Fonte / trajetória)

Trabalhador: Medidas de natureza - Médica / Administrativa / Segurança individual (uso de EPI)

Medidas de controle relativas ao ambiente:

Controle de fonte: Pode ser usada para controle do calor emitido por radiação ou
convecção.

Ex.: Para calor radiante são utilizadas barreiras, impedindo a propagação da radiação na
direção dos trabalhadores ou isolamento para redução da temperatura superficial.

Para as fontes de calor convectivas são adotados os métodos de extração localizada ou de


ventilação geral.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 NOÇÕES DE CONTROLE COLETIVO E INDIVIDUAL

 Controle de trajetória - Método de controle mais utilizado:

 Insuflação de ar fresco no local onde permanece o trabalhador:

O sistema mais adequado consiste em dimensionar a entrada de ar pela parte inferior, o


mais próximo possível do solo, de modo que iniciada primeiramente sobre o trabalhador
para posteriormente misturar-se com a corrente ascendente de ar quente e escapar por
aberturas localizadas na parte superior do local de trabalho.

Fator alterado: temperatura e velocidade do ar.

 Exaustão de vapores de água emanados de um processo.

Para que a água evapore de uma superfície qualquer, é necessário que sua pressão de
vapor seja maior do que a presão de vapor 'da água adsorvida no ar.

Fator alterado: umidade relativa do ar.


HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 NOÇÕES DE CONTROLE COLETIVO E INDIVIDUAL

 Utilização de barreiras entre a fonte e o homem.

Refletores - Alumínio / Aço fundido

Absorventes de Infravermelho- Ferro / Aço

Fator alterado: Calor radiante

 Aumento da distância da fonte

Fator alterado: Calor radiante, temperatura do ar.

 Automatização do processo.

Fator alterado: Metabolismo do trabalhador


HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 NOÇÕES DE CONTROLE COLETIVO E INDIVIDUAL

 Utilização de barreiras entre a fonte e o homem.

Refletores - Alumínio / Aço fundido

Absorventes de Infravermelho- Ferro / Aço

Fator alterado: Calor radiante

 Aumento da distância da fonte

Fator alterado: Calor radiante, temperatura do ar.

 Automatização do processo.

Fator alterado: Metabolismo do trabalhador


HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

 Aparelhos e suas nomenclaturas:

- Decibelímetro: Mede decibéis (logaritmo);

- Dosimetro → Audiodosimetro: mede dose de ruído;

- Psicrômetro → Mede quantidade de vapor de água contida na atmosfera (Umidade


relativa do Ar) - pressão – Pis em Pascal X 6,894757 x 10 -3);
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
DOCUMENTOS LEGAIS DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
 Constituição Federal, Cap. II (Dos direitos Sociais), art. 6º e 7º e seus incisos, dispõe, especificamente, sobre segurança
e saúde dos trabalhadores;

 CLT – dedica o seu Capítulo V à Segurança e Medicina do Trabalho, de acordo com redação dada pela Lei 6514
(22/12/77);

 MTE – por intermédio da Portaria 3.214 /78, aprovou as normas Regulamentadoras (NR) previstas no Cap. V da CLT.

 Lei nº 7.410, de 27/11/1985 – Dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança
do Trabalho, a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho, e dá outras providências.

 NR -27 Registro profissional do técnico de segurança do trabalho no Ministério do Trabalho;

Portaria nº 3.275, de 21/09/89 – Define as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho.

NR-4 Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT


HIGIENE DO TRABALHO

RUIDO
HIGIENE DO TRABALHO

RUIDO
HIGIENE DO TRABALHO

RUIDO
HIGIENE DO TRABALHO

RUIDO
HIGIENE DO TRABALHO

RUIDO
HIGIENE DO TRABALHO

RUIDO