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O envelhecimento em

Portugal
Nome: Inês Fernandes
Turma:12º Nº3
Professor: Pedro Costa
Curso:Técnico Auxiliar de Saúde
Disciplina: HSCS
Modúlo: 6576
Ano letivo: 2019/2020
Índice
 Introdução
 Idosos em Portugal
 Doenças nos idosos
 Doenças Mentais nos idosos
 Socializar
 Praticar exercício físico
 Exercitar o cérebro
 Sexualidade na terceira idade
 Mitos/ Barreiras sobre a sexualidade
 Problemas sexuais mais comuns
 Sugestões para melhor viver a sexualidade na 3ª idade
 Conclusão
 Webgrafia
Introdução
 Um estudo recente do Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que quase metade da população portuguesa
terá mais de 65 anos dentro dos próximos 60. Num momento em que Portugal foi classificado pela Organização
Mundial de Saúde como estando no bottom-down na Europa no que toca ao tratamento aos seus idosos.

 Foi ainda publicado um comunicado pela Guarda Nacional Republicana (GNR), o “Censos Sénior 2017”, que dá
conta de mais de 45 mil idosos sinalizados no ano passado por viverem sozinhos ou isolados, e dados de 2016
revelam que cerca de 40% da população portuguesa com mais de 65 anos se encontra sozinha durante 8 horas
ou mais por dia. Ou seja, quase um milhão de idosos está em situação de solidão ou isolamento, que afeta mais
homens que mulheres e está, em parte, associado ao nível de escolaridade.

 Estes números são, no mínimo, assustadores, já que a solidão e isolamento social dos mais velhos leva a
sofrimento, desinteresse pela vida e estados depressivos que podem ser fatais.
Continuação
 A população mundial está a envelhecer. Na maioria dos países, a percentagem do número de
pessoas idosas está a aumentar rapidamente, a par com uma diminuição no número de nascimentos.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de crianças continuará a descer
até ao final do século. Estima-se que, até 2050, o número de pessoas com mais de 60 anos triplique
de 400 milhões para mais de dois mil milhões. Apesar de este aumento refletir uma melhoria nas
condições de vida e das políticas de saúde na maioria dos países desenvolvidos, representa também
um desafio para a sociedade atual, que terá de se adaptar de modo a “maximizar a capacidade
funcional e a saúde” dos mais velhos, assim como a sua participação e integração social.
Idosos em Portugal
Em Portugal, a realidade não é diferente. Muitas vezes referido
como um dos países mais envelhecidos da União Europeia, 20%
da população portuguesa tem mais de 65 anos. Os dados
divulgados esta terça-feira pela Pordata  (uma base de dados
organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos), a
propósito do Dia Internacional do Idoso que se celebra a 1 de
outubro, ajudam a perceber melhor quem são e como vivem os
idosos portugueses.
Continuação
 Portugal é o quarto país da União Europeia com maior percentagem de idosos, logo a
seguir a países como Itália e Grécia. Desde os anos 60, o número de pessoas com mais
de 65 anos aumentou de cerca de 700 mil para mais de dois milhões, acompanhando a
diminuição do número de nascimentos. Na década de 70, por cada idoso com mais de 65
anos, existiam duas crianças com menos de 10. Atualmente, as estatísticas mostram
exatamente o oposto — por cada criança com menos de 10 anos, existem cerca de dois
idosos.
Continuação
 Em termos regionais e segundo dados de 2013, o distrito com maior número de idosos é Castelo Branco. A

maioria dos municípios mais envelhecidos encontra-se nas regiões da Beira Baixa e Beira Litoral, apesar

de Alcoutim, no distrito de Faro, ter a maior percentagem de pessoas idosas. Segundo dados divulgados pela

GNR, a propósito da operação “Censos Sénior 2014”, existem cerca de 34 mil idosos a viverem sozinhos ou

isolados, mais 5.766 do que no ano passado. Viseu, à semelhança do que tem sido detetado nos anos anteriores,

é o distrito com o maior número de pessoas idosas isoladas.

 O aumento do número de idosos significa também que os portugueses vivem cada vez mais tempo. Nos anos

1960, a esperança média de vida para as mulheres era de 66 anos e para os homens 60. Agora, aos 65 anos, as

mulheres podem esperar viver mais vinte anos e os homens mais dezassete, com o aumento da esperança média

de vida para 80 anos, segundo dados de 2012.


Doenças nos idosos
 Alzheimer

 Parkinson

 Cataratas

 Diabetes

 Cardiovasculares

 Cancro

 Osteoporose

 Surdez

 Depressão
Alzheimer

 Considerada como uma das doenças ligadas à terceira idade, visto que afeta maioritariamente pessoas com
mais de 65 anos, a doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global,
progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem,
pensamento, entre outras).

 Esta deterioração tem como consequências alterações no comportamento, na personalidade e na


capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas atividades de vida diária.

 Qualquer pessoa pode desenvolver a Doença de Alzheimer. No entanto, é mais comum acontecer após os 65
anos, pois, a taxa de prevalência da demência aumenta com a idade. A nível mundial, a demência afeta 1
em cada 80 mulheres, com idades compreendidas entre os 65 e 69 anos, sendo que no caso dos homens a
proporção é de 1 em cada 60. Nas idades acima dos 85 anos, para ambos os sexos, a Demência afeta
aproximadamente 1 em cada 4 pessoas.
Parkinson – Doença do cérebro

 A doença de Parkinson é uma doença degenerativa e progressiva do cérebro caracterizada por alterar os
movimentos, provocando tremor, rigidez dos músculos, lentidão dos movimentos e desequilíbrio. Esta
doença resulta da redução dos níveis de uma substância (dopamina) que funciona como um mensageiro
químico cerebral nos centros que comandam os movimentos.

 O diagnóstico desta doença depende da história clínica e da avaliação neurológica. Não existe nenhum
teste que permita um diagnóstico definitivo. Perante um quadro sugestivo desta doença, a realização de
um ensaio de tratamento com levodopa é útil. Se os sintomas melhorarem durante esse ensaio, a
probabilidade de se estar perante doença de Parkinson é elevada.
Cataratas – Doença da vista

 As cataratas são uma doença associada à vista e prejudica a visão. Carateriza-se pela perda progressiva da
transparência do cristalino (lente natural do olho) podendo afetar um ou dois olhos e podem evoluir com
ritmos diferentes em cada um deles.

 A maioria das cataratas relaciona-se com a idade, correspondendo a um processo degenerativo. Portanto, as
cataratas são mais comuns nas pessoas mais idosas, sendo, por isso, uma das doenças mais comuns nos idosos.
Em Portugal, estima-se cerca de 170.000 pessoas sofram de cataratas –  6 em cada 10 pessoas com mais de 60
anos apresentam sinais desta doença.

 Destacamos a Catarata senil ou da idade que, normalmente, desenvolve-se depois dos 65 anos. Por esse
motivo, é descrita como uma doença associada ao envelhecimento e muitas vezes conhecida como a “catarata
no idoso”.
Diabetes- doença relacionada com os níveis excessivos de açúcar

 A Diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no
sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose que acompanha os
alimentos. Para combater os níveis excessivos de açúcar, o pâncreas é o órgão do corpo humano
responsável pela produção de insulina – uma hormona que ajuda a controlar os níveis de açúcar
existentes no sangue.

 A pouca produção de insulina, a resistência à insulina, ou ambas, fazem com que a glicose se
acumule no sangue e, portanto, não cumpra o seu papel como principal fonte de energia para o
organismo. No caso de um idoso, este mau funcionamento pode ser fatal e é por isso que se deve
ter todos os cuidados para controlar da melhor forma a diabetes.
Doenças Cardiovasculares

 As doenças cardiovasculares afetam o sistema circulatório, ou seja, o coração e os vasos sanguíneos (artérias,
veias e vasos capilares). A maior parte das doenças cardiovasculares resulta de um estilo de vida inapropriado e
de fatores de risco modificáveis. O controlo dos fatores de risco é uma excelente  forma de reduzir as
complicações fatais e não fatais das doenças cardiovasculares.

 As doenças cardiovasculares (DCV) são de vários tipos, sendo as mais preocupantes a doença das artérias
coronárias (artérias do coração) e a doença das artérias do cérebro. Quase todas são provocadas por
aterosclerose, ou seja, pelo depósito de placas de gordura e cálcio no interior das artérias que dificultam a
circulação sanguínea nos órgãos e podem mesmo chegar a impedi-la. Quando a aterosclerose aparece nas artérias
coronárias, pode causar sintomas e doenças como a angina de peito ou provocar um enfarte do miocárdio. Quando
se desenvolve nas artérias do cérebro, pode originar sintomas como, por exemplo, alterações de memória,
tonturas ou causar um acidente vascular cerebral (AVC). As doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca
de 40% dos óbitos em Portugal, sendo igualmente responsáveis por uma elevada taxa de incapacidade.
Cancro na pessoa idosa
Cancro na pessoa idosa

 O cancro é conhecido por não escolher idades ou sexos. No entanto, e devido ao envelhecimento do
corpo, as pessoas idosas estão mais suscetíveis a esta doença, mesmo que não existam casos
anteriores na família. Existem vários tipos de cancro (próstata, mama, pulmão, entre outros) e o
tempo é determinante para combater esta doença. Quanto mais cedo for descoberto um cancro,
maiores serão as probabilidades de o tratar.
Osteoporose
Osteoporose – A doença silenciosa dos ossos

 A Osteoporose carateriza-se pela diminuição da massa óssea e pela alteração/deterioração da


qualidade estrutural do osso, levando a uma diminuição da resistência óssea e ao aumento do risco
de fraturas. Na maior parte das vezes, esta doença só é diagnosticada após a ocorrência de uma
fratura, por isso, é conhecida como a doença silenciosa dos ossos.

 As fraturas mais frequentes são as que ocorrem no quadril, na coluna e nos punhos e devem-se ao
enfraquecimento dos ossos que não têm resistência nem conseguem suportar o peso do corpo.
Surdez – Perda auditiva

 A surdez é uma consequência natural que ocorre durante o envelhecimento cujo o termo médico se
denomina por presbiacusia.

 Considerada como uma das doenças mais comuns nos idosos, quase metade dos idosos com mais de
75 anos têm dificuldades em ouvir, a surdez tem um enorme impacto sobre a qualidade de vida de
muitos idosos. Pode comprometer a comunicação verbal e o bem-estar do indivíduo, levando ao
isolamento e à depressão.

 Não é de se estranhar portanto, que a presbiacusia seja um dos mais importantes fatores de
desagregação social do idoso. Uma vez que com a diminuição da sensibilidade auditiva ocorre
também a redução na inteligibilidade da fala, produzindo um efeito devastador no processo de
comunicação verbal, afetando inclusive o convívio familiar.
Depressão
Depressão na terceira idade

 A depressão é uma das doenças mais comuns nos idosos. Trata-se de uma doença mental grave e
incapacitante que interfere no quotidiano do idoso e está frequentemente associada a um
sentimento de tristeza profunda e prolongada.

 Ter sentimentos depressivos faz parte do processo de envelhecimento, especialmente quando se


passa por uma situação ou experiência menos positiva. No entanto, se os sintomas se agravarem e
perdurarem mais de duas semanas consecutivas, é necessário procurar ajuda médica parar tratar
desta situação.
Doenças Mentais
Doenças Mentais de idosos
 Segundo o mais recente relatório global da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada 10 pessoas no mundo sofrem
de algum distúrbio mental. Esse dado representa 10% da população mundial – aproximadamente 700 milhões de pessoas –
que sofrem com a perda de uma parte da reserva funcional cerebral, o que os torna mais vulneráveis para lidar com o
estresse, relacionamentos interpessoais e até mesmo a qualidade de suas escolhas.

 De acordo com Edson Issamu, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o termo saúde mental descreve o
nível de qualidade cognitivo-emocional (capacidade de identificar sentimentos e emoções) de cada indivíduo, que interfere
no nosso bem-estar emocional, psicológico e social, afetando também o modo como pensamos, sentimos e agimos.

 No caso dos idosos, a geriatra Aline Thomaz explica que são muitos os fatores que influenciam na saúde mental, mas o
processo biológico do envelhecimento, por si só, não vem associado a qualquer doença, mas sim à diminuição das nossas
reservas funcionais. “Experiências de vida (trauma ou abuso), fatores biológicos e genéticos, fatores externos típicos da
vida moderna (como o estresse), problemas familiares e luto por perdas de pessoas próximas, além da frustração por não
poderem mais realizar algumas atividades que antes faziam parte do seu dia a dia.
Doenças Mentais nos idosos

 Depressão

 Bipolaridade

 Esquizofrenia

 Demência
Depressão
 “A condição leva a pessoa a se sentir desanimada, triste, desamparada, desmotivada ou
desinteressada pela vida em geral. Temos dois tipos de casos: a depressão reativa, ou seja, quando
esses sentimentos duram por um curto período de tempo e os sintomas desaparecem com a
resolução do problema que a ocasionou ou uma depressão maior, que perdura por mais de duas
semanas e interfere nas atividades do dia a dia, como cuidar da família, da vida social, do
desempenho profissional ou escolar, requerendo tratamento especializado”.
Bipolaridade
 “Também conhecido como doença maníaco-depressiva, é um transtorno mental que causa mudanças
drásticas e rápidas de humor, nos níveis de atividade e na capacidade de realizar as tarefas do dia a
dia. Ocorre alternância de episódios de euforia (mania) e de depressão, com intervalos de
normalidade. Tanto um episódio quanto o outro envolvem mudanças claras de humor e nos níveis de
atividade”.
Esquizofrenia
Esquizofrenia

 Uma doença cerebral crónica que afeta cerca de 1% da população mundial. Ela apresenta várias
manifestações, afetando diversas áreas do funcionamento psíquico que podem incluir delírios,
alucinações, problemas com o pensamento e concentração e falta de motivação.
Demência
Demência sem perda de autonomia

 Quando há um desempenho cognitivo, ajustado à idade e escolaridade, inferior ao esperado mas o


doente é capaz de realizar todas as tarefas que antes assumia, dizemos que tem um defeito
cognitivo ligeiro. Esta categoria representa um estado de transição entre a normalidade e a
demência, sendo que a conversão daquela para esta ocorre a um ritmo de 15% ao ano.
Demência

 Descreve um conjunto de sintomas que podem incluir perda de memória, dificuldades de linguagem
e pensamento, além de incapacidade para resolver os problemas. Muitas vezes, estas
mudanças são subtis na fase inicial da doença, mas irão progredir ao longo do tempo, afetando
fortemente o seu cotidiano. A pessoa pode apresentar mudanças em seu humor e comportamento e
chegar ao ponto de não mais conseguir cuidar de si mesma.

 A depressão e a ansiedade podem melhorar com tratamento e, em muitos casos, o paciente


recupera completamente, podendo obter a cura. Há tratamentos com medicamentos específicos e
psicoterapia que, especialmente juntos, são muito eficazes. Já o Alzheimer e a
Esquizofrenia são doenças incuráveis que podem ser controladas, porém tem caráter progressivo e
irreversível.
Que funções se podem perder com a Demência?

Os principais domínios cognitivos que podem ser afetados pela demência são: 

 a capacidade de organização, planeamento, decisão e julgamento (funções executivas);

 a capacidade de reter e evocar informação (memória);

 a capacidade de expressão e compreensão verbal (linguagem); 

 a capacidade de reconhecer pessoas e objetos (gnose),

 a capacidade de orientação no espaço e de produzir sequências de atos motores (praxis).


Como se classificam as Demências?

São várias as classificações utilizadas para as demências, sendo que uma das que se mostrou
clinicamente mais útil as divide em:

 Demências primárias (degenerativas, em que a demência é a própria doença)

 Demências secundárias (em que há outra doença que se manifesta por demência)
Demências mais comuns

As principais demências são as seguintes:

 Doença de Alzheimer (que representa cerca de dois terços de todos os casos),

 Demência frontotemporal,

 Demência com corpos de Lewy,

 Demência vascular (destas, a única secundária).


Taxa de prevalência da Demência

 No que toca à frequência das demências, os dados epidemiológicos mais abundantes referem-se à
doença de Alzheimer. A taxa de prevalência desta doença, que aumenta exponencialmente com a
idade, varia de até 1% aos 60-65 anos a quase 50% acima dos 90 anos, estimando-se um total
superior a 150 mil doentes em Portugal e 35 milhões em todo o mundo.
Acompanhamento do idoso
 O processo de envelhecimento não é um processo fácil. É inevitável que o corpo e a mente mudem
à medida que os anos vão passados. As funções dos órgãos começam gradualmente a diminuir, assim
como acontece com a força muscular, e até os neurónios começam a querer reformar-se. A perda
de independência e autonomia dos idosos, tal como a solidão, podem ser uma realidade caso
não se tomem medidas.

 Portugal vive um tempo de envelhecimento populacional que não vai parar tão cedo. A falta de
acompanhamento desta parte da população é um problema. Os idosos nem sempre podem contar
com os filhos, aqueles que os têm, nem contratar um profissional de saúde.
Socializar
Socializar

 A socialização é dos factores mais importantes durante toda uma vida e a terceira idade não é
diferente. Muitos idosos acabam por ficam na solidão em fim de vida isso pode levar a problemas
mais sério. A socialização ajuda a manter o cérebro activo e sem ela outras doenças, como a
demência ou a depressão, podem aparecer.

 Para combater a solidão é importante manter o idoso ativo dentro de uma comunidade. Podem
ser grupos de voluntariado ou até mesmo simples idas ao café. Atualmente já existem grupos de
actividades presenciais que os podem ajudar a conviver com outras pessoas. Desde grupos de
exercício físico à universidade sénior, não faltam opções.

 A autonomia dos idosos passa por quererem realizar tarefas por eles. A socialização pode ser a
motivação perfeita para que isso aconteça.
Praticar exercício físico
Praticar exercício físico

 O desporto pode e deve ser praticado toda a vida para facilitar a chegada à terceira idade. Contudo,
o processo de envelhecimento não dá para ser travado. Por essa mesma razão o exercício físico na
terceira idade deve regulado e aplicado às necessidades de cada idoso. É importante executar,
essencialmente, os gestos necessários ao auto-cuidado. As caminhadas também são das melhores
opções para manter o corpo ativo. Este exercício trata a circulação e mantém os pulmões a
funcionar, para além de todo o aparelho muscular.

 O exercício físico é das melhores opções para manter a independência e a autonomia dos idosos.
Desta maneira continuam a conseguir cumprir com as tarefas diárias sem precisar da ajuda de
terceiros
Deixar que o idoso faça as suas tarefas
Deixar que o idoso faça as suas tarefas

 Certas tarefas, como tomar banho, cozinhar ou sair do carro podem tornar-se mais demoradas e até
difíceis. Por esta razão, muitos cuidadores têm a necessidade de ajudar em demasia o idoso.

 É fundamental que esta ajuda seja apenas em questões de segurança, para que a pessoa não deixe
de fazer as suas tarefas normais.

 É também natural que, depois de algum tempo sem realizar uma dada tarefa, o idoso se mostre
receoso de a voltar a fazer. Mostrar e dar-lhe confiança é a melhor forma de as executarem
novamente. É também essencial manter uma rotina que os incentive a mexerem-se dentro da
própria casa, por exemplo.
Comer bem e saudável

 Uma alimentação saudável é essencial para afastar problemas de saúde, mas é também regular os
idosos deixarem de ingerir os nutrientes que necessitam. São vários os factores que permitem que
isto aconteça, como uma doença ou até o simples facto de estarem sozinhos e não terem paciência
para cozinharem uma refeição completa. Para os ajudar a ter uma alimentação saudável é
recomendado fazer um calendário de refeições, por exemplo.
Exercitar o cérebro
Exercitar o cérebro

 O cérebro é dos órgãos que mais precisa de exercício. Tal como foi dito acima, a solidão pode levar
a doenças psicológicas como a depressão e a demência. Mas nem tudo se resolve com
socialização, o cérebro precisa de outros estímulos para não perder capacidades. Voltar a
estudar pode ser uma boa opção, ingressando numa universidade sénior. No caso do idoso não poder
sair de casa, deve incentivar-se à leitura, à escrita e ao cálculo de forma a manter certas funções
do cérebro, como a lógica.

 É através dos estímulos cerebrais que se consegue a autonomia dos idosos. Desta forma conseguem
tomar decisões por eles próprios durante muito mais tempo.
E por último… considerar o que os idosos querem

 Se o objectivo é dar autonomia aos idosos, então é imperativo que se tenha em conta os desejos
deles. Sempre com a segurança do mesmo em mente, deve deixar-se que o idoso tome a sua decisão
e funcionar a partir daí. Se o idoso não quiser ir viver para um lar, pode contratar-se alguém que
lhes faça visitas ou que lhes leve as refeições, por exemplo.
Sexualidade na terceira idade
 O conceito de sexualidade é um conceito complexo que, segundo a Organização Mundial de
Saúde (2001), pode ser definido como uma energia que nos motiva para encontrar amor, contacto,
ternura e intimidade; ela integra-se no modo como sentimos, movemos, tocamos e somos tocados,
é ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. A sexualidade influencia pensamentos,
sentimentos, acções e interações e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.

 Assim, sendo a sexualidade parte integrante do ser humano e tendo em conta o aumento da
esperança média de vida e o envelhecimento progressivo da população, a abordagem da sexualidade
na 3ª idade é fulcral.
Mitos/Barreiras sobre a sexualidade na terceira idade

Há mitos que não têm qualquer fundamento científico e que é necessário eliminar, a saber : o
 idoso não está interessado em sexo; as alterações hormonais que ocorrem durante e após a menopausa
tornam a atividade sexual desconfortável na mulher; para ter uma vida sexual completa tem que haver
coito/ penetração.

Por outro lado, existem diversas barreiras à expressão e/ou vivência da sexualidade, muitas delas
comuns a todas as idades, como, por exemplo:

o Mudanças Fisiológicas (“quando o corpo muda”); Falta de Privacidade; Doença (doença


cardiovascular, artrite, artrose…) e impotência; Falta de parceiro sexual; Não se sentir atraente;
Preconceitos sociais e mitos.
Problemas sexuais mais comuns:
 MULHER 
 Dor na penetração;
 Diminuição da lubrificação vaginal;
 Diminuição/ falta do desejo sexual;
 Ausência de orgasmo;
 Vergonha do corpo envelhecido.

HOMEM
 Diminuição do desejo sexual;
 Menor rigidez na ereção ou ausência de ereção (disfunção erétil);
 Ejaculação precoce/ diminuição da força da ejaculação/ ausência de ejaculação (disfunção ejaculatória);
 Medo de falhar na relação sexual.
Sugestões para melhor viver a sexualidade na
3ª idade:
 É essencial a comunicação e a compreensão das limitações e dificuldades mútuas;

 Aceitar as limitações e aproveitar as funções que permanecem;

 Minimizar os efeitos da dor, usando lubrificantes e escolher as posições sexuais mais


confortáveis;

 Explorar outras formas de sexualidade (Abraço, carícia, beijo, estimulação genital manual;
fantasias sexuais; massagens);

 Usar o preservativo em relações casuais para prevenir infecções sexualmente transmissíveis!


O número de infecções sexualmente transmissíveis (por exemplo, a SIDA, a sífilis e a
gonorreia) nos idosos tem aumentado significativamente nos últimos anos!
Conclusão
O objetivo deste trabalho foi realizar uma pesquisa/estudo sobre o envelhecimento em Portugal.
Aprendi o que é envelhecer, doenças relacionadas, atividades que se podem fazer nesta idade.

Foi um tema interessante para trabalhar, uma vez que, também nós vamos envelhecendo e temos
de saber o que nos espera e também porque lidamos todos os dias com os nossos avós, vizinhos ou
pessoas que nos são próximas.
Webgrafia
 https://observador.pt/2014/09/30/quem-sao-e-como-vivem-os-idosos-em-
portugal/
 https://blog.stannah.pt/vida-saudavel/as-9-doencas-mais-comuns-nos-
idosos/#alzheimer
 https://pt.blastingnews.com/saude/2017/01/as-doencas-mentais-estao-
relacionadas-com-a-idade-001403479.html
 https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/demencia
 https://www.masterd.pt/noticias/potencializar-autonomia-dos-idosos/
 http://metis.med.up.pt/index.php/Sexualidade_na_terceira_idade

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