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SEMINÁRIO DE CORROSÃO

GRUPO 2

Caio Ferreira de Oliveira Lima


Ray Nascimento Lande
SEMINÁRIO DE CORROSÃO

SUMÁRIO
1. CORROSÃO EM SUBSTÂNCIAS FUNDIDAS:

• 1.1 INTRODUÇÃO;

• 1.2 TEORIA;

• 1.3 EXEMPLOS PRÁTICOS.


SEMINÁRIO DE CORROSÃO

SUMÁRIO
2. CORROSÃO EM SOLVENTES ORGÂNICOS:

• 2.1 INTRODUÇÃO;

• 2.2 TEORIA;

• 2.3 EXEMPLOS PRÁTICOS.


SEMINÁRIO DE CORROSÃO

SUMÁRIO
3. CORROSÃO EM MADEIRAS E POLÍMEROS:

• 3.1 INTRODUÇÃO;

• 3.2 TEORIA;

• 3.3 EXEMPLOS PRÁTICOS.


CORROSÃO EM SUBSTÂNCIAS FUNDIDAS

1.1 INTRODUÇÃO
• Certas substâ ncias, quando em temperaturas elevadas, fundem e
podem produzir corrosão nos recipientes metálicos em que estão
colocadas. Nesse caso, deve-se levar em consideração o fato de que
são usados, industrialmente, diversos banhos de sais fundidos, como
em tratamentos térmicos. Esses banhos consistem, em sua maioria,
em misturas de nitratos, carbonatos, cianetos ou halogenetos de
metais alcalinos ou alcalino-terrosos, que geral- mente solubilizam
óxidos de outros metais. Daí não haverá proteç̧ão pela camada de
óxido, pois essa é retirada, solubilizando-se no sal fundido;

• A corrosão ocasionada por esses meios corrosivos está ligada ao fato


do material metálico ser solúvel no composto ou no metal fundido. No
caso de metais fundidos tem-se a formação de ligas ou de compostos
intermetálicos. No caso de compostos fundidos pode-se ter também o
ataque do material metálico por ação de oxidação.
CORROSÃO EM SUBSTÂNCIAS FUNDIDAS

1.2 TEORIA
• Em alguns casos, esses sais reagem com os metais da liga, podendo
apresentar efeitos benéficos ou prejudiciais. Assim, em banhos
contendo borato, pode ocorrer ação sobre um constituinte da liga,
como, por exemplo, alumínio, resultando na absorção de boro pela
liga:

B2O3 + 2Al  Al2O3 + 2B

• Pode-se incluir, a cementação líquida, onde as peças de aço são


colocadas em banho de sais fundidos em cuja composição encontra-se
geralmente cloreto de bário, cianeto de bário, cloreto de sódio e
carbonato de sódio obtendo-se assim,uma camada superficial de
cementita (Fe3C):

Ba(CN)2 + 3Fe  Fe3C + BaCN2


CORROSÃO EM SUBSTÂNCIAS FUNDIDAS

1.2 TEORIA
• No caso de compostos fundidos, pode-se ter também o ataque do
material metálico por ação de oxidação, como nos casos de ataque do
metal (M) por hidróxido de sódio, NaOH, ou por nitrato de sódio, NaNO3
ou Na2O fundidos:

2NaOH + M  Na2O + MO + H2
2NaNO3 + 3M  Na2O + 3MO + 2NO

Na2O + Mg MgO + 2Na


CORROSÃO EM SUBSTÂNCIAS FUNDIDAS

1.2 TEORIA
• No caso de a substâ ncia fundida ser um metal, poderá ocorrer uma
dissolução física com formação de uma liga, composto intermetálico ou
penetração do metal líquido nos contornos dos grãos do material
metálico. O sódio metálico tem sido muito usado, em reatores
nucleares, como refrigerante líquido em temperaturas elevadas.
Procura-se controlar o teor de oxigê nio no sódio, pois a corrosão
aumenta consideravelmente quando o teor de oxigê nio se eleva para
0,1% em peso. Há formação de óxido de sódio, Na2O, que reage,
segundo as possíveis reações, com os aços:

Fe + Na2O FeO + 2Na

FeO + 2Na2O  (Na2O)2 + FeO

3Na2O + Fe  (Na2O)2 . FeO + 2Na


CORROSÃO EM SUBSTÂNCIAS FUNDIDAS

1.3 EXEMPLO
CORROSÃO EM SOLVENTES ORGÂNICOS

2.1 INTRODUÇÃO
• Como os solventes orgâ nicos são compostos com ligações covalentes
e portanto não são considerados eletrólitos, os casos de corrosão
originados por eles ficam mais relacionados com a presença de
impurezas que podem existir nos mesmos, tornando-os corrosivos para
determinados materiais metálicos. Assim, é bem conhecida a ação da
água aquecida ou do vapor d’água sobre alguns solventes clorados
como clorofórmio, dicloroetano, tricloroetileno, cloreto de metileno e
tetracloreto de carbono, produzindo hidrólise dos mesmos, com
formação de ácido clorídrico e ocasionando corrosão dos materiais
metálicos. Devido a este fato, são usados no desengraxamento, com
vapor de solvente, de peças metálicas, solventes clorados estabilizados,
isto é, contendo inibidor de corrosão.
CORROSÃO EM SOLVENTES ORGÂNICOS

2.2 TEORIA
Foram analisados casos de corrosão em solventes orgâ nicos, e foi
concluido que a fenomenologia se assemelha aos casos verificados em
meio aquoso, observando:

• mecanismo eletroquímico semelhante ao verificado em meio aquoso;

• mecanismo químico envolvendo reação direta entre o metal e o


solvente.
CORROSÃO EM SOLVENTES ORGÂNICOS

2.2 TEORIA
• Um solvente muito comum que é utilizado em grande escala em
motores de combustão interna é o álcool etílico (etanol);

• Este fato tornou necessário e urgente um estudo sobre a resistê ncia à


corrosão dos materiais utilizados nas usinas de produção de etanol, no
transporte, armazenamento e nos motores e componentes de veículos
automotivos. Neste estudo foram consideradas as propriedades, bem
como as impurezas que podem existir no álcool e torná-lo mais
corrosivo, tais como água, ácido acético, aldeídos, álcoois superiores,
ésteres, íons metálicos e não metálicos e etc.
CORROSÃO EM SOLVENTES ORGÂNICOS

2.2 TEORIA
O etanol pode apresentar as seguintes propriedades:

• aquecido a 300-325°C, em presença de Cu, Cu-Cr ou Cu-Ni, forma


aldeído acético e hidrogê nio;

• reage com oxigê nio, a 400-600°C, em presença de Cu ou Ag,


podendo formar aldeído acético e ácido acético;

• semelhantemente à água, pode funcionar como um ácido ou base


fraquíssimos.
CORROSÃO EM SOLVENTES ORGÂNICOS

2.2 TEORIA
Equação do etanol:

HOHH++ OH- (K=2x10-16)


C2H5OH  H+ + C2H5O- (K=10-18)

• reage com metais como K, Na, Mg, Al e Zn, dando os respectivos


alcoolatos ou etóxidos:

nC2H5OH + M  (C2H5O)nM + n/2H2


(M = K, Na, Mg, Al, Zn)
CORROSÃO EM SOLVENTES ORGÂNICOS

2.2 TEORIA
Com o avanço tecnológico e de pesquisas se desenvolveu uma escolha
adequada de materiais metálicos para uso em motores e componentes de
automóveis que tê m contato com o etanol, ou produtos derivados de sua
decomposição, permitindo o desenvolvimento cada vez maior da aplicação
do etanol como combustível. Quando se usavam carburadores em veículos
automotivos movidos a álcool etílico ou etanol, a corrosão dos
carburadores foi evitada revestindo esses componentes com níquel.
CORROSÃO EM SOLVENTES ORGÂNICOS

2.3 EXEMPLO:
CORROSÃO EM MADEIRAS E POLÍMEROS

3.1 INTRODUÇÃO
• Embora não sejam muito frequentes casos de corrosão associados com
madeira e plásticos, deve-se considerar a possibilidade de tais
materiais sofrerem decomposição, originando produtos corrosivos.
CORROSÃO EM MADEIRAS E POLÍMEROS

3.2 TEORIA
Assim, a madeira pode emitir vapores corrosivos, geralmente constituídos
de ácido acético, provenientes da hidrólise de substâ ncias orgâ nicas,
como polissacarídeos acetilados. Embora haja, também, formação de
pequenas quantidades de ácidos fórmico, propiô nico e butírico, o ácido
acético é o maior responsável pela ação corrosiva. Em alguns casos a
madeira sofre tratamento com preservativos para evitar sua
decomposição por ação microbiológica, e entre esses preservativos
existem alguns à base de sais de cobre (arsenito, naftenato etc.). Nesse
caso, pode-se ter a lixiviação de íons de cobre e os mesmos podem
originar corrosão galvâ nica em materiais metálicos como alumínio, zinco
e aço, quando em contato com essa madeira.
CORROSÃO EM MADEIRAS E POLÍMEROS

3.2 TEORIA
• No caso de plásticos, pode-se ter a formação de vapores corrosivos
originados por decomposição, geralmente térmica ou, em alguns casos,
microbiológica;

• Os plásticos contendo compostos orgânicos halogenados são os que


formam produtos mais corrosivos quando decompostos termicamente.
CORROSÃO EM MADEIRAS E POLÍMEROS

3.3 EXEMPLO
• poli (cloreto de vinila) (PVC) — Aquecido a 70 – 80ºC desprende cloreto
de hidrogê nio, HCl(g), que em presença de água forma ácido
clorídrico, tornando o meio bastante corrosivo. Pode também sofrer
decomposição quando irradiado com luz ultravioleta, tornando-se
corrosivo em temperatura ambiente;

• politetrafluoretileno(teflon)— Aquecido em temperaturas elevadas,


acima de 350°C, desprende fluoreto de hidrogê nio, HF(g), que em
presença de água forma o ácido fluorídrico.
CORROSÃO EM MADEIRAS E POLÍMEROS

3.3 EXEMPLO