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ORQUESTRANDO O SOM:

EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO
EM MÚSICA.
Orquestra: Origem
 A palavra orquestra tem origem grega, e significa
"lugar para dançar“ (era o espaço entre palco e
público, ocupado pelo coro, pelas danças e pelos
instrumentistas).

 Hoje designa um corpo de instrumentistas reunidos


com o intuito de executar uma obra musical.

 Berço: Europa
Hierarquia
 Maestro (função)
 Spalla (função)
 Chefe de Naipe de cada família: Cada secção tem um solista (ou principal)
que será o protagonista dos solos e da liderança do grupo.

 Cordas vêm na frente (harpa violino, viola, violoncelo e contrabaixo);

 Sopros de madeira (flauta, flautim, clarinete, oboé, fagote, corno inglês,


clarone, saxofone e contrafagote)

 Sopros de metal (trompete, trompa, trombone e tuba);

 Percussão atrás: tímpano, caixa, prato, pandeiro, triângulo, bumbo,


vibrafone, carrilhão, castanhola, dentre outros;

 Teclados: o órgão é considerado um instrumento independente da


orquestra; o cravo é usado apenas nas orquestras barrocas e o piano,
apenas como instrumento solo, assim como o violão.
Orquestra: Configuração
 Configuração diferentes configurações ao longo dos
séculos. A orquestra padrão segue um conjunto de
diretrizes . Hoje possui pequenas variações e os
músicos são dispostos em semicírculo.

 Depende: da música, do espaço, da acústica,


preferências do condutor, que pode mover
instrumentos baseados na preferência pessoal e /ou
a qualidade do som
Sinfônica X Filarmônica
 Diferença: maneira como se constitui jurídica e
administrativamente

 A palavra sinfônica indica um repertório composto


por sinfonias e serve pra representar grupos musicais
mantidos pelo poder público

 Orquestras Filarmônicas são financiadas por


empresas ou grupos de pessoas, amantes ou
amadores da música (privada).
Como surgiu a orquestra e o
que foi o período barroco?
A orquestra é uma formação para muitos instrumentistas, regida por um maestro e, de modo
geral, voltada para execução de música erudita. Os naipes da orquestra são cinco: Cordas,
madeiras, metais, percussão e instrumentos de teclas.

O surgimento da orquestra

A orquestra começou a ganhar forma no Século XVI, durante o período barroco(1600-1750). Até
então o termo orquestra era associado a qualquer grupo de instrumentos que tocassem juntos,
formados de forma aleatórias. Durante o século XVII, entretanto, o aperfeiçoamento dos
instrumentos de corda, principalmente, acabou fornecendo o que seria a base da orquestra
atual. Nesse contexto, o violino adquiriu grande destaque, graças ao excelente trabalho de
artesãos como os das famílias Amanti, Guarnieri e Stradivari. Com este núcleo formado, os
compositores acrescentavam outros instrumentos de acordo com a necessidade da peça,
individualmente ou em duplas. Flautas, oboés, fagotes e trompas. Às vezes acrescentavam-se
os trompetes e os tímpanos.
Como surgiu a orquestra e o
que foi o período barroco?
Embora possamos dizer que a orquestra barroca serviu de
base para orquestra como a conhecemos, esta não possuía,
nem de longe, a estrutura de uma orquestra sinfônica
moderna.

Durante o período clássico (1750-1810) a orquestra ganhou


uma forma mais elaborada. No início, o cravo e o órgão
ainda faziam parte da formação, sendo substituído, tempos
depois, por instrumentos de sopro, especialmente as
trompas. Os compositores passaram a utilizar
conjuntamente flautas e oboés, dois fagotes e em certas
ocasiões, dois trompetes e um par de tímpanos. A
orquestra era, porém, bem menor que a formação atual.
Formação de uma orquestra no
final do Século XXII
Uma ou duas flautas
Dois oboés
Duas clarinetas
Dois fagotes
Duas trompas
Dois trompetes
Dois tímpanos
Cordas
Órgão ou cravo contínuo. (Primeiro anos)

As clarinetas já faziam parte da orquestra nesta época, quando as madeiras se


tornaram uma seção independente da orquestra.
Para que serve o maestro ?
O regente da orquestra, ou maestro, é o condutor do processo de execução da
obra musical. Por mais que o compositor tenha deixado instruções na partitura
sobre como a peça deverá ser apresentada, cabe ao maestro unificar essas
ideias, ampliá-las e dar vida àquele monte de notas escritas no papel. a peça
com antecedência para marcar e decorar todas as informações gráficas da
partitura, como as repetições e modulações tonais.
Analisar o caráter da peça – o maestro deve transmitir instruções aos músicos
sobre o modo de execução dos trechos, alcançando as emoções que farão
daquela música um obra única, dando-lhe vida e brilho.
Determinar andamentos – cabe ao regente conduzir os andamentos, se rápido
ou lento, e em que momentos a peça pode acelerar ou retardar).
Determinar a intensidade – o maestro irá cuidar para que o volume da obra se
adéque ao seu caráter. Em que momento a peça deverá ser tocada com um
fortíssimo ou um pianíssimo, e mais ainda; determinar qual será esse grau de
intensidade, já que isso é muito subjetivo, e não seria possível deixar que os
próprios instrumentistas decidissem esse item.
Para que serve o maestro ?
Conduzir os ensaios – com todos os detalhes na mente, o maestro dará vida à peça
através de exaustivos ensaios, até que seu objetivo seja alcançado. Em alguns
casos, o maestro se torna quase tão importante quanto o compositor, fazendo parte
de uma elite musical quase intocável. Diz-se por aí que poucas pessoas possuem
maior síndrome de divindade que um maestro. Será mesmo?

Reger a orquestra – esse é o último estágio do trabalho do regente. Conduzir a


orquestra “batendo” compasso é quase irrelevante nesse momento, embora seja
útil para o músico manter a concentração. Alguns maestros, de fato, não conduzem,
rigorosamente, os compassos durante a peça, deixando o espaço para uma
performance exclusiva, com saltos e movimentos espetaculares.

Como você pode ver, a hora da apresentação é o momento em que o regente


expressa tudo que já foi previamente treinado. Portanto, quando você vir um
maestro fazendo aqueles movimentos bem espalhafatosos, lembre-se que aquela
peça só chegou até ali graças a um trabalho intenso feito com muita antecedência.
Você conseguiria ser
um maestro ou
maestrina?