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TRABALHO DE

LITERATURA
MÓDULO 24 – OLAVO BILAC: “LÍNGUA
PORTUGUESA”
OLAVO BILAC

• Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac.


• Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de dezembro de 1865.
• Filho do cirurgião do exército, Brás Martins dos Guimarães e
de Delfina Belmira Gomes de Paula.
• Teve uma infância cercada de histórias e hinos militares.
• Em 1880, entrou para a Faculdade de Medicina e depois
Direito, sem concluir nenhum dos cursos.
• Olavo Bilac dedicou-se à poesia e ao jornalismo, publicou
suas primeiras poesias, em 1883, na Gazeta Acadêmica.
• Passou a colaborar com vários jornais e revista como “Gazeta
de Notícias” e o “Diário de Notícias”. Em 1886, colaborou em
“A Semana”, juntamente com Machado de Assis, Alberto de
Oliveira, Coelho Neto, Raimundo Correia, Aluízio Azevedo e
outros.
• Em 1888, Olavo Bilac publicou seu primeiro livro, “Poesias”, contendo as
“Panóplias”, “Via Láctea” e “Sarças de Fogo”.
• Republicano e nacionalista, Olavo Bilac escreveu, em 1889, a letra do
“Hino à Bandeira”. Opondo-se ao governo de Floriano Peixoto, em 1893,
foi preso e exilado em Ouro Preto, então capital de Minas Gerais, onde
escreveu “O Caçador de Esmeraldas”.
• Em 1897, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras,
ocupando a cadeira nº 15.
• Em 1907, no auge da popularidade, é eleito o primeiro “Príncipe dos
Poetas Brasileiros”, em um concurso promovido pela revista Fon-Fon.
• Em 1915 fundou a Liga de Defesa Nacional realizando várias conferência
cívicas.
• Formou junto com Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, a famosa
“Tríade Parnasiana”
• Olavo Bilac morreu no Rio de Janeiro, no dia 28 de dezembro de 1918.
OBRAS

• Poesias, 1888
• Via Láctea, 1888
• Sarças de Fogo, 1888
• Crônicas e Novelas, 1894
• O Caçador de Esmeraldas, 1902
• As Viagens, 1902
• Alma Inquieta, 1902
• Poesias Infantis, 1904
• Crítica e Fantasia, 1904
• Tratado de Versificação, 1905
• Conferências Literárias, 1906
• Ironia e Piedade, crônicas, 1916
• A Defesa Nacional (1917)
• Tarde, 1919 (obra póstuma)
VÍDEO

• https://www.youtube.com/watch?v=OWq8gv33TsY
PARNASIANISMO E POESIA
PARNASIANA

• O Parnasianismo foi um movimento literário que se originou na França,


representou na poesia o espírito positivista e científico da época, surgindo no
século XIX em oposição ao romantismo.

• Ficou conhecido como a estética da “arte pela arte”, divergindo


completamente das estéticas anteriores. Seus representantes aqui no Brasil
foram, principalmente, Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia.
Em um nível internacional, seus precursores foram Théophile Gautier,
Stéphane Mallarmé e Paul Verlaine.

• O Parnasianismo trazia em si um antissentimentalismo e antirromantismo, pois


acreditavam que estas influências poderiam comprometer a capacidade
imaginativa e o profissionalismo do poeta.

• Os parnasianos acreditavam que, ao apoiarem-se nos modelos clássicos,


estariam combatendo os exageros de emoção e fantasia do Romantismo e,
simultaneamente, garantindo o equilíbrio que tanto desejavam.
CARACTERÍSTICAS

• Objetividade e impessoalidade.
• Descritivismo.
• Temática Greco-Romana.
• Uso de figuras de linguagem: Preferência pelo
hipérbato.
• Rimas Ricas.
• Metrificação Rigorosa.
• Estética ou Culto à forma.
• Valorização dos Sonetos.
• Negação ao sentimentalismo.
Obra de Edward Burne Jones, pintor do grupo pré-
rafaelita, O espelho de Vênus é uma pintura que
retoma no século XIX alguns dos princípios da arte
renascentista, como a mitologia, a beleza clássica
e a sensualidade. Essa retomada dos princípios
clássicos estabelece uma dialogia com o
momento vivido pela literatura (assim como nas
artes plásticas, na literatura também houve um
resgate dos modelos clássicos), principalmente
com literatura brasileira da década de 80 do
século XIX.
TEXTOS PARA AS QUESTÕES

Texto 1:
https://www.youtube.com/watch?v=jprpJ8breu4
Texto 2:
https://www.youtube.com/watch?v=fsqoCBfucYo
1) Não são raros, em nossa literatura, os poemas que tomam por tema a
própria língua em que são realizados. Comparando os dois textos acima,
encontramos entre ambos identidade e diferenças. Uma das diferenças
está no plano da forma poemática: estrofação e tipo de verso utilizado.
Observe esses dois aspectos e comente as diferenças de composição.
R: O poema de Bilac tem versos decassílabos e é um soneto, enquanto o
de Caetano Veloso tem versos livres e nenhuma estruturação tradicional.

2) O texto de Bilac contém referências ao Brasil ou ao português aqui


falado, como, por exemplo, em: “Amo o teu viço agreste e o teu
aroma/De virgens selvas e de oceano largo!”. Localize no texto de
Caetano Veloso duas passagens em que se faça referência ao português
do Brasil ou a qualquer outro fato associado ao Brasil.
R: “minha língua” e “Lusamérica”.
3) No verso “És, a um tempo, esplendor e sepultura”, Bilac trabalhou a
tessitura sonora pela aliteração do /p/ e do /t/. Em seu texto, Caetano
Veloso serve-se diversas vezes do mesmo recurso. Com base nessas
informações:
a)defina aliteração;
Aliteração é uma figura de linguagem que consiste na repetição de sons
de consoantes iguais ou semelhantes.

b) indique um verso de Caetano Veloso em que esse recurso é bastante


evidente.
“A criar confusões de Prosódia / E uma profusão de paródias”, temos
repetição dos fonemas f, z e p.

4) Qual a figura de linguagem presentena expressão “esplendor e


sepultura”?
a) Metonímia.
b) Paradoxo.
c) Antítese. V
d) Comparação.
e) Eufemismo.
5) A que fato histórico fundamental fazem alusão as expressões “Flor do
Lácio” e “latim em pó”?
R:“Flor do Lácio” refere-se ao português, uma das transformações do latim,
língua falada na região do Lácio, na Itália, que se estendeu por quase
toda a Europa ocidental, formando um “jardim” de novas línguas. “Latim
em pó” refere-se ao processo de transformação do latim.

6) Além de Luís de Camões, mencionado nos dois textos, a letra de


Caetano Veloso menciona outros dois escritores. Identifique-os e cite uma
obra de cada um deles.
R: Fernando Pessoa – “O banqueiro anarquista”.
Guimarães Rosa – “Corpo de baile”.

7) Segundo o gramático Celso Cunha, vocativo é o termo que serve


“apenas para invocar, chamar ou nomear, com ênfase maior ou menor,
uma pessoa ou coisa personificada”. Tendo em mente essa definição, cite
um exemplo de vocativo no texto de Bilac e outro no de Caetano Veloso.
Olavo Bilac – “ó rude e doloroso idioma”.
Caetano Veloso – “Mangueira”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• https://www.todamateria.com.br/olavo-bilac/
• https://www.ebiografia.com/olavo_bilac/
• https://www.todamateria.com.br/poesia-
parnasiana/
• https://www.infoescola.com/literatura/caracteristic
as-do-parnasianismo/
• http://escolaeducacao.com.br/parnasianismo-no-
brasil/
Centro Educacional Terra – Objetivo

Aluno: Christian D. Lavorenti

Série: 2º ano – E.M.

Professora: Mariana