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Aula: Regeneração e Cicatrização

Docente: Esp. Evaldo Júnior


Disciplina: Patologia Geral
Curso: Bacharelado em Enfermagem

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Os fatores de crescimento podem ser libertados:
-pelas células inflamatórias efeito parácrino
-podem chegar ao local pela corrente sanguínea efeito
endócrino
-pela própria célula efeito autócrino

Quando as células começam a proliferar, a regenerar,


esse crescimento não se pode dar de forma descontrolada
e ilimitada, porque se não forma-se um tumor. A
proliferação não controlada é um princípio básico das
neoplasias.

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Modo de atuação dos fatores de crescimento

• Os fatores ligam-se a receptores que estão na membrana


da célula, que em geral é um receptor transmembranar,
com um domínio extracelular, intramembranar e
intracelular.

• Há ativação da fosforilação de proteínas dentro da célula.

• Uma proteína vai fosforilando a outra até que o último


entra no núcleo, liga-se ao DNA e activa a transcrição de
determinado gene.
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Os principais fatores de crescimento

EGF (fator de crescimento epidérmico)


-atua nas células epidérmicas, endoteliais, fibroblastos
-estimula a angiogénese, a proliferação celular e a síntese
de colagénio
PDGF (fator de crescimento das plaquetas)
-atua sobre os macrófagos, células epiteliais e o músculo
liso
-quimiotaxia (atrai macrófagos para a área de inflamação) e
proliferação dos fibroblastos

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FGF (fator de crescimento dos fibroblastos)
-é produzido principalmente pelos macrófagos
-estimula a angiogênese, a proliferação celular e a síntese
de colágeno

VEGF (fator de crescimento endotelial vascular)


-produzido pelas próprias células endoteliais
-o mais importante estimulador da angiogênese

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PROTEÍNAS RECEPTORAS

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Matriz extracelular

• Esta consiste basicamente, em proteínas estruturais


fibrosas (que incluem vários tipos de colágeno e
glicoproteínas de adesão), e numa matriz intersticial
constituída por proteoglicanos.

• A matriz extracelular tem um papel muito importante na


estimulação da proliferação e diferenciação celular,
direciona a migração celular entre os tecidos e permite a
adesão das células aos tecidos.

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Funções da Matriz Extracelular

• Suporte mecânico;
• Controle do crescimento celular;
• Manutenção da diferenciação celular;
• Arcabouço para renovação celular;
• Estabelecimento de microambientes teciduais;
• Armazenamento e apresentação de moléculas
reguladoras.

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- A MEC é especialmente abundante nos tecidos
conjuntivos, mas apresenta papel fundamental também nos
demais tecidos. Atualmente a MEC pode ser dividida em 3
componentes principais:
• os componentes fibrilares :colágenos fibrilares e
fibras elásticas;

• os componentes não fibrilares :proteoglicanas e


glicoproteínas não colagênicas;

• microfibrilas :colágeno tipo VI, microfibrilas


associadas à elastina.
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Reparo por Cicatrização, Formação de Cicatriz e
Fibrose

A regeneração envolve a restituição dos componentes


teciduais indenticos aqueles removidos ou destruídos.
Já a cicatrização é uma resposta fibroproliferativa
que “remenda” o tecido destruído.
É constituído por alguns processos, tais como:
- Indução de um processo inflamatório;
- Proliferação e migração de células teciduais
parenquimatosas e conjuntivas;
- Angiogênese;
- Síntese de proteínas da MEC;
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- Remodelação tecidual;
- Contração da ferida;
- Aquisição de resistência da ferida.

Alguns fatores influenciam a reparação, tais como:

- Ambiente tecidual e extensão do ferimento;


- Intensidade e duração do estímulo;
- Presença de corpos estranhos e vasos sanguíneos
insuficiente;
- Doenças crônicas presentes.

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Eventos da reparação tecidual

- A reparação começa no início da inflamação;


- Ocorre a formação do tecido de granulação com a
participação de fibroblastos e células endoteliais;
- Os fatores de crescimento e citocinas liberadas no local
da lesão induzem a proliferação e migração de
fibroblastos na estrutura do tecido de granulação e na
formação da MEC;
- Os fibroblastos depositam, progressivamente,
quantidades elevadas de proteínas para a matriz
extracelular;

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- Os colágenos fibrilares formam uma porção principal do
tecido conjuntivo em locais de reparação e são
importantes para o desenvolvimento da resistência na
cicatrização da ferida;
- O acúmulo de colágeno final, entretanto, depende não
somente da síntese colagenosa aumentada, mas da
degradação diminuída.
- No final, a estrutura do tecido de granulação é convertida
numa cicatriz composta de fibroblastos fusiformes,
colágeno denso, fragmentos de tecido elásticos e outros
componentes da MEC;

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- O equilíbrio entre a síntese e a degradação da MEC
resulta na remodelação da estrutura do tecido conjuntivo;
- A degradação do colágeno e de outras substâncias
cicatrizantes é obtida por uma família de enzimas
conhecidas como metaloproteinases;
- As colagenases são sintetizadas como um precursor
latente que é ativado por químicos, como os radicais
livres produzidos durante a erupção oxidativa de
leucócitos e proteínas plasmáticas.

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Cicatrização da ferida

- A cicatrização é a substituição do tecido lesado por


tecido conjuntivo fibroso;
- Para que a cicatrização se efetue são necessárias a
eliminação do agente agressor, a ativa manutenção do
potencial de proliferação das células, complementadas
pela irrigação e nutrição suficientes;
- Como a cicatrização por tecido fibroso é constituída por
tecido mais simples e mais primitivo do que os tecidos
que ela substitui,essa cicatrização implica na perda
permanente da função fisiológica;

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- As feridas cutâneas são classicamente descritas para
cicatrizar por intenção primária ou secundária;
- Dada a grande variedade de situações onde ocorre a
cicatrização, é evidente que esse processo pode diferir na
razão direta dessas situações.

Cicatrização por 1ª intenção


- Também chamada de união primária, tem importância
principalmente em cirurgia e em ferimentos;
- O exemplo mais comum é a incisão cirúrgica feita com
bisturi e posterior sutura dos bordos;
- A incisão leva a morte de células epiteliais, assim como
de elementos do tecido conjuntivo.
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Eventos da cicatrização por 1º Intenção

- Inicia-se uma inflamação aguda com exsudato


principalmente de neutrófilos e posteriormente de
mononucleares;
- Em 24h, os neutrófilos aparecem nas margens da incisão,
movendo-se em direção ao coágulo de fibrina;
- Em 24 a 48h, a estimulação de células epiteliais move-se
a partir das bordas da ferida ao longo das margens do
corte da derme, depositando componentes da membrana
basal;
- Em torno do 3º dia o tecido de granulação,
progressivamente, o tecido incisional;
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- As fibras colágenas estão presentes nas margens da
incisão e posicionando verticalmente;
- Próximo ao 5º dia, o espaço incisional é preenchido por
tecido de granulação;
- Ocorre queratinização da epiderme;
- Durante a segunda semana, o infiltrado leucocitário,
edema e vascularidade desaparecem por completo;
- Próximo ao final do primeiro mês, a cicatriz é feita de
tecido conjuntivo celular desprovido de infiltrado
inflamatório, coberto por epiderme intacta;

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Cicatrização por 2ª intenção

Quando há uma perda mais excessiva de células e


tecidos, como na superfície de feridas que criam defeitos
grandes, o processo reparativo é mais prolongado.

- O processo básico é o mesmo que na união primária;


- Diferencia apenas por ser a área lesada maior e ter
grande quantidade de exsudato inflamatório e restos
necrosados;
- Inevitavelmente, os grande defeitos teciduais geram um
grande coágulo de fibrina;

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- Quantidades muito maiores de tecido de granulação são
formados;

- A união secundária difere da primária por:


*1.Perda de grande quantidade de tecido;
*2.Presença de uma maior quantidade de restos necróticos e
exsudato inflamatório;
*3.Formação de maior quantidade de tecido de granulação;
*4.Produção de cicatriz mais extensa

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Fatores locais e sistêmicos que influenciam a
cicatrização

- Padrão nutricional inadequado;


- Condição metabólica desestruturada;
- Condição circulatória comprometida;
- Presença de hormônios antiinflamatórios;
- Presença de infecção local;
- Fatores mecânicos;
- Presença de corpos estranhos;
- O tamanho, a localização e o tipo de ferida.

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Processo de cicatrização de epiderme em estágio
inicial (24 horas). Observa-se a presença de tecido
necrótico (seta), proliferação vascular e leucocitária na
periferia da lesão (quadrado) e significativo depósito de
fibrina, destacado no círculo.

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Destaque para processo de angiogênese (círculo) e
infiltrado leucocitário (cabeça de seta), presença ainda
marcante em função do pouco tempo de lesão. Tecido
necrótico (seta).

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Deposição de fibras de colágeno em destaque.

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