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Profa.

Maria Flávia Cardoso Máximo

ESTATUTO DA ADVOCACIA E DA OAB


(Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994)

TÍTULO I
Da Advocacia

CAPÍTULO I
Da Atividade de Advocacia
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Das Atividades Privativas da Advocacia


Art. 1º São atividades privativas de advocacia:
I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos
juizados especiais; (Vide ADIN 1.127-8)
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
§ 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a
impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Dispensa de Advogado
1- Impetração de Habeas Corpus em qualquer instância ou
Tribunal
2- Juizados Especiais Cíveis – no âmbito Estadual é dispensado
em 1ª instância até 20 salários mínimos (ALERTA: em 2ª instância
precisa de advogado);
3- Juizado Especial Federal em 1ª instância até 60 salários mínimos
(ALERTA: em 2ª instância precisa de advogado);
4- Juiz de Paz – não precisa de advogado para requerer perante
a um Juiz de Paz;
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Dispensa de Advogado
5- Jus Postulandi na Justiça do Trabalho – para promover medidas
na Justiça do Trabalho não precisa de advogado. Art. 791 da CLT.
A regra geral da Justiça do Trabalho é a dispensa do advogado,
no entanto, existem algumas situações em que a figura do
advogado será necessária na Justiça do Trabalho: Súmula 425 do
TST – “O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT,
limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não
alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de
segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do
Trabalho.”;
6- Credor de Alimentos, art. 2° da Lei 5478.68:” Art. 2° O credor,
pessoalmente ou por intermédio de advogado, dirigir-se-á ao juiz
competente, qualificando-se, e exporá suas necessidades,
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Dispensa de Advogado
provando, apenas o parentesco ou a obrigação de alimentar do
devedor, indicando seu nome e sobrenome, residência ou local
de trabalho, profissão e naturalidade, quanto ganha
aproximadamente ou os recursos que dispõe [...] § 3º Se o credor
comparecer pessoalmente e não indicar profissional que haja
concordado em assisti-lo, o juiz designará desde logo quem o
deva fazer.”
7- Revisão criminal – para propor a revisão não necessário a
presença de advogado, conforme doutrina majoritária; “Art. 623.
A revisão poderá ser pedida pelo próprio réu ou por procurador
legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, pelo cônjuge,
ascendente, descendente ou irmão.”
8- Processos e procedimentos administrativos em geral.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Das Atividades Privativas da Advocacia


§ 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas,
sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos
órgãos competentes, quando visados por advogados.

Indispensabilidade do Advogado
(RG) Art. 2º O visto do advogado em atos constitutivos de pessoas
jurídicas, indispensável ao registro e arquivamento nos órgãos
competentes, deve resultar da efetiva constatação, pelo
profissional que os examinar, de que os respectivos instrumentos
preenchem as exigências legais pertinentes.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Parágrafo único. Estão impedidos de exercer o ato de


advocacia referido neste artigo os advogados que prestem
serviços a órgãos ou entidades da Administração Pública direta
ou indireta, da unidade federativa a que se vincule a Junta
Comercial, ou a quaisquer repartições administrativas
competentes para o mencionado registro.
§ 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto
com outra atividade.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

O Advogado
Art. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça.

§ 1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e


exerce função social.

§ 2º No processo judicial, o advogado contribui, na postulação de


decisão favorável ao seu constituinte, ao convencimento do julgador, e
seus atos constituem múnus público.

§ 3º No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus


atos e manifestações, nos limites desta lei.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

O Exercício da Atividade de Advocacia


Art. 3º O exercício da atividade de advocacia no território
brasileiro e a denominação de advogado são privativos dos
inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),

§ 1º Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao


regime desta lei, além do regime próprio a que se subordinem, os
integrantes da Advocacia-Geral da União, da Procuradoria da
Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e das Procuradorias e
Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos
Municípios e das respectivas entidades de administração indireta
e fundacional.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

NOVO CED – Resolução n° 2/2015


Art. 8º As disposições deste Código obrigam igualmente os órgãos
de advocacia pública, e advogados públicos, incluindo aqueles
que ocupem posição de chefia e direção jurídica.
§ 1º O advogado público exercerá suas funções com
independência técnica, contribuindo para a solução ou redução
de litigiosidade, sempre que possível.
§ 2º O advogado público, inclusive o que exerce cargo de chefia
ou direção jurídica, observará nas relações com os colegas,
autoridades, servidores e o público em geral, o dever de
urbanidade, tratando a todos com respeito e consideração, ao
mesmo tempo em que preservará suas prerrogativas e o direito de
receber igual tratamento das pessoas com as quais se relacione.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

O Exercício da Atividade de Advocacia


§ 2º O estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode
praticar os atos previstos no art. 1º, na forma do regimento geral,
em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Estagiário de Advocacia (inscrito na OAB)


REGULAMENTO GERAL - Art. 29. Os atos de advocacia, previstos no Art. 1º do
Estatuto, podem ser subscritos por estagiário inscrito na OAB, em conjunto com
o advogado ou o defensor público.
§ 1º O estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos,
sob a responsabilidade do advogado:
I – retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;
II – obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou
autos de processos em curso ou findos;
III – assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou
administrativos.
§ 2º Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer
isoladamente, quando receber autorização ou substabelecimento do
advogado.
Da Nulidade dos Atos Privativos de Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Advogado
(EAOAB) Art. 4º São NULOS os atos privativos de advogado
praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem prejuízo das
sanções civis, penais e administrativas.

Parágrafo único. São também nulos os atos praticados por


advogado impedido - no âmbito do impedimento - suspenso,
licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a
advocacia.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Advogado x Preposto
(RG) Art. 3º É defeso ao advogado funcionar no mesmo processo,
simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou
cliente.
(NOVO CED) Art. 25. É defeso ao advogado funcionar no mesmo
processo, simultaneamente, como patrono e preposto do
empregador ou cliente.
(Provimento nº 60/Conselho Federal da OAB) Art. 1° É defeso ao
advogado funcionar no mesmo processo simultaneamente como
patrono e preposto do empregador.
Parágrafo único: Nas causas pendentes, deve o advogado
comunicar a proibição ao seu empregador para efeito de
substituição imediata.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Exercício ilegal da Profissão


(RG) Art. 4º A prática de atos privativos de advocacia, por
profissionais e sociedades não inscritos na OAB, constitui exercício
ilegal da profissão.
Parágrafo único. É defeso ao advogado prestar serviços de
assessoria e consultoria jurídicas para terceiros, em sociedades
que não possam ser registradas na OAB.
A hipótese é a do art. 47 da Lei de Contravenções Penais
(exercício ilegal da profissão ou atividade) in verbis: “Exercer
profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem
preencher as condições a que por lei está subordinado o seu
exercício”.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Exercício ilegal da Profissão


EMENTAS APROVADAS PELA TURMA DE ÉTICA PROFISSIONAL DO TRIBUNAL DE ÉTICA E DISCIPLINA DA
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SEÇÃO DE SÃO PAULO

EXERCÍCIO PROFISSIONAL – SERVIÇOS JURÍDIICOS PRESTADOS AOS CLIENTES PELO DEPARTAMENTO


JURÍDICO DE EMPRESAS DE CONSULTORIA E DE PRETAÇÃO DE SERVIÇOS – EXERCÍCIO ILEGAL DA
PROFISSÃO – RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL – FACILITAÇÃO DO EXERCÍCIO ILEGAL PELOS
ADVOGADOS EMPREGADOS – CAPTAÇÃO DE CAUSAS E CLIENTES – VEDAÇÃO.

E-3.279/06 – EXERCÍCIO DA PROFISSÃO – CONSULTORIA JURÍDICA PRESTADA POR BACHAREL EM


DIREITO – IMPOSSIBILIDADE. Não basta cursar a faculdade de direito, obter aprovação e ter
expedido seu diploma ou certificado de conclusão do curso, para ser advogado. Para ser
advogado é preciso estar inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. São atividades privativas de
advocacia a postulação em juízo e as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídica. São
nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem prejuízo das
sanções civis, penais e administrativas (artigos 1o e 4o do EOAB). O bacharel em direito não pode
sob qualquer hipótese prestar consultoria jurídica, que é atividade privativa da advocacia, sob
pena de cometer crime de exercício ilegal da profissão (Regulamento Geral – artigo 4º). V.U., em
16/02/2006, do parecer e ementa do Rel. Dr. LUIZ ANTÔNIO GAMBELLI – Rev. Dr. FABIO KALIL VILELA
LEITE – Presidente Dr. JOÃO TEIXEIRA GRANDE.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Efetivo Exercício da Advocacia


CAPTAÇÃO - ASSOCIAÇÃO DE MUTUÁRIOS - NÃO SUJEITA A REGISTRO
NA OAB - OFERTA DE SERVIÇO ADVOCATÍCIO - ADVOGADO
VINCULADO - CAPTAÇÃO DE CLIENTELA E ANGARIAÇÃO DE CAUSAS -
EXERCÍCIO IRREGULAR DA PROFISSÃO
Associação de mutuários que promove reuniões para a oferta de
serviço advocatício, orientando aspectos jurídicos e contratando
honorários, caracteriza exercício irregular da atividade privativa da
advocacia e aos advogados vinculados as infrações de facilitação do
exercício profissional a não inscritos, captação de clientela e
angariação de causas, concorrência desleal e vinculação de seu nome
a empreendimento de cunho duvidoso, condutas previstas no Estatuto
da Advocacia e Código de Ética e Disciplina. Aplicação do artigo 48
do Código de Ética e Disciplina e remessa à Comissão de Prerrogativas
para providências que entender pertinente. V.U., em 15/09/2005, do
parecer e ementa do Rel. DR. JAIRO HABER - Rev.ª Dra. MARIA DO
CARMO WHITAKER - Presidente Dr. JOÃO TEIXEIRA GRANDE.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

Efetivo Exercício da Advocacia


(RG) Art. 5° Considera-se efetivo exercício da atividade de
advocacia a participação anual mínima em cinco atos privativos
previstos no artigo 1º do Estatuto, em causas ou questões distintas.
Parágrafo único. A comprovação do efetivo exercício faz-se
mediante:
a) certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais;
b) cópia autenticada de atos privativos;
c) certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado
exerça função privativa do seu ofício, indicando os atos
praticados.
Profa. Maria Flávia Cardoso Máximo

A Justiça sem
a força é
impotente, a
força sem
justiça é
tirana.

Colóquio Final
• Das Atividades Privativas da Advocacia
• Do Advogado
• O Exercício da Atividade de Advocacia
• Da Nulidade dos Atos Privativos do Advogado

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