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CONEXÃO DE AGENTES GERADORES

Departamento de Planejamento de Rede


Dezembro de 2016
ÍNDICE
1. Regulamentação e procedimentos
2. Processo na COELBA
3. Estudos necessários
4. Operação em teste e comercial
5. Volume de trabalho - 2016
Regulamentação e Procedimentos
ANEEL

RESOLUÇÕES NORMATIVAS

• REN N 68 de 08/06/2004 Estabelece os procedimentos para acesso e implementação de


reforços nas Demais Instalações de Transmissão (DIT) e expansão das
instalações de transmissão.
• REN N 312 de 06/05/2008 Altera a REN n 68 e dá outras providências.
• REN N 414 de 09/09/2010 Estabelece as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica.
• REN N 419 de 30/11/2010 Altera a REN n 414.
• REN N 395 de 15/12/2009 Aprova a revisão 1 do PRODIST – Procedimentos de Distribuição de
Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional.
• REN N 482 de 17/04/2012 Estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e
minigeração distribuída.

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Regulamentação e Procedimentos
ANEEL

RESOLUÇÕES NORMATIVAS

• REN N 506 de 04/09/2012 Estabelece as condições de acesso ao sistema de distribuição por


meio de conexão a instalações de propriedade de distribuidora e
dá outras providências.
• REN N 517 de 11/12/2012 Altera a REN n 482 e aprova a revisão 6 do Módulo 1 e a revisão 5
do Módulo 3 do PRODIST.
• REN N 583 de 22/10/2013 Estabelece os procedimentos e condições para obtenção e manutenção
da situação operacional e definição de potência instalada e líquida de
empreendimento de geração de energia elétrica.
• REN N 687 de 24/11/2015 Altera a REN n 482 e os Módulos 1 e 3 do PRODIST.
• REN N 724 de 31/05/2016 Aprova revisões dos Módulos 3 e 5 do PRODIST e altera as REN
n 395, n 414 e n 506. A revisão do Módulo 3 e as alterações das REN 414
e 506 entram em vigor em 01/06/2017.

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Regulamentação e Procedimentos
ANEEL

DEFINIÇÕES

• MICROGERAÇÃO Central geradora de energia elétrica com potência instalada menor ou igual a 75 kW e que utilize ou
cogeração qualificada, conforme regulamentação da ANEEL, fontes renováveis de energia elétrica,
conectada na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.
• MINIGERAÇÃO Central geradora de energia elétrica com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 3 MW

para fontes hídricas ou menor ou igual a 5 MW para cogeração qualificada, conforme regulamentação
da ANEEL, ou para as demais fontes renováveis de energia elétrica, conectada na rede de distribuição
por meio de instalações de unidades consumidoras.
• SISTEMA DE COMPENSAÇÃO Arranjo no qual a energia ativa injetada por unidade consumidora com microgeração ou

minigeração distribuída é cedida, por meio de empréstimo gratuito, à distribuidora local


e posteriormente compensada com o consumo de energia elétrica ativa (net metering).

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Regulamentação e Procedimentos
ANEEL

PROCEDIMENTOS DA DISTRIBUIÇÃO - PRODIST

• MÓDULO 1 - Rev. 9 Define os propósitos gerais e o âmbito da aplicação do PRODIST.


• MÓDULO 3 - Rev. 6 Estabelece as condições de acesso (conexão e uso) excluindo as DIT
e define os critérios técnicos e operacionais, requisitos de projeto,
informações, dados e implementação da conexão, para novos
acessantes e existentes.
• MÓDULO 4 - Rev. 1 Estabelece os procedimentos operativos dos sistemas de distribuição,
operacional entre os centros de operação uniformiza os procedimentos
para o relacionamento das distribuidoras, os centros de despacho de
geração distribuida e demais órgãos de operação das instalações dos
acessantes e define os recursos mínimos de comunicação de voz e dados
entre os órgãos de operação dos agentes envolvidos.
.

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Regulamentação e Procedimentos
ANEEL

PROCEDIMENTOS DA DISTRIBUIÇÃO - PRODIST

• MÓDULO 5 - Rev. 4 Estabelece os requisitos mínimos para medição, aplicáveis ao faturamento


Apresenta os requisitos básicos mínimos para a especificação dos materiais,
equipamentos, projeto, montagem, comissionamento, inspeção e manutenção
dos sistemas de medição. Estabelece procedimentos fundamentais para que os
sistemas de medição sejam instalados dentro dos padrões necessários aos
processos de contabilização de energia elétrica, de uso no âmbito das distribuidoras
e de contabilização na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.
• MÓDULO 6 - Rev. 12 Define e detalha como as informações serão trocadas entre as distribuidoras,
acessantes, outros agentes e as entidades setoriais. Estabelece as obrigações
das partes interessadas, visando atender os procedimentos, critérios e requisitos
dos módulos técnicos.

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Regulamentação e Procedimentos
ANEEL

PROCEDIMENTOS DA DISTRIBUIÇÃO - PRODIST

• MÓDULO 8 - Rev. 8 Estabelece os procedimentos relativos à qualidade de energia – QEE, abordando


a qualidade do produto e a qualidade do serviço. Define a metodologia e os
indicadores, caracteriza os fenômenos, estabelece os limites ou valores de referência,
a metodologia de medição, a gestão das reclamações relativas à conformidade de
tensão em regime permanente e às perturbações na forma de onda de tensão e os
estudos específicos de qualidade de energia elétrica para fins de acesso aos sistemas
de distribuição.

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Regulamentação e Procedimentos
ONS

PROCEDIMENTOS DE REDE
• SUBMÓDULO 2.8 - Rev. 2.0 Estabelece responsabilidades, princípios e diretrizes para o gerenciamento

de indicadores de QEE da rede básica e dos barramentos dos transformadores


de fronteira e de seus componentes. Descreve os indicadores de qualidade do
produto bem como as metodologias e procedimentos para medição e avaliação
dessa qualidade.

• SUBMÓDULO 3.6 - Rev. 1.1 Estabelece os requisitos técnicos mínimos para a conexão do acessante à rede
básica e às DIT.

• SUBMÓDULO 12.2 - Rev. 2.0 Estabelece as atividades necessárias à instalação so SMF, definindo a localização
dos pontos de medição, elaboração e execução do projeto do SMF, adquisição
de equipamentos, montagem e comissionamento do sistema nas instalações
do Sistema Integrado Nacional – SIN. Define responsabilidades, etapas e prazos
relativos ao processo de instalação desse sistema.
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Regulamentação e Procedimentos
COELBA

NORMAS

• SM04.08-00.003 Ed. 2 23/10/2008 Fornece orientações básicas para acesso, conexão, medição
e uso do sistema de distribuição da Coelba por agentes
geradores de energia elétrica.

• SM04.14-01.007 Ed. 2 18/08/2009 Estabelece critérios, subsídios e procedimentos técnicos para


nortear e aprovar projetos de instalação de grupos geradores
particulares em baixa tensão.

• SM04.08-00.005 Ed. 2 11/11/2010 Estabele os critérios e requisitos necessários para paralelismo


momentâneo de gerador de consumidor com o sistema
elétrico da Coelba, com operação em rampa.

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Regulamentação e Procedimentos
COELBA

NORMAS

• SM04.08-01.009 Ed. 2 27/13/2013 Fornece orientações básicas e requisitos técnicos para as novas
conexões ou alterações de conexões existentes, de unidades
consumidoras que façam adesão ao sistema de compensação
de energia com minigeração distribuída.

• SM04.14-01.011 Ed. 5 30/06/2014 Fornece orientações básicas e requisitos técnicos para as novas
conexões ou alterações de conexões existentes, de unidades
consumidoras que façam adesão ao sistema de compensação
de energia com microgeração distribuída.

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Processo na COELBA
ETAPAS

• Consulta de acesso.
• Solicitação de acesso.
• Emissão de parecer de acesso.
• Assinatura de contratos.
• Emissaõ do acordo operativo.
• Vistoria e comissionamento.
• Operação em teste.
• Operação Comercial

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Processo na COELBA
ETAPAS

• Etapas para viabilização do acesso

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Processo na COELBA
CONSULTA DE ACESSO

• O agente gerador formaliza a consulta e a Coelba deve fornecer as alternativas estudadas

e optar por aquela de menor custo global, emitindo o documento de informação de acesso.

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Processo na COELBA
SOLICITAÇÃO DE ACESSO

• O agente gerador formaliza a solicitação de acesso fornecendo os documentos necessários e os estudos de


interligação. A Coelba, emite o parecer de acesso que contém: descrição da conexão, requisitos técnicos,
análise dos estudos, conclusões e recomendações.

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Processo na COELBA
CELEBRAÇÃO DOS CONTRATOS

• Após a emissão do parecer de acesso favorável, o agente gerador tem 90 dias para

celebrar o CUSD e o CCD.

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Processo na COELBA
ACORDO OPERATIVO E VISTORIA

APÓS A EMISSÃO DO PARECER DE ACESSO

• O setor operativo da Coelba elabora o acordo operativo.

• O setor de manutenção que opera na região de implantação do agente gerador, realiza

a vistoria no ponto de conexão e verifica as instalações, ajustes do esquema de proteção

e os itens que comprovem aqueles emitidos no parecer de acesso.

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Processo na COELBA
SETORES

UNIDADE DE RELACIONAMENTO COM NOVOS CLIENTES E GESTÃO DE SERVIÇOS – CONS ?


DEPARTAMENTO DE RELACIONAMENTO COM OS CLIENTES CORPORATIVOS – CCO ?
• Gerencia todo o processo de conexaõ de agentes geradores.
• Realiza o contato entre agente gerador e setores envolvidos na conexão de geradores.
• Emite os contratos referentes à conexão do agente gerador.

UNIDADE DE ESTUDOS ELÉTRICOS - RREE ?


UNIDADE DE PLANEJAMENTO DE REDE DA BAHIA – NPPR-B ?
DEPARTAMENTO CORPORATIVO DE PLANEJAMENTO DE REDE – NPR ?
• Responde à consulta de acesso de agentes geradores ao sistema elétrico.
• Fornece os dados do sistema elétrico para os agentes geradores.
• Analisa os estudos de fluxo, curto-circuito, estabilidade e qualidade de energia, relativos à conexão desses
agentes.
• Emite o parecer de acesso.

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Processo na COELBA
SETORES

UNIDADE DE PROTEÇÃO DA COELBA - AAPR ?


DEPARTAMENTO DE AUTOMAÇÃO E TELECOMUNICAÇÕES – AAT ?
• Fornece os ajustes dos sistemas de proteção da rede elétrica da Coelba ao agente gerador.
• Analisa o estudo de proteção/seletividade enviado pelo agente gerador.
• Implementa os ajustes da conexão.

UNIDADES DE MANUTENÇÃO ?
DEPARTAMENTO OPERAÇÃO ?
• Emite o parecer da vistoria.

UNIDADE CENTRO DE OPERAÇÃO DO SISTEMA COELBA – OOST ?


DEPARTAMENTO DE OPERAÇÃO DO SISTEMA COELBA – OOS ?
• Emite o acordo operativo.

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Estudos necessários
USINAS HIDRELÉTRICAS E TÊRMICAS

FLUXO DE CARGA

• Apresenta o desempenho da conexão no que se refer ao fluxo de potência na rede,


níveis de tensão e fator de potência no ponto de conexão e barras vizinhas.

• A base de dados é fornecida pela Coelba, para o ano de entrada do agente gerador
nos patamares de carga leve, média e pesada, para realizaçaõ desse estudo no
Anarede.

• A análise aborda a operação normal do sistema e também com contingências até a


terceira ordem de vizinhança.

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Estudos necessários
USINAS HIDRELÉTRICAS E TÊRMICAS

CURTO-CIRCUITO
• Apresenta o desempenho da conexão no que se refer aos níveis de curto-circuito
resultantes da interligação do agente gerador.
• A Coelba fornece a base de dados para efetivar esse estudo no Anafas.

PROTEÇÃO E SELETIVIDADE
• Ao ajustes dos sistemas de proteção envolvidos na conexão do agente gerador, são
fornecidos pela Coelba para que o agente gerador envie o sistema de proteção e os
ajustes que serão empregados no ponto de conexão e permitam uma operação adequada
do sistema interligado.
• Atenção especial deve ser dada ao sistema anti-ilhamento que será utilizado pelo
agente gerador com o objetivo de não suprir energia aos consumidores da Coelba.

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Estudos necessários
USINAS HIDRELÉTRICAS E TÊRMICAS

ESTABILIDADE
• Apresenta o desempenho da conexão no que se refere à resposta das unidades geradoras
frente a eventos dinâmicos que ocorrem no sistema elétrico, bem como apresenta o desempenho
do sistema na operação interligada.
• A base de dados é fornecida pela Coelba, para o ano de entrada do agente gerador nos
patamares de carga leve, média e pesada, para realizaçaõ desse estudo no Anatem.
• A análise aborda a operação do sistema sob ocorrências de curto-circuitos, saída de linhas,
transformadores, etc.

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Estudos necessários
USINAS EÓLICAS

• Além de todos os estudos apresentados anteriormente, as usinas eólicas


devem apresentar os estudos relativos à qualidade de energia, citados a seguir.

DISTORÇÃO DE TENSÃO HARMÔNICA


• Apresenta os níveis de distorção de tensão total e individual provocada pela conexão,
no ponto de conexão, empregando a metodologia e as orientações do ONS ( Instruções
para Realização de Estudos e Medições de QEE Relacionados aos Novos Acessos à
Rede Básica para Parques Eólicos, Solares e Consumidores Livres – ONS NT 009/2016 – VER 01).
• A base de dados é fornecida pela Coelba, para o ano de entrada e mais 2 anos nos
patamares de carga leve, média e pesada, para realizaçaõ desse estudo no HarmZw.
As contingências devem abranger elementos até a terceira ordem de vizinhança.
• Quando houver necessidade de filtros para atender os limites estabelecidos no setor
elétrico, os mesmos devem ser especificados e os resultados apresentados.

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Estudos necessários
USINAS EÓLICAS

FLUTUAÇÃO DE TENSÃO
• Apresenta os níveis de flutuação de tensão associados ao efeito flicker.

São determinados os coeficientes Pst (nível de severidade de cintilação

de curta duração) e Plt (nível de severidade de cintilação de longa

duração), de acordo com a metodologia apresentada na norma IEC 614000-21.

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Estudos necessários
USINAS FOTOVOLTAICAS

• Além de todos os estudos apresentados anteriormente para as usinas hidrelétricas e


têrmicas, as usinas fotovoltaicas devem apresentar o estudo relativo à qualidade de
energia citado a seguir.

DISTORÇÃO DE TENSÃO HARMÔNICA


• Apresenta os níveis de distorção de tensão total e individual provocada pela conexão,
no ponto de conexão, empregando a metodologia e as orientações do ONS ( Instruções
para Realização de Estudos e Medições de QEE Relacionados aos Novos Acessos à
Rede Básica para Parques Eólicos, Solares e Consumidores Livres – ONS NT 009/2016 – VER 01).
• A base de dados é fornecida pela Coelba, para o ano de entrada e mais 2 anos nos
patamares de carga leve, média e pesada, para realizaçaõ desse estudo no HarmZw.
As contingências devem abranger elementos até a terceira ordem de vizinhança.
• Quando houver necessidade de filtros para atender os limites estabelecidos no setor
elétrico, os mesmos devem ser especificados e os resultados apresentados.
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Operação em teste e comercial
TESTE

• Situação operacional após a conclusão das obras, visando atender às próprias


necessidades de ajustes de equipamentos e verificação de seu comportamento
do ponto de vista sistêmico e atendimento de consumo próprio.

PREREQUISITOS

• Atendimento aos documentos nos processos da ANEEL e registro, autorização ou concessão.

RESULTADO

• Declaração da Coelba atestando o atendimento às condicionantes do parecer de acesso e ao

PRODIST ou informando inexistência de relacionamento.

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Operação em teste e comercial
COMERCIAL

• Situação operacional em que a energia produzida pela unidade geradora está disponibilizada ao
sistema, podendo atender aos compromissos mercantis do agente ou para seu uso exclussivo.
PREREQUISITOS

• Atendimento aos documentos nos processos da ANEEL e registro, autorização ou concessão,

bem como fornecer as informações com relação ao histórico acumulado de geração durante

o período de testes.

RESULTADO

• Declaração da Coelba atestando o atendimento às condicionantes do parecer de acesso e ao

PRODIST e a capacidade de escoamento da potência instalada total ou máxima que será

incrementada ao sistema com a inserção de cada unidade geradora, exceto nos casos em que

foi declarada inexistência de relacionamento.

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Volume de Trabalho – 2016
GERAÇÃO

INFORMAÇÕES DE ACESSO
MÊS RESPOSTAS
JANEIRO 2

CONSULTA DE ACESSO FEVEREIRO 2

EÓLICA 4 MARÇO 14
ABRIL 1
HIDRO 5
MAIO 7
SOLAR 23
JUNHO 5
TÉRMICA 6
JULHO 1
TOTAL 38
AGOSTO 1
SETEMBRO 1
OUTUBRO 3
NOVEMBRO 0
DEZEMBRO 1
TOTAL 38

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Volume de Trabalho – 2016
MICRO E MINI GERAÇÃO

MÊS CONECTADOS SOLICITAÇÕES


JANEIRO 9 5
FEVEREIRO 3 17
MARÇO 8 16 Conectados Solicitações
ABRIL 9 8 MICROGERADORES 112 199
MAIO 5 15 MINIGERADORES 0 34
JUNHO 9 15
JULHO 9 23
AGOSTO 7 29
SETEMBRO 22 34
OUTUBRO 9 30
NOVEMBRO 11 17
DEZEMBRO 11 24

29
Obrigado!