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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL

UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CAMPO GRANDE

CURSO DE LETRAS – PORTUGUÊS, ESPANHOL E SUAS


RESPECTIVAS LITERATURAS

ITINERÁRIOS CIENTÍFICOS – TCC


PROF. DR. RONY MÁRCIO CARDOSO FERREIRA
ANTEPROJETO DE PESQUISA

• Título: A DESIGNAÇÃO DE TERENOS

• Acadêmica: Andreia Freitas

• Orientador: Profa. Dra. Rosimar Regina


Rodrigues de Oliveira

• Área do conhecimento: Letras; Linguística;


Semântica do Acontecimento
RESUMO

Este trabalho tem como objetivo analisar o nome próprio


Terenos, do ponto de vista da Semântica do Acontecimento
(GUIMARÃES, 1995; 2002). Considerando que o acontecimento
de nomeação é um funcionamento semântico pelo qual algo
recebe um nome e, conjecturando que, os sentidos dos nomes são
construídos enunciativamente na sua relação socio-histórica,
propomos desenvolver um estudo semântico de um nome próprio.
Tomando como material de análise o nome atribuído a uma
geografia específica, no caso a cidade de Terenos, do estado
de Mato Grosso do Sul.
Palavras-chave: semântica do acontecimento; designação;
Terenos.
INTRODUÇÃO

 O objeto de análise será o nome próprio


Terenos, município brasileiro da região
Centro-Oeste, situado no estado de Mato
Grosso do Sul;
 Historicamente, foi relatado que a cidade
era habitada pela tribo indígena Terena;
 A partir da Semântica do Acontecimento,
relacionaremos o ato de nomeação com a
história e a sociedade da cidade de
Terenos.
JUSTIFICATIVA

Esta pesquisa encontra sua justificativa na


importância da significação dos nomes próprios
e, por consequência, os percursos semânticos
desencadeados, as narrativas das histórias que
construíram e continuam a construir a identidade
das cidades e, sobretudo, caracterizam a
população.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 Semântica do Acontecimento; Enunciação e Sentido;


Temporalidade e Real em Eduardo Guimarães (2002; 2018). “O
que caracteriza como diferença é que o acontecimento
temporaliza” (GUIMARÃES, 2002, p. 11 – 12);

 Para Émile Benveniste (1976), o conceito de enunciação é a


língua posta em funcionamento pelo locutor;

 Em Oswald Ducrot (1987), a enunciação é o evento do


aparecimento de um enunciado;

 Consulta do Atlas dos nomes que dizem histórias das cidades


brasileiras, de Karim et al (2016).
HIPÓTESE
Partimos do pressuposto de que o sujeito é ajustado pelo
simbólico que constitui o mundo. O acontecimento constituído
pelo aparecimento do enunciado, ou seja, a realização de um
enunciado é de fato um acontecimento histórico: é dado
existência a alguma coisa que não existia antes de se falar e
que não existirá mais depois. É esta aparição momentânea que
cunharemos de enunciado nesta pesquisa, para compreendermos os
sentidos que constituem o nome próprio Terenos e sua relação com a
história da cidade.
OBJETIVOS

Objetivo geral:
• Este projeto tem como objetivo analisar o nome próprio Terenos,
observando o ato de nomeação como fenômeno que dá existência
histórica ao espaço sociopolítico urbano da cidade de Terenos.

Objetivos específicos:
• Compreender os sentidos evocados pelo nome próprio Terenos,
através dos postulados da Semântica do Acontecimento;

• Relacionar a constituição de seus sentidos com a história e com a


sociedade de Terenos;

• Abordar a enunciação baseando-se na temporalidade e no real (de


materialidade histórica).
METODOLOGIA

Para esta pesquisa, serão utilizados um atlas para


consulta, visitas ao arquivo histórico da cidade de
Terenos, matérias editadas em revistas e jornais; dados
bibliográficos já citados anteriormente; revisão crítica da
literatura sobre Semântica do Acontecimento e
Enunciação. Dessa forma, visamos o entendimento do
processo de nomeação do município de Terenos em sua
relação direta com a história e a sociedade.
Ano: 2019
AÇÕES/ETAPAS J F M A M J J A S O N D

X X X X X
Leitura do referencial teórico
X X X X X
Fichamentos e resenhas
X X X X X X X X X X
Reuniões com o orientador
X X X X
Escrita do artigo
X X X
Revisão do orientador
X
Banca avaliadora

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BENVENISTE, Émile. Da subjetividade na linguagem. In: Problemas de linguística geral I. 5. ed.


Trad. Maria da Glória Novak e Maria Luísa Néri. Campinas, São Paulo: Pontes, 2005.

. O aparelho formal da enunciação. In: Problemas de linguística geral II. 2. ed. Trad.
Eduardo Guimarães et al. Campinas, São Paulo: Pontes, 2006.

DUCROT, Oswald. As escalas argumentativas. In: O prazer de dizer: leis lógicas e leis
argumentativas. São Paulo: Global, 1981. p. 178 – 228.

GUIMARÃES, Eduardo. Semântica do acontecimento: um estudo enunciativo da designação.


Campinas, São Paulo: Pontes, 2002.

. Semântica, enunciação e sentido. Campinas, São Paulo: Pontes, 2018.

KARIM, Taisir; DI RENZO, Ana Maria; BRESSANIN, Joelma; RARIM, Jocineide (Orgs.). Atlas dos
nomes que dizem histórias das cidades brasileiras: um estudo semântico-enunciativo do Mato
Grosso (Fase I). Campinas, São Paulo: Pontes, 2016.