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Filosofia do Direito

O pensamento grego
Sócrates x sofistas

• 470-399 a.C.
• Os sofistas foram os grandes artífices da democracia
grega, cuja peculiaridade era a discussão direta entre
cidadãos em praças públicas.
• Mestres em retórica, ensinavam a expor ideias com
clareza e boa argumentação.
• Sócrates os criticava por, segundo ele, não terem
apreço à verdade e serem meros “vendilhões da
verdade”.
• Os Sofistas não buscavam conhecer “a
natureza das coisas”

• “Os sofistas creditavam a verdade, a


moralidade, a religião, a justiça e os conceitos
políticos e sociais ao consenso, a uma
convenção entre os homens” (p. 38)

• Criticados pela aristocracia e por Sócrates


• Protágoras – O homem como medida de todas
as coisas
• O eixo central do argumento dos sofistas sobre
o direito aborda a dicotomia e entre nomos e
physis
• Convenção humana x natureza
• Para Protágoras o “nomos é a condição
necessária para a manutenção das sociedade
humanas” (p. 40)
Sócrates
• A verdade e o justo não se reduzem nem às
convenções nem à natureza (como, neste caso,
queria a aristocracia ateniense)

• Para Sócrates há uma verdade a ser perseguida.


Trata-se, pois, de um processo de busca. “Daí,
para Sócrates, mais importante que a própria
conclusão sobre a verdade é o método utilizado
em todo esse processo”(p.40)
• A essência a ser alcançada através da
indagação.
• Para Sócrates, os floreios retóricos dos sofistas
teriam um caráter mais sedutor do que
efetivamente revelador da verdade
• Sócrates, com sua dialética, buscava
“desbastar as falsas impressões para que
possa surgir, do fundo das múltiplas opiniões,
o uno da ideia e da verdade”(p. 41)
O dilema jurídico de Sócrates
• A tradição mítica-religiosa: Themis e Dike.
Socrates visa o conhecido e não o revelado
• Nomos: “a vontade da maioria não faz a boa
lei nem faz o justo. A busca de Sócrates é a de
extrair o conceito de justo por meio da razão”
(p. 42)