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Resíduos de Construção Civil

RCC

Saneamento Básico
Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Vanessa Caroline Bersch


Engenheira Civil - FARO
Pós Graduada em Auditoria, Avaliações e Perícia na
Engenharia – IPOG;
Pós Graduanda em Master BIM- Ferramentas de
Gestão de Projetos - IPOG
O QUE É SANEAMENTO BÁSICO?
Noções preliminares

• Saúde - é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a


ausência de doenças ou de enfermidades. (Conforme a Organização Mundial de
Saúde).
• Saúde Pública - formas de preservar, melhorar ou recuperar a saúde, através de
medidas coletivas e com a participação da população, de forma motivada.
• Saneamento - instrumento da saúde pública que consiste em intervenções sobre o
meio físico do homem, de forma a eliminar as condições deletérias à saúde.
Saneamento Básico

Saneamento é o conjunto de medidas que visa preservar ou modificar as condições


do meio ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde,
melhorar a qualidade de vida da população e à produtividade do indivíduo e facilitar
a atividade econômica.

No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e


definido pela Lei nº. 11.445/2007 como o conjunto dos serviços, infraestrutura e
instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário,
limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos.

A Lei dispõe que todas as prefeituras do País elaborem seus Planos Municipais
de Saneamento Básico (PMSB), como requisito para futuros convênios com o
Governo Federal.
Plano Municipal de Saneamento Básico

O Plano
Municipal de
saneamento
básico se
restringe aos
serviços de
infraestruturas
e instalações
operacionais
que são:
Saneamento e Saúde

O saneamento tem como objetivo:


a) abastecimento de água;
b) coleta, remoção, tratamento e disposição final dos esgotos;
c) coleta, remoção, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos - lixos;
d) drenagem das águas pluviais;
e) higiene dos locais de trabalho e de lazer, escolas e hospitais;
f) higiene e saneamento dos alimentos;
g) controle de artrópodes e de roedores (vetores de doenças);
h) controle da poluição do solo, do ar e da água, poluição sonora e visual;
i) saneamento em épocas de emergências (quando ocorrem calamidades, como:
enchentesou quando ocorrem epidemias de determinadas doenças).
Saneamento e Saúde

Investir em saneamento é a única forma de se reverter o quadro existente. Dados


divulgados pelo Ministério da Saúde afirmam:
Saneamento e Saúde

Saúde:
• Em Rondônia, ainda ocorrem mais de 4,4 mil internações por doenças
infecciosas associadas à falta de saneamento, com 13 mortes em 2013 (Trata
Brasil, 2014).

Educação:
• Especialista provam que crianças exposta aos esgotos aprendem até 18%
menos. A doença causa o afastamento das escolas, comprometendo o seu
desempenho escolar.

Trabalho:
• 217 mil trabalhadores precisam se afastar de suas atividades todos os anos
devido a problema gastrointestinais ligados a falta de saneamento.
Saneamento e Saúde

Efeitos Positivos do Saneamento Básico:


• Melhoria da Saúde da População e redução dos recursos aplicados no
tratamento de doenças, uma vez que grande parte delas está relacionada com a
falta de uma solução adequada de esgoto sanitário.
• Diminuição dos custos de tratamento da água para abastecimento que seriam
ocasionados pela poluição dos mananciais.
• Melhoria do potencial produtivo das pessoas
• Dinamização da economia e geração de empregos
Saneamento e Saúde

Efeitos Positivos do Saneamento Básico:


• Eliminação da poluição estética/visual e desenvolvimento do turismo.
• Eliminação de barreiras não-tarifárias para os produtos exportáveis das empresas
locais.
• Conservação ambiental.
• Melhoria da imagem institucional
Saneamento e Saúde

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Informação de Análise Saneamento

Censo demográfico Constitui o maior conjunto de IBGE* 10 anos Todos os municípios Setor censitário Saneamento básico <www.ibge.gov.br>
dados socioeconômicos da (água, esgoto e
população brasileira, fundamental resíduos sólidos),
para qualquer processo de
planejamento. Última atualização:
2010.
PNAD – Pesquisa Reúne características gerais da IBGE Anual Todos os municípios Estado Saneamento básico <www.ibge.gov.br>
Nacional por Amostra população, educação, trabalho, (água, esgoto e
de Domicílios rendimento, habitação, dentre resíduos sólidos)
outras. Realizada desde 2001.
Última atualização: 2011.
PNSB – Pesquisa Objetiva investigar as condições de IBGE/ MCIDADES - Todos os municípios Distrito Saneamento básico <www.ibge.gov.br>
Nacional de saneamento básico no país junto censitário (água, esgoto,
Saneamento Básico às prefeituras municipais e (água/esgoto) e drenagem e resíduos
empresas contratadas para a município sólidos).
prestação desse serviço, (drenagem/resíd
permitindo a avaliação da oferta e uos sólidos)
qualidade dos serviços prestados,
as condições ambientais e suas
implicações diretas para a saúde e
a qualidade de vida da população
brasileira. Realizada em 2000 e
2008
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Informação de Análise Saneamento

SNIS – Sistema Reúne informações e indicadores sobre Ministério das Anual Municípios Municípios e Variáveis técnicas, <www.snis.gov.br>
Nacional de a prestação dos serviços de Cidades amostrados prestadores de operacionais e
Informação em abastecimento de água, esgotamento serviços financeiras dos
Saneamento sanitário e manejo de resíduos sólidos. prestadores de
Atualizado anualmente. Última serviços de
atualização: 2010. abastecimento de
água, esgotamento
sanitário e resíduos
sólidos
SISAGUA – Objetiva coletar, registrar, transmitir e Ministério da Anual Todos os municípios Municípios e Abastecimento de Para acesso a esses
Sistema de disseminar os dados gerados Saúde/ Secretaria sistemas de água (cobertura, dados, entre em
Informação de rotineiramente, provenientes das ações de Vigilância abastecimento condições de contato com a
Vigilância da de vigilância e controle da qualidade da Sanitária em Saúde de água tratamento, Vigilância Sanitária
Qualidade da água para consumo humano. qualidade do serviço, mais próxima de
Água para Atualização anual níveis de você.
Consumo Humano atendimento à
Portaria n° 2914/11
do MS).
Sistema Nacional Reúne mais de 1300 indicadores Ministério das Anual Municípios Municípios Indicadores <www.brasilemcidad
de Informações socioeconômicos de cada município Cidades amostrados brasileiros socioeconômicos es.gov.br>
das Cidades brasileiro, além de mapas e imagens de
satélite. É possível ainda, acessar às
informações sobre o andamento das
ações do Ministério das Cidades nos
municípios brasileiros nas áreas de
Linha do Tempo

Lei nº 6938 Lei nº 9433 Lei nº 10257 Lei nº 11.445 Decreto 7.217 Lei nº 12305
31/08/81 Política 08/01/97 Política 10/07/01 05/01/07 Plano 21/06/10 02/08/10 Política
Nacional do Meio Nacional de Estatuto das Nacional de Regulamentação Nacional de
Ambiente Recursos Cidades Saneamento da Lei 11.445 Resíduos Sólidos
Hídricos Básico
Manejo dos resíduos sólidos

Com a regulamentação da Lei nº 12.305 (BRASIL, 2010b), a Política Nacional de


Resíduos Sólidos (PNRS), ficou estabelecida, dentre outros aspectos, a
obrigatoriedade dos municípios desenvolverem o Plano de Gestão Integrada de
Resíduos Sólidos (PGIRS).
O PGIRS pode estar inserido no Plano Municipal de Saneamento Básico
(PMSB), substituindo o Plano de Manejo de Resíduos Sólidos previsto na Lei nº
11.445/07. Dessa forma, evita-se a formulação de dois documentos e elabora-se
somente um com base no estabelecido pela Política Nacional de Resíduos
Sólidos.
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei nº 12.305/10

A PNRS estabelece princípios, objetivos, instrumentos – inclusive instrumentos


econômicos aplicáveis – e diretrizes para a gestão integrada e gerenciamento
dos resíduos sólidos, indicando as responsabilidades dos geradores, do poder
público e dos consumidores.
Ela define princípios importantes, como o da prevenção e precaução, do
poluidor-pagador, da ecoeficiência, da responsabilidade compartilhada pelo ciclo
de vida dos produtos, do reconhecimento do resíduo como bem econômico e de
valor social, do direito à informação e ao controle social, entre outros.
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei nº 12.305/10
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei nº 12.305/10

 A PNRS adota uma classificação com base na origem e na periculosidade dos resíduos.

ORIGEM

 Resíduos domiciliares;
 Resíduos de limpeza urbana;
 Resíduos sólidos urbanos (resíduos domiciliares + resíduos de limpeza urbana); Resíduos de
estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços;
 Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico;
 Resíduos industriais;
 Resíduos de serviços de saúde;
 Resíduos da construção civil;
 Resíduos agrossilvopastoris;
 Resíduos de serviços de transportes; Resíduos de mineração.
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei nº 12.305/10

Uma das determinações


fundamentais da Lei nº
12.305 (BRASIL, 2010) é a
ordem de prioridade para a
gestão dos resíduos, que
deixa de ser opcional e
passa a ser obrigatória:

ATENÇÃO
Conforme a Lei 12.305 (BRASIL, 2010), o termo resíduos sólidos urbanos diz respeito apenas aos
resíduos domiciliares e de limpeza urbana. Já o termo resíduos sólidos, engloba todos os tipos de
resíduos sólidos, como resíduos de serviço e saúde, resíduos da construção civil, resíduos
industriais e também os resíduos sólidos urbanos.
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei nº 12.305/10

 Tratamento
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei nº 12.305/10

 Destinação Final
Manejo de Resíduos Sólidos

O Manejo Incorreto dos RS gera consequências:


 AMBIENTAIS: Odor, funaça, vento, poeira
Poluição e Contaminação:
• Água;
• Ar;
• Solo.
 ECONÔMICAS
 SOCIAIS
 SAÚDE PÚBLICA:
• Adoção de medidas de proteção à saúde pública;
• maioria das vezes, paliativas.
Reíduos de Construção Civil
Resíduos de Construção Civil

Legislação específica
Resolução CONAMA nº 307/2002 – estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da
construção civil (e suas alterações posteriores).
Normas técnicas ABNT
ABNT.NBR 10004:2004 Resíduos sólidos - Classificação;
NBR 15112:2004 Resíduos da construção civil e resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem - Diretrizes para
projeto, implantação e operação;
NBR 15113:2004 Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes - Aterros - Diretrizes para projeto, implantação e
operação
NBR 15114:2004 Resíduos sólidos da construção civil Áreas de reciclagem - Diretrizes para projeto, implantação e
operação;
NBR 15115:2004 Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Execução de camadas de pavimentação
- Procedimentos;
NBR 15116:2004 Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Utilização em pavimentação e preparo de
concreto sem função estrutural - Requisitos.
Resíduos de Construção Civil

Resíduos da construção civil


São os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção
civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos
cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e
compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos,
tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha.
(Resolução CONAMA nº 307/2002
Classificação
C= gesso, isopor,
entreoutros
Resíduos de Construção Civil
Resíduos de Construção Civil

Resíduos da construção civil (Resolução CONAMA nº 307/2002


Art. 9º Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil- PGRCC Deverão contemplar
as seguintes etapas:

I - caracterização: identificar e quantificar os resíduos;


II - triagem: deverá ser realizada, preferencialmente, pelo gerador na origem, ou ser realizada
nas áreas de destinação licenciadas para essa finalidade, respeitadas as classes de resíduos ;
III - acondicionamento: confinamento dos resíduos após a geração até a etapa de transporte,
assegurando em todos os casos em que seja possível, as condições de reutilização e de
reciclagem;
IV - transporte: deverá ser realizado em conformidade com as etapas anteriores e de acordo
com as normas técnicas vigentes para o transporte de resíduos;
V – destinação Final: deverá ser prevista de acordo com o estabelecido nesta Resolução.
Resíduos de Construção Civil
Resíduos de Construção Civil
Resíduos de Construção Civil
Conclusão

A utilização dos resíduos de construção e


demolição comprovadamente viável do ponto de
vista técnico, econômico e ambiental. O desafio do
próximo período é generalizar a prática e para
atingir essa meta, é necessário o desenvolvimento
de políticas públicas consistentes, abrangendo as
áreas de legislação, pesquisa e desenvolvimento,
legislação tributária e educação ambiental.