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Tonalidade Expandida

• Foi o resultado de procedimentos composicionais


cujos propósitos visavam a desestabilização das for-
ças organizacionais do sistema tonal, buscando com
isso uma amplitude nas possibilidades expressivas
deste mesmo sistema. Este fenômeno constituiu a
mais relevante razão estética do período chamado
Pós - Romântico, pois que resultou nas experiências
da Segunda Escola de Viena e nas experiências da
música erudita no século XX.
Na definição de Walter Piston, “a tonalidade é logra-
da pelo uso de elementos debilitadores do sistema
tonal”.
• Saturação do sistema tonal.
• Abolição dos padrões clássicos.
• Influências literárias.
Compositores
Franz Liszt Rimsky-Korsakov
Richard Wagner Mussorgsky
Johannes Brahms Cesar Franck
Anton Bruckner Claude Debussy
Gustav Mahler Gabriel Fauré
Jean Sibelius Erik Satie
Antonin Dvorak Hugo Wolf
• Protelação de consecuções cadenciais.
• Flutuação harmônica através de artifícios cromáticos.
• Suspensões e modalismo sobre estruturas tonais.
• Modulação freqüente e continuada.
• Funções tonais distantes.
• Resoluções irregulares e notas melódicas longas.
• Progressões inusitadas, ambíguas ou cromáticas.
• Deslocamento do centro tonal mediante a ampliação do
princípio de dominantes secundárias.
• Agregados acórdicos defuncionalizadores.
• Uso de escalas não convencionais e efeitos colorísticos.
• Dubiedade nos modos clássicos.
• Artifícios rítmicos, uso de contraponto, cesuras, etc.
• Dissonâncias livres de função tonal.
• Saturação cromática.
• Protelação cadencial, flutuação harmônica e
tratamento da dominante.
As ‘contribuições’ de Max Reger
Tônica de C maior; relativo (E menor) da dominante (G maior) de C.
Interpretação deste E menor como subdominante menor de B maior;
Interpretação deste F# maior como subdominante de C# maior e
Cadência:
Tônica de C maior; dominante G maior, cuja primeira inver-
são (o acorde de sexta si-ré-sol) se interpreta como acorde
de sexta napolitana de F# maior. Cadência:
Tristan
Arsenal Lisztiano:
Arquétipos harmônicos – Tríades diminutas e
aumentadas.
Relação mediantica.
Gama por tons inteiros – Escala hexacordal.
Modulações e progressões tritônicas.
Sextas napolitanas e aumentadas.
Modalismo.
Discurso antitônico.
Pluralidade harmônica.
Anti-Cadências.
Referências Bibliográficas
ALLEN, Forte. Tonal Harmony in Concept & Practice. New York, Holt, Rinehart
and Winston, 1975.
FILHO, Florivaldo Menezes. Apoteose de Schoenberg. São Paulo, EDUSP, 1987.
GROUT, Donald J e Claude V. História da Música Ocidental. Lisboa, Gradiva,
2007.
KOECHLIN, Charles. Traité de l’Harmonie. Vol II. Paris, Éditions Max Eschig, 1958
KOSTKA, STEFAN; Payne, Doroty. Tonal Harmony. New York,
Alfred A. Knopf, 1984.
LA MOTTE. Dieter. Armonia. Barcelona, Editora Labor, 1989.
REGER, Max. Contribuciones al estudio de la modulación. Madrid,
Real Musical Editores, 1978.
SAMSON, Jim. Music in transition: a study of tonal expansion and atonality,
1900 – 1920. New York, Oxford University Press, 2002.
ZAMACOIS, Joaquim. Armonia I a III. Barcelona, Editora Labor, 1985.
REGER, Max. Contribuciones al estudio de la modulación. Madrid,
Real Musical Editores, 1978.